O universo português da banda desenhada voltou a estar em festa com a 6ª edição dos prémios de banda desenhada VINHETAS D’OURO, os prémios da crítica portuguesa que celebram o que de melhor se fez na BD.
Autores consagrados, novos talentos, obras nacionais e internacionais, houve espaço para tudo e para todos, e os vencedores mostram bem a vitalidade e diversidade do panorama actual.
Para aqueles que não tiveram a oportunidade de ver a Gala, deixo-vos aqui o link onde a podem visualizar, relembro que também o podem fazer no facebook.
Falando daquilo que aconteceu nesta última edição dos Prémios, foram vários os momentos marcantes.
Em primeiro lugar, comecemos pelo momento mais marcante da noite. Luís Louro, um dos nomes maiores da BD portuguesa, alcançou um feito inédito: um triplete, um hat trick, histórico com a obra Os Filhos de Baba Yaga. Depois de mais de 40 anos de carreira, o autor venceu três das categorias principais ao mesmo tempo: Melhor Álbum, Melhor Ilustração de Autor Português e Melhor Argumento Original de Autor Português. Algo que nunca tal tinha acontecido nos VINHETAS D’OURO.
Outro dos momentos fortes foi a atribuição do Prémio Carreira a Paulo Monteiro. Autor, editor e director do Festival Internacional de Banda Desenhada de Beja, Paulo Monteiro tem dedicado a sua vida à criação, promoção e divulgação da BD, muitas vezes longe dos holofotes, mas sempre com um impacto profundo no meio.
Na categoria de Melhor Obra Estrangeira, uma das mais relevantes e que captam mais atenção nestes prémios, venceu O Meu Irmão, de JeanLouis Tripp (Ala dos Livros). Já o prémio de Melhor Série foi para O Castelo dos Animais, de Dorison e Delep (Arte de Autor).
Mais abaixo, deixo-vos com a lista dos vencedores e, posteriormente, faço a habitual estatística dos prémios.