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terça-feira, 10 de março de 2026

Análise: Blake e Mortimer - A Ameaça Atlante e A Dupla Exposição

Blake e Mortimer - A Ameaça Atlante | A Dupla Exposição, de Yves Sente, Peter Van Dongen, James Huth, Sonja Shillito e Laurent Durieux - ASA

Blake e Mortimer - A Ameaça Atlante | A Dupla Exposição, de Yves Sente, Peter Van Dongen, James Huth, Sonja Shillito e Laurent Durieux - ASA
Blake e Mortimer - A Ameaça Atlante | A Dupla Exposição, de Yves Sente, Peter Van Dongen, James Huth, Sonja Shillito e Laurent Durieux

Foi recentemente que a editora ASA editou dois volumes de Blake e Mortimer: A Ameaça Atlante, de Yves Sente e Peter Van Dongen; e A Dupla Exposição, de James Huth, Sonja Shillito e Laurent Durieux. Este último, inserido na série As Micro-Aventuras de Blake e Mortimer, não é bem um álbum de Blake e Mortimer, pelo menos no sentido canónico da questão, pois é um livro de texto em prosa sobre aventuras da dupla que depois é complementado por ilustrações. Nem sequer é de banda desenhada. Já o primeiro livro, esse sim, é um livro pertencente à série principal, canónica, de Blake e Mortimer.

Infelizmente, e por muito que eu gostasse de ter uma opinião mais favorável, nem um nem outro são livros que eu possa recomendar àqueles que são adeptos de um bom livro de banda desenhada. Mesmo aos amantes da série, eu tenho que recomendar alguma cautela na escolha destes livros.

Blake e Mortimer - A Ameaça Atlante | A Dupla Exposição, de Yves Sente, Peter Van Dongen, James Huth, Sonja Shillito e Laurent Durieux - ASA
Começando por A Ameaça Atlante, este livro revelou-se uma verdadeira decepção. Embora Blake e Mortimer seja uma série que tem um lugar indiscutível na história da banda desenhada europeia, este álbum mostra o desgaste de uma fórmula que já não convence fora do círculo dos leitores mais saudosistas. O que antes era admirável pela ousadia e pelo rigor estético, hoje soa forçado e anacrónico. Muito forçado e muito anacrónico, sinceramente.

Hoje em dia, Blake e Mortimer é uma série que só facilmente consegue agradar aos fãs nostálgicos, aos que ainda se sentem fascinados pela reconstituição de um imaginário dos anos 1950. Mas o problema, quanto a mim, é que a junção de história clássica com ficção científica tende, por definição, a não funcionar bem, pois deixa-nos com um travo demasiadamente kitsch. Continuo a defender que a tentativa de continuar a fazer ficção científica centrada nesse período, ignorando os avanços e as sensibilidades do século XXI, falha redondamente. À luz da realidade em que vivemos, o mundo de Blake e Mortimer parece uma reconstrução de um museu, estático e ultrapassado.

A ideia da história deste livro até tinha algum potencial, uma vez que a narrativa opta por continuar os acontecimentos de O Enigma da Atlântida, um dos álbuns mais célebres da série originalmente criada por Edgar P. Jacobs.

Philip Mortimer viaja para a Escócia para embarcar numa missão governamental para o estudo de antigas terras vulcânicas e para que possa testar a viabilidade de uma instalação geotérmica. É então que a personagem toma contacto com estranhos fenómenos que estão a afetar todo o Mar do Norte e que resultam de nuvens de gazes tóxicos, bem como de um tsunami gigantesco. Para além das vítimas causadas por estes estranhos fenómenos, aparecem ainda corpos mumificados a boiar no Mar do Norte. Sou-vos sincero: este livro começa bem e a premissa inicial prendeu-me. Mas depressa esse interesse inicial deu lugar a uma sensação de frustração.

Isto porque rapidamente o enredo se começa a atropelar a si mesmo deixando a história cada vez mais desinspirada e inverosímil. Nota-se o esforço do argumentista Yves Sente em imitar o estilo de Edgar P. Jacobs, mas fá-lo sem alcançar o seu encanto ou a sua coerência, deixando que o texto, além de enorme - mas isso já é comum à série - se enrede em explicações longas e desnecessárias. 

Blake e Mortimer - A Ameaça Atlante | A Dupla Exposição, de Yves Sente, Peter Van Dongen, James Huth, Sonja Shillito e Laurent Durieux - ASA
Igualmente desastrada é a tentativa de Yves Sente de justificar continuamente as pontes entre as obras de Jacobs e a sua própria criação. As longas páginas de exposição e contextualização soam forçadas. Em vez de integrar harmoniosamente a herança original, o autor parece colar fragmentos antigos e novos. Mas com uma "cola" pouco consistente. O resultado é uma narrativa rígida e olvidável, que tenta parecer densa, mas apenas se torna confusa e cansativa. A história parece costurada a partir de fragmentos soltos, sem uma lógica verdadeiramente consistente e com demasiadas passagens a soarem infamemente artificiais.

A própria lógica científica que se procura dar ao intento é bastante incoerente, minando a própria credibilidade da narrativa. Se fosse uma paródia ou um exercício de humor, talvez resultasse; mas sendo um livro que se leva a sério, torna-se penoso.

Como se não bastasse, a previsibilidade das histórias atinge (novamente!) o seu ponto mais notório com a insistente presença de Olrik. Esta personagem, que devia ser um símbolo do antagonismo engenhoso de Jacobs, converte-se agora, em todos os livros, num clichet. Espanta-me que na editora original da obra, ninguém diga: "se calhar, desta vez não usávamos o Olrik, não?" A sua aparição em cada novo álbum já não causa surpresa, acabando por ser uma quase paródia involuntária. Como nos episódios de Scooby-Doo, o leitor já sabe sempre quem é o “vilão mascarado” antes mesmo de o rosto ser revelado. E Blake e Mortimer parece ter chegado a essa bitola. O que é lamentável, pois esta repetição constante destrói qualquer hipótese de suspense. Em vez de alimentar o mistério, reduz o universo narrativo a um ciclo mecânico e previsível. É difícil acreditar que, após tantas décadas, não se tenha encontrado uma forma diferente de desafiar os protagonistas. A persistência de Olrik é, de facto, o testemunho mais evidente da falta de originalidade e da dificuldade em reinventar a série.

Visualmente, o trabalho de Peter Van Dongen funciona bem, mantendo uma boa ponte com o estilo gráfico, em linha clara, de Edgar P. Jacobs. Nem sempre é perfeito, existindo algumas vinhetas menos perfeitas, especialmente ao nível dos cenários e dos ambientes interiores, mas diria que não é por aí que o álbum falha. É eficiente.

Blake e Mortimer - A Ameaça Atlante | A Dupla Exposição, de Yves Sente, Peter Van Dongen, James Huth, Sonja Shillito e Laurent Durieux - ASA
Falando de A Dupla Explosão, que nos procura dar um texto em prosa, mais uma aventura de Blake e Mortimer, devo dizer que, inicialmente, gostei da ideia arquitetada por James Guth e Sonja Shillito. Blake e Mortimer são convidados para a Feira Mundial de 1964 e acabam expostos aos raios de uma máquina que os reduz à escala milimétrica. Uma premissa que facilmente nos remete para o filme Querida, Encolhi os Miúdos. Blake e Mortimer ficam assim presos num universo futurista, vendo-se forçados a superar esta desvantagem física que lhes é imposta. É uma história algo inusitada, mas que até me agradou. Talvez pudesse ser um pouco mais profunda e mais bem desenvolvida, ainda assim.

No entanto, as ilustrações de Laurent Durieux, autor que já tinha trabalhado em parceria com Jaco Van Dormael, Thomas Gunzig e François Schuiten em O Último Faraó, me agradou muitíssimo. Gosto desta abordagem visual ao universo de Blake e Mortimer. Claro que, sendo ilustrações que acompanham o texto, não permitem que possamos apreciar o lado mais sequencial da narrativa visual, o que talvez ainda fosse mais agradável, mas tenho que dizer que fiquei bem impressionado com estes desenhos.

Blake e Mortimer - A Ameaça Atlante | A Dupla Exposição, de Yves Sente, Peter Van Dongen, James Huth, Sonja Shillito e Laurent Durieux - ASA
Em termos de edição, A Ameaça Atlante apresenta a habitual capa dura brilhante, com bom papel baço no miolo, havendo uma capa alternativa - melhor do que a principal, diga-se - exclusiva da rede de lojas FNAC. Já A Dupla Exposição recebe uma edição mais diferenciada, com capa dura baça e lombada em tecido. Lamento que na lombada não haja qualquer texto, mas já pude tomar nota que também foi assim na edição original da obra, pelo que esta ausência - incompreensível - não deve ser imputada à ASA, mas à editora original. O livro é-nos dado em formato horizontal e o papel baço utilizado, bem como a encadernação e impressão, é de boa qualidade. É um livro bonito.

Em suma, fica a sensação amarga de que esta série persiste mais por obrigação comercial do que por necessidade artística. Há uma clara tentativa de rentabilizar o nome de Blake e Mortimer junto dos leitores que ainda lembram os tempos áureos da série, mas é difícil imaginar que novos públicos encontrem aqui algo inspirador. Especialmente em A Ameaça Atlante, tudo soa a requentado naquele que é (mais) um capítulo fraco de uma saga que vive mais da memória do que do presente. Falta-lhe risco, emoção e sentido de descoberta. No esforço de parecer fiel ao passado, o álbum esquece-se de ser relevante no presente e aquilo que foi outrora símbolo de aventura e elegância tornou-se apenas um eco empalidecido de uma glória perdida.


NOTA FINAL (1/10):
Blake e Mortimer - A Ameaça Atlante: 5.0
A Dupla Exposição: 7.0


Convite: Passem na página de instagram do Vinheta 2020 para verem mais imagens do álbum. www.instagram.com/vinheta_2020


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Blake e Mortimer - A Ameaça Atlante | A Dupla Exposição, de Yves Sente, Peter Van Dongen, James Huth, Sonja Shillito e Laurent Durieux - ASA

Fichas técnicas
Blake e Mortimer - A Ameaça Atlante
Autores: Yves Sente e Peter Van Dongen
Editora: ASA
Páginas: 64, a cores
Encadernação: Capa dura
Formato: 310 x 235 mm
Lançamento: Novembro de 2025

Blake e Mortimer - A Ameaça Atlante | A Dupla Exposição, de Yves Sente, Peter Van Dongen, James Huth, Sonja Shillito e Laurent Durieux - ASA

A Dupla Exposição
Autores: James Huth, Sonja Shillito e Laurent Durieux
Editora: ASA
Páginas: 72, a cores
Encadernação: Capa dura com lombada em tecido
Formato: 200 x 255 mm
Lançamento: Novembro de 2025



terça-feira, 8 de fevereiro de 2022

Análise: Blake e Mortimer: O Último Espadão

Blake e Mortimer: O Último Espadão, de Jean Van Hamme, Teun Berserik e Peter Van Dongen - ASA

Blake e Mortimer: O Último Espadão, de Jean Van Hamme, Teun Berserik e Peter Van Dongen - ASA
Blake e Mortimer: O Último Espadão, de Jean Van Hamme, Teun Berserik e Peter Van Dongen

[Antes de avançar nesta análise, permitam-me uma nota pessoal: estou bem ciente de como nos últimos tempos tenho escrito menos análises de banda desenhada aqui no Vinheta 2020. Sei que as análises de bd são a principal razão de ser deste blog, bem como o primordial motivo para as muitas visitas que o Vinheta 2020 recebe, diariamente. Não pensem que tenho lido menos bd nos últimos tempos. Na verdade, até tenho lido mais banda desenhada do que noutras alturas do ano. Mas, simplesmente, por vários motivos, em que destaco o lançamento do novo disco de uma das minhas bandas (Alves Baby) mas, também, e principalmente, a preparação da Gala dos VINHETAS D'OURO, que me tem ocupado muitas horas, não tenho tido tanto tempo para escrever. Mas, não se preocupem, tenho muitos livros já lidos e prontos a serem analisados. E espero voltar ao meu normal durante os próximos dias. Obrigado pela compreensão. Passemos, agora, à análise ao mais recente livro da série Blake e Mortimer.]

Blake e Mortimer: O Último Espadão, de Jean Van Hamme, Teun Berserik e Peter Van Dongen - ASA
Depois do último volume de Blake e Mortimer, O Grito do Moloch, da autoria de Jean Dufaux, Christian Cailleaux e Étienne Schréder, que aqui analisei, há cerca de um ano, e que considerei medíocre, tendo-me deixado profundamente desiludido com a obra, confesso que não estava com um apetite muito voraz para este novo lançamento da série Blake e Mortimer. Mas, felizmente, devo confessar que fiquei amplamente convencido com este regresso da série.

Antes de mais, há que dizer que também é normal que a experiência de leitura entre este O Último Espadão e O Grito de Moloch seja diferente, se tivermos em conta que as equipas criativas também são outras. Mesmo assim, confesso que não estava à espera de uma diferença qualitativa tão grande entre ambas as obras. É que, se O Grito de Moloch foi verdadeiramente medíocre, com uma história mal concebida e desenhos preguiçosos, O Último Espadão, é totalmente o oposto, com uma história simples, mas lógica e bem estruturada, e um desenho que faz uma boa homenagem à série originalmente criada por Edgar P. Jacobs.

E note-se que a premissa base deste livro, de servir como continuação para o álbum inaugural da série, O Segredo do Espadão, até me fez franzir a testa inicialmente, pelo simples facto de me parecer uma abordagem algo gratuita e totalmente focada na vertente comercial, por parte dos autores. Estava errado. E ainda bem! Sendo uma boa homenagem ao livro original da série, este 28º livro traz algumas ideias próprias, conseguindo um balanço muito interessante entre o clássico e o moderno. E, embora sejam invocados alguns eventos de O Segredo do Espadão, a verdade é que este livro funciona bem, se lido sem conhecimento prévio do primeiro livro. Algumas coisas poderão não ser tão bem assimiladas pelos leitores que não conheçam a obra seminal, mas a grande maioria da história será bem-apanhada, sem dificuldades.

Blake e Mortimer: O Último Espadão, de Jean Van Hamme, Teun Berserik e Peter Van Dongen - ASA
A história arranca com uma boa cena, bastante cinematográfica, quando, algures numa estrada em Inglaterra, um veículo circula em direção ao aeroporto militar de Hasley e, no seu interior, encontra-se o major Rupert Humbletweed, a quem o governo britânico confiou uma missão secreta. Enquanto isso acontece, também o capitão Francis Blake confia ao Professor Philip Mortimer uma operação da mais alta importância: deslocar-se ao Paquistão para alterar o código de ativação dos cinco Espadões estacionados na base de Makran, de forma a permitir a sua transferência para Inglaterra. 

Entretanto, a organização IRA prepara um ataque sem precedentes a Londres, procurando estabelecer parcerias com velhos inimigos da dupla Blake e Mortimer. Com efeito, estamos perante uma história bem arquitetada por Jean Van Hamme. Pode não ser maravilhosa ou ser um livro que nos vai marcar para o resto da vida – não o é, seguramente – mas é indiscutível que é um dos bons livros da série Blake e Mortimer. Quiçá, um dos melhores dos últimos anos. E, então comparado com O Grito do Moloch, este O Último Espadão é poesia a todos os níveis: no da história, no da narrativa e até no do desenho.

Blake e Mortimer: O Último Espadão, de Jean Van Hamme, Teun Berserik e Peter Van Dongen - ASA
O desenho, de Teun Berserik e Peter Van Dongen, é extremamente bem conseguido para os adeptos do estilo de linha clara, com uma boa dose de pormenores, de Edgar P. Jacobs. É simples e clássico, mas, ao mesmo tempo, e talvez por ser um estilo não tanto utilizado nos dias de hoje, traz uma certa sensação de frescura e modernidade, embora, claro está, não deixe de ser fiel ao estilo original da série – como deveria ser. As cores também o tornam um bonito álbum. Os fãs da série vão adorar, certamente.

Claro que, depois, e gostemos ou não, temos todas as idiossincrasias que poderíamos esperar de um livro de Blake e Mortimer: a balonagem, o excesso de texto por prancha, o tipo de planos utilizados, o comportamento demasiado "british" das personagens, etc. Se bem que, não esqueçamos, há algumas vinhetas de maior dimensão que os autores utilizam muito bem para deixar a história e o texto respirarem um pouco. É, por ventura, um dos traços de maior modernidade deste livro.

Em termos de edição, toda ela está ao nível dos padrões a que a editora ASA já nos habituou nas suas séries de banda desenhada. E em especial na de Blake e Mortimer: capa dura com acabamento em verniz, bom papel baço e boa encadernação e impressão. Nada a objetar, portanto. Nota para o facto da edição da loja FNAC ter, como já vem sendo hábito, uma capa exclusiva. 

Em conclusão, finalmente passados tantos anos de "tiros ao lado", li um Blake e Mortimer que me encheu as medidas. História simples, mas interessante, narrativa com bom ritmo e um desenho muito bem conseguido. Tudo bem feito, de forma a prestar uma boa homenagem ao legado de Jacobs. Não será, repito, um livro magnífico ou perfeito… mas é um bom livro para juntarmos à série. Ideal para os fãs de Blake e Mortimer e bastante indicado como porta de entrada para novos leitores, que não conheçam a série e tenham curiosamente em conhecê-la.


NOTA FINAL (1/10):
8.4



Convite: Passem na página de instagram do Vinheta 2020 para verem mais imagens do álbum. www.instagram.com/vinheta_2020



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Blake e Mortimer: O Último Espadão, de Jean Van Hamme, Teun Berserik e Peter Van Dongen - ASA

Ficha técnica
Blake e Mortimer: O Último Espadão
Autores: Jean Van Hamme, Teun Berserik e Peter Van Dongen
Editora: ASA
Páginas: 64, a cores
Encadernação: Capa dura
Lançamento: Novembro de 2021

segunda-feira, 22 de novembro de 2021

Blake e Mortimer estão de volta!




A célebre dupla criada por Edgar P. Jacobs está de volta para mais uma aventura. Desta vez, são os autores Jean Van Hamme e Peter Van Dongen que comandam os desígnios da série neste novo volume, intitulado O Último Espadão, que é publicado pela ASA.

O livro deverá estar disponível nas livrarias a partir de amanhã, 23 de Novembro. Na rede de lojas FNAC haverá uma capa exclusiva, que apresento aqui, no lado esquerdo.

Abaixo, deixo-vos com algumas imagens promocionais e nota de imprensa.

Blake e Mortimer: O Último Espadão, de Jean Van Hamme e Peter Van Dongen
Neste 28º volume da coleção «As Aventuras de Blake e Mortimer», Jean Van Hamme imagina uma continuação para o álbum inaugural da série. Esta vibrante homenagem a Egdar P. Jacobs conta com o desenho muito “jacobsiano” de Teun Berserik e Peter Van Dongen, e chega às livrarias já no próximo dia 23 de novembro de 2021.

Algures numa estrada em Inglaterra, um veículo circula em direção ao aeroporto militar de Hasley e, no seu interior, encontra-se o major Rupert Humbletweed, a quem o governo britânico confiou uma missão secreta. Entretanto, no Centaur Club (Londres), o capitão Francis Blake janta um roastbeef bem passado com o seu amigo, o Professor Philip Mortimer, a quem confia uma operação da mais alta importância: deslocar-se ao Paquistão para alterar o código de ativação dos Espadões estacionados na base de Makran, de forma a permitir a sua transferência para Scaw-Fell, em Inglaterra.
Blake, que acaba de assumir o comando do MI 5, tem por sua vez de partir imediatamente para o Ulster, já que, segundo um dos seus agentes, o IRA estaria a preparar um ataque de grande envergadura contra Inglaterra…

Ideal para os apreciadores de BD, os fãs de Blake e Mortimer certamente não quererão perder este novo volume que conta com os desenhos de Teun Berserik e Peter Van Dongen, os mesmos desenhadores de «O Vale dos Imortais» (nºs 25 e 26). 

Esta conhecida série de BD franco-belga foi lançada em 1946 e constitui, ainda hoje, um verdadeiro fenómeno editorial, estando traduzida em 17 línguas, e contando com vendas mundiais acumuladas que ultrapassam os 12 milhões de exemplares!





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Ficha técnica
Blake e Mortimer: O Último Espadão
Autores: Jean Van Hamme e Peter Van Dongen
Editora: ASA
Páginas: 64, a cores
Encadernação: Capa dura
PVP: 15,90€