Mostrar mensagens com a etiqueta Mário André. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Mário André. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 19 de agosto de 2024

Magazine BD Independente - Análise a 10 BDs Independentes Nacionais


Hoje trago-vos um especial sobre as últimas bandas desenhadas de cariz mais independente que andei a ler nos últimos tempos.

Desde fanzines, a edições de autor e a edições que, mesmo apoiadas por dinheiros públicos ou pertencentes a "editoras", têm uma distribuição independente.

São BDs que, por isso, nem sempre são muito fáceis de encontrar à venda, embora, claro, hoje em dia, com o advento da internet e das redes sociais, quem estiver interessado em adquirir uma destas bandas desenhadas, apenas tem de contactar os responsáveis por estas publicações. Em alternativa, é frequente que esta BD mais independente seja encontrada à venda em eventos e festivais de banda desenhada.

Bem sei que poderia fazer um artigo para cada uma das propostas de leitura que hoje vos trago, mas diz-me a experiência - e também as estatísticas de visitas do blog - que cada uma destas bandas desenhadas independentes conseguirá chegar a mais gente se o artigo em que falo delas for mais global, com os leitores do blog a poderem, através de um estilo mais sintético de análise, em género de "magazine", tomar conhecimento das várias propostas que vos trago.

Sem mais demoras vos deixo, portanto, com as minhas breves análise a 10 Bandas Desenhadas independentes que li recentemente.

Ora vejam:

quinta-feira, 11 de julho de 2024

Já está disponível a 3ª adaptação para BD das novelas policiais de Fernando Pessoa!



Mário André está de volta à sua série que adapta para banda desenhada as novelas policiais de Fernando Pessoa e que, com este novo A Morte de Dom João, já conta com três volumes publicados.

Este terceiro volume da série Quaresma, o Decifrador, foi lançado há umas semanas, no Festival Internacional de Banda Desenhada de Beja.

Mais abaixo, deixo-vos com a sinopse da obra e com algumas imagens promocionais.


Quaresma, o Decifrador – A Morte de Dom João, de Mário André

O autor Mário André regressa à série Quaresma, o Decifrador, em que adapta as novelas policiais de Fernando Pessoa, escritas há mais cem anos. O 3º volume narra o conto A Morte de Dom João, que é apresentado no 19º Festival Internacional BD de Beja.

A série Quaresma, o Decifrador, representa a primeira vez que as obras policiais do mais famoso poeta português do séc. XX são adaptadas à banda desenhada, tendo início em 2022, com O Caso do Quarto Fechado (no 17º FIBDB) e Crime (no 33º Amadora BD). Este novo livro perfaz a 14ª vez que Fernando Pessoa ou a sua obra surge em BD, como é referido no artigo de Daniel Maia, em posfácio.
Dr. Abílio Quaresma é uma personagem ficcional criada há mais de um século por Fernando Pessoa (1888-1935), protagonista das suas novelas policiais, um género muito popular nas primeiras décadas do séc.XX e que era secretamente seu favorito. A escrita deu-se durante duas décadas, resultando num conjunto de treze contos – uns concluídos, mas a maioria incompletos –, nos quais o protagonista exerce as suas incomuns capacidades na arte de raciocínio dedutivo, no processo quase sendo elevado a integrar o panteão de heterónimos do poeta.

Em Quaresma, o Decifrador – A Morte de Dom João, o Dr. Quaresma, o médico sem clínica e ávido decifrador de charadas da vida real, é chamado a intervir num caso de homicídio violento, em que a vítima é morta em casa, num assassinato quase testemunhado por um guarda na ronda nocturna e por um grupo de jovens no regresso a casa, em moradia fechada por dentro e donde nenhum criminoso saiu… O que terá motivado tal acto e que solução para esta implausível ordem de ocorrências? Sem piedade pelo morto ou sequer desejo de justiça, mas também sem simpatia pelo criminoso, Quaresma decifra!


-/-

Ficha técnica
Quaresma, o Decifrador – A Morte de Dom João
Autor: Mário André
Editora: Kustom Rats (edição de autor)
Páginas: 48, a preto e branco
Encadernação: Capa mole
PVP: 12,00€

sexta-feira, 21 de outubro de 2022

Análise: Quaresma, O Decifrador - O Caso do Quarto Fechado

Quaresma, O Decifrador - O Caso do Quarto Fechado, de Mário André - Kustom Rats

Quaresma, O Decifrador - O Caso do Quarto Fechado, de Mário André - Kustom Rats
Quaresma, O Decifrador - O Caso do Quarto Fechado, de Mário André

Depois de, no ano passado, publicar A Implosão, uma adaptação para banda desenhada da obra de Nuno Júdice, Mário André depressa regressou ao lançamento de banda desenhada. No passado mês de Maio, o autor arrancou com um novo projeto que procura adaptar para bd os contos policiais da autoria de Fernando Pessoa. Desde então, o ritmo de produção de Mário André tem sido muito fértil porque na altura em que vos escrevo este texto, o autor independente prepara-se para publicar no Amadora BD o seu segundo livro desta coleção dedicada aos contos policias de Fernando Pessoa.

De facto, a obra de Fernando Pessoa, um dos maiores autores portugueses de sempre, costuma ser mais associada à poesia – especialmente pela força da relevância estilística dos seus heterónimos – mas o que é certo é que a criação do autor foi muitíssimo profícua, com muitas ramificações possíveis em diversos subgéneros da criação literária. Assim, Fernando Pessoa, um assumido adepto das “novelas policiárias” de então, também escreveu alguns contos deste tipo.

Quaresma, O Decifrador - O Caso do Quarto Fechado, de Mário André - Kustom Rats
E Mário André, com um belo sentido de oportunidade, resgata esses contos, meio esquecidos, para a banda desenhada. Acho que, só por este motivo, já é digna de louvor esta iniciativa do autor. É sempre bom que possamos ler – e reler – a muito rica e variada obra de Fernando Pessoa. E se tal puder acontecer (também) por via da banda desenhada, ótimo!

Este primeiro livro da coleção dedicada a estes contos policiais, intitula-se O Caso do Quarto Fechado e traz-nos a personagem do Dr. Abílio Quaresma que é um verdadeiro mestre da investigação. Não se tratando de um investigador ou detetive, propriamente dito, Quaresma é um decifrador por talento nato e vocação natural, conseguindo olhar para os factos e eventos de forma analítica e perspicaz, como faria um Sherlock Holmes ou um Hercule Poirot.

Nesta situação concreta, é chamado a analisar um caso que, embora pareça de fácil resolução, está envolto em mistério e pode ser uma daquelas situações em que as aparências enganam. Uma pessoa é encontrada morta e tudo leva a crer que se trata de um suicídio. Mas a causa da sua morte parece ser a degolação, o que seria difícil de executar. E, ainda para mais, junta-se à equação o facto da vítima ter uma personalidade que em nada levaria a crer que alguma vez pudesse recorrer ao suicídio. E isto já para não mencionar que a vítima foi encontrada num quarto fechado por dentro.

Quaresma, O Decifrador - O Caso do Quarto Fechado, de Mário André - Kustom Rats
Já têm a cabeça a andar à roda? É natural, pois o mistério é desafiante e muito interessante de ver resolvido à medida que vamos lendo este livro. O que me leva a considerar que o mesmo tem um belo argumento.

Comparando esta obra com A Implosão, onde eram (mais) notórias as fragilidades de Mário André enquanto autor, parece-me facilmente visível que o autor evoluiu bastante desse livro para este.

É lógico que, especialmente na componente visual, ainda encontramos neste O Caso do Quarto Fechado, desenhos bastante arcaicos na sua conceção, que parecem ter sido feitos à primeira tentativa, sem que haja uma elaboração aprumada ou estudos de fundo desenvolvidos pelo autor. Por vezes, as expressões faciais das personagens, bem como a sua linguagem corporal, são demasiadamente amadoras, fazendo parecer que os desenhos foram feitos por uma criança. Outro problema que persiste é que certas personagens parecem apresentar feições e expressões diferentes de vinheta para vinheta, fazendo com que o natural ritmo e encadeamento da leitura seja posto em causa, por vezes.

Quaresma, O Decifrador - O Caso do Quarto Fechado, de Mário André - Kustom Rats
Não obstante, e mesmo tendo presente que, em várias ocasiões, me pareceu que o texto era um pouco excessivo, este é um livro manifestamente melhor que A Implosão. A leitura é mais fácil, o argumento é muito mais conciso e bem explanado, e as ilustrações do autor, quiçá amadoras, parecem demonstrar um autor que tem vindo a evoluir gradualmente. Nota positiva, ainda, para como o autor tenta dar frescura à leitura, através de uma planificação diversificada e com algum dinamismo.

Em termos de edição, partindo do pressuposto que estamos perante uma edição de autor, posso dizer que o livro, em capa mole baça, tem um aspeto bastante aceitável.

Concluindo, julgo ser justo dizer que Mário André está de parabéns pela aposta inteligente de trazer estes contos policiais esquecidos de Fernando Pessoa para a banda desenhada. É lógico que em termos de componente visual, ainda é uma obra algo pobre e amadora a vários níveis, mas que, não obstante, marca uma evolução positiva do autor face ao interior A Implosão.


NOTA FINAL (1/10):
5.0



Convite: Passem na página de instagram do Vinheta 2020 para verem mais imagens do álbum. www.instagram.com/vinheta_2020


-/-

Quaresma, O Decifrador - O Caso do Quarto Fechado, de Mário André - Kustom Rats

Ficha técnica
Quaresma, o Decifrador – O Caso do Quarto Fechado
Autor: Mário André
Edição: Kustom Rats (edição de autor)
Páginas: 68, a preto e branco
Encadernação: Capa mole
Lançamento: Maio de 2022

quarta-feira, 19 de outubro de 2022

Mário André lança mais uma adaptação para bd da obra de Fernando Pessoa!



Mário André está de volta para o lançamento de mais um livro!

Depois de A Implosão, o seu primeiro álbum, o autor tem concentrado os seus esforços na adaptação para banda desenhada dos contos policiais criados por Fernando Pessoa.

O Caso do Quarto Fechado foi a primeira dessas adaptações e agora chega-nos Crime, que será apresentado no Amadora BD no próximo dia 29 de Outubro, pelas 18h30.

Mais abaixo, deixo-vos com algumas imagens promocionais e com a sinopse da obra.

Quaresma, o Decifrador – Crime, de Mário André
Quaresma, o Decifrador – Crime, é o segundo livro desta série e narra em arte sequencial mais uma curta novela, escrita há cem anos pelo famoso poeta, dando sequência ao volume inicial apresentado no 18º FIBDB, em Maio.

Dr. Abílio Quaresma, “o Decifrador,” é uma personagem criada por Fernando Pessoa (1888-1935) há um século, protagonista das suas novelas policiais; um género muito popular nas primeiras décadas do séc.XX, e que era secretamente seu favorito. 

A escrita destas deu-se durante décadas, resultando num conjunto de treze contos – uns mais concluídos e longos do que outros –, nos quais o protagonista quase foi elevado ao panteão de heterónimos do poeta.
Em Quaresma, o Decifrador – Crime, o médico sem clínica e ávido decifrador de charadas da vida real, Dr. Abílio Quaresma, participa numa investigação realizada pelo seu amigo, o Inspector-Chefe Guedes, em que a morte – aparentemente acidental – de um indivíduo no cais, por afogamento, conta apenas com o testemunho do seu melhor amigo na facultação de dados para solucionar o enigma. Estará o raciocínio dedutivo de Quaresma à altura da dedução infalível do improvável desfecho?… Quaresma não julga – decifra. Caso encerrado!

A série regressa no primeiro semestre de 2023, com a adaptação d’A Morte de D. João.

-/-

Ficha técnica
Quaresma, o Decifrador – Crime
Autor: Mário André
Edição: Kustom Rats (edição de autor)
Páginas: 50, a preto e branco
Encadernação: Capa mole
PVP: 12,00€

quinta-feira, 26 de maio de 2022

Uma adaptação para BD de Fernando Pessoa prepara-se para ser lançada!



Mário André, autor de A Implosão, prepara-se para lançar, em edição de autor, o seu mais recente trabalho. Trata-se de uma adaptação de uma nova de Fernando Pessoa e intitula-se O Caso do Quarto Fechado.

O lançamento será feito no próximo dia 29, pelas 15h, no Festival Internacional de Banda Desenhada de Beja. Simultaneamente será lançado o fanzine “Doce Emese Canibal”/WARS do mesmo autor e que será oferecido na compra de cada um dos seus livros.

Mais abaixo deixo algumas imagens promocionais e o texto que acompanha o lançamento deste livro.

O Caso do Quarto Fechado, de Mário André
Numa altura em que é lançada a biografia mais completa de Fernando Pessoa a apresentação desta novela policiária poderá ser a “ponte” para o conhecimento mais alargado da obra do artista em que as novelas policiárias representam o seu lado menos divulgado. 

Dr. Abílio Quaresma, o Decifrador, um médico “sem clinica e decifrador de charadas da vida real”. Personagem criada por Pessoa há cerca de cem anos (1988-1935), protagonista de novelas policiárias desenvolvidas pelo famoso poeta; um género muito popular nas primeiras décadas do séc.XX, e que era secretamente seu favorito. 

A escrita das mesmas deu-se durante várias décadas, num conjunto de treze contos – uns mais concluídos e longos do que outros, nos quais a personagem central foi transformada em figura complexa, digna do seu panteão de alter egos.
Em “O caso do quarto fechado”, Quaresma é chamado a consultar um cenário perplexante, onde está em causa o suicídio aparente mas difícil por degolação, por alguém cuja personalidade ninguém suspeitaria capaz de tal, num quarto fechado por dentro. Esta adaptação para BD é o volume inicial de um conjunto de novelas policiárias da autoria de Fernando Pessoa

quarta-feira, 12 de janeiro de 2022

Análise: A Implosão

A Implosão, de Mário André

A Implosão, de Mário André
A Implosão, de Mário André

O autor português Mário André publicou recentemente, e de forma independente, a sua obra A Implosão. Esta é a adaptação para novela gráfica do romance de Nuno Júdice, com o mesmo título, que foi publicado em 2013, numa reação às políticas de austeridade que o governo de Passos Coelho infligiu aos portugueses, na altura do resgate financeiro pelas mãos da Troika.

Não li a obra original, mas parece flagrante o peso que a mesma teve no autor Mário André, que nos fala disso nos extras do livro. Basicamente, há todo um enorme cariz político na trama d’ A Implosão. Mesmo até quando parece que se está a falar de pessoas… está-se a falar de movimentos políticos e governos. Tecem-se críticas ao período de repressão ideológica do Estado Novo enquanto se levanta o véu do ideal comunista pela influência soviética.

A Implosão, de Mário André
Nesta obra acompanhamos o diálogo de dois amigos que há muito não se viam e que se encontram após a célebre manifestação de 15 de Setembro de 2012. A partir daí, começam, entre si, uma grande conversa que, basicamente, dura o livro todo, sobre os ideais políticos do momento presente e do passado do Estado Novo, numa constante e persistente analogia entre uma e outra realidade. O discurso é todo ele feito de forma metafórica e abstrata, mas em que é clara a sugestão de um levantamento dos ideais e luta pelos direitos de outrora.

As personagens dirigem-se, depois, a uma velha igreja para velar uma mulher(?) onde, continuando a falar do passado e do presente, recordam o tempo de suspeita geral, sobre tudo e sobre todos, que pairava no ar, durante o tempo do Estado Novo, em que emitir uma opinião contrastante poderia causar dissabores a muita gente.

O livro aparece sobrecarregado de texto, o que dificulta a leitura. Especialmente porque o tema, sendo de foro político e, ainda por cima, recorrendo a metáforas e analogias para apresentar ideais, deveria ter sido dado ao leitor de forma mais simples e escorreita. Com menos texto e, já agora, com menos páginas. Isto porque me pareceu que o livro esgota a sua mensagem ainda antes de chegar ao meio da obra. O que faz com que, a partir daí, seja mais difícil concluir a leitura.

A Implosão, de Mário André
O desenho que Mário André nos oferece apresenta várias fraquezas ao nível técnico. Nomeadamente, em termos de expressões faciais, de fisionomia das personagens, de linguagem corporal das mesmas e de perspetiva dos objetos. Os cenários também são bastante vazios. Existem alguns bons momentos, mas acho que, no todo, o desenho assume um estilo de traço infantil que não o é por opção, mas sim por ser a forma como o autor se consegue exprimir visualmente. E não há nada de mal nisso, convenhamos. Nota positiva para o bem conseguido aspeto da personagem de óculos e bigode, que acaba por ser a mais cativante e impactante do livro.

Sendo uma obra com um texto algo difícil e denso, e que assenta num enorme diálogo, há que dizer que não é, de todo, uma obra fácil para adaptar para banda desenhada. E, nesse sentido, há, pois, que reconhecer mérito à forma como o autor tenta planificar, da forma mais dinâmica que lhe é possível, uma obra tão difícil e que está sempre à volta do mesmo tipo de diálogo, com as mesmas personagens e que decorre no mesmo local. Como se fosse uma peça de teatro.

A Implosão, de Mário André
Assim sendo, tentando não cansar o leitor, Mário André procura sempre que cada página seja diferente da anterior. Através da mudança de planos e perspetivas, e do reajuste e mudança no tipo e tamanhos de vinhetas. E esse será, quanto a mim, o maior mérito que o autor e os leitores da obra poderão retirar da obra.

Em termos de edição, sendo de autor, pode-se dizer que o livro, com capa mole brilhante, tem um aspeto e uma qualidade de encadernação bastante aceitáveis. Nota positiva para os extras que incluem um prefácio do próprio autor da obra original, Nuno Júdice, bem como um texto final de Mário André e algumas ilustrações adicionais.

Em suma, e sendo sincero, tenho que dizer que a leitura desta obra se tornou algo penosa pela enorme quantidade de texto que nos arrasta para uma sensação de marasmo ideológico e uma forte redundância. Estou certo que a mesma história poderia ter sido (mais que) bem contada com metade das páginas do livro. No entanto, e sendo um trabalho de um autor que, por fruto da sua paixão pela banda desenhada, tem vindo a dedicar-se à mesma, enquanto criador, apenas a partir do ano 2015, deve ser encarado como uma boa iniciativa e uma obra pertinente de afirmação para que, futuramente, nos possa dar mais e melhores livros de banda desenhada.


NOTA FINAL (1/10):
4.0


Convite: Passem na página de instagram do Vinheta 2020 para verem mais imagens do álbum. www.instagram.com/vinheta_2020


-/-

A Implosão, de Mário André

Ficha técnica
A Implosão
Autor: Mário André
Editora: Independente
Páginas: 96, a preto e branco
Encadernação: Capa mole
Lançamento: Outubro de 2021

quinta-feira, 14 de outubro de 2021

Lançamento: A Implosão



O autor Mário André prepara-se para publicar, de forma independente, a sua obra A Implosão. Esta é a adaptação para novela gráfica do romance de Nuno Júdice com o mesmo título.

A publicação deverá ocorrer durante o Amadora BD em data ainda a confirmar.

Abaixo, deixo algumas imagens promocionais e a sinopse da obra.



A Implosão, de Mário André


O autor Mário André apresenta no 32º festival Amadora BD a sua estreia editorial em novela gráfica, com a adaptação para banda desenhada do romance A Implosão, de Nuno Júdice.

Publicado originalmente em 2013, pela D.Quixote, A Implosão foi uma reacção do escritor e poeta Nuno Júdice às políticas de austeridade infligidas ao povo português na década passada, apresentando-se, ademais, como um tratado face à condição Europeia no novo milénio, enquanto que, em simultâneo, traça paralelos entre os novos desafios do país e os tempos vividos na ditadura do Estado Novo. Uma obra de teor acutilante e de forte carga simbólica, que pôs a nú os propósitos da política nacional e logrou reflectir sobre o futuro sob o mais crú dos filtros, que é cada vez mais pertinente na Europa actual.
Inspirado pela obra, Mário André assumiu o repto de levar este manifesto a um novo e mais jovem público através da BD, adaptando A Implosão à narrativa gráfica entre 2018 e 2019, e auto-editando a mesma num álbum que será apresentado no dia 23/10, às 19h30, com sessão de autógrafos marcada para dia 24/10, entre as 18h-20h.

Em A Implosão, dois amigos, que há muito não se viam, encontram-se após uma manifestação (em 15 de Setembro de 2012) e voltam ao café onde, durante a ditadura, um deles, que parece ser sósia de Lenine, anotava ideias em cadernos secretos, enquanto que o outro, conspirador, traçava planos de luta armada com amigos. Dirigindo-se a uma velha igreja, falam do passado e do presente, e recordam o tempo em que suspeitavam de todos e em que até os aliados mais próximos podiam ser culpados das prisões dos conspiradores.
Num velório na igreja degradada, passam a noite a falar de armas escondidas, que visam recuperar para uma nova revolução; de Ângela, que ambos amavam, mas que era namorada de militante instruído no Leste europeu e que, ao voltar, foi preso e virado pela polícia; e do caixão, cujo conteúdo desconhecem – será Ângela? As armas? Ou será a própria Pátria?… Segredos urgentes de revelar pois, ao chegar a madrugada, tudo se irá precipitar!…

-/-

Ficha técnica
A Implosão
Autor: Mário André
Editora: Independente
Páginas: 96, a preto e branco
Encadernação: Capa mole
PVP: 12,00€