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terça-feira, 28 de março de 2023

Análise: Chu

Chu, de John Layman e Dan Boultwood - G. Floy Studio Portugal

Chu, de John Layman e Dan Boultwood - G. Floy Studio Portugal
Chu, de John Layman e Dan Boultwood

Chu é uma das primeiras apostas da G. Floy Studio para este ano de 2023. Trata-se de uma série que resulta de um spin-off da série original Tony Chu, cujos 12 volumes foram integralmente publicados por cá – também pela G. Floy Studio.

Estava com especial expetativa para ler este livro pois Tony Chu é uma das séries da G. Floy Studio de que eu gosto mais. Toda aquela história, aparentemente sem pés e sem cabeça, mas que, na verdade, nos deixa a chorar por mais, enquanto nos rimos à socapa perante as mirabolantes peripécias com que somos confrontados, conquistou-me totalmente. É, aliás, uma série que recomendo sem reservas.

Até porque, se o argumentista John Layman conseguiu pensar numa série verdadeiramente divertida, cheia de loucura e boas ideias ao nível do enredo, também o seu ilustrador, Rob Guillory nos dá um belíssimo trabalho que encaixa que nem uma luva na história sui generis de Tony Chu.

Nesse sentido, e para uma melhor compreensão deste universo de personagens que têm "super-poderes associados à comida", ou ao ato de comer, até recomendo uma (re)leitura da análise que fiz à série completa de Tony Chu.

Chu, de John Layman e Dan Boultwood - G. Floy Studio Portugal
Desta vez, e como já referi, temos o primeiro e único spin-off dedicado a este universo. Mas há algumas alterações em relação àquilo que já conhecíamos. Em primeiro lugar, trata-se de uma minissérie, composta por 10 números - e dividida em duas histórias - que esta edição publica de forma integral. Ou seja, este novo livro auto-conclusivo de Chu tem duas histórias e pode ser lido de forma independente em relação à série-mãe. A nível dos criadores também houve uma alteração. O argumentista, John Layman, é o mesmo, mas desta vez faz-se acompanhar por um novo ilustrador: Dan Boultwood.

Finalmente, a terceira grande mudança é que desta vez não acompanhamos as vivências de Tony Chu, mas sim da sua irmã, Saffron Chu. Tony Chu aparece na primeira história deste livro, sim, mas não é ele que protagoniza Chu

Como não podia deixar de ser, Saffron também tem poderes especiais que resultam do ato de comer. Enquanto que Tony Chu, sendo um "cibopata", é capaz de adquirir impressões psíquicas daquilo que come, Saffron é capaz de descobrir os segredos das pessoas que quem come. Desde que, ela e a outra pessoa estejam a comer ao lado um do outro e a mesma comida. Chama-se a isto ser-se "cibocomparte". Enfim, dito assim, pode parecer estranho – e é – mas deixem-me dizer-vos que estes poderes são causa e efeito no facto destas histórias serem divertidíssimas.

Chu, de John Layman e Dan Boultwood - G. Floy Studio Portugal
Saffron também é totalmente diferente de Tony devido ao lado da justiça em que se encontra. Se Tony Chu é polícia, Saffron é uma criminosa. E isso faz com que, na primeira história, denominada Entrada, as duas personagens entrem em rota de colisão. Saffron faz escolhas erradas, rodeia-se de más companhias e acaba sempre do lado dos vilões. Na primeira história, a narrativa é mais em tom policial clássico. Os caminhos dos crimes de Saffron levam-na ao encontro de Tony Chu e algum deles terá que sair vitorioso. 

Na segunda história, intitulada Mau Vinho, temos uma narrativa totalmente centrada em Saffron - sem que nenhum dos membros da sua família participe no enredo - que nos leva a uma viagem no tempo à França do séc. XIX. Funciona bem e tem qualidades interessantes ao nível da narrativa, mas pareceu-me que a resolução da história poderia ter sido melhor.

Curiosamente, e embora, como já referi, tenha havido uma alteração ao nível da dupla criativa responsável por esta BD, não é o estreante na série Dan Boultwood que me desapontou, mas sim - imagine-se! - o próprio John Layman. Bem, falar em “desapontamento” talvez seja exagerado da minha parte. A história mantém-se divertida e com um ritmo narrativo bastante rápido. Ou seja, vai ao encontro do que Tony Chu já nos havia dado. Todavia, na parte de "ser divertida", pareceu-me que o humor destas duas histórias, tendo bons momentos, claro, fica bastante aquém do humor louco, sem regras e estonteante do humor da série original. Se Tony Chu faz rir à gargalhada, Chu faz sorrir, vá. É divertido, mas mais consciente de si mesmo (o que em humor, geralmente, é uma má ideia). Não diria, pois, que Layman apareça desinspirado porque, afinal de contas, este livro funciona bastante bem e deverá agradar aos muitos fãs da série original, mas é inegável que a inspiração do autor não está tão em altas. Quer ao nível do argumento quer, especialmente, ao nível do humor.

Chu, de John Layman e Dan Boultwood - G. Floy Studio Portugal
Quanto ao novo ilustrador Dan Boultwood, devo dizer que me conseguiu impressionar com a sua belíssima arte. Ainda por cima, há que ter em conta, que o legado deixado por Guillory tinha bastante relevância. Boultwood consegue o feito de conseguir estar em linha com o universo visual criado por Guillory, mas, ao mesmo tempo, acrescentar a sua personalidade visual. Dito por outras palavras, Chu é fiel a Tony Chu sem ser uma cópia barata e conseguindo ter ideias próprias. 

O traço de Dan Boultwood é extremamente dinâmico, moderno e com um elevado sentido de cartoon. De facto, por vezes até lembra alguns dos desenhos-animados mais modernos e bem conseguidos que se podem encontrar em canais como o Cartoon Network ou o Nickelodeon. Excelente nas expressões, nas poses estilizadas das personagens e nas fantásticas cenas de ação, nas planificações arrojadas e nas belíssimas cores, o autor revela estar bem à altura de Rob Guillory. Talvez só na questão dos desenhos com cariz mais humorístico, Boultwood fique um pouco abaixo do seu antecessor. Mas, mais uma vez, também há que lembrar que o próprio argumento de Layman não é tão hilariante neste Chu, portanto é natural que os desenhos também não sejam tão caricatos.

Chu, de John Layman e Dan Boultwood - G. Floy Studio Portugal
E merece ainda nota o facto de, na segunda história, o autor alterar um pouco a sua maneira de desenhar, oferecendo-nos uma proposta visual ainda mais audaz do que na primeira história onde, expetavelmente, talvez o autor tenha tentado aproximar o seu desenho ao de Guillory. Na segunda história, os desenhos são ainda mais “cartoonescos”, com cores mais suaves e detalhes (ainda) mais estilizados, que remetem para uma ilustração mais juvenil. Sem que isso belisque em nada a sua criatividade e bela execução. Chu é um livro magnífico ao nível da ilustração e Layman encontrou em Boultwood um sucessor completamente à altura de Guillory.

A edição da G. Floy Studio está bastante bem conseguida como, aliás, já é natural em outros trabalhos da editora. A capa é dura e baça, o papel é brilhante e de boa qualidade e a encadernação e impressão estão bem conseguidas, também. Mesmo ao nível do grafismo, o livro é bem executado. Nota ainda, muito positiva, para o generoso dossier de extras, com 20 páginas, que conta com ilustrações para capas alternativas, esboços das personagens e ainda algumas páginas que nos demonstram o processo de criação desta BD, desde as páginas do guião, passando pelos primeiros storyboards e culminando nas artes finais.

Em conclusão, mesmo sendo verdade que Chu fica uns furos abaixo da fantástica série Tony Chu, continua a ser uma proposta demais apetecível! Com efeito, não é por este Chu não ser competente que a série principal Tony Chu consegue ser melhor. Nada disso! Simplesmente, diria, o valor de referência deixado pela série principal era difícil de alcançar. Divertida, mas menos hilariante, esta nova história consegue entreter-nos com um sorriso quase constante, enquanto apreciamos um fantástico trabalho, ao nível de ilustração, por parte de Dan Boultwood. Recomendado!


NOTA FINAL (1/10):
8.7



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Chu, de John Layman e Dan Boultwood - G. Floy Studio Portugal

Ficha técnica
Chu
Autores: John Layman e Dan Boultwood
Editora: G. Floy Studio
Páginas: 256, a cores
Encadernação: Capa dura
Formato: 177 x 268 mm
Lançamento: Fevereiro de 2023

quarta-feira, 7 de setembro de 2022

Análise: Tony Chu – Série Completa

Tony Chu – Série Completa, de John Layman e Rob Guillory - G. Floy Studio Portugal

Tony Chu – Série Completa, de John Layman e Rob Guillory - G. Floy Studio Portugal
Tony Chu – Série Completa, de John Layman e Rob Guillory

Tony Chu é a série mais longa que a editora G. Floy Studio alguma vez editou até esta parte. Constituída por 12 volumes, cada um com mais de 100 páginas, conta, no total, com mais de 1.500(!) páginas para nos oferecer uma história verdadeiramente mirabolante e doida! Esqueçam tudo o que já leram! Tony Chu é diferente de todas as outras séries de banda desenhada que já leram.

E tudo isto porque a série consegue ser bem-sucedida em muitas e variadas coisas: tem um humor muito próprio e completamente “fora da caixa”; a história parece ter sido pensada sob o efeito de estupefacientes; a premissa é, por isso, muito original; as personagens são marcantes; as ilustrações são muito boas; e, acima de tudo, a narrativa é muito bem ritmada pelo argumentista John Layman.

Esta foi, portanto, a minha leitura de “férias de praia” deste ano e posso dizer que não podia ter feito melhor escolha. Afinal de contas, esta série é leve, divertida, dinâmica e apresenta uma rebeldia juvenil que ainda gosto de encontrar numa obra de banda desenhada. Como se cada ideia de Layman, por mais estapafúrdia que possa ser, tenha sempre espaço para figurar na série. Mas atenção! Se as ideias são doidas, aquilo que o autor faz com elas, e como as explora e apresenta na história, revela um enorme talento narrativo. Porque talvez até seja fácil todos nós termos ideias loucas. Mas construir com elas uma história dinâmica, bem ritmada e marcante é que já não será para muitos, estou certo.

Tony Chu – Série Completa, de John Layman e Rob Guillory - G. Floy Studio Portugal
A premissa da série começa logo por ser extremamente “what the f*ck?” ao apresentar-nos a personagem de Tony Chu como sendo um detetive “cibopata”, isto é, alguém que consegue receber as ultimas impressões psíquicas da vida de um ser vivo… quando o come. Imaginem este cenário: quando confrontado com uma pessoa assassinada, basta a Tony Chu provar o seu sangue ou mesmo, um pedaço da carne do cadáver, para conseguir saber o que se passou horas antes e assim resolver o crime. Se é um talento fantástico para um detetive, é algo verdadeiramente desagradável, também, pois Tony Chu não tem qualquer prazer em ser canibal ou ter que degustar os outros. Como tal, para a sua própria alimentação apenas come uma coisa: beterraba. Porquê? Bem, porque sim! E porque a beterraba é o único alimento que não lhe passa quaisquer impressões ou histórico sobre o mesmo.

Se esta premissa base já parece estranha o suficiente, deixem-me dizer-vos que isto é apenas o rastilho para uma série repleta de outras premissas e subpremissas verdadeiramente ridículas, mas que, como que por magia, casam muito bem entre si e, juntas, acabam por nos oferecer uma história verdadeiramente deliciosa.

Tony Chu – Série Completa, de John Layman e Rob Guillory - G. Floy Studio Portugal
Assim, para além deste superpoder de Tony Chu, existe uma personagem, Amelia, por quem Chu se apaixona, que é crítica de comida, conseguindo descrever a comida tão bem que os seus leitores conseguem mesmo saborear a comida só por lerem os textos de Amelia. O próprio momento temporal que se vive na série também está ligado à comida ou não houvesse uma proibição geral da ingestão de frango, devido a uma gripe das aves. Esta proibição interplanetária é controlada pela FDA (Food and Drug Administration) que é a agência mais poderosa do mundo (esqueçam lá o FBI), para quem Tony Chu acaba a trabalhar. A juntar a isto tudo ainda aparece uma ameaça alienígena, uma enorme conspiração, vampiros, plantas que sabem a frango, um galo que é o maior soldado guerreiro do planeta (sim, leram bem!) e muitas personagens com poderes especiais relacionados, de alguma forma, com comida.

Parece parvo? E é, por vezes, tenho que admitir. Mas o que me parece verdadeiramente genial nesta louca história imaginada por John Layman é que o autor se alicerça em ideias loucas e altamente non sense, mas, depois, consegue dar a todo o conjunto um toque de humor ligeiro e de ação impactante, que nos deixam ligados da primeira à última página. Se em 7 dias eu li mais do que 1.500 páginas de uma só série é porque, de facto, ela é impactante, não?

Tony Chu – Série Completa, de John Layman e Rob Guillory - G. Floy Studio Portugal
Por vezes, há algumas cenas em que achei que o autor foi longe demais, mas isso é a exceção à regra porque me parece que, na grande maioria das vezes, a exploração do cómico de situação e de eventos tão tresloucados até é bem doseada por Layman. E mesmo que a história pareça “difícil de engolir”, os autores conseguem dar-nos algo verossímil, apesar de tudo.

Sendo a história aquilo que mais nos deixa agarrados à série, os desenhos de Rob Guillory também muito contribuem para que Tony Chu seja tão apelativo. Com um estilo bastante "cartoonizado", cores bem vivas, expressões faciais extremamente eficazes, quer para os momentos humorísticos, quer para os momentos mais sérios – também os há! – Tony Chu é uma série muito bem ilustrada e em que argumento e desenhos têm um casamento perfeito. O traço é caricatural, dinâmico e moderno, o que faz com que acrescente a tal leveza ao registo que a própria história já pedia. Além disso, não devemos esquecer a grande e excelente panóplia de soluções gráficas e de planificação por parte do autor que nos vai surpreendendo ao longo da leitura de toda a série. Destaque ainda para as belas cores, por vezes berrantes, de Taylor Wells, que são apenas mais uma coisa que encaixa bem nesta série.

Tony Chu – Série Completa, de John Layman e Rob Guillory - G. Floy Studio Portugal
Em termos de edição, a G. Floy Studio merece uma palavra de apreço. A publicação da série começou em 2014 e estendeu-se, de forma ininterrupta, até 2019. Todos os livros têm capa dura, bom papel brilhante, boa encadernação e bons acabamentos. No final de cada volume há, praticamente sempre, uma galeria de ilustrações feitas por autores convidados, capas alternativas, esboços e outro tipo de extras que são apetecíveis. Nota ainda para a bela tradução portuguesa, muito inspirada, que ajuda a que os trocadilhos e expressões cómicas tenham uma boa passagem para a língua portuguesa. Um único reparo é que na lombada da capa do volume três os nomes dos autores tenham desaparecido. Mas, lá está, é um pequeno erro numa série tão longa e tão bem conseguida em todos os vetores.

Em suma, adoro esta série, coloco-a entre as melhores séries da G. Floy Studio e não me espanta nada que tenha ganhado tantos prémios internacionais! É divertida, audaz, ridícula, nojenta, violenta, sem sentido (e com sentido, também), e sabe entreter, fazer rir e captar a nossa atenção. Se é verdade que a imaginação de Layman por vezes parece não ter limites – e quanto a mim, isso traz quase sempre o potencial de arruinar um livro – também é verdade que o autor nos dá uma história que, não raras vezes, tem consciência de si mesma e sabe unir muito bem todos os seus pontos. E tudo isto enquanto é muito bem servida pelos desenhos divertidos, expressivos e modernos de Rob Guillory. Imperdível!


NOTA FINAL (1/10):
9.3


Convite: Passem na página de instagram do Vinheta 2020 para verem mais imagens do álbum. www.instagram.com/vinheta_2020


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Tony Chu – Série Completa, de John Layman e Rob Guillory - G. Floy Studio Portugal

Fichas técnicas
Tony Chu – Detective Canibal #1 – Ao Gosto do Freguês
Autores: John Layman e Rob Guillory
Editora: G. Floy Studio
Páginas: 128, a cores
Encadernação: Capa dura
Formato: 17 x 26 cm
Lançamento: 2014


Tony Chu – Detective Canibal #2 – Sabor Internacional
Autores: John Layman e Rob Guillory
Editora: G. Floy Studio
Páginas: 128, a cores
Encadernação: Capa dura
Formato: 17 x 26 cm
Lançamento: 2015


Tony Chu – Detective Canibal #3 – Enfarda Brutos
Autores: John Layman e Rob Guillory
Editora: G. Floy Studio
Páginas: 128, a cores
Encadernação: Capa dura
Formato: 17 x 26 cm
Lançamento: 2015


Tony Chu – Detective Canibal #4 – Sopa de Letras
Autores: John Layman e Rob Guillory
Editora: G. Floy Studio
Páginas: 120, a cores
Encadernação: Capa dura
Formato: 17 x 26 cm
Lançamento: 2016


Tony Chu – Detective Canibal #5 – Fome de Vencer
Autores: John Layman e Rob Guillory
Editora: G. Floy Studio
Páginas: 128, a cores
Encadernação: Capa dura
Formato: 17 x 26 cm
Lançamento: 2016


Tony Chu – Detective Canibal #6 – Bolos Janados
Autores: John Layman e Rob Guillory
Editora: G. Floy Studio
Páginas: 160, a cores
Encadernação: Capa dura
Formato: 17 x 26 cm
Lançamento: 2017


Tony Chu – Detective Canibal #7 – Maçãs Podres
Autores: John Layman e Rob Guillory
Editora: G. Floy Studio
Páginas: 128, a cores
Encadernação: Capa dura
Formato: 17 x 26 cm
Lançamento: 2017


Tony Chu – Detective Canibal #8 – Receitas de Família
Autores: John Layman e Rob Guillory
Editora: G. Floy Studio
Páginas: 120, a cores
Encadernação: Capa dura
Formato: 17 x 26 cm
Lançamento: Fevereiro de 2018


Tony Chu – Detective Canibal #9 – Granda Frango!
Autores: John Layman e Rob Guillory
Editora: G. Floy Studio
Páginas: 160, a cores
Encadernação: Capa dura
Formato: 17 x 26 cm
Lançamento: Julho de 2018


Tony Chu – Detective Canibal #10 – Galo de Cabidela
Autores: John Layman e Rob Guillory
Editora: G. Floy Studio
Páginas: 128, a cores
Encadernação: Capa dura
Formato: 17 x 26 cm
Lançamento: Janeiro de 2019


Tony Chu – Detective Canibal #11 – Últimas Ceias
Autores: John Layman e Rob Guillory
Editora: G. Floy Studio
Páginas: 136, a cores
Encadernação: Capa dura
Formato: 17 x 26 cm
Lançamento: Maio de 2019


Tony Chu – Detective Canibal #12 – Maus Vinhos
Autores: John Layman e Rob Guillory
Editora: G. Floy Studio
Páginas: 184, a cores
Encadernação: Capa dura
Formato: 17 x 26 cm
Lançamento: Setembro de 2019