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terça-feira, 28 de abril de 2026

Análise: Nautilus 2 e 3 - A Herança do Capitão Nemo

Nautilus 2 e 3 - A Herança do Capitão Nemo, de Mathieu Mariolle e Guénaël Grabowski - Arte de Autor e A Seita

Nautilus 2 e 3 - A Herança do Capitão Nemo, de Mathieu Mariolle e Guénaël Grabowski - Arte de Autor e A Seita
Nautilus 2 e 3 - A Herança do Capitão Nemo, de Mathieu Mariolle e Guénaël Grabowski

Foi ainda no final de 2025 que as editoras A Seita e Arte de Autor publicaram, conjuntamente, o segundo e último volume da série Nautilus, dos autores Mathieu Mariolle e Guénaël Grabowski. Relembro que, no mercado original francês, a série havia sido publicada em três tomos, de forma separada. Por cá, as editoras portuguesas optaram por editar - e mal, parece-me, mas já lá irei - num só volume os tomos 2 e 3 da série, denominados, respetivamente, Mobilis in Mobile e A Herança do Capitão Nemo.

O primeiro tomo, intitulado O Teatro das Sombras, até me tinha deixado boas impressões conforme podem (re)ler na análise que fiz a esse volume.

Nautilus 2 e 3 - A Herança do Capitão Nemo, de Mathieu Mariolle e Guénaël Grabowski - Arte de Autor e A Seita
Este segundo livro traz consigo a continuação da história iniciada no primeiro volume, em que o argumentista, Mathieu Mariolle, procura dar continuidade ao percurso de Nemo e da sua mítica máquina submarina. Como tal, e ao contrário do que tinha acontecido no primeiro volume em que a ação tomou lugar em variadíssimos locais e paisagens, aqui a narrativa centra‑se essencialmente na viagem do submarino Nautilus rumo ao seu objetivo final, aprofundando o isolamento do capitão, bem como os seus fantasmas interiores. 

Continuamos a acompanhar a historia de Kimball, um agente da coroa britânica que depois de resgatar o envelhecido Capitão Nemo, se une ao mesmo para tentar cumprir a sua missão de provar a sua inocência, por um lado, e impedir uma guerra entre a Inglaterra e Rússia, por outro. Mas as coisas começam a correr mal entre Kimball e Nemo, ficando as duas personagens de costas voltadas.

A ação decorre, portanto, quase inteiramente dentro do Nautilus, nas suas entranhas tecnológicas e claustrofóbicas, enquanto Kimball, Nemo e a tripulação avançam para um destino inevitável que incluirá um forte confronto de dimensão bélica. A vários níveis. O tom torna‑se mais sombrio e introspectivo, havendo menos movimento exterior e mais tensão psicológica, o que marca uma ruptura evidente com o espírito do primeiro volume.

Nautilus 2 e 3 - A Herança do Capitão Nemo, de Mathieu Mariolle e Guénaël Grabowski - Arte de Autor e A Seita
E, quanto a mim, isso acaba por não ser tão bom. Isto porque o primeiro volume me tinha deixado muito empolgado com esta série. Certas coisas no argumento até poderiam ser algo forçadas, como referi na altura, mas havia ali um espírito de aventura desmedida, cruzando as criações de Júlio Verne e Rudyard Kipling, que muito me agradou. Sentia‑se uma energia quase juvenil, uma vontade de contar uma grande história de aventura sem pudor ou contenção. Gostei disso.

Tal como gostei que houvesse uma grande variedade de cenários, de atmosferas, de momentos diferentes, que nos ofereciam um verdadeiro desfile non stop de situações marcantes e dinâmicas, à boa maneira do cinema de aventuras, sendo até fácil traçar um paralelo com um cruzamento improvável entre Indiana Jones (pela aventura e ação) e 007 (pela espionagem e pelo mistério), onde o exotismo, o ritmo e o espetáculo estavam sempre presentes.

Infelizmente, estes dois volumes revelaram‑se bastante diferentes do primeiro. A mudança de tom é evidente e, no meu caso, resultou numa certa desilusão. A série prometia uma evolução crescente da aventura e da tensão, mas acabou por oferecer algo mais contido e menos ousado do que o início fazia antever. E quando digo mais contido ou menos ousado, não é que a ação não seja grande e por vezes de proporções até exageradas... refiro-me mais, por um lado, à cadência lenta com que o tempo narrativo decorre, que por vezes até se arrasta; e, por outro, aos já mencionados cenários que aqui são muito menos dinâmicos e diversificados. É certo que o interior do Nautilus pode ser muito interessante, mas o facto de a ação apenas acontecer a bordo do submarino, torna tudo mais sensaborão e repetitivo. As próprias batalhas aquáticas travadas entre submarinos, não conseguem ter o apelo da ação que vimos no primeiro volume.

Nautilus 2 e 3 - A Herança do Capitão Nemo, de Mathieu Mariolle e Guénaël Grabowski - Arte de Autor e A Seita
Além disso, a própria narrativa também parece andar em círculos, demorando‑se excessivamente em situações que não fazem realmente avançar a história. De facto, praticamente todo o segundo volume decorre dentro do submarino, a caminho do destino final, sem que aconteça muito além da preparação e da expectativa. Essa opção narrativa contribui para um ritmo lento e pouco estimulante, fazendo com que o leitor sinta que a história tarda em arrancar novamente.

Ou seja, onde o primeiro volume é bom, estes dois não conseguem estar ao mesmo nível; e onde o primeiro apresentava fragilidades, estes também não as corrigem. Uma das mais evidentes continua a ser a falta de maior verosimilhança em determinados momentos. É certo que estamos perante uma série de ação e aventura, mas isso não invalida a necessidade de uma trama minimamente convincente e bem estruturada, especialmente ao nível das motivações das personagens.

O terceiro tomo - ou a segunda parte deste volume duplo -  esforça‑se claramente por terminar a saga de forma mais memorável, reconheço, e, em alguns momentos, consegue recuperar alguma da intensidade perdida. Há sequências mais emotivas e decisões definitivas que dão um final interessante às personagens. Acabei por gostar.

Nautilus 2 e 3 - A Herança do Capitão Nemo, de Mathieu Mariolle e Guénaël Grabowski - Arte de Autor e A Seita
Quanto às ilustrações, o trabalho de Guénaël Grabowski é bastante eficaz, pois o seu trabalho, e conforme já o havia dito em análise ao primeiro volume da série, "passa com distinção. Quem aprecia o estilo mais clássico da bd franco-belga de aventura, vai certamente apreciar a componente estética desta série, pois consegue homenagear o clássico e, mesmo assim, ter algum modernismo."

Mas, lá está, por uma questão de coerência com o que já referi anteriormente, o facto destes dois volumes se passarem mais a bordo do Nautilus, também faz com que o desenho de Grabowski não se destaque tanto, tornando-se mais repetitivo. A certa altura, até parece feito com menos inspiração, com a expressão e pose de algumas personagens a carecer de algum aprimoramento. Continua eficiente, reitero, mas perde algum do seu génio criativo.

Mesmo assim, tenho que fazer uma nota positiva em relação à forma como o autor concebe o submarino e os seus interiores, que é bastante bela e em linha com o imaginário que nos deram as histórias arquitetadas por Júlio Verne.

Nautilus 2 e 3 - A Herança do Capitão Nemo, de Mathieu Mariolle e Guénaël Grabowski - Arte de Autor e A Seita
Relativamente à edição, o livro apresenta capa dura baça, bom papel brilhante e um bom trabalho ao nível da impressão e encadernação. Há ainda espaço para um dossier de sete páginas de extras, em que somos presenteados com desenhos a preto e branco do interior do submarino e com alguns esboços.

A opção por editar os dois livros num só volume não me parece a mais indicada desta vez. Nada tenho contra volumes que tenham mais tomos (até as prefiro), mas neste caso em concreto, parece uma opção algo atabalhoada, pois estamos perante uma série com três volumes apenas. Diria que ou se lançava toda a obra num só volume triplo, ou era mais sensato lançar a obra em três volumes. Não é nada chocante, é apenas um reparo.

Em suma, com este último volume de Nautilus não estamos perante uma má aventura... longe disso. Nautilus continua a ser uma leitura agradável e competente, mas fica bastante aquém do que prometia após um primeiro volume com tanto potencial. Lê‑se bem, entretém, mas falha em ser verdadeiramente memorável, deixando a sensação agridoce de uma grande ideia que nunca atingiu plenamente todo o seu potencial.


NOTA FINAL (1/10):
7.0



Convite: Passem na página de instagram do Vinheta 2020 para verem mais imagens do álbum. www.instagram.com/vinheta_2020


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Nautilus 2 e 3 - A Herança do Capitão Nemo, de Mathieu Mariolle e Guénaël Grabowski - Arte de Autor e A Seita

Ficha técnica
Nautilus 2 e 3 - A Herança do Capitão Nemo
Autores: Mathieu Mariolle e Guénaël Grabowski
Editoras: A Seita e Arte de Autor
Páginas: 120, a cores
Encadernação: Capa dura
Formato: 240 x 330 mm
Lançamento: Novembro de 2026

segunda-feira, 22 de dezembro de 2025

As editoras A Seita e Arte de autor terminam, de uma só vez, a mini-série Nautilus!



Já se encontra disponível o volume duplo que completa a mini-série Nautilus!

Esta obra dos autores Mathieu Mariolle e Guénaël Grabowski, e fortemente inspirada no universo de Júlio Verne, chega agora ao fim, depois de um interregno que separou o lançamento destes dois livros de três anos.

Em vez de lançar os volumes 2 e 3 da série de forma avulsa, as editoras optam por lançar o que faltava da obra num só volume duplo.

Relembro que o primeiro volume da série já aqui foi analisado.

Mais abaixo, deixo-vos com a sinopse da obra e com algumas imagens promocionais.
Nautilus 2 e 3 - A Herança do Capitão Nemo, de Mathieu Mariolle e Guénaël Grabowski

A sua sombra aterrorizou os oceanos, e fez tremer nações inteiras durante anos. Génio científico, cego pela vontade de vingança e justiça, nunca quis ser conhecido de ninguém. Mas a posteridade gravou o seu nome: NEMO. 

Kimball, agente da coroa britânica, conseguiu libertar um Capitão Nemo já envelhecido, da longínqua fortaleza russa onde estava aprisionado. 

Agora, chegados ao esconderijo do NAUTILUS, terão de empreender uma perigosa viagem em busca dos documentos que podem inocentar Kim e impedir uma guerra generalizada… e terão de sobreviver a uma inimizade nascente entre ambos! 

O volume final desta dramática saga de acção, que reúne os tomos 2 e 3 da série francesa.

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Ficha técnica
Nautilus 2 e 3 - A Herança do Capitão Nemo
Autores: Mathieu Mariolle e Guénaël Grabowski
Editoras: A Seita e Arte de Autor
Páginas: 120, a cores
Encadernação: Capa dura
Formato: 240 x 330 mm
PVP: 26,00€

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2023

Análise: Nautilus #1 - O Teatro das Sombras

Nautilus #1 - O Teatro das Sombras, de Mathieu Mariolle e Guénaël Grabowski - A Seita e Arte de Autor

Nautilus #1 - O Teatro das Sombras, de Mathieu Mariolle e Guénaël Grabowski - A Seita e Arte de Autor
Nautilus #1 - O Teatro das Sombras, de Mathieu Mariolle e Guénaël Grabowski

A leitura desta nova aposta das editoras A Seita e Arte de Autor foi tão positiva que tenho que começar esta análise assinalando um ponto que considero negativo neste livro: a sua capa.

E quando digo que é algo negativo, não me estou a referir à ilustração da capa, ao belíssimo logótipo da série ou às bonitas cores da mesma. Refiro-me ao ambiente que ela me passou quando olhei para ela pela primeira vez. Parecia-me – e ainda me parece, na verdade – que estamos perante uma série de ficção científica futurista. Mas, pelo menos até agora, Nautilus não tem nada de ficção científica futurista. Esta é, afinal de contas, uma história de época mesmo que, se ambiente na temática de Júlio Verne.

Portanto, e fora o facto de a capa não estar mal concebida, acho que está a vender outra coisa que não é aquilo que está a oferecer no seu anterior. E não é que seja pior ou melhor. É outra coisa. Se calhar até é bem melhor aquilo que o livro tem para oferecer no seu interior, face àquilo que a capa promete. Sim, eu sei, que Nautilus é a embarcação do Capitão Nemo e, depois de ler o livro, fica claro que aquilo que estamos a ver na capa é uma imagem das profundezas do mar. Mesmo assim, e desculpem a minha teimosia neste ponto, quando olho para esta capa sinto mais o chamamento do filme Interstellar, do realizador Christopher Nolan, do que da obra de Júlio Verne. Devo, no entanto, dizer que relativamente à capa do tomo 2 desta série, que deverá ter 3 tomos, a minha opinião já muda drasticamente. Aí sim, a capa está perfeita e promete aquilo que, eventualmente, nos há-de dar.

Nautilus #1 - O Teatro das Sombras, de Mathieu Mariolle e Guénaël Grabowski - A Seita e Arte de Autor
Tudo isto para dizer que mergulhando na leitura deste Nautilus #1 - O Teatro das Sombras, da autoria de Mathieu Mariolle e Guénaël Grabowski, parti com a ideia que se iria tratar de algo futurista, com naves espaciais, em género de space opera que se baseasse na criação de Júlio Verne. E foi só depois de iniciada e concluída a leitura que verifiquei que esta história nada tem a ver com isso. Nautilus é uma banda desenhada de aventura, cheia de ação, como há muito tempo não via, e que remete para as melhores memórias que este tipo de leitura em BD já me deu!

Portanto, escusado será dizer, foi – ou melhor, está a ser, uma vez que este é apenas o primeiro de três álbuns - uma belíssima surpresa!

A premissa da história pensada por Mariolle, vai beber aos universos imaginados por Júlio Verne, como já referi, mas também aos de Rudyard Kipling. Tanto assim é que o protagonista deste Nautilus dá pelo nome de Kimball O’Hara, tal como no romance Kim.

Kimball, com origens indianas e irlandesas, é um agente ao serviço da espionagem do Império Britânico e vê-se envolvido na enorme tensão que se regista entre os Impérios Russos e Ingleses, que culminam na sua acusação de responsável por um atentado que ocorre num enorme navio com iminentes figuras russas e britânicas. Ora, vendo-se forçado a provar a sua inocência, Kimball dá conta de que os documentos que o podem ilibar estão num cofre que se encontra no fundo do mar, junto aos destroços do navio destruído. Mas como ir ao fundo do mar buscar algo quando ainda não chegámos a 1900, sequer? A única esperança reside, portanto, no submarino Nautilus e é então que Kimball concentra os seus esforços em encontrar o Capitão Nemo, uma vez que apenas este, e o seu submarino Nautilus, o poderão ajudar.

Nautilus #1 - O Teatro das Sombras, de Mathieu Mariolle e Guénaël Grabowski - A Seita e Arte de Autor
Confesso que esta premissa é algo simplória e talvez até infantil. Creio que talvez o argumentista pudesse ter pensado num engodo mais plausível para colocar Kimball O’Hara à procura de Nemo e do seu submarino. Mas, lá está, isto é apenas o rastilho para a história que vem depois. E é essa história, carregada de aventura e de ação, que faz deste Nautilus uma experiência bastante gratificante.

O protagonista terá, pois, de fugir duma arqui-inimiga, Jaya, e de apanhar todos os meios de transporte possíveis para encontrar Nemo, que se encontra numa prisão de onde é praticamente impossível sair. E tudo isto sempre na iminência de ser uma luta contra o tempo inglória, já que o conflito entre os ingleses e os russos estar à beira de eclodir.

Confesso que, se a leitura muito me agradou e entreteu a partir do momento em que Kimball inicia a sua fuga de Jaya, a verdade é que o início do livro, carregado de momentos algo dispersos entre si, me proporcionou uma entrada na série não tão airosa como eu gostaria. As primeiras páginas são algo confusas e o leitor anda meio perdido. Mas, a partir do momento em que o protagonista concentra os seus esforços em encontrar Nemo, a narrativa encarrila de vez, deixando os leitor mergulhado nos próximos passos de Kimball. Dito por outras palavras, posso ter torcido o nariz às primeiras páginas deste Nautilus, mas, passadas 10 páginas, estava mais que absorto nesta bela aventura.

Nautilus #1 - O Teatro das Sombras, de Mathieu Mariolle e Guénaël Grabowski - A Seita e Arte de Autor
E sim, aventura é algo que não falta neste livro. Perseguições, paisagens paradisíacas, explosões, fugas da cadeia, momentos de ação e perigo de vida constante para o protagonista são coisas com que podemos contar.

Em termos de ilustração, gostei bastante do trabalho de Grabowski que consegue dotar o livro com toda a urgência típica de um bd de ação e que era crucial para a boa dinâmica da obra. Se, em termos de desenho do protagonista, Kimball me remeteu para uma mistura entre Blueberry e John Crow, de Undertaker, em termos de planificação, lembrei-me bastante do trabalho de Matthieu Laufray em Long John Silver. Assim, temos uma enorme variedade de diferentes formas e tamanhos de vinhetas, com vinhetas pequenas e sobrepostas umas nas outras, mas também com algumas ilustrações a ocuparem toda a página e com outras ilustrações de página dupla, que impressionam pelo seu sentido megalómano. Há de tudo um pouco.

Não podendo dizer que o trabalho de cores do autor Denis Béchu seja mau, tenho que, mesmo assim, confessar que algumas paletas de cor escolhidas me pareceram demasiado amareladas e que talvez não fossem, pelo menos na minha opinião, os tons de cores que estas ilustrações mais pediam. Mas é apenas um pequeno detalhe. A verdade é que, em termos de ilustração, este Nautilus passa com distinção. Quem aprecia o estilo mais clássico da bd franco-belga de aventura, vai certamente apreciar a componente estética desta série, pois consegue homenagear o clássico e, mesmo assim, ter algum modernismo.

Em termos de edição, o trabalho das duas editoras A Seita e Arte de Autor está bastante meritório. A capa é dura e baça, o papel é brilhante e de boa gramagem, e a impressão e a encadernação também apresentam qualidade. No final do livro, há ainda um caderno com 9 páginas onde nos são dados estudos de personagens, esboços e um posfácio escrito pelo argumentista, em que o mesmo nos explica como chegou à história e às personagens da mesma. Tudo somado, e temos uma bela edição da obra.

Concluindo esta análise, ainda que o início seja algo conturbado, Nautilus é uma bela surpresa e totalmente recomendável para os adeptos da banda desenhada europeia de aventura, com um carismático protagonista. Confesso ter ficado empolgado com aquilo que esta série ainda nos pode dar nos próximos números.


NOTA FINAL (1/10):
8.9



Convite: Passem na página de instagram do Vinheta 2020 para verem mais imagens do álbum. www.instagram.com/vinheta_2020


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Nautilus #1 - O Teatro das Sombras, de Mathieu Mariolle e Guénaël Grabowski - A Seita e Arte de Autor

Ficha técnica
Nautilus #1 - O Teatro das Sombras
Autores: Mathieu Mariolle e Guénaël Grabowski
Editoras: A Seita e Arte de Autor
Páginas: 68, a cores
Encadernação: Capa dura
Lançamento: Novembro de 2022

segunda-feira, 12 de dezembro de 2022

A nova série de BD Nautilus homenageia Júlio Verne e Rudyard Kipling!



Outra das outras novidades que as editoras Arte de Autor e A Seita têm reservadas para este final do ano é o lançamento da mini-série Nautilus!

Não conheço bem esta mini-série na sua versão original, cujo segundo álbum já foi editado, mas posso dizer que, desde que esta obra foi anunciada, há quase um ano, no Festival Internacional de Banda Desenhada de Beja, que fiquei bastante empolgado com os belos desenhos. 

Esta é uma mini-série em três volumes e, mais abaixo, partilho a sinopse do primeiro tomo, bem como algumas imagens promocionais.

Nautilus #1 - O Teatro das Sombras, de Mathieu Mariolle e Guénaël Grabowski

E se Júlio Verne tivesse unido forças a Rudyard Kipling para escrever um James Bond ambientado no final do século 19…?

A sua sombra aterrorizou os oceanos e fez tremer nações inteiras durante anos. Génio científico, cego pela vontade de vingança e justiça, nunca quis ser conhecido de ninguém. Mas a posteridade gravou o seu nome: Nemo. E agora, perto da alvorada do século XX, chegou o momento da sua maior criação, o Nautilus, regressar à luz. Nautilus é uma série de aventuras em 3 volumes, em que os autores prestam homenagem a dois dos maiores autores do século 19, colocando em cena as suas personagens numa aventura tremenda.

Kimball O’Hara, o Kim do romance de Kipling, agora adulto e ao serviço da espionagem do Império Britânico, vê-se envolvido no Grande Jogo que opõe ingleses ao Império Russo, e é falsamente acusado de trair o Império. Para provar a sua inocência, só lhe resta ir em busca da única pessoa que o pode ajudar… o Capitão Nemo, e o seu submarino, o Nautilus, que lhe permitirá chegar ao segredo desta conspiração.

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Ficha técnica
Nautilus #1 - O Teatro das Sombras
Autores: Mathieu Mariolle e Guénaël Grabowski
Editoras: A Seita e Arte de Autor
Páginas: 68, a cores
Encadernação: Capa dura
PVP: 19,95€

sexta-feira, 10 de setembro de 2021

As editoras Arte de Autor e A Seita apostam numa nova banda desenhada!




O Festival Internacional de Banda Desenhada de Beja permitiu que ficássemos a saber algumas das novidades editoriais que teremos nos próximos tempos. Pena foi, a meu ver, que nem todas as editoras tenham aproveitado a oportunidade para dar a conhecer o seu plano editorial.

E uma das novidades apresentadas envolve duas editoras portuguesas que, como é bem sabido, nos últimos tempos têm apostado em parcerias editoriais que já nos deram obras como Shanghai Dream, Os Olhos do Gato, O Combate Quotidiano e, brevemente, lançarão o mais recente trabalho de Jorge Miguel, intitulado Sapiens Imperium. Falo da parceria editorial entre A Seita e a Arte de Autor.

Mas isto, já todos os leitores do Vinheta 2020 sabiam pois é algo que já foi anunciado há alguns meses.

O que ainda não tinha sido anunciado é a nova série desta parceria editorial!!! Trata-se de Nautilus, da autoria de Mathieu Mariolle e Guénaël Grabowski. Em França, a série, que é editada pela Glénat, está em andamento e já conta com dois álbuns publicados.

A premissa da obra é "e se Júlio Verne tivesse escrito James Bond?". Portanto, espera-se um thriller de ação e espionagem, mas carregado de referências à obra de Verne, numa abordagem visual a remeter para o universo steampunk.

Não foi anunciada ainda uma data e lançamento mas deverá ocorrer nos próximos meses. 

Abaixo, deixo o booktrailer do livro e algumas páginas promocionais do mesmo. Assim que tenha mais informações sobre a edição portuguesa, partilhá-las-ei convosco.