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segunda-feira, 2 de março de 2026

Análise: Old Pa Anderson | Redenção

Old Pa Anderson | Redenção, de Hermann e Yves H. - Arte de Autor

Old Pa Anderson | Redenção, de Hermann e Yves H. - Arte de Autor
Old Pa Anderson | Redenção, de Hermann e Yves H.

O primeiro livro de banda desenhada editado pela Arte de Autor em 2026 trouxe-nos mais um livro da dupla de autores formada por Hermann e Yves H. Desta feita, através de um volume duplo que inclui as histórias Old Pa Anderson e Redenção. A primeira decorre durante os anos 1950 - sendo, por isso, uma história mais contemporânea - enquanto que a segunda é um western mais clássico na abordagem.

A capa pode induzir-nos em erro e levar-nos a crer que estamos perante um duplo western, mas, como já disse, são duas narrativas passadas em períodos distintos. Mesmo assim, a junção dos dois livros num só volume não choca já que, além da autoria das obras, há aqui um denominador comum: a violência. Ambas as histórias nos transportam para ambientes duros, personagens moralmente ambíguas e uma violência extrema que, não obstante, também não é gratuita, mas antes consequência de contextos sociais e humanos muito específicos. 

Old Pa Anderson | Redenção, de Hermann e Yves H. - Arte de Autor
Pai e filho (Yves H. ou Yves Hermann é filho de Hermann, para quem não sabe) voltam a trabalhar em conjunto num livro que, mesmo com diferenças claras de qualidade entre as duas histórias, se revela uma leitura interessante e consistente no seu tom sombrio.

Em Old Pa Anderson, originalmente editado no ano 2016, somos transportados para o sul profundo dos Estados Unidos do início dos anos 50, para um Mississipi sufocado pela segregação racial, onde o racismo estrutural dita leis não escritas e onde o homem branco parece deter o direito à vida e à morte sobre a população negra. É um cenário historicamente envenenado e a narrativa também não procura suavizar arestas: pelo contrário, mergulha de frente na brutalidade desse período. E ainda bem que o faz, digo eu.

A premissa é simples: um velho afro-americano decide agir depois da morte da sua esposa e do assassinato impune da neta. Portanto, podemos dizer que a narrativa é tão linear quanto isso. Trata-se, pois, e sem rodeios, de uma história de vingança. Contudo, essa aparente simplicidade não impede que o impacto seja profundo. Pelo contrário, é precisamente essa frontalidade que torna o álbum tão eficaz. A injustiça racial é sentida em cada página, e o leitor é confrontado com uma revolta que se adensa vinheta após vinheta. .

Old Pa Anderson | Redenção, de Hermann e Yves H. - Arte de Autor
Em vários momentos, não consegui evitar a associação a filmes como Tempo de Matar, com Matthew McConaughey e Samuel L. Jackson, ou Mississipi em Chamas, com Gene Hackman e Willem Dafoe. Não porque a narrativa lhes seja semelhante em termos estruturais, mas porque partilha essa mesma sensação de indignação perante um sistema judicial cúmplice e uma sociedade profundamente racista e segregadora.

O enredo pode ser básico, sim, mas é muito bem conduzido. Yves H. demonstra maturidade ao não dispersar a narrativa em subtramas desnecessárias. O foco mantém-se no essencial: a dor, a humilhação, a perda e a inevitável resposta. Tão violenta quanto possível. Cada passo dado pelo protagonista da história é sentido como a consequência lógica de um mundo que lhe negou qualquer forma de justiça e lhe tirou o seu bem mais precioso.

Nem todos os livros da dupla Hermann/Yves H. têm sido particularmente felizes. Há álbuns que passaram quase despercebidos ou que não atingiram o impacto esperado. Contudo, Old Pa Anderson é, muito provavelmente, um dos melhores trabalhos que pai e filho produziram em conjunto. Pode não ser brilhante em todos os aspetos, mas é um bom livro, coeso, simples e emocionalmente forte, que prende o leitor da primeira à última prancha.

Há ainda um mérito adicional da obra, pois funciona como lembrete histórico da segregação racial nos Estados Unidos, não se tratando de uma lição académica, mas de um retrato humano que expõe feridas ainda longe de estarem completamente saradas. Ainda nos tempos presentes...

Old Pa Anderson | Redenção, de Hermann e Yves H. - Arte de Autor
Redenção, leva-nos para outro território... o do western clássico. Aqui, o foco desloca-se para uma história de cowboys, num faroeste duro - muito duro mesmo! - onde a violência atinge patamares igualmente elevados. A herança da culpa e o peso dos atos passados estruturam uma narrativa centrada numa relação pai/filho marcada pela ausência, pelo crime e por escolhas erradas.

Buck Carter, pai de um rapaz que não herdará propriamente virtudes, é um homem sem escrúpulos procurado por um xerife de métodos rápidos e expeditos. Buck abandonou a sua família mesmo no exato momento em que esta mais precisava de si. Ao fazê-lo, não só traiu aqueles que mais amava - ou que deveria amar - como despojou a sua vida de qualquer sentido profundo, transformando-se num fora-da-lei implacável e procurado. Não há aqui espaço para heróis tradicionais. Até porque o seu filho não se revela muito melhor. Na verdade, quase só encontramos vilões nesta história, o que até vai ao encontro do faroeste duro, sujo e violento que mais aprecio. 

Ainda que não seja um livro que se lê mal - e, na verdade, ambos os livros até se leem bastante depressa - comparativamente falando, Redenção, originalmente editado em 2015, não está ao mesmo nível de Old Pa Anderson. A história, apesar de competente, revela-se mais previsível e oca e, no final, algo esquecível. Falta-lhe, quanto a mim, o peso emocional e a relevância temática da primeira narrativa. 

Old Pa Anderson | Redenção, de Hermann e Yves H. - Arte de Autor
Quanto à questão visual da obra, temos um Hermann inspirado. É verdade que, nos últimos anos, o autor nos tem oferecido obras onde fica aquém daquilo que produziu nos seus anos dourados. No entanto, aqui entrega-nos um trabalho bastante belo, com desenhos expressivos e, claro, uma aguarela muito própria, que continua a ser uma das suas imagens de marca. Quer em Old Pa Anderson, com veículos clássicos num ambiente mais citadino e urbano, quer em Redenção, com cavalos e pradarias de perder de vista no Wyoming, o autor revela-se inspirado.

Claro que nem tudo é irrepreensível. Encontramos, por vezes, pranchas algo desequilibradas, onde uma vinheta verdadeiramente impressionante convive com outra em que determinada personagem surge numa pose menos credível. Esse ligeiro desnível gráfico tem sido mais comum no Hermann das últimas duas décadas. Ainda assim, este livro mantém uma qualidade gráfica muito agradável.

A edição da Arte de Autor está bastante bonita. O livro tem uma capa própria, retirada de uma vinheta do livro Redenção, que nos é dada em capa dura, com um bonito acabamento aveludado. No interior, o papel é brilhante e de boa qualidade e o trabalho efetuado ao nível da encadernação e da impressão também é bom. Parece-me que a editora optou bem por colocar a melhor história em primeiro lugar no livro, mas talvez pudesse ter - também por isso - escolhido uma imagem de Old Pa Anderson para a capa do livro.

Em suma, este álbum duplo que nos traz um Hermann ainda bastante em forma, funciona especialmente bem, graças à primeira das duas histórias que nos oferece um dos melhores trabalhos conjuntos da dupla. No seu todo, é uma leitura dura e violenta, recomendável especialmente para quem aprecia um Hermann capaz de revisitar o seu melhor registo humanista e implacável.


NOTA FINAL (1/10):
8.7


Convite: Passem na página de instagram do Vinheta 2020 para verem mais imagens do álbum. www.instagram.com/vinheta_2020


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Old Pa Anderson | Redenção, de Hermann e Yves H. - Arte de Autor

Ficha técnica

Old Pa Anderson | Redenção
Autores: Hermann & Yves H.
Editora: Arte de Autor
Páginas: 112, a cores
Encadernação: Capa dura
Lançamento: Fevereiro de 2026


segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

Arte de Autor abre o ano editorial com um álbum duplo!



A Arte de Autor prepara-se para editar a sua primeira banda desenhada do ano!

E trata-se de um lançamento duplo, já que a editora portuguesa opta por editar num só volume os dois livros Old Pa Anderson e Redenção, dos autores Hermann e Yves H. Embora cada uma destas histórias tenha sido originalmente lançada, respetivamente, em 2016 e em 2015, só agora nos chega uma edição portuguesa das mesmas.

O livro deverá chegar às livrarias na última semana do mês de janeiro.

Por agora, deixo-vos com algumas imagens promocionais e com a sinopse da obra.

Old Pa Anderson | Redenção, de Hermann e Yves H.

Duas obras marcantes de Hermann, reunindo num único volume duas histórias intensas e visualmente arrebatadoras. 

Com um olhar cru e humanista sobre os Estados Unidos do passado, o primeiro título aborda o racismo e a injustiça no Mississipi dos anos 60, seguindo um velho afro-americano que decide agir após a morte da esposa e o assassinato impune da neta.

O segundo título, passado no universo do western, explora a herança da violência e da culpa, acompanhando um pai e o seu filho separados pelo tempo, pelo crime e pelo desejo de redenção.

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Ficha técnica
Old Pa Anderson | Redenção
Autores: Hermann & Yves H.
Editora: Arte de Autor
Páginas: 112, a cores
Encadernação: Capa dura
PVP: 27,50€

segunda-feira, 5 de maio de 2025

Análise: Duke #7 - Este Mundo Não É O Meu

Duke #7 - Este Mundo não é o Meu, de Hermann e de Yves H - Arte de Autor

Duke #7 - Este Mundo não é o Meu, de Hermann e de Yves H - Arte de Autor
Duke #7 - Este Mundo não é o Meu, de Hermann e de Yves H

O volume final da série Duke, intitulado Este Mundo não é o Meu, da autoria de Hermann e de Yves H., assinala o encerramento de uma saga western marcada por altos e baixos. É justo afirmar que este sétimo volume, mesmo sem se revestir de um final apoteótico, consegue cumprir o papel que lhe compete: fechar a história do anti-herói Duke com alguma coerência narrativa, mesmo que sem grande fulgor ou emoção.

A história traz-nos o capítulo final para as personagens Duke e Swift que se deslocam ao rancho de King para um último confronto. Duke procura libertar a prostituta Peg, a sua amada, que se mantém nas garras de King, o seu raptor que exige os 100 000 dólares que Duke e Swift mantêm em sua posse. Naturalmente, a transação não ocorre de forma tão diplomática assim, e o confronto entre Duke e o seu inimigo torna-se irremediável e sangrento.

Duke #7 - Este Mundo não é o Meu, de Hermann e de Yves H - Arte de Autor
A história de Este Mundo não é o Meu traz-nos, ao mesmo tempo, o confronto final de Duke com o seu próprio passado, com a sua moral vacilante e com as forças corruptas que o rodeiam. Vemos um homem desgastado, tanto física quanto psicologicamente, a enfrentar os últimos fantasmas da sua existência. O enredo, apesar de previsível em certos pontos, consegue manter o interesse, sobretudo porque, lá mais para o final, aposta mais na introspeção do protagonista do que numa escalada de ação desenfreada, como em volumes anteriores. Mesmo assim, há um tiroteio emblemático, claro.

O argumento de Yves H. continua a ser funcional, mas nunca especialmente inspirado. As falas são secas, o que por vezes funciona no registo western, mas falta-lhes alguma profundidade emocional. Em várias passagens, nota-se um certo esforço para parecer filosófico ou trágico, sem que isso se concretize de maneira convincente. 

No entanto, também é justo reconhecer que o final fecha a série com dignidade. Não há uma apoteose grandiosa no fim, mas há um final que também não é óbvio e que até tem o condão de, para além de  fechar o enredo, deixar uma porta aberta para um possível regresso à série, no futuro, caso os autores assim o entendam. 

Duke #7 - Este Mundo não é o Meu, de Hermann e de Yves H - Arte de Autor
É importante sublinhar que este volume não é, de forma alguma, espetacular. Nem o é a série como um todo. Duke sempre viveu na sombra de outras obras maiores do género e, particularmente, na sombra de Comanche, outro western onde Hermann, acompanhado então por Greg, demonstrou um domínio narrativo e artístico superior, que acabou mesmo por fazer história para a banda desenhada europeia. Comparando ambas as séries, Duke surge como uma tentativa mais desinspirada e menos envolvente de revisitar as histórias ambientadas no faroeste americano.

Ainda assim, também há mérito na forma como Hermann se manteve fiel à sua estética ao longo da série Duke. O seu trabalho em aguarelas continua a ser digno de elogios, e mesmo num volume mais sombrio como este, há momentos em que a sua paleta de cores e os seus cenários áridos respiram vida e personalidade. As paisagens, em especial, evocam uma solidão melancólica que casa bem com o espírito do protagonista.

Duke #7 - Este Mundo não é o Meu, de Hermann e de Yves H - Arte de Autor
Infelizmente, o mesmo já não se pode dizer das expressões faciais das personagens. Há uma estranheza persistente nos rostos, sobretudo no das mulheres, cujas expressões por vezes caem no grotesco ou no caricatural, de uma forma que chega a parecer quase deliberadamente jocosa. 

Mas, enfim, o traço de Hermann, mesmo que envelhecido, ainda possui um peso próprio. Mesmo com as limitações já referidas, o domínio da composição visual, da sombra e da luz, e a forma como as cenas são enquadradas, mostra um autor que, embora já longe do seu auge, ainda é um mestre em alguns aspetos da arte sequencial.

A edição da Arte de Autor é em capa dura baça, com bom papel baço no interior, bom papel e boa encadernação. Uma boa edição, portanto.

Em resumo, Este Mundo Não é O Meu encerra a série Duke com um suspiro mais do que com um estrondo. Não é um grande final, mas é um final apropriado. Quem acompanhou a série até aqui encontrará uma conclusão razoável, ainda que sem grande emoção. Com o nome de Hermann envolvido, a expectativa é sempre alta, especialmente para quem conheceu o autor nas décadas de 70 e 80. Duke não está à altura das suas obras maiores, mas consegue, ao menos, não envergonhar esse legado. Há um eco distante de grandeza, que por vezes emerge — ainda que fugazmente — nas páginas deste último volume.


NOTA FINAL (1/10):
7.0




Convite: Passem na página de instagram do Vinheta 2020 para verem mais imagens do álbum. www.instagram.com/vinheta_2020



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Duke #7 - Este Mundo não é o Meu, de Hermann e de Yves H - Arte de Autor

Ficha técnica
Duke #7 - Este Mundo não é o Meu
Autores: Hermann e de Yves H
Editora: Arte de Autor
Páginas: 56, a cores
Encadernação: Capa dura
Lançamento: Fevereiro de 2023

quinta-feira, 10 de abril de 2025

Arte de Autor fecha o díptico "Brigantus"!



No dia 12 deste mês chega às livrarias o segundo (e último) volume da obra Brigantus, da autoria de Hermann & Yves H!

Depois de um primeiro volume com boas ideias e que trouxe alguma frescura face a um certo arrastamento verificado na série Duke, ambientada no faroeste e igualmente publicada pela Arte de Autor, a editora portuguesa fecha esta obra em dois volumes. O livro já se encontra em pré-venda no site da editora.

Mais abaixo, deixo-vos com a sinopse da obra e com algumas imagens promocionais.


Brigantus #2 - O Picto (2 de 2), de Hermann & Yves H.

No coração da Escócia antiga, Melo Brigantus, soldado repudiado e expulso da legião romana, é recolhido pelos habitantes de uma pequena aldeia picta.

Inicialmente desconfiados, os autóctones acabam por adoptar este intruso que parece plenamente unido à causa deles. 

Quando as tropas romanas chefiadas pelo general Agrícola se aproximam, Brigantus vai ter de fazer escolhas certas.

Acabará ele, um dia, por entrever a luz?


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Ficha técnica
Brigantus #2 - O Picto (2 de 2)
Autores: Hermann & Yves H.
Editora: Arte de Autor
Páginas: 586, a cores
Encadernação: Capa dura
PVP: 18,50€

quinta-feira, 16 de maio de 2024

Análise: Brigantus #1 - Banido

Brigantus #1 - Banido, de Hermann e Yves H. - Arte de Autor

Brigantus #1 - Banido, de Hermann e Yves H. - Arte de Autor
Brigantus #1 - Banido, de Hermann e Yves H.

Que bom é ver que Hermann, um dos autores mais incontornáveis da banda desenhada franco-belga, continua, já perto dos 90 anos, tão ativo e tão fiel à 9ª Arte e a esse gosto por oferecer novas histórias aos seus inúmeros seguidores! 

Quando, em 2017, Hermann começou mais um longo périplo artístico com o lançamento de Duke, uma série que chegou aos sete tomos, nada fazia prever (ou, concedo, os menos incautos poderiam disso suspeitar) que, passados alguns meses, o autor já estava a deitar mãos à obra para nos oferecer mais outra série.

E não se trata de “virar o disco e tocar o mesmo”. Brigantus, que a Arte de Autor publicou há poucas semanas – e que está pensado para ser um díptico - remete-nos para o tempo dos romanos e dos exércitos de legionários. Portanto, escusado será dizer que, face ao anterior Duke, mudam as indumentárias, mudam os cenários, muda o tipo de ação e o tipo de confrontos físicos entre as personagens.

Estamos perante algo novo e diferente de um Duke ou de um Comanche.

Brigantus #1 - Banido, de Hermann e Yves H. - Arte de Autor
Quem volta a assinar o argumento é, tal como em Duke e em vários outros álbuns, Yves H., o filho de Hermann. Nem sempre Yves H. nos consegue agarrar às tramas por si criadas, mas, pelo menos neste caso, devo dizer que a personagem de Melonius Brigantus me intrigou o suficiente para ter ficado com muita vontade de poder mergulhar no segundo e último tomo desta história que, certamente, oferecerá muitas respostas às perguntas que neste primeiro tomo, Banido, ficaram por responder.

Não sabemos muito, mas sabemos alguma coisa. Acompanhamos a ação da legião romana que se encontra nas brumas do norte da Escócia. O nevoeiro é denso e a ameaça por exércitos antagónicos de soldados Pictos, é uma constante. Brigantus é um dos soldados do exército romano.

Ele é um verdadeiro monstro em termos físicos, sendo gigante e tendo músculos enormes. Mas isso não faz com que seja popular dentro da sua centúria. Pelo contrário, Brigantus é constantemente vítima de provocações e ostracização por parte dos seus pares. Mas há algo mais que parece maior do que estas provocações quotidianas e que aparenta agrilhoar Brigantus a uma condição de profunda depressão pessoal. Por isso, a personagem refere várias vezes que “sonha um dia poder ver a luz ao fundo do túnel”. Esta questão só é tocada ao de leve, deixando, por isso, a imaginação do leitor fazer as suas próprias especulações de enredo. É claro que o leitor pode antever e calcular cenários sobre que tipo de “luz” será esta que Brigantus espera ver ao fundo do túnel, mas, pelo menos neste primeiro tomo, Yves H. abre pouco o jogo. E talvez também seja por isso que este álbum funciona bem.

Brigantus #1 - Banido, de Hermann e Yves H. - Arte de Autor
Este é, portanto, um primeiro álbum que se preocupa mais em estabelecer um mood, apresentando a personagem e incrementando um ambiente de tensão latente, do que em grandes desenvolvimentos narrativos.

Gostei da personagem Brigantus, carregada de ódios e tristeza interior, que me remeteu para outras personagens com algumas semelhanças como o monstro de Monstros (de Barry Windsor-Smith) ou mesmo a personagem de Hulk. Às vezes, por detrás de uma grande força física, está uma enorme fragilidade emocional…

Quanto aos desenhos de Hermann, posso dizer que está bem presente a sua imagem de marca, com belas cores em aguarela que funcionam bem para criar os tons de neblina constante que circundam as personagens. O efeito é, pois, deveras sedutor com as pinceladas do autor a mostrarem-se hábeis e virtuosas, mesmo nesta sua idade tão avançada. O desenho, porém, em termos de agilidade no traço, não se apresenta tão belo como em tempos, muito embora me pareça que este desenho menos polido, com as personagens a apresentar expressões carregas de erosão, até encaixa bem na violência gutural de um período como o dos legionários romanos. Acaba por funcionar bem.

A única coisa que não funciona tão bem é que seja (demasiadamente) frequente que o leitor se perca em “quem é quem” devido às personagens serem mais semelhantes entre si do que aquilo que seria mais adequado. E isto afeta negativamente a fluidez da leitura, o que é uma pena.

Quanto à edição da Arte de Autor, estamos perante mais um bom trabalho, com capa dura baça, bom papel brilhante, boa encadernação e boa impressão. Não há nada de negativo a referir.

Em suma, depois do western demasiadamente longo que foi Duke, é bom ver o octogenário autor Hermann a arriscar-se para “fora de pé”, oferecendo-nos uma história com legionários romanos que, por isso, acaba por ser muito mais refrescante do que, por ventura, “mais um western”. Que venha o segundo e último tomo de Brigantus.


NOTA FINAL (1/10):
8.4



Convite: Passem na página de instagram do Vinheta 2020 para verem mais imagens do álbum. www.instagram.com/vinheta_2020



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Brigantus #1 - Banido, de Hermann e Yves H. - Arte de Autor

Ficha técnica
Brigantus - Banido #1 (de 2)
Autores: Hermann & Yves H.
Editora: Arte de Autor
Páginas: 56, a cores
Encadernação: Capa dura
Lançamento: Fevereiro de 2024

quinta-feira, 14 de março de 2024

Arte de Autor lança novo livro de Hermann!



Nada parece parar Hermann das suas criações! Prestes a fazer 86 anos de vida, o autor ainda demonstra ter um força e talento para continuar a produzir álbuns de banda desenhada!

Depois de ter finalizado, no ano passado, a série western Duke, o autor regressa agora ao lançamento do primeiro volume de Brigantus que, em Portugal, a editora Arte de Autor lançará na próxima semana.

Hermann volta a unir esforços criativos com o seu filho, Yves H. que assina o argumento deste díptico, tal como já o havia feito em Duke e noutros livros da dupla de criadores.

Saliento que, desta vez, a história não é com cowboys e passa-se no tempo dos legionários da Roma Antiga. 

O segundo e último tomo está previsto para o próximo ano.

Por agora, deixo-vos com a sinopse da obra e com algumas imagens promocionais.


Brigantus - Banido #1 (de 2), de Hermann & Yves H

Toda a gente na legião conhece Melonius Brigantus. Um monstro, uma máquina de guerra. A imagem viva da barbárie que as legiões romanas vieram combater na Escócia. 

E agora, a sobrevivência dos poucos sobreviventes de uma batalha particularmente sangrenta depende da boa vontade do homem que eles sempre mantiveram à distância. 

E só Júpiter sabe o que se passa na mente de Brigantus...

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Ficha técnica
Brigantus - Banido #1 (de 2)
Autores: Hermann & Yves H.
Editora: Arte de Autor
Páginas: 56, a cores
Encadernação: Capa dura
PVP: 18,50€


terça-feira, 28 de fevereiro de 2023

Duke chega ao fim!



A Arte de Autor prepara-se para lançar o sétimo e último volume da série western, Duke, da autoria de Hermann e de Yves H!

Trata-se de mais uma série que a editora portuguesa termina, o que merece, por esse motivo, os meus parabéns! Já é a décima série integralmente publicada pela Arte de Autor.

O livro deverá chegar às livrarias a partir da próxima quinta-feira, dia 2 de Março.

Mais abaixo, deixo-vos com a sinopse da obra e com algumas imagens promocionais.
Duke #7 - Este Mundo não é o Meu, de Hermann e de Yves H

Duque e Swift dirigem-se ao rancho de King com os 100 000 dólares para um último confronto, impiedoso e sangrento. 

Diante deles perfila-se a brutal dupla constituída por Terry e Buddy, os terríveis "irmãos siameses", guarda-costas de King, Manolito, o seu anjo da guarda transformado em anjo da morte, Ogden... e o próprio King.

No final do caminho, o sonho que ele acalenta há tantos anos estende-lhe finalmente os braços: mas apesar do sonho estar agora ao seu alcance, Duque sabe que o caminho que lhe falta percorrer é ainda longo e perigoso...
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Ficha técnica  
Duke #7 - Este Mundo não é o Meu
Autores: Hermann e de Yves H
Editora: Arte de Autor
Páginas: 56, a cores
Encadernação: Capa dura
PVP: 18,00€

quarta-feira, 18 de maio de 2022

Análise: Duke #6 - Para Lá da Pista

Duke #6 - Para Lá da Pista, de Hermann e Yves H. - Arte de Autor

Duke #6 - Para Lá da Pista, de Hermann e Yves H. - Arte de Autor
Duke #6 - Para Lá da Pista, de Hermann e Yves H.

Para lá da Pista é o nome do sexto volume da série Duke, de Hermann e de Yves H., que a Arte de Autor tem vindo a publicar. Lançado no início deste ano, a história deste sexto tomo da série, que se aproxima do fim - tendo em conta que é expetável que a mesma venha a terminar no próximo tomo - volta a mostrar-nos mais um pouco do background das personagens que continuam num jogo do gato e do rato, seguindo a famigerada "pista".

Diria até que essa será a coisa que de maior realce há neste Para Lá da Pista. É que, ao dar-nos mais informações sobre o passado das personagens, o argumentista Yves H., filho de Hermann, permite-nos o estreitamento da nossa relação com as referidas personagens, com especial destaque - mas não só - com Duke, o protagonista. Coisa que, a meu ver, é bem-vinda. No entanto, a sensação global quando se acaba de ler o livro é que, na realidade, não aconteceu rigorosamente nada neste sexto tomo. Pelo menos, relativamente à ação presente. 

Duke #6 - Para Lá da Pista, de Hermann e Yves H. - Arte de Autor
É claro que até nos são dados alguns momentos marcantes no passado de Duke e do seu irmão, mas, como a história do tempo presente é bastante monótona pois, apesar dos perigos e perseguições à distância que afetam as várias personagens na sua viagem, chegamos ao fim deste livro sem que nada de muito relevante aconteça. Uma mão cheia de nada. É óbvio que se fica igualmente com a ideia - e promessa - que a história se está a preparar para um encontro e embate mais marcantes entre todos os envolvidos. Mas essas emoções acabam por fica guardadas para um tomo posterior, lá está.

Relativamente à história que nos é dada neste sexto volume, Duke mantém a sua viagem com o intuito de entregar os 100 000 dólares ao consórcio Soakes & Sears, fazendo-se acompanhar por Swift. Por oposição, o sargento Blair e o seu comparsa, o cabo Copeland, que se puseram em fuga, tendo conseguido recuperar alguns homens para a sua causa, conseguem agora intercetar Duke e Swift, ficando com o dinheiro que o protagonista transporta consigo. Até que surge uma intervenção inesperada. Mais não conto, sob pena de vos contar tudo o que aqui se passa.

Duke #6 - Para Lá da Pista, de Hermann e Yves H. - Arte de Autor
Tal como já referi na análise que fiz aos primeiros quatro volumes da série, recomendo que Duke seja lido de uma só vez. A leitura da soma do todo é muito mais marcante do que se os livros forem lidos de forma isolada. Isto porque cada tomo funciona como um capítulo para contar a história total. Isolados, estes livros não têm, quanto a mim, pelo menos, muita força, mas, lidos de forma seguida, contam uma história maior entre si, que nos oferece uma personagem, tão dura e tão marcada por um passado inóspito, como Duke.

Os desenhos de Hermann mantêm aquilo que o autor nos tem vindo a dar nesta série. Coisas muito boas e outras mais medíocres. Há vinhetas verdadeiramente belas que poderiam (deveriam?) ser impressas e comercializadas enquanto quadro! E para isso também contam as belas cores, a aguarela, com que o autor tão bem dá cor aos seus desenhos. O menos bom serão os rostos das personagens, principalmente as femininas, onde me parece haver até um certo desleixo do autor. Tendo em conta a idade avançada do mesmo, talvez a questão dos rostos retratados com tão pouco detalhe e aprumo se compreenda melhor. Não obstante, a verdade é que esta característica mancha um pouco a experiência de leitura.

Em oposição a isso, e conforme escrevi anteriormente, “onde Hermann brilha muito, convém realçar, é na caracterização das paisagens, nas imagens mais contemplativas (que, talvez por isso, abundam em Duke) e, claro, aqui e ali na boa caracterização das personagens. E o trabalho de cores é, todo ele, muito artístico e único no estilo.

Em termos de edição, a Arte de Autor dá-nos mais do mesmo: capa dura, bom papel (com algum brilho) e uma boa encadernação e acabamento. Tudo bem feito, portanto, sem nada de negativo a apontar.

Em suma, o sexto volume de Duke dá-nos uma certa sensação de “enchimento de chouriços” no que à trama principal diz respeito, mas, por outro lado, também é verdade que permite um maior conhecimento e compreensão do passado das personagens. Por tudo isto, funciona, diria eu, como uma pausa para respirar antes do próximo tomo (expetavelmente agitado) que há-de resolver, finalmente, o destino sombrio destas personagens.


NOTA FINAL (1/10):
7.8



Convite: Passem na página de instagram do Vinheta 2020 para verem mais imagens do álbum. www.instagram.com/vinheta_2020



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Duke #6 - Para Lá da Pista, de Hermann e Yves H. - Arte de Autor

Ficha técnica
Duke #6 - Para Lá da Pista
Autores: Hermann e Yves H.
Editora: Arte de Autor
Páginas: 56, a cores
Encadernação: Capa dura
Lançamento: Fevereiro de 2022





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Mais abaixo, deixo o convite para a leitura das análises aos álbuns anteriores da série:



quinta-feira, 3 de fevereiro de 2022

A Arte de Autor regressa com o 6º volume do western Duke!



O género western parece que veio mesmo para ficar com cada vez mais propostas por parte das editoras portuguesas!

Desta feita, é a vez da Arte de Autor nos brindar com o 6º tomo da série Duke, da autoria de Hermann e do seu filho Yves H, que já está disponível no site da editora em pré-venda e que deverá chegar às livrarias a 16 de Fevereiro.

É expetável que a série venha a terminar no 7º volume. Todos os outros livros estão editados pela Arte de Autor que se aproxima, desta forma, do fim da coleção.

Mais abaixo, deixo-vos com algumas imagens promocionais e sinopse da obra.


Duke #6 - Para Lá da Pista, de Hermann e Yves H.

Postos em fuga no episódio anterior, o sargento Bair e o seu braço direito, o cabo Copeland,conseguiram recuperar alguns homens para juntar à sua causa. 

Duke e Swift são apanhados pelo grupo conduzido por Blair e têm de largar o dinheiro. São, no entanto, surpreendidos pela intervenção do tenente que os salva. 

Todo este pequeno mundo, movido por aspirações divergentes, está prestes a penetrar no terrível deserto do Nevada. 

Mas para lá da pista dominada pelo calor, é o seu destino que eles terão de enfrentar.

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Ficha técnica
Duke #6 - Para Lá da Pista
Autores: Hermann e Yves H.
Editora: Arte de Autor
Páginas: 56, a cores
Encadernação: Capa dura
PVP: 17,50€

sexta-feira, 2 de abril de 2021

Análise: Duke #5 - Pistoleiro é o que Serás

Duke #5 - Pistoleiro é o que Serás, de Hermann e Yves H. - Arte de Autor


Duke #5 - Pistoleiro é o que Serás, de Hermann e Yves H. - Arte de Autor
Duke #5 - Pistoleiro é o que Serás, de Hermann e Yves H.

Tal como referi há uns dias, quando analisei os primeiros 4 tomos da série Duke, da autoria do veteraníssimo Hermann e de Yves H., seu filho, hoje é altura para uma análise ao número 5 da série, intitulado Pistoleiro é o que Serás.

Devo dizer que este volume continua de forma coerente a história já traçada nos números anteriores. Portanto, as minhas considerações, quer relativamente à história, quer relativamente à arte ilustrativa de Hermann, umas vezes majestosa, outras vezes bem mais desinspirada, mantêm-se em linha com o que já escrevi na análise aos primeiros 4 tomos.

Não obstante, e especialmente em termos da história, propriamente dita, este 5º tomo traz alguma frescura para o todo da série. Por esta altura, continuamos a acompanhar a demanda de Duke, que se faz acompanhar por Swift, e que procura entregar os 100 000 dólares ao consórcio Soakes & Sears, tal como lhe fora previamente solicitado por Mullins. Porém, enquanto viajam pelo sudoeste do deserto americano, em direção ao Estado da Califórnia, os dois cowboys são perseguidos por um esquadrão da unidade dos Buffalos Soldiers, todos afro-americanos, que se rebelaram face à tirania do "Homem Branco" e que procuram agora conquistar tudo aquilo que lhes tem sido retirado. O objetivo deste esquadrão, liderado pelo Sargento Blair, passa pois por matar Duke e Swift e apoderar-se do dinheiro que eles carregam. Até que Duke, compreendendo que está numa grande desvantangem numérica face aos seus perseguidores, refugia-se num rancho esquecido no meio do deserto, que pertence a um homem que, desde o passado, deve um favor a Duke.

Duke #5 - Pistoleiro é o que Serás, de Hermann e Yves H. - Arte de Autor
Paralelamente à ação principal, vamos acompanhando também o percurso de Peg, a amada de Duke, que, estando cativa do misterioso Sr. King, será, concerteza, utilizada por este como engodo para atrair Duke e o dinheiro que o mesmo transporta.

A frescura que, tal como referi acima, este quinto tomo nos traz é o regresso ao passado, às memórias de criança que ainda atormentam Duke e que nos fazem compreender a sua maneira de ser, as experiências que passou com o irmão, Clem, e como o homem que deu guarida aos dois irmãos no passado, quando em crianças, pode agora, passados tantos anos, ser o maior inimigo de sempre de Duke. Já para não falar que esteticamente, com uma tónica de sépia que dá cor a estes flashbacks do passado, estas partes são das minhas preferidas na série.

Em termos de arte visual, Hermann mantém coerência com aquilo que tem feito na série Duke. Tal como nos álbuns anteriores, este Pistoleiro é o que Serás oferece-nos vinhetas maravilhosas e poéticas, tais como aquelas em que somos transportados para a aridez dos desertos americanos; em que vemos cavalos a cavalgar de forma majestosa; ou em que somos presenteados com paisagens nocturnas belas, que nos revelam Duke a navegar nos seus próprios fantasmas e memórias que não cessam de o atormentar. E as cores, aplicadas sobre a forma de aguarela, são belas e impactantes.

Duke #5 - Pistoleiro é o que Serás, de Hermann e Yves H. - Arte de Autor
Esse é o lado bom da ilustração de Hermann. Depois há o lado menos bom. Que são as caras das personagens que parecem demasiadas feitas à pressa; os problemas com a fisionomia e linguagem corporal - em que certas personagens parecem ter cabeças demasiado grandes para o corpo que possuem; e, claro, as mulheres que são do mais masculino que vi em banda desenhada. Hermann parece não saber desenhar caras femininas ou mesmo crianças.

Note-se que dizer isto não é, de forma alguma, dizer que não há piores desenhos do que os de Hermann. Claro que os há e reconheço que é um mestre da banda desenhada que merece todo o respeito. Mas é, justamente por isso, que esta série – e outros trabalhos recentes do autor - me faz um pouco de confusão. Porque não tem harmonia em termos de ilustração. Tem vinhetas que são nota máxima em termos de qualidade de desenho e relativamente a inspiração; e depois, tem outras ilustrações, que simplesmente ficam a anos-luz das primeiras. Parece quase um capricho de autor, ter uma diferença tão significativa na ilustração, dentro de um mesmo álbum.

Duke #5 - Pistoleiro é o que Serás, de Hermann e Yves H. - Arte de Autor
Não quero muito “bater no ceguinho” neste ponto. Acho que já fundamentei bem isto na análise aos outros tomos de Duke. Só fico mais desapontado porque, se não fosse isto, Duke poderia estar entre os melhores westerns da banda desenhada. Assim, desta forma, está “apenas” entre os bons westerns.

Porque, de facto, estamos perante uma história que vai ficando gradualmente mais interessante e de um fábula do faraoeste que, a momentos, é grandiosa e memorável.

Quanto à edição da Arte de Autor, esta apresenta uma qualidade já comum aos lançamentos da editora portuguesa. Que é como quem diz que o objeto-livro é apetecível e extremamente apetecível. Nada de errado a apontar.

Em suma, este Pistoleiro é o que Serás, à semelhança da restante série Duke, é uma obra bastante interessante, embora não isenta de erros, e indicada para os amantes do faraoeste, bem como do autor Hermann.


NOTA FINAL (1/10):
8.4



Convite: Passem na página de instagram do Vinheta 2020 para verem mais imagens do álbum. www.instagram.com/vinheta_2020




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Duke #5 - Pistoleiro é o que Serás, de Hermann e Yves H. - Arte de Autor

Ficha técnica
Duke #5 - Pistoleiro é o que Serás
Autores: Hermann e Yves H.
Editora: Arte de Autor
Páginas: 56, a cores
Encadernação: Capa dura
Lançamento: Fevereiro de 2021