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sexta-feira, 1 de agosto de 2025

TOP 10 - A Melhor BD lançada pela ASA nos últimos 5 anos!


A propósito do 5º aniversário do Vinheta 2020, regresso hoje com mais um TOP 10 com a melhor banda desenhada lançada por uma das principais editoras de BD em Portugal nos últimos 5 anos!

E hoje, o enfoque é na editora ASA, pertencente ao grupo LeYa!

Esta é uma das editoras com maior tradição no lançamento de banda desenhada em Portugal. É verdade que esteve adormecida durante alguns anos, mas nos últimos tempos parece ter voltado à ribalta lançando muita banda desenhada de qualidade superior.

Convém relembrar que este conceito de "melhor" é meramente pessoal e diz respeito aos livros que, quanto a mim, obviamente, são mais especiais ou me marcaram mais. Ou, naquela metáfora que já referi várias vezes, "se a minha estante de BD estivesse em chamas e eu só pudesse salvar 10 obras, seriam estas as que eu salvava".

Faço aqui uma pequena nota sobre o procedimento: considerei séries como um todo e obras one-shot. Tudo junto. Pode ser um bocado injusto para as obras autocontidas, reconheço, e até ponderei fazer um TOP exclusivamente para séries e outro para livros one-shot, mas depois achei que isso seria escolher demasiadas obras. Deixaria de ser um TOP 10 para ser um TOP 20. Até me facilitaria o processo, honestamente, mas acabaria por retirar destaque a este meu trabalho que procura ser de curadoria. Acabou por ser um exercício mais difícil, pois tive que deixar de fora obras que também adoro, mas acho que quem beneficia são os meus leitores que, deste modo, ficam com a BD que considero ser a "crème de la crème" de cada editora.

Permitam-me esclarecer que uma das obras da minha lista foi lançada pela chancela Teorema. Não é ASA, eu sei, mas como a Teorema é uma chancela do Grupo LeYa e a obra em questão é absolutamente obrigatória, achei por bem colocá-la nesta lista. 

Portanto, sem mais suspense, eis, mais abaixo, a melhor banda desenhada lançada pela ASA/LEYA nos últimos 5 anos em Portugal.

sexta-feira, 9 de julho de 2021

Análise: Peter Pan (Série Completa)

Peter Pan, de Régis Loisel - ASA e Público

Peter Pan, de Régis Loisel - ASA e Público
Peter Pan, de Régis Loisel

Lembro-me que quando comecei este blog, logo no início de 2020, fiz um artigo sobre as bandas desenhadas que, infelizmente, tinham sido deixadas ao abandono pelas editoras em Portugal e que estavam entre as minhas bandas desenhadas preferidas de sempre. Eram elas Armazém Central, de Régis Loisel e Tripp, Sambre, de Yslaire e este Peter Pan, de Régis Loisel. É bom verificar que passou pouco mais de um ano desde que fiz esse artigo e, até esta data, já duas dessas bandas desenhadas passaram a ser (re)editadas em Portugal, para meu gáudio! Primeiro, Armazém Central, que passou a ser editado pela Arte de Autor e, mais recentemente, Peter Pan, que foi reeditado pela ASA, em parceria com o jornal Público. Sambre mantém-se deixado ao abandono em Portugal desde o quarto álbum, que foi editado pela extinta editora Witloof. Em França, a série prepara-se para chegar ao seu 9º e último álbum. Talvez depois da publicação desse 9º álbum alguma editora portuguesa aposte nesta série magnífica? A ver vamos.

Peter Pan, de Régis Loisel - ASA e Público

Mas, por agora, centremo-nos em Peter Pan. Quando soube que a ASA iria apostar nesta série, publicando os seus seis volumes numa coleção lançada com o jornal Público, não pude deixar de ficar agradecido e maravilhado por esta aposta da editora portuguesa. Não apenas por ser uma série que vai ao encontro dos meus gostos pessoais de banda desenhada mas também, e principalmente, por ser inequivocamente uma obra-prima da banda desenhada mundial! Por esse motivo, a aposta da ASA em Peter Pan assume-se como sendo "serviço público", tal não é a importância e obrigatoriedade para um fã de banda desenhada que se preze, ter esta série na sua coleção.

Esta é a adaptação que Régis Loisel faz da obra original de J.M. Barrie que será, possivelmente um dos contos infanto-juvenis mais famosos de sempre. Conceitos como a terra do nunca, onde as crianças nunca crescem; a fada sininho; os meninos órfãos; o capitão gancho e o crocodilo que o persegue; os índios; as sereias; ou a habilidade de Peter para voar; passaram a fazer parte da cultura popular. E já nem falando no clássico de animação da Disney que tanto marcou o cinema e a sociedade. 

Peter Pan, de Régis Loisel - ASA e Público

Mas este não é um Peter Pan para crianças. A história é adulta, negra e pesada e está repleta de cenas violentas aterrorizantes, inúmeras cenas de nudez e uma linguagem que, por vezes, até é ordinária. Loisel fez a tarefa prodigiosa de misturar o universo fantástico de J.M. Barrie com o ambiente de uma Londres suja e pobre, bem ao jeito das obras de Charles Dickens, mais concretamente da sua maior obra, Oliver Twist.

A mistura destas duas vertentes, aparentemente díspares entre si, funciona perfeitamente e é a ignição para o arranque da história que procura ser a história da origem da criança que se recusava em crescer. Estamos em 1887 e Peter é apenas uma das muitas crianças londrinas que vivem na mais profunda miséria. O seu pai já não está neste mundo (?) e a sua mãe, consumida pelo álcool, trata-o com a mais profunda violência psicológica. Os seus amigos são as crianças de um orfanato a quem Peter conta inúmeras histórias que funcionam como escape para a dura realidade que rodeia todos eles. Felizmente para Peter, este conhece Kundal, um velho médico que lhe dá de comer, enquanto o ajuda na sua educação. É por isso que Peter é das poucas crianças que sabe ler e escrever. E é lendo o velho livro que o seu pai lhe tinha deixado, que Peter trava contacto com uma pequena fada, que baptiza como Sininho. E é a partir daqui que Peter viaja da sua desencantada Londres para uma terra imaginária onde conhecerá personagens de todas as cores e feitios como fadas, sereias, piratas, índios, duendes, elfos e muitas outras criaturas mitológicas. O seu próprio mundo carregado de imaginação para onde foge, de modo a preservar o seu bem mais valioso: a sua infância e a sua ingenuidade.

Peter Pan, de Régis Loisel - ASA e Público

Mas se esta Terra do Nunca parece um local de sonho, isso não quer dizer que não aconteçam também eventos horríveis. E um desafio com que Peter se depara, logo à partida, é a região de Opikanoba, onde cada um se vê forçado a enfrentar os seus próprios medos. A partir daqui, a trama vai-se adensando com um conflito sempre presente entre o capitão Gancho, que procura incessantemente o tesouro escondido na ilha, e Peter que, entretanto, passa a adoptar o nome de Pan por se sentir, de certa forma fundido nessa outra personagem que era o líder das criaturas mitológicas.

Há que dizer que há depois muitos avanços e recuos na história a que vou poupar os leitores do Vinheta 2020 para não lhes estragar o prazer da leitura. Mas, seja como for, há que dizer que Régis Loisel se mostra incrivelmente criativo nesta história. De certa forma, consegue até trazer mais coisas para a trama do que a obra original de J.M. Barrie. O que é algo de louvar. E isso leva-me a crer que Loisel tem necessariamente de ser um grande admirador do conto original, olhando para a forma apaixonada e dedicada como tenta fazer crescer os eventos, as personagens e os seus intentos, em relação à obra original. 

Peter Pan, de Régis Loisel - ASA e Público

Já para não falar da enorme quantidade de significados ocultos e metáforas com que polvilha este Peter Pan. Até as coisas mais ínfimas parecem trazer uma dupla interpretação à história. E se isto é verdadeiramente genial, talvez traga consigo o único defeito – se é que assim se lhe pode chamar – desta obra majestosa. Mas, quanto a isso, já lá irei.

Sobre a história, resta-me ainda dizer que achei delicioso que certas coisas que todos nós conhecemos na obra original, recebam aqui uma resposta que justifica o porquê de tal coisa. Exemplos: acabamos por descobrir a razão que leva Gancho a ficar sem uma mão, como é que Sininho ganha esse nome ou até mesmo qual é a razão que leva Peter a assumir o nome de "Pan". 

Para além de tudo isto, onde a história também é verdadeiramente sublime é na abordagem de psicologia que traz consigo. Com efeito, sublinha-se a questão da infância enquanto uma idade que, contrariamente ao que todos nos parecem ensinar, é violenta e descaradamente marcante na vida dos adultos. Todos os adultos já passaram pela infância e todos eles, de forma melhor ou pior, acabaram por crescer. E crescer significa ganhar ou significa perder? Será a idade da infância o nosso mais fértil período? E, por esse motivo, o mais perigoso período? E serão os sonhos e a vida que temos na imaginação uma outra forma de realidade, já que condiciona de forma concreta a nossa vida, dita “real”? E qual a importância de uma mãe nas nossas vidas? Conceitos adultos e oriundos do universo da psicologia, como o complexo de Édipo, a maternidade não-assumida ou violência infantil são trazidos por Loisel para esta adaptação.

Peter Pan, de Régis Loisel - ASA e Público

Se há uma única crítica, menos positiva, que posso fazer a este Peter Pan é que não me parece que a história fique verdadeiramente resolvida. E quando digo isto, não me refiro ao facto de eu gostar ou não do final que Loisel escolheu para a sua obra. Ou por ser um final “aberto”. Não. Refiro-me, isso sim, ao facto de me parecer que Loisel embora tenha sabido abrir brechas na trama tão relevantes e pertinentes, acabou por não as agarrar na íntegra. Faz perguntas, levanta questões, faz sugestões, desenvolve muito bem a componente metafórica de toda a história mas depois, parece que não agarra todas essas belas ideias. Que deixa cair algumas dessas ideias sem que atribua à sua história um sentido de closure. De plenitude. Por outras palavras, ao longo da história Loisel levanta tanto as expetativas que, à medida que nos vamos aproximando do final, sentimos um subaproveitamento de tão maravilhosas ideias, analogias, metáforas e recriação da obra de J.M. Barrie. Talvez se a obra tivesse mais um ou dois volumes fosse possível agarrar e resolver todas as pequenas e grandes ideias de Loisel.


Quanto à arte ilustrativa, estamos também perante uma obra acima da média. A arte de Loisel é uma coisa magnífica em Peter Pan. Não que sejam os desenhos mais bonitos de sempre. Loisel não é aquele autor que nos vai dar as personagens mais bonitas na banda desenhada. Mas, por ventura, conseguirá algo muito melhor e mais raro do que produzir “apenas” desenhos bonitos: o autor consegue criar um universo próprio, onde as personagens são compostas por um traço cheio de dicotomias: ora belo na conceção, ora grotesco. As mulheres, de seios fartos e ancas generosas, ora parecem feias, com corpos deixados ao abandono e ao descuido, ora parecem belas em toda a sua voluptuosidade e curvas de perder de vista. As dicotomias estão por toda a parte e sentem-se particularmente nos desenhos de Loisel.

O traço de Loisel é nervoso, com o tratamento e conceção das personagens muito assente na caricatura e na utilização de expressões exageradas, que imprimem à narrativa um conjunto de sentimentos inequívocos que acentuam aquilo que passa para o leitor. Os cenários são belos, e a utilização de enquadramentos originais, como grandes-planos das faces das personagens ou perspetivas isométricas arriscadas, é sempre muito bem conseguida e inspirada.

Há ainda uma boa paleta de cores que dá vida às verdejantes florestas da ilha ou ao mar que a rodeia, bem como um belo jogo de sombras em cenas mais nocturnas. A parte da tempestade no mar também merece nota pela sua magnificência de ilustrações e cores.

Peter Pan, de Régis Loisel - ASA e Público

E para além de desenhar bem em termos técnicos há aqui outra coisa que quero destacar: é que em termos de character builiding, isto é, a forma como é imaginado - e depois recriado graficamente - cada personagem, é muito bem conseguida e mais outro dos trunfos de Loisel. Sininho e o seu corpo de ancas largas e grandes seios, que parecem estar sempre em vias de sair da sua apertada e sensual indumentária será, por ventura, o maior apanágio do que acabei de escrever. Mas, também a própria personagem de Peter, de dentes salientes, de Gancho, de tez sempre tão carregada, ou mesmo de personagens mais secundárias como a bela índia Lírio-Tigre, as sereias de fartos seios, Smee ou Pholus, são fantásticas. No total, Loisel cria de forma soberba um conjunto de personagens carismáticas em termos gráficos que não mais esqueceremos depois de feita a leitura desta obra.

Acima de tudo, os desenhos de Loisel são de uma profundidade enorme e únicos na sua forma de ilustrar, tão maravilhosamente, o belo e o feio, o delicado e o grotesco. Além de que outro dos feitos do autor é trazer uma tão grande variedade na concepção das suas personagens que acabam por nunca serem confundidas entre si e são tantas e tão variadas.

Peter Pan, de Régis Loisel - ASA e Público

Um destaque deve ser dado ainda à forma como os desenhos de Loisel vão evoluindo de álbum para álbum. O primeiro tomo, Londres, apresenta muito menos detalhes nos cenários e na conceção das personagens, do que o último tomo, Destinos. Assim, as expressões de personagens como Gancho, Sininho ou o próprio Peter, vão ficando cada vez mais detalhadas e mais bem concebidas. Além de que a linguagem corporal das personagens, se já era boa no primeiro tomo, fica ainda melhor ao longo da série.

Quanto às capas, embora considere a capa do volume 2, Opikanoba, como bastante fraca e não muito bem conseguida do ponto de vista visual, há que reconhecer que há capas maravilhosas nesta série. Para além das fantásticas capas de Tempestade, de Gancho e de Destinos, onde temos uma Sininho carregada de mistério e erotismo, tenho que referir que a capa de Mãos Vermelhas, em que o autor teve a ousadia de fazer “apenas” um plano de detalhe da cara de Peter, é a mais magnífica e a minha preferida.

Quanto à edição da ASA, estes seis livros têm as características próprias dos livros a que a editora nos tem habituado: capas duras, boa encadernação, bons acabamentos e bom papel. Tal como referi no comparativo que fiz entre as edições da Bertrand e da Booktree, julgo que a edição da ASA está globalmente superior às edições antigas o que também é justificável pelo facto das técnicas de impressão terem, certamente, evoluído nos últimos anos. Estes novos livros têm melhores cores, sem dúvida. As capas também ficaram mais apelativas, sem aquela moldura verde dispensável que os livros antigos tinham. Lamenta-se que não exista nenhum dossier de extras tal como tinha o volume 3, Tempestade, editado pela Booktree. Mas é algo que, tendo em conta que houve uma tentativa de estandardização dos livros e que o preço de cada volume era bastante acessível, se aceita perfeitamente.

Peter Pan, de Régis Loisel - ASA e Público

Quero aqui demonstrar uma palavra de apreço perante a editora ao ter apostado nesta série. Durante muitos anos, sempre achei que as apostas que a ASA fazia em parceria com o jornal Público eram demasiado sóbrias, apostando em séries muito clássicas e de certa forma algo obsoletas. Muitas delas, recebendo novas edições para títulos que ainda se encontravam no mercado. Mas, desde o ano passado, a editora parece estar a mudar este paradigma. Primeiro, foi a aposta na interessantíssima série RIO que, confesso, me surpreendeu e foi, a meu ver, uma escolha muito acertada, dada a qualidade da obra e o certo desconhecimento da mesma que havia em Portugal. Agora, apostou em Peter Pan, colmatando um buraco editorial que havia em Portugal, pois nunca tinham sido cá editados os volumes 5 e 6. Mil vénias à editora! Pelo sentido de oportunidade, pela boa curadoria no que à qualidade de banda desenhada tem editado e por querer dar um passo em frente, e diferente, em relação aos últimos anos. Parece-me que esta aposta em mini-séries franco-belgas, com histórias finitas e contidas em si mesmas, como disso exemplo são RIO ou este Peter Pan, tem tudo para ser uma boa aposta. É por aqui o caminho certo, ASA.

Por fim, resta-me terminar dizendo que este Peter Pan de Loisel é uma autêntica obra-prima da banda desenhada mundial e é obrigatório numa boa estante de banda desenhada. Não fica nada atrás das igualmente geniais versões original de J.M. Barrie ou da fabulosa adaptação pela Disney. Não é “mais uma adaptação”. Régis Loisel acaba por ser um verdadeiro génio ao serviço da banda desenhada: porque desenha e escreve (ou reescreve) de forma absolutamente magistral. Se não atribuo nota máxima a Peter Pan é apenas porque me parece que não seja uma história verdadeiramente resolvida, como escrevi acima. Ainda assim, está perto da perfeição!


NOTA FINAL (1/10):
9.8


Convite: Passem na página de instagram do Vinheta 2020 para verem mais imagens do álbum. www.instagram.com/vinheta_2020


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Peter Pan, de Régis Loisel - ASA e Público

Fichas técnicas
Peter Pan #1 - Londres
Autor: Régis Loisel
Editora: ASA
Páginas: 64, a cores
Encadernação: capa dura
Lançamento: Abril de 2021

Peter Pan, de Régis Loisel - ASA e Público

Peter Pan #2 - Opikanoba
Autor: Régis Loisel
Editora: ASA
Páginas: 64, a cores
Encadernação: capa dura
Lançamento: Abril de 2021

Peter Pan, de Régis Loisel - ASA e Público

Peter Pan #3 - Tempestade
Autor: Régis Loisel
Editora: ASA
Páginas: 64, a cores
Encadernação: capa dura
Lançamento: Maio de 2021

Peter Pan, de Régis Loisel - ASA e Público

Peter Pan #4 - Mãos Vermelhas
Autor: Régis Loisel
Editora: ASA
Páginas: 64, a cores
Encadernação: capa dura
Lançamento: Maio de 2021

Peter Pan, de Régis Loisel - ASA e Público

Peter Pan #5 - Gancho
Autor: Régis Loisel
Editora: ASA
Páginas: 64, a cores
Encadernação: capa dura
Lançamento: Junho de 2021

Peter Pan, de Régis Loisel - ASA e Público

Peter Pan #6 - Destinos
Autor: Régis Loisel
Editora: ASA
Páginas: 64, a cores
Encadernação: capa dura
Lançamento: Junho de 2021

quinta-feira, 24 de junho de 2021

Lançamento: Peter Pan #6 - Destinos



E hoje, dia 24 de Junho, que chega às bancas o sexto e último volume da saga Peter Pan, da autoria de Régis Loisel que, tal como o quinto volume, permanecia inédito em Portugal!

Tenho que dar, uma vez mais, os parabéns à ASA e ao Público pela aposta nesta fantástica série que, lamentavelmente, esteve incompleta durante muitos anos.

É uma série fantástica do princípio ao fim e considero-a obrigatória para os fãs de banda desenhada.

Mais abaixo, fiquem a com a sinopse e imagens promocionais.






Peter Pan #6 - Destinos, de Régis Loisel

Peter Pan reencontra-se com os seus amigos na ilha para por fim partilharem alguns momentos de paz e boa disposição. Mas aquilo que os pequenos órfãos mais partilham é a fotografia da mãe, que passa de mão em mão e lhes permite sonhar um pouco…

Apenas o pequeno Narigudo não quer ter nada a ver com esta mãe de papel, preferindo de longe a ternura de Rose, que ele considera a sua mãe. Mas quando lhe toca a ele guardar a fotografia, os outros órfãos metem-lha no bolso enquanto ele dorme…
O que leva à intervenção de Sininho e lhe causa, a ele e a Rose, vários dissabores.

Vamos deixar o leitor descobrir por si próprio o que mais acontece a todas estas personagens, a começar – claro está! – por Peter Pan, cujo trágico destino irá cumprir-se neste volume. Pois este é com efeito o sexto e último volume desta magnífica série de banda desenhada, considerada a diversos títulos uma das séries incontornáveis da BD contemporânea a nível mundial.


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Ficha técnica
Peter Pan #6 - Destinos
Autor: Régis Loisel
Editora: ASA
Páginas: 56, a cores
Encadernação: Capa dura
PVP: 10,90





quinta-feira, 10 de junho de 2021

Lançamento: Peter Pan #5 - Gancho



Hoje, 10 de Junho, Dia de Portugal, também é um dia histórico para a banda desenhada em Portugal!!! 20 anos após a sua publicação original chega-nos, finalmente, o tomo 5, intitulado Gancho, de Peter Pan, a mini-série assinada por Loisel! Obrigado, ASA e Público!

Fica apenas a faltar o 6º e último tomo desta fantástica série que há-de ser publicado daqui a duas semanas! Estamos quase lá!

Acredito que o 5º e o 6º tomo possam esgotar mais facilmente devido a uma procura que se espera maior, comparativamente com a dos primeiros 4 tomos. Portanto, não percam mais tempo e assegurem o vosso exemplar!

Abaixo, fiquem com algumas imagens e sinopse.

Peter Pan #5 - Gancho, de Régis Loisel
Fruto de um golpe certeiro de Peter Pan, o capitão perdeu a sua mão direita. Substitui-a por um gancho metálico e não pensa senão em descobrir o paradeiro do seu carrasco para lhe infligir a mais cruel das vinganças.

Entretanto, Peter Pan e as outras crianças refugiam-se num antigo esconderijo no coração da floresta. Mas Peter, após uma noite atormentada e assombrada por pesadelos, desaparece subitamente. Terá provavelmente regressado a Londres.

De facto, em Londres, o Sr. Kundal está moribundo e, num derradeiro suspiro, entrega a Peter dois presentes: o seu próprio tesouro, uma velha carta por abrir, e uma caixa, que contém um outro tesouro. O Sr. Kundal aconselha Peter a guardar ciosamente esta última, sem nunca a abrir.

Mais tarde, já no país imaginário, o Capitão Gancho, ainda em busca de vingança, terá de enfrentar não apenas o seu inimigo figadal mas também outros demónios surgidos de um velho livro…

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Ficha técnica
Peter Pan #5 - Gancho
Autor: Régis Loisel
Editora: ASA
Páginas: 64, a cores
Encadernação: Capa dura
PVP: 10,90€


quinta-feira, 27 de maio de 2021

Comparativo: Peter Pan, de Loisel, pela Booktree e pela ASA


Tal como fiz na edição do primeiro tomo, Londres, da presente coleção Peter Pan, da autoria de Régis Loisel, que a ASA tem estado a editar em parceria com o jornal Público, desta vez faço um comparativo entre as edições do tomo 3, Tempestade, que foram lançadas em Portugal, quer pela extinta editora Booktree, quer, agora, pela ASA.

Quem já leu o comparativo entre as edições da Bertrand e a ASA, saberá que esta nova edição, que a ASA nos apresenta, tem um formato maior. Assim, tal como na versão dos 2 tomos publicados pela Bertrand, os dois tomos que a Booktree publicou, também tinham um formato mais pequeno do que a nova edição da ASA. E também as capas tinham uma moldura em verde que, na edição da ASA foram (bem) retiradas. As capas - especialmente a partir deste tomo 3 - ficam verdadeiramente maravilhosas e qualquer moldura que lhes retire dimensão, tira-lhes destaque. Portanto, boa escolha, ASA.

Além disso, também as páginas de guarda da versão da Booktree tinham uma ilustração. Na nova versão da ASA, essas páginas passaram a ser a azul, apenas. A meu ver, teria sido melhor ter deixado ficar estas as ilustrações nas páginas de guarda.


Porém, o título e os créditos são mais bonitos e atuais nesta nova versão da ASA. Embora na versão anterior também fossem agradáveis.



As edições da Bertrand e da Booktree são, aliás, muito semelhantes entre si. Talvez porque a Booktree agarrou a série a meio e tentou continuá-la no exato ponto em que tinha sido cancelada.

No entanto, verifico que, em termos de cores, a edição da Booktree está mais bem conseguida do que a da Bertrand e que, por esse motivo, se aproxima mais da edição atual da ASA. Assim, ao contrário da edição da Bertrand, que apresentava cores mais escurecidas, isso não se verifica na edição da Booktree.

E quando se colocam, lado a lado, as edições da Booktree e da ASA, as diferenças mal se fazem notar. Ora, vejam lá:




Se a edição ASA superou claramente a edição da Bertrand e até estava a "ganhar" à edição da Booktree, há, todavia, uma ausência na edição da ASA que é bastante lamentável. 

É que, ao contrário do livro da Booktree que contava com um generoso caderno de extras com esboços de Loisel, o único extra da edição da ASA é mesmo a biografia, comum a todos os livros.

Compreendo que a ASA tenha querido uniformizar todos os livros e que talvez não fizesse sentido ter um livro, a meio da série, com extras, enquanto os outros não os tinham. 

Ainda assim, tratando-se da arte miraculosa de Loisel, é com pena que verifico que os fantásticos esboços que apresento abaixo, que figuram na edição da Booktree, não aparecem nesta nova edição da ASA, em parceria com o jornal Público.

Será que o sexto e último volume reunirá estes extras? Seria muito bom que isso acontecesse. Mas não tenho, até agora, qualquer confirmação da editora nesse sentido.

Convido-vos, agora, a observarem os fantásticos esboços que o Tomo 3, A Tempestade, publicado pela Booktree, contém:












Lançamento: Peter Pan #4 - Mãos Vermelhas




Hoje chega às bancas mais um tomo da fantástica série Peter Pan, da autoria de Régis Loisel, que a ASA tem vindo a editar, juntamente com o jornal Público.

Abaixo podem encontrar algumas imagens promocionais e a sinopse desta obra.



Peter Pan #4 - Mãos Vermelhas, de Régis Loisel

No país imaginário, Peter tem as mãos sujas de sangue. 

O seu amigo Pan está gravemente ferido e Peter opera-o, na esperança de o salvar. 

Infelizmente o jovem sucumbe pouco depois, para grande desespero de Peter.

Após um longo período de distúrbios psicológicos, Peter conclui que o capitão é o único culpado da situação e decide vingar-se. Peter torna-se Peter Pan…
De regresso a Londres, Peter procura os seus companheiros e propõe-lhes que o acompanhem até ao país imaginário. Narigudo, Rose, Meia-leca, Porcalhote, Criqui… Todos aceitam.

Mas quem é esse vulto que, a coberto da noite e do nevoeiro, vagueia pelas ruas de Londres deixando atrás de si um rasto de vítimas degoladas? Será Jack, um sujeito no mínimo misterioso? A primeira vítima chama-se Mary Ann Nichols…

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Ficha técnica
Peter Pan #4 - Mãos Vermelhas
Autor: Régis Loisel
Editora: ASA
Páginas: 64, a cores
Encadernação: Capa dura
PVP: 10,90€

quinta-feira, 13 de maio de 2021

Lançamento: Peter Pan #3 - Tempestade





Hoje já pode ser encontrado nas bancas o terceiro tomo, intitulado
Tempestade, da magnífica série Peter Pan, de Régis Loisel, lançada pela ASA em parceria com o jornal Público.

Destaque para a magnífica capa deste volume!

Ficam a faltar mais 3 tomos.

Abaixo, deixo algumas imagens promocionais e a sinopse deste volume.

Peter Pan #3 - Tempestade, de Régis Loisel

Peter tornou-se o chefe do povo imaginário. 
Pan explica-lhe que o tesouro tão avidamente procurado pelo capitão não tem qualquer valor comercial e que a fonte de vida na ilha é precisamente esse anseio do capitão: o seu sonho de um tesouro.

Com efeito, o povo da ilha é composto por criaturas geradas pela imaginação humana, sobretudo pela das crianças, já que os adultos perderam a sua capacidade de se maravilharem e de imaginar. É portanto necessário evitar a todo o custo que o capitão encontre o tesouro, uma vez que a sua decepção significaria a morte de todos.

Para satisfazer o capitão, Peter propõe-se oferecer-lhe as riquezas escondidas pelos inúmeros destroços afundados em redor da ilha. A sua expectativa era a de que o capitão levantasse âncora logo a seguir, mas infelizmente Pan sairá gravemente ferido desta expedição.
Peter apercebe-se de que apenas os conhecimentos do Sr. Kundal poderiam salvar Pan e decide regressar a Londres para lhe pedir ajuda.

Mas aquilo que ele traz de volta para a ilha é bem mais sombrio…


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Ficha técnica
Peter Pan #3 - Tempestade
Autor: Régis Loisel
Editora: ASA
Páginas: 64, a cores
Encadernação: capa dura
PVP: 10,90€

quinta-feira, 29 de abril de 2021

Lançamento: Peter Pan #2 - Opikanoba



Sai hoje com o Público o segundo tomo da série Peter Pan, de Régis Loisel, publicado pela editora ASA.

A título de curiosidade apenas, gosto tanto ou tão pouco desta fantástica série de banda desenhada que, em 2015, quando lancei um dos meus projetos musicais, |UGO|, a faixa de abertura do disco até se chamava "Opikanoba", numa clara homenagem à obra de Loisel.

É, portanto, e como já tive oportunidade de escrever várias vezes, uma das bandas desenhadas da minha vida.





Bem, mas depois desta partilha, fiquem com aquilo que pretendem mesmo conhecer. A sinopse deste tomo e as imagens promocionais.


Peter Pan #2 - Opikanoba, de Régis Loisel

Com a ajuda de Sininho e do seu pó de fada, Peter troca a sua Londres natal pelo país imaginário. 

Todavia, por um erro de cálculo, vai parar à cabina do capitão de um barco de piratas, ancorado numa enseada junto a uma ilha paradisíaca.

Obrigado a explicar a sua presença a bordo, Peter conta à tripulação que veio de Londres a voar, o que naturalmente deixa os piratas desconfiados. Não conseguindo fazer valer a sua história, Peter é atirado borda fora para servir de alimento a um crocodilo que há já várias semanas ronda insistentemente o barco. Sem outra alternativa, Sininho lança-se em socorro de Peter, acabando assim por provar que este consegue voar.

O Capitão propõe então a Peter que se torne pirata, o que vai manifestamente contra a missão de Sininho, enviada pelo povo da ilha para encontrar um salvador. Este povo é composto por diversas 3 criaturas mitológicas, entre as quais sereias, centauros e duendes. Pan, o seu chefe, explica a Peter que foi escolhido pelos seus pares para os ajudar a protegerem o seu tesouro do capitão.

Os nossos heróis terão de enfrentar terríveis desafios, o primeiro dos quais particularmente aterrorizador: Opikanoba, uma região deserta e nebulosa onde cada um se defronta com os seus próprios medos e é levado a agir segundo os seus instintos mais brutais…


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Ficha técnica

Peter Pan #2 - Opikanoba
Autor: Régis Loisel
Editora: ASA
Páginas: 56, a cores
Encadernação: Capa dura
PVP: 10,90€