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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2023

Levoir está de volta com A Guerra dos Mundos



Está de volta a coleção Clássicos da Literatura em BD, publicada pela Levoir em parceria com a RTP.

Desta vez, a obra adaptada para banda desenhada é A Guerra dos Mundos, de H.G. Wells. A adaptação para a 9ª arte é da autoria de Philippe Chanoinat e Alain Zibel.

Mais abaixo, deixo-vos com algumas imagens promocionais da obra e com a nota de imprensa da editora.


A Guerra dos Mundos, de Philippe Chanoinat e Alain Zibel
A coleção Clássicos da Literatura em BD está de regresso a 7 de fevereiro, dia em que a Levoir e a RTP editam A Guerra dos Mundos da autoria do escritor inglês Herbert George Wells, ou "H.G. Wells" como se tornou conhecido.

A Guerra dos Mundos foi lançado em 1898, é um livro que marcou gerações e se mantém importante até à atualidade. Escrito na primeira pessoa como um caderno de memórias mistura o relato histórico com uma boa dose de terror. Wells partiu do seu fascínio por Marte e do desconhecimento que então tínhamos deste planeta que, ao longo dos anos, foi sendo associado a um possível lar de extraterrestres. 

A narrativa começa quando estranhos objetos, vindos do planeta Marte, vão caindo nos arredores de Londres – estamos em inícios do século XX. Trata-se de cilindros, dos quais irão sair marcianos que, da letargia inicial, avançam para uma destruição implacável para a qual a nossa civilização mostra não estar preparada.

Ao contrário das criaturas verdes, com cabeças consideráveis e tentáculos poderosos, os marcianos surgem dissimulados dentro de máquinas tecnológicas assassinas, dotadas de um poderoso raio incendiário e assentes em pernas metálicas que dão, no seu todo, a imagem de depósitos de água caminhando sobre tripés.

A 30 de Outubro de 1938, a CBS interrompeu a sua programação para noticiar uma invasão alienígena. Aquilo que não era mais do que uma dramatização de A Guerra dos Mundos, encenada pelo então jovem Orson Wells, levou a um pânico generalizado. Estima-se que pelo menos 1,2 milhões de pessoas tenham acreditado que se tratava de uma notícia real, o que acabou por levar ao entupimento das linhas telefónicas, a aglomerações nas ruas, congestionamentos de trânsito e a um caos que conseguiu paralisar três cidades.

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Ficha técnica
A Guerra dos Mundos
Autores: Philippe Chanoinat e Alain Zibel
Baseado na Obra Original de: H. G. Wells
Editora: Levoir
Páginas: 64, a cores
Encadernação: Capa dura
Formato: 210 x 285 mm
PVP: 13,90€

quarta-feira, 5 de maio de 2021

Análise: Dom Quixote

Dom Quixote, de Philippe Chanoinat, Djian e David Pellet - Levoir e RTP


Dom Quixote, de Philippe Chanoinat, Djian e David Pellet - Levoir e RTP
Dom Quixote, de Philippe Chanoinat, Djian e David Pellet

A oitava entrada na coleção de Clássicos da Literatura em BD, que a Levoir publica em parceria com a RTP, traz-nos a adaptação da obra-prima da literatura, Dom Quixote de la Mancha, da autoria de Miguel de Cervantes. Este é o segundo livro mais vendido de sempre no mundo – ficando apenas atrás da Bíblia Sagrada. Quanto a mim, é uma obra que merece todos os louvores que lhe são feitos pois trata-se de uma história completamente original, divertida (mas com um lado sério), que soube reinventar um género. Aliás, a própria conotação de “romance moderno” só surge após o aparecimento de Dom Quixote que subverteu as regras e a utilização do narrador enquanto sujeito mais ativo na própria história que é contada.

Gosto tanto ou tão pouco desta obra que o meu cão até tem o nome de Quixote!

Dom Quixote, de Philippe Chanoinat, Djian e David Pellet - Levoir e RTP
Esta adaptação para banda desenhada, ficou a cargo dos argumentistas Philippe Chanoinat e Djian, e do ilustrador David Pellet. Nesta mesma coleção dos Clássicos da Literatura em BD, Philippe Chanoinat foi responsável pelo argumento de Oliver Twist e Djian foi o autor do argumento de O Livro da Selva. O ilustrador David Pellet é estreante nesta coleção.

Não querendo falar muito sobre a obra de Dom Quixote que é, acredito, bem conhecida por todos, refiro apenas que nos conta as aventuras do fidalgo castelhano Dom Quixote, que perdeu o nexo e a razão, à conta dos inúmeros romances de cavalaria dos quais era fã. Assim como, todos nós, somos fãs de banda desenhada, Dom Quixote era fã destes romances de cavalaria. E, logicamente, num dia decide imitar todos os seus heróis e ser também, ele próprio, um cavaleiro andante. 

Faz-se acompanhar por Sancho Pança que, sendo seu fiel companheiro, tem várias vezes uma visão mais pragmática dos factos. A história vai-nos contando alguns episódios caricatos que resultam das viagens que os dois fazem nas suas montadas: Rocinante, o cavalo magro e frágil de Dom Quixote, e o burro de Sancho Pança. Nestes pequenos episódios da obra, Dom Quixote envolve-se sempre, de forma algo gratuita, nas mais mirabolantes fantasias que acabam por ser desmentidas pela realidade que, quase sempre, é dura para com o fidalgo castelhano. Mas isso não dissuade o protagonista que, rapidamente, está pronto para mais uma aventura e consequente fracasso. Há um desfasamento abismal entre o que é a realidade e a "realidade subjetiva" que Dom Quixote observa. E é neste desfasamento que reside a magia e humor na obra de Cervantes. As próprias existências de Dulcineia de Toboso, a donzela imaginária, ou dos monstros que, afinal, são moinhos de vento, são possivelmente o ponto máximo do alheamento e loucura de Dom Quixote.

Dom Quixote, de Philippe Chanoinat, Djian e David Pellet - Levoir e RTP
Olhando para a adaptação para banda desenhada, parece-me que há uma questão chave que faz com que a adaptação da obra original funcione particularmente bem aqui: é que, como Dom Quixote é uma obra marcada por pequenos episódios, quando reduzida e compactada para 56 páginas de banda desenhada, não ficamos com a ideia de muita perda. Ou, pelo menos, tendo os argumentistas optado por selecionar os episódios mais marcantes da obra de Cervantes, julgo ser justo dizer que esta adaptação cumpre bem o tal overview da obra original a que se propõe.

É verdade que é uma banda desenhada com demasiado texto/balonagem. Contudo, e conhecendo a obra original em que o narrador assume uma importância tão relevante na forma como a história nos é passada, acho que se compreende e aceita que os argumentistas tenham feito justiça a esta questão mesmo que, para tal, tenham colocado bastante texto nesta adaptação.

Quanto às ilustrações de David Pellet, devo dizer que as mesmas não são muito vistosas, nem têm o nível de detalhe que eu gostaria. Mas que acabam por cumprir bem os pressupostos básicos. Aqui e ali existem algumas vinhetas onde o autor me fez abanar positivamente a cabeça, face à forma como decidiu ilustrar algumas cenas. 

Dom Quixote, de Philippe Chanoinat, Djian e David Pellet - Levoir e RTP
No entanto, também é verdade que, especialmente nas expressões das personagens, que me parecem forçadas, o autor revela algumas debilidades. Destaco ainda que há uma certa heterogeneidade no traço e ilustração do autor pois encontram-se desenhos mais "cartoonizados", outros mais semi-realistas e outros que até tentam ser (mais) realistas. O resultado fica algo incongruente embora, insisto, também consegue dar bons apontamentos aqui e ali. E a verdade é que este resultado meramente satisfatório está em linha com a grande maioria das obras lançadas até agora nesta coleção dos Clássicos da Literatura em BD. Portanto, em termos de ilustração, não esperem ficar surpreendidos. Nem pela positiva, nem pela negativa.

Nota ainda para as cores que me pareceram um artificiais e pouco orgânicas face às ilustrações.

Quanto edição, este é mais um bom trabalho por parte da Levoir. Boa encadernação, capa dura e papel de ótima gramagem. Considero os dossiês de extras dos livros desta coleção muito bem conseguidos e sucintos. Nesta obra, isso não é exceção também. Uma pequena nota negativa para o facto de todas as páginas terem, no seu canto inferior direito, uma pequena legenda quadrada onde, presumo, era inserida o número da página. Como as páginas estão numeradas ao centro, acaba por não fazer sentido que cada página tenha este pequeno quadrado em branco.

Em suma, esta parece-me uma adaptação bastante aceitável de uma obra maravilhosa da literatura que é Dom Quixote de la Mancha. Não é uma BD perfeita, nem nada que se pareça, mas cumpre de forma satisfatória.


NOTA FINAL (1/10):
7.1


Convite: Passem na página de instagram do Vinheta 2020 para verem mais imagens do álbum. www.instagram.com/vinheta_2020


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Dom Quixote, de Philippe Chanoinat, Djian e David Pellet - Levoir e RTP

Ficha técnica
Dom Quixote
Autores: Philippe Chanoinat, Djian e David Pellet
Adaptado a partir da obra original de: Miguel de Cervantes
Editora: Levoir
Páginas: 64, a cores
Encadernação: Capa dura
Lançamento: Abril de 2021

terça-feira, 20 de abril de 2021

Lançamento: Dom Quixote



Celebrando o dia do Livro, que acontece já no próximo dia 23 de Abril, a Levoir e a RTP trazem-nos mais um volume da sua coleção Clássicos da Literatura em BD

Desta vez, será a adptação da obra-prima da literatura Dom Quixote de La Mancha, de Miguel de Cervantes. Os autores desta bd são Philippe Chanoinat, Djian e David Pellet.

Abaixo fiquem com a nota da editora e imagens promocionais da obra.



Dom Quixote, de Philippe Chanoinat, Djian e David Pellet

Dom Quixote de La Mancha é uma obra-prima, escrita pelo escritor espanhol Miguel de Cervantes, editado em 2 partes, a primeira em 1605 ( uma das primeiras edições saiu em Lisboa, em 1607) e a segunda dez anos depois, em 1615. Dom Quixote é apontado como “fundador do romance moderno”, tendo influenciado várias gerações de autores que se seguiram. É considerada a maior obra da literatura espanhola e o segundo livro mais lido da História.

O autor da obra não foi sempre bem-sucedido e é somente aos 58 anos que publicou a obra que o tornou célebre.

A 23 de Abril e celebrando o dia do Livro e o aniversário da morte de Miguel de Cervantes e de William Shakespeare, a Levoir e a RTP apresentam Dom Quixote na coleção Clássicos da Literatura em BD.

A obra narra as aventuras e desventuras de um fidalgo de meia-idade apaixonado pela leitura de romances de cavalaria que resolve tornar-se cavaleiro andante. Montado no seu cavalo, Rocinante, Dom Quixote envolve-se em lutas para provar o seu amor por Dulcineia de Toboso, uma donzela imaginária. Consigo vai também o escudeiro, Sancho Pança, que irá acompanhá-lo, nas suas viagens, acreditando que será recompensado.

Os romances de cavalaria estiveram em voga ao longo dos séculos XVI e XVII. Este grande livro é muito mais do que um romance de cavalaria, é o símbolo da luta de um homem pelos seus sonhos e também um hino à amizade.

No dossier o leitor encontra informação sobre o escritor, o romance e o contexto histórico em que foi escrito. O dossier tem a colaboração de Agrippine Virgoulon.

Repleto de aventuras e situações fantásticas, Dom Quixote mistura fantasia e realidade. Para sucessivas gerações de leitores este tem sido considerado um livro inesquecível.

“ El Ingenioso Hidalgo D. Quijote foi dos primeiros livros que me vieram parar às mãos...O chamado monumento da literatura picaresca...” João Bénard da Costa in Público 11 Dezembro 2005

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Ficha técnica
Dom Quixote
Autores: Philippe Chanoinat, Djian e David Pellet
Adaptado a partir da obra original de: Miguel de Cervantes
Editora: Levoir
Páginas: 64, a cores
Encadernação: Capa dura
PVP: 10,90€

terça-feira, 10 de novembro de 2020

Lançamento: Oliver Twist



Já se encontra nas livrarias portuguesas o 4º volume da coleção Clássicos da Literatura em BD, lançada pela editora Levoir e pela RTP.

Desta vez, trata-se do clássico Oliver Twist, de Charles Dickens.

A adaptação para banda desenhada é feita por Philippe Chanoinat e por David Cerqueira.

Fiquem com as imagens promocionais e com a nota da editora.


Oliver Twist, de Philippe Chanoinat e David Cerqueira

Após a morte da mãe, o jovem Oliver Twist foi criado num orfanato de onde é expulso por ter ousado pedir uma ração suplementar de papas de aveia. 
Arranja trabalho como aprendiz de agente funerário, mas sendo alvo de maus-tratos pelo seu mestre, prefere fugir. 

Acaba por chegar a Londres onde, uma vez recrutado na rua por um bando de jovens ladrões que trabalham para o velho Fagin, Oliver descobre um mundo cruel onde apenas conta a astúcia. 

Mas em breve, o seu encontro com o senhor Brownlow vai fazê-lo antever dias melhores.

Ficha técnica
Oliver Twist
Autores: Philippe Chanoinat e David Cerqueira
Adaptado a partir da obra original de: Charles Dickens
Editora: Levoir
Páginas: 64, a cores
Encadernação: capa dura
PVP: 10,90€