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segunda-feira, 22 de setembro de 2025

Análise: Fábulas das Terras Perdidas - Ciclo 2 - Os Cavaleiros do Perdão - Edição Integral

Fábulas das Terras Perdidas - Ciclo 2 - Os Cavaleiros do Perdão - Edição Integral, de Dufaux, Delaby e Jérémy - Arte de Autor

Fábulas das Terras Perdidas - Ciclo 2 - Os Cavaleiros do Perdão - Edição Integral, de Dufaux, Delaby e Jérémy - Arte de Autor
Fábulas das Terras Perdidas - Ciclo 2 - Os Cavaleiros do Perdão - Edição Integral, de Dufaux, Delaby e Jérémy

Seguindo firme na publicação em volumes integrais da série Fábulas das Terras Perdidas, a editora Arte de Autor editou recentemente o segundo volume da franquia que reúne o segundo ciclo, composto, respetivamente, pelos quatro tomos Moriganes, Guinea Lord, Fada Sanctus e Sill Valt.

Tal como no ciclo anterior, denominado Sioban, neste Os Cavaleiros do Perdão, voltamos a ser mergulhados num universo sombrio, de fantasia medieval, onde a intriga, a violência e o sobrenatural se entrelaçam de forma natural. 

A história inicia-se com a apresentação de uma nova ordem de guerreiros, os tais Cavaleiros do Perdão, cuja presença enigmática marca desde logo o tom da história, que se apresenta pesado, denso e profundamente dramático. 

Fábulas das Terras Perdidas - Ciclo 2 - Os Cavaleiros do Perdão - Edição Integral, de Dufaux, Delaby e Jérémy - Arte de Autor
Acompanha a ascensão da personagem de Seamus, um jovem noviço destinado a tornar-se cavaleiro, cuja coragem é reconhecida por uma vidente, apesar de haver também uma profecia sombria a pairar sobre o seu futuro. Ao lado do veterano Sill Valt, Seamus enfrenta as terríveis Moriganes, criaturas que espalham terror e morte, e embarca numa jornada marcada por batalhas sangrentas, amores impossíveis e dilemas pessoais. 

Entre sacrifícios, traições e revelações, a obra equilibra o drama humano com a fantasia sombria, culminando numa batalha decisiva que sela o destino de Seamus, de Sill Valt e da fada Sanctus. As personagens apresentam-se complexas e atormentadas por paixões e/ou forças maiores que elas próprias, que se vão depois cruzando num enredo que nunca perde de vista a tensão entre poder e espiritualidade, e entre fé e brutalidade. Os elementos de fantasia que se espraiam por toda a trama, como os monstros, as feiticeiras e vários símbolos arcanos são disso exemplo, surgem como manifestações físicas dos medos e desejos mais obscuros, o que faz com que não sirvam apenas de cenário, mas também para intensificar os dilemas humanos.

Fábulas das Terras Perdidas - Ciclo 2 - Os Cavaleiros do Perdão - Edição Integral, de Dufaux, Delaby e Jérémy - Arte de Autor
O ritmo narrativo acelera e conduz o leitor a uma conclusão que, embora previsível dentro da estrutura clássica que Dufaux utiliza, é poderosa e coerente com a atmosfera construída. Diria que não é nas histórias, propriamente ditas, que o trabalho de Dufaux mais brilha, mas sim no world building, na conceção de um universo que se revela credível, rico e carregado de significados.

Não obstante, é no desenho que esta obra atinge o seu auge. Philippe Delaby dá corpo e alma a este mundo com uma mestria rara. A expressividade dos rostos das personagens é impressionante: cada olhar, cada ruga, cada gesto transmite emoções profundas, desde a fúria incontida até à melancolia mais silenciosa. É difícil que não nos sintamos absorvidos por estas expressões e por estas personagens, que elevam a narrativa a um patamar mais visceral.

E isto já para não falar dos cenários que são outro ponto altíssimo: castelos imponentes, florestas ameaçadoras, vilas miseráveis e campos de batalha cheios de movimento e detalhe. Delaby não poupa esforços em transmitir, de forma incrivelmente detalhada, a dureza e a riqueza do mundo medieval-fantástico que Dufaux imaginou. Há um cuidado quase cinematográfico na composição dos desenhos, que transforma cada página numa experiência visual plena.

Fábulas das Terras Perdidas - Ciclo 2 - Os Cavaleiros do Perdão - Edição Integral, de Dufaux, Delaby e Jérémy - Arte de Autor
As vestes, armaduras e ornamentos são tratados com um detalhe minucioso, refletindo tanto a imponência dos nobres como a degradação dos mais pobres. A autenticidade estética, mesmo num contexto fantástico, é notável e dá uma verosimilhança acrescida ao universo representado. É o tipo de trabalho que faz o leitor perder-se na contemplação de uma única vinheta, tal não é a riqueza gráfica.

Também nas cenas de ação, Delaby atinge uma intensidade notável, com as batalhas a revelarem-se brutais, dinâmicas e cheias de energia, transmitindo a sensação de caos e violência de forma quase palpável. Já nas passagens grotescas ou violentas, o impacto é igualmente forte: não há pudor em mostrar a crueza da dor ou da morte. As criaturas parecem surgir das trevas com uma aura de ameaça constante, enquanto as feiticeiras e entidades sobrenaturais são envolvidas numa sensualidade perturbadora. A paleta de cores, vibrante nos momentos de esplendor e sombria nas passagens mais dramáticas, intensifica ainda mais a experiência visual.

Fábulas das Terras Perdidas - Ciclo 2 - Os Cavaleiros do Perdão - Edição Integral, de Dufaux, Delaby e Jérémy - Arte de Autor
Comparando com Rosinski, cujo trabalho no primeiro ciclo já era impressionante, percebe-se como Delaby conseguiu elevar ainda mais a fasquia. Se Rosinski tinha dado vida a este universo com traços vigorosos, Delaby aperfeiçoa a densidade emocional e estética, fazendo com que esta obra supere a anterior. E se a estrutura narrativa de Dufaux permanece clássica e sem grandes riscos, neste ciclo sente-se um autor mais inspirado, mais maduro, a construir um mundo mais consistente e credível. O resultado é um equilíbrio perfeito entre palavra e imagem, que faz de Os Cavaleiros do Perdão uma obra obrigatória para todos o que são fãs de BD de fantasia.

Este ciclo em concreto assume ainda um valor simbólico do ponto de vista artístico, pois trata-se da transição para o traço de Jérémy no último volume, após a morte de Delaby. Apesar da difícil herança, Jérémy consegue manter a qualidade e a coerência gráfica, garantindo uma conclusão digna para o ciclo. 

Em termos de edição, a editora Arte de Autor oferece-nos um livro semelhante em tudo ao primeiro volume: capa dura, com textura suave, e verniz localizado na bela ilustração de capa. No miolo, o livro apresenta bom babel brilhante, boa encadernação e boa impressão. Foram mantidas as ilustrações de capa de cada um dos quatro volumes, o que funciona muito bem. Como conteúdo adicional, há ainda 6 páginas que incluem esboços - um pouco menos do que no volume anterior - e um prefácio à obra por Dufaux, que também nos dá um emocionante texto introdutório do quarto volume do álbum, relembrando Delaby.

Em suma, Os Cavaleiros do Perdão oferece-nos uma bela combinação entre a criatividade e profundidade do universo imaginado por Dufaux e o traço inesquecível de Delaby (com Jérémy a concluir o ciclo com competência), que resulta numa obra de fôlego, capaz de prender o leitor tanto pela intensidade da narrativa como pela beleza visual. É uma série que se lê como uma verdadeira epopeia medieval-fantástica, mas que se contempla também como um objeto artístico de grande valor. Se o primeiro ciclo já era bom, este ainda é melhor!


NOTA FINAL (1/10):
9.2



Convite: Passem na página de instagram do Vinheta 2020 para verem mais imagens do álbum. www.instagram.com/vinheta_2020



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Fábulas das Terras Perdidas - Ciclo 2 - Os Cavaleiros do Perdão - Edição Integral, de Dufaux, Delaby e Jérémy - Arte de Autor

Ficha técnica
Fábulas das Terras Perdidas - Ciclo 2 - Os Cavaleiros do Perdão - Edição Integral
Autores: Jean Dufaux, Delaby e Jérémy
Editora: Arte de Autor
Páginas: 232, a cores
Encadernação: Capa dura
Formato: 235 x 310 mm
Lançamento: Abril de 2025

quinta-feira, 15 de maio de 2025

Arte de Autor prepara-se para lançar segundo volume integral das Fábulas das Terras Perdidas!



No próximo dia 23 de Maio, chega-nos o segundo volume integral da série Fábulas das Terras Perdidas, que a editora Arte de Autor tem vindo a lançar.

Este é o segundo de um total de quatro volumes que são esperados. Este segundo integral da série intitula-se Os Cavaleiros do Perdão e inclui quatro tomos, começando e concluindo um ciclo inteiro.

Os desenhos deste ciclo ainda são executados pelo autor Delaby, se bem que as ilustrações do quarto tomo do ciclo são da autoria de Jérémy. Esta edição inclui um caderno de esboços enquanto conteúdo extra.

O livro deverá receber uma exposição dedicada durante o Maia BD onde o argumentista Jean Dufaux também marcará presença.

Mais abaixo, deixo-vos com a sinopse da obra e com algumas imagens promocionais.


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Fábulas das Terras Perdidas - Ciclo 2 - Os Cavaleiros do Perdão - Edição Integral, de Jean Dufaux, Delaby e Jérémy

 As lendas celtas atravessam esta saga mítica para a tornar ainda mais maravilhosa.

Na Idade Média, um grupo de marinheiros desembarca nos pântanos perdidos de uma ilha nos mares do Norte. Estes “Cavaleiros do Perdão” pretendem libertar a terra das garras de uma bruxa, a última das cruéis Moriganes que sobreviveram. Dotado de poderes sobrenaturais, o mais jovem de entre eles é o único capaz de expulsar esta criatura maléfica, que deixa atrás de si cadáveres horrivelmente mutilados. Após uma ausência de 5 anos, regressa este novo ciclo, com Dufaux no argumento e Delaby em sumptuosas ilustrações a cores diretas. As Moriganes, bruxas cruéis, quase desapareceram das densas florestas que assombravam e enfeitiçavam. Mas Sill Valt, líder dos “Cavaleiros do Perdão”, está convencido de que uma das mais temíveis se refugiou nas charnecas de Glen Sarrick. Apenas um dos seus companheiros lhe pode dizer com certeza: o jovem Seamus, que tem uma estranha relação com um misterioso cisne negro e que permite que tanto os bons como os maus presságios cheguem até ele.

1 - Moriganes
Para provar que é digno de confiança, Seamus deve submeter-se a um ritual e oferecer um pouco do seu sangue a Mornoir, uma vidente cujo corpo emaciado jaz no fundo de um poço conhecido como o “Buraco de 0rgast”. Ela confirma a bravura do jovem e prevê-lhe um futuro extraordinário. Mas avisa que, quando ele amar, o seu reflexo trai-lo-á a ele e à sua família! Seamus recusa-se a aceitar esta previsão. Confiante na sua retidão e coragem, acompanha Sill Valt e os cavaleiros até às terras de Glen Sarrick. Infelizmente, chegam tarde demais: a feroz Morigane passou por ali, deixando atrás de si um rasto de cadáveres horrivelmente mutilados. Os camponeses afirmam tê-la visto, descrevendo-a como uma jovem mulher de cabelo vermelho que voa sobre a charneca.
Sill Valt recruta os aldeões mais corajosos para o ajudarem a neutralizar esta criatura maléfica.

2 - Guinea Lord
Seamus e Sill Valt têm de voltar a perseguir os Moriganes, as bruxas que destroem pessoas e terras. A batalha do bem contra o mal! A luta dos Cavaleiros do Perdão contra almas sombrias e cruéis!

3 - Fada Sanctus
No caminho para as terras perdidas, encontramos Sill Valt e Seamus, o jovem noviço que se tornou Cavaleiro do Perdão. Ambos estão envolvidos numa batalha impiedosa contra as forças do Mal para salvar Sanctus, o Morigane que se tornou uma Fada. Enquanto Sill Valt persegue o Senhor da Guiné, mestre do Submundo, Seamus enfrenta Eïrell, o amigo que o Demónio transformou em inimigo. Conseguirá o jovem cavaleiro cumprir a sua missão? A vida do seu primeiro amor e o destino da ilha dependem disso...

4 - Sill Valt
O quarto e último volume do ciclo dos Cavaleiros do Perdão das Fábulas das Terras  Perdidas. Enquanto Seamus segue a fada Sanctus até às ilhas Keruan, Sill Valt quer descobrir o segredo do nascimento do Senhor da Guiné. Para o fazer, tem de enfrentar a mãe do Senhor da Guiné, a Senhora de Arminho: um confronto tórrido e assustador. Jean Dufaux dedica um magnífico álbum à batalha final de um mestre, o último álbum de Philippe Delaby. Como um digno herdeiro, Jérémy presta a Delaby a melhor das homenagens, encerrando este álbum de forma brilhante.

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Ficha técnica
Fábulas das Terras Perdidas - Ciclo 2 - Os Cavaleiros do Perdão - Edição Integral
Autores: Jean Dufaux, Delaby e Jérémy
Editora: Arte de Autor
Páginas: 232, a cores
Encadernação: Capa dura
Formato: 235 x 310 mm
PVP: 49,00€

quarta-feira, 15 de janeiro de 2025

Análise: Murena #12 - Morte de um Sábio

Murena #12 - Morte de um Sábio, de Dufaux e Theo - ASA - LeYa

Murena #12 - Morte de um Sábio, de Dufaux e Theo - ASA - LeYa
Murena #12 - Morte de um Sábio, de Dufaux e Theo

O mais recente volume da série Murena, uma banda desenhada histórica que explora a Roma Antiga com assinalável precisão histórica e profundidade narrativa, foi lançado pela editora ASA no último trimestre de 2024. Este novo volume da série, intitulado Morte de um Sábio, mantém Dufaux enquanto argumentista, mas, à semelhança do que aconteceu nos últimos dois tomos da série, designadamente O Banquete e Lemúria, tem Theo a substituir o falecido Delaby no papel de ilustrador.

Mudança essa que, convenhamos, até tem sido para melhor. Sei que o trabalho que Delaby fez por esta série ao nível dos desenhos, desde o seu começo, sempre foi digno de todos os louvores. Não obstante, antes de ler este Morte de um Sábio dei comigo a ir ler os primeiros volumes da série e até considero que as ilustrações estão agora mais impressionantes e belos do que as de Delaby. Sem desprimor para este último que, obviamente, também teve um trabalho fantástico em Murena. E, claro, foi ele a pensar e a criar a série de raiz, do modo que a conhecemos, e que Theo tem vindo a respeitar.

Murena #12 - Morte de um Sábio, de Dufaux e Theo - ASA - LeYa
Assim, e começando pela parte de ilustração, Theo parece estar cada vez mais à vontade no papel de ilustrador de Murena. A primeira vinheta que abre este álbum, por exemplo, é uma autêntica obra prima da ilustração! Daqueles desenhos que poderiam figurar num museu! E a excelência do trabalho do autor não se fica por aí. Ao invés, espraia-se por todas as 52 páginas do livro, brindando o leitor com fantásticos desenhos de cenários e com um alargado naipe de personagens, rigorosamente personalizadas em termos visuais, e que apresentam uma expressividade e uma linguagem corporal magníficas. As belas cores da autoria de Lorenzo Pieri também são ponto essencial para a beleza que emana de cada uma das páginas deste livro.

O cuidado extremo com os trajes, armas, arquitetura e cenários de Roma mantém-se, então, presente, com as ruas movimentadas, as luxuosas vilas e os decadentes palácios imperiais a serem apresentados com grande realismo, transportando o leitor diretamente para o coração do Império Romano. A meticulosa atenção ao detalhe ajuda a evocar a atmosfera opulenta, mas também decadente, que marca este período da história.

Neste volume, Lucius Murena retorna ao palácio imperial após um período de ausência. A sua memória, ainda afetada pelas drogas administradas por Lemúria, começa a recuperar, enquanto as suspeitas de Nero sobre a sua participação numa conspiração diminuem. No entanto, a identidade misteriosa de Hidra intriga o imperador, que enfrenta delírios cada vez mais intensos, que parecem aproximá-lo da loucura. De resto, a crescente conspiração em Roma e a ascensão de Tigelino, a quem Nero concede plenos poderes, intensificam a tensão. Murena encontra-se numa posição delicada, algures dividido entre uma mulher possessiva e um imperador instável, vendo-se forçado a questionar as decisões que deve tomar.

Murena #12 - Morte de um Sábio, de Dufaux e Theo - ASA - LeYa
A narrativa deste volume é, pois, marcada por uma combinação de ação intensa e intriga entre personagens. Por vezes, fica no ar a ideia de que o argumentista oferece bons elementos e subnarrativas que, depois, acabam por não ser aproveitados. E essa talvez seja a minha principal crítica a esta bela série, e a este Morte de um Sábio em particular, mesmo sendo verdade que a representação da decadência de Roma e a complexidade das intrigas políticas são apresentadas de forma envolvente, mantendo a qualidade que caracteriza a série. 

Aprecio especialmente em Murena o facto desta obra equilibrar rigor histórico com uma narrativa envolvente, proporcionando uma leitura enriquecedora para os fãs de banda desenhada histórica. Todavia, Murena é uma daquelas séries em que é difícil "cair de paraquedas", já que a trama é bastante complexa. Mas isso também faz com que eu tenha que dar os devidos louvores à ASA por ter reeditado os primeiros quatro volumes da série que há muito se encontravam extintos do mercado nacional. Esta é uma daquelas séries para ler a partir do primeiro volume.

A edição da ASA é em capa dura brilhante, com bom papel brilhante no interior. A encadernação e impressão também apresentam a qualidade a que estamos habituados por parte da editora portuguesa. Na parte final do livro, há um glossário para que o leitor possa compreender melhor os factos históricos reais que envolvem as personagens e os eventos que aparecem no livro. Depois disso, ainda há uma nota final de Jean Dufaux sobre este volume.

Em resumo, Morte de Um Sábio mantém a excelência da série Murena, oferecendo uma narrativa rica em intriga e profundidade psicológica, acompanhada por uma arte impressionante que transporta o leitor para o coração da Roma Antiga e que reafirma a reputação de Murena como uma das séries de banda desenhada histórica mais visualmente impressionantes.

NOTA FINAL (1/10):
8.9



Convite: Passem na página de instagram do Vinheta 2020 para verem mais imagens do álbum. www.instagram.com/vinheta_2020

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Murena #12 - Morte de um Sábio, de Dufaux e Theo - ASA - LeYa

Ficha técnica
Murena #12 - Morte de um Sábio
Autores: Dufaux e Theo
Editora: ASA
Páginas: 52, a cores
Encadernação: Capa dura
Formato: 225 x 296 mm
Lançamento: Setembro de 2024