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terça-feira, 25 de fevereiro de 2025

Análise: Tango #8 – O Tesouro do Mar de Sulu

Tango #8 – O Tesouro do Mar de Sulu, de Xavier Dorison e Matz - Gradiva

Tango #8 – O Tesouro do Mar de Sulu, de Xavier Dorison e Matz - Gradiva
Tango #8 – O Tesouro do Mar de Sulu, de Philippe Xavier e Matz

Depois de o sétimo álbum da série Tango ser aquele que, até agora, mais me agradou em toda a franquia - devido a permitir um melhor desenvolvimento da história, possibilitado pela opção de se lançar um díptico em vez de um álbum autocontido - estava especialmente empolgado para ler este oitavo volume, intitulado O Tesouro do Mar de Sulu, que termina a história começada no anterior A Flecha de Magalhães.

Este oitavo volume que continua a trazer-nos a escrita de Matz (autor da série O Assassino e de O Desaparecimento de Josef Mengele, por exemplo) e as ilustrações de Philippe Xavier, coloca-nos no ponto onde o anterior volume nos deixou, e procura ser uma conclusão coesa para a história que colocou John Tango e Mario na senda do capacete de Fernão de Magalhães, o navegador português que liderou a primeira expedição a circunavegar o globo, provando que a Terra é redonda e conectando o Oceano Atlântico ao Pacífico através do estreito que hoje detém o seu nome. Sobre o próprio Fernão de Magalhães, relembro que a Gradiva também já havia lançado a banda desenhada Magalhães.

Tango #8 – O Tesouro do Mar de Sulu, de Xavier Dorison e Matz - Gradiva
O enfoque deste O Tesouro do Mar de Sulu mantém-se, portanto, sólido, através da combinação de ação e aventura, num ambiente exótico, propício à exploração de um universo com histórias de tesouros escondidos e perseguições mortais. Bem ao jeito de Uncharted (onde as próprias personagens principais da banda desenhada lembram as do videojogo), de Tomb Raider ou do mais velhinho Indiana Jones.

Neste volume, a narrativa desenrola-se no Mar de Sulu, uma região repleta de piratas, lendas e riquezas submersas, onde John e Mario tentam ajudar o seu amigo filipino Crisanto a encontrar o capacete de Magalhães, um autêntico tesouro histórico-arqueológico. Talvez justamente pelo valor intrínseco deste artefacto, o que começa como uma expedição promissora rapidamente se transforma numa luta pela sobrevivência, já que Tango e os seus companheiros chamam a atenção dos criminosos locais. A partir desse ponto, a história desenvolve-se em ritmo acelerado, com algumas reviravoltas no enredo que procuram ser inesperadas.

Tango #8 – O Tesouro do Mar de Sulu, de Xavier Dorison e Matz - Gradiva
Não há aqui espaço para grandes reflexões ou mensagens subliminares. Convenhamos que também não é isso que Tango procura ser, mas antes uma série de puro entretenimento que se lê bem. E é isso mesmo que acaba por ser, com este livro a ser uma leitura fácil, escorreita e agradável. É verdade que o volume anterior trouxe uma certa densidade dramática à série, desenvolvendo o enredo com mais cuidado, que neste O Tesouro do Mar de Sulu parece, infelizmente, menos presente. Mesmo assim, o fim satisfatório deste díptico faz com que não me restem dúvidas de que a aventura que envolve Fernão de Magalhães é mesmo a mais interessante que John Tango já viveu.

As ilustrações de Philippe Xavier continuam a apresentar um bom nível qualitativo. Neste livro em particular, a própria ambientação do Mar de Sulu permite que Xavier nos ofereça cenários vibrantes, onde a natureza exuberante contrasta com as energéticas cenas de ação e tiroteios. Gostei especialmente dos momentos mais calmos do livro, em que o nosso protagonista faz mergulho nas águas cristalinas locais com vista a encontrar o famigerado tesouro.

Tango #8 – O Tesouro do Mar de Sulu, de Xavier Dorison e Matz - Gradiva
As personagens também estão muito bem desenhadas, com expressões inequívocas e com um carisma muito próprio - especialmente quando olhamos para o protagonista da série. A bela Lani, a personagem feminina com quem John Tango vai vivendo um relacionamento amoroso pouco assumido, é especialmente cativante. Nota ainda, muito positiva, para a belíssima capa - uma das melhores, se não mesmo a melhor, de toda a série.

A edição da editora Gradiva mantém-se em linha com os restantes livros da coleção, apresentando capa dura baça, bom papel brilhante no interior, boa encadernação e boa impressão.

Em suma, fica claro que Tango funciona melhor se as aventuras deste carismático protagonista forem lançadas em díptico, dado que isso permite uma construção mais aprimorada da história. Portanto, o meu desejo é que volte a acontecer o mesmo nos próximos livros.  E mesmo que este O Tesouro do Mar de Sulu fique alguns furos abaixo de A Flecha de Magalhães, vale, ainda assim, a pena por terminar a aventura que coloca John Tango em busca de um artefacto do célebre navegador português.


NOTA FINAL (1/10):
8.5



Convite: Passem na página de instagram do Vinheta 2020 para verem mais imagens do álbum. www.instagram.com/vinheta_2020



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Tango #8 – O Tesouro do Mar de Sulu, de Xavier Dorison e Matz - Gradiva

Ficha técnica
Tango #8 - O Tesouro do Mar de Sulu
Autores: Matz e Philippe Xavier
Editora: Gradiva
Páginas: 64, a cores
Encadernação: Capa dura
Formato: 23,30 x 31,30
Lançamento: Agosto de 2024

sexta-feira, 16 de agosto de 2024

Gradiva prepara-se para lançar novo álbum de Tango!



E, desta feita, devo dizer que é a vez em que estou mais empolgado com o lançamento de um álbum da série!

Isto porque, por um lado, se trata do lançamento da segunda parte de um díptico e porque, por outro lado, o álbum anterior, A Flecha de Magalhães, foi, quanto a mim, e de forma demarcada, o melhor álbum de Tango, até agora.

Resta agora saber se ambos os autores conseguem com este O Tesouro do Mar de Sulu fechar bem a história que vai a meio e que tem o português Fernão de Magalhães como peça fundamental no enredo.

O livro já se encontra em pré-venda no site da editora, mas só deverá chegar fisicamente às livrarias a partir do próximo dia 27 de Agosto.

Mais abaixo, deixo-vos com a sinopse da obra e com algumas imagens promocionais da edição francesa.



Tango #8 - O Tesouro do Mar de Sulu, de Matz e Philippe Xavier

Bornéu, oceano Pacífico. 

Tango e Mario, agora acompanhados pelo seu amigo filipino Crisanto e pela encantadora Lani, continuam a perseguir o capacete de Magalhães. 

Um aventureiro inglês fornece-lhes as peças que faltam no puzzle. Vigarista ou verdadeiro caçador de tesouros?

É quando atingem o seu objetivo que as coisas se complicam seriamente...


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Ficha técnica
Tango #8 - O Tesouro do Mar de Sulu
Autores: Matz e Philippe Xavier
Editora: Gradiva
Páginas: 64, a cores
Encadernação: Capa dura
Formato: 23,30 x 31,30
PVP: 20,99€

quarta-feira, 5 de junho de 2024

Análise: Tango #7 - A Flecha de Magalhães

Tango #7 - A Flecha de Magalhães, de Xavier e Matz - Gradiva


Tango #7 - A Flecha de Magalhães, de Xavier e Matz - Gradiva
Tango #7 - A Flecha de Magalhães, de Xavier e Matz

À sétima foi de vez! Finalmente a série Tango, da autoria de Xavier e Matz, deu o salto qualitativo pelo qual a minha pessoa esperava! O mais recente tomo A Flecha de Magalhães está melhor, a todos os níveis, do que os restantes tomos de Tango!

Não me entendam mal, já aqui analisei todos os outros volumes desta série e as minhas análises foram sempre positivas. Mesmo assim, tirando o carisma visual que o protagonista da série tem, sempre me pareceu que faltava algo a Tango para que a série fosse “muito boa” em vez de “boa”. Ou razoavelmente boa. Não digo que esse feito já tenha sido alcançado com este A Flecha de Magalhães – até porque ainda só estamos perante metade da história de um díptico - mas é sem dúvida o melhor álbum da série - a todas as valências - e, portanto, o livro que mais próximo está de poder ser considerado, na minha opinião, como "muito bom”.

Tango #7 - A Flecha de Magalhães, de Xavier e Matz - Gradiva
E a primeira razão para tal é uma alteração ao que vinha a ser feito nos álbuns anteriores. Antes deste sétimo volume, os livros eram todos auto-conclusivos. Mesmo havendo alguma ligação entre histórias de um tomo para o outro, cada um dos livros poderia ser lido de forma isolada e independente, pois cada uma das aventuras de John Tango acabava fechada. Contudo, no caso deste A Flecha de Magalhães, temos um livro que nos deixa pendurados na última página. E porque é que isso é bom? Bem, porque permitiu a Matz dar-nos uma história e um ritmo narrativo mais lento do que nos álbuns anteriores, o que lhe proporcionou desenvolver melhor a trama e as personagens. Os momentos de ação continuam a marcar presença, claro está, mas estes são entrecortados por momentos mais calmos que são bem-vindos para a boa fruição da obra. Dito por outras palavras, a série ficou mais madura e menos unidimensional como tinha sido até agora.

A história, neste caso, leva John Tango e o seu companheiro Mario até Manila, nas Filipinas. O que os leva a este destino paradisíaco é apenas o gosto pela viagem e pelo descanso, mas, invariavelmente Tango vê-se no meio de uma aventura quando ouve falar do capacete do português Fernão de Magalhães e da flecha que o terá matado nas Filipinas. A própria morte de Fernão de Magalhães nas condições propostas por Matz é toda ela uma forma de reescrever a História que conhecemos, o que torna o enredo mais interessante no seu âmago. A utilização de flashbacks pare (re)contar a história do célebre navegador português também dá variedade à narrativa.

Tango #7 - A Flecha de Magalhães, de Xavier e Matz - Gradiva
Senti uma aproximação – bem-vinda – a séries clássicas de aventuras como Indiana Jones, Tomb Raider ou Uncharted, em que o protagonista procura por artefactos antigos, vendo-se depois envolvido em grandes aventuras. É claro que depois surgem neste A Flecha de Magalhães alguns dos clichets do género, porém, nunca me senti tão mergulhado num livro de Tango como neste caso.

Para mim ainda não é certo que esta história seja excelente – provavelmente acabará por não o ser - mas é óbvio que estamos no bom caminho para a série. Resta agora saber o que faz o argumentista com esta história no próximo volume, já que há algumas pontas soltas por amarrar.

Se a história pareceu ficar melhor, também as ilustrações de Phillipe Xavier estão melhores neste livro. Nunca foram más, como é claro, mas vê-se que o autor se sente cada vez mais à vontade na série e que, cada vez mais, experimenta algumas coisas novas em termos de desenho. 

Tango #7 - A Flecha de Magalhães, de Xavier e Matz - Gradiva
Não é que seja nada disruptivo ou que contraste com aquilo já feito na série até à data, mas é, digamos, mais audaz. E isso fica patente na utilização de mais tramas, no jogo de sombra e luz cada vez melhor e numa certa sujidade no desenho que o torna mais dinâmico e belo, quanto a mim. Também ajuda que o trabalho de cores de Jérome Maffre esteja especialmente inspirado neste tomo. As cenas noturnas são verdadeiramente belas!

A edição da Gradiva está em linha com o trabalho desenvolvido até aqui nesta série: capa dura baça, bom papel brilhante e bom trabalho a nível da encadernação e impressão. Nada de errado a referir. Nota positiva ainda para o facto de, com a edição deste sétimo tomo da série, a Gradiva ter alcançado o ritmo de lançamento da série no mercado original. Quer isto dizer que, à data, não falta à editora portuguesa publicar nenhum volume desta série e que bom é verificar que nós, enquanto leitores portugueses de BD, não estamos atrasados nas publicações das obras!

Em suma, Tango aproxima-se com este sétimo tomo da qualidade potencial que, até agora, os autores ainda não tinham conseguido extrair da série. Espero, pois, que este primeiro tomo de uma história em dois volumes seja o prenúncio para uma série mais impactante!


NOTA FINAL (1/10):
8.7



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Tango #7 - A Flecha de Magalhães, de Xavier e Matz - Gradiva

Ficha técnica
Tango #7 - A Flecha de Magalhães
Autores: Philippe Xavier e Matz
Editora: Gradiva
Páginas: 56, a cores
Encadernação: Capa dura
Formato: 23,30 x 31,30 cm
Lançamento: Novembro de 2023

quinta-feira, 2 de novembro de 2023

Gradiva prepara-se para lançar novo livro de Tango!




Et voilà
! Em pouco tempo, a Gradiva alcançou o ritmo de lançamento da série Tango no mercado franco-belga!

A editora prepara-se para editar, a partir do próximo dia 7 de Novembro, o sétimo e mais recente volume da série criada pelos autores Phillipe Xavier e Matz.

Este novo volume intitula-se A Flecha de Magalhães e, por agora, já se encontra em pré-venda no site da editora.

Mais abaixo, deixo-vos com a sinopse da obra e com algumas imagens promocionais.


Tango #7 - A Flecha de Magalhães, de Philippe Xavier e Matz

Manila, Filipinas.

Tango e Mario têm de matar o tempo. 

Um bom pretexto para irem em busca de relíquias esquecidas: o capacete do maior navegador da história, Fernão de Magalhães, e a flecha que o terá matado naquelas praias remotas.

O problema é que essa ideia aventurosa se revela bem mais perigosa do que o previsto.

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Ficha técnica
Tango #7 - A Flecha de Magalhães
Autores: Philippe Xavier e Matz
Editora: Gradiva
Páginas: 56, a cores
Encadernação: Capa dura
Formato: 23,30 x 31,30 cm
PVP: 20,99€

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2023

Análise: Tango #6 - O Rio das Três Fronteiras

Tango #6 - O Rio das Três Fronteiras, de Philippe Xavier e Matz - Gradiva

Tango #6 - O Rio das Três Fronteiras, de Philippe Xavier e Matz - Gradiva
Tango #6 - O Rio das Três Fronteiras, de Philippe Xavier e Matz

Foi ainda no passado mês de Setembro que a Gradiva publicou o sexto e último volume da série Tango, de Philippe Xavier. E, começando por falar nisso, acho louvável que, em pouco mais de um ano, a editora tenha publicado a totalidade de uma série que, com os seus seis volumes, até não é tão curta assim. É um bom exemplo da forma como o paradigma da edição de banda desenhada tem vindo a ser mudado, em Portugal, nos últimos anos.

Se há, vamos dizer, 10/15 anos, era comum que várias séries de banda desenhada fossem lançadas por cá e que, depois, acabassem interrompidas, por motivos vários, agora o paradigma é outro: as editoras portuguesas apostam numa série e essa aposta vai até ao fim. Isto é bom por vários motivos. Senão vejamos: para os leitores é bom, porque podem completar coleções e, especialmente, quando há uma história que se desenrola ao longo de vários volumes, podem terminar a história. Mas para as editoras também é bom porque, a jusante, poderão rentabilizar os seus investimentos de forma mais compacta, como consequência de terem publicado toda a série. Já para não falar na notoriedade – esse bem intangível, mas extremamente relevante – que as editoras criam junto do seu público.

Tango #6 - O Rio das Três Fronteiras, de Philippe Xavier e Matz - Gradiva
Tudo isto para sublinhar que a série Tango, é apenas mais um desses exemplos. O sexto volume dá pelo nome de O Rio das Três Fronteiras e coloca, mais uma vez, o protagonista John Tango, bem como o seu fiel amigo Mario, em mais problemas com os mafiosos locais.

Continuando no seu périplo pela América Latina, desta vez os nossos heróis encontram-se num ponto curioso do nosso planeta que junta a fronteira de três países de uma só vez. Falo da Argentina, do Paraguai e do Brasil. É nessa tripla fronteira que toma lugar uma enorme operação de tráfico de droga, de bandidos ocultos e exilados, de negociantes de armas e de branqueadores de capital. 

John Tango e Mario são convocados pelo seu amigo Mike, que já apareceu no segundo volume da série, para uma visita a este local, sem saberem muito bem quais as intenções do seu amigo. Mas logo ficam a saber que Mike e outros amigos foram expulsos da ilhota onde viviam por um rei do crime que procurava construir um resort de luxo no local e operar a partir daquele ponto a sua rede criminosa. E, como se não bastasse, Mike ainda viu um dos seus amigos a ser assassinado pelo referido mafioso. Agora que este se encontra na zona da tripla fronteira, Mike procura vingar-se e pede a John Tango e a Mario o seu auxílio. Mas, eventualmente, como é costume nestes enredos, as coisas acabam por não correr como o esperado e o protagonista vê-se mergulhado, de forma profunda, no submundo local e terá que ser ele o agente da vingança, enquanto acerta algumas contas antigas.

Tango #6 - O Rio das Três Fronteiras, de Philippe Xavier e Matz - Gradiva
Esta é uma série que tem demonstrado alguma volatilidade em termos de qualidade de argumento. Já por vezes, demonstrou mais qualidade, como nos tomos 3 e 5, À Sombra do Panamá e O Último Condor, respetivamente, mas também já se apresentou bastante desinspirada, como sucedeu nos tomos 2, Areia Vermelha, e 4, Dobro ou Nada em Quito. Neste caso, sem que este 6º tomo nos ofereça uma história fantástica, acho que estamos perante um dos melhores da série. 

Apreciei bastante a forma como o livro acaba, com as personagens John e Mario a elucidarem o leitor, através do diálogo que mantêm – sobre aquilo que, realmente, acabou por acontecer com os malfeitores. Mesmo podendo parecer má ideia não mostrar – através do desenho – o desenlace final, especialmente tendo em conta que se trata de uma série de ação, pareceu-me que foi uma maneira diferente e original, que acabou por funcionar bem.

Quanto ao desenho, o trabalho de Philippe Xavier mantém-se fiel ao que o autor já nos ofereceu nos 5 tomos anteriores. Diria que é um desenho extremamente eficiente e que cumpre, sem maravilhar. Como já referi anteriormente, “o seu estilo realista é demarcadamente franco-belga, com uns toques de modernidade, e certamente agradará aos amantes das séries XIII, Largo Winch ou I.R.S.. São desenhos que funcionam bem e que são bastante apelativos para o olho. São mais eficazes do que virtuosos porque, se olharmos com um olho mais clínico, verificaremos que os cenários e os pormenores até poderiam ser mais polidos.

Tango #6 - O Rio das Três Fronteiras, de Philippe Xavier e Matz - Gradiva
Acima de tudo, e olhando para os seis tomos, acho que consistência é a palavra chave, em termos de ilustrações – quanto ao argumento não é bem assim, como já referi acima. O trabalho de Philippe Xavier, pelo menos no seu todo, nem melhorou, nem piorou ao longo da série. Portanto, quem gostou logo do primeiro tomo, continuará a gostar. Quem não gostou dos desenhos até agora, também não deverá mudar de opinião.

Também em termos de edição, a Gradiva foi consistente ao longo da série. Todos os livros apresentam capa dura, bom papel brilhante, boa impressão e boa encadernação. Houve um dos livros – o primeiro, se não me falha a memória, que tinha um breve conteúdo de extras. Mas, normalmente, os livros de Tango não têm material extra.

Infelizmente, também houve consistência na legendagem que me pareceu apresentar vários problemas, com balões demasiado grandes e uma fonte excessivamente grande e muito espaçada. No entanto, parece-me que fez mais sentido que a editora, ainda assim, fosse fiel a si mesma, não alterando a harmonia com o que já tinha feito nos primeiros volumes. Mas, claro, deixo a nota para outras séries futuras em que a Gradiva aposte.

Concluindo, o último volume de Tango, encerra de forma satisfatória a série e acaba por simbolizar, também, a boa forma editorial da Gradiva que, em cerca de 13-14 meses, publicou integralmente uma série de seis volumes, demonstrando bom músculo editorial.


NOTA FINAL (1/10):
8.1



Convite: Passem na página de instagram do Vinheta 2020 para verem mais imagens do álbum. www.instagram.com/vinheta_2020


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Tango #6 - O Rio das Três Fronteiras, de Philippe Xavier e Matz - Gradiva

Ficha técnica
Tango #6 - O Rio das Três Fronteiras
Autores: Philippe Xavier e Matz
Editora: Gradiva
Páginas: 56, a cores
Encadernação: Capa dura
Formato: 23,30 x 31,30
Lançamento: Setembro de 2022

sexta-feira, 7 de outubro de 2022

Gradiva termina a série Tango!



O ritmo de lançamentos de banda desenhada por parte da Gradiva tem sido incrível e merece as minhas vénias!

Em pouco mais de um ano(!) a editora editou os seis volumes de Tango que, pelo menos até agora, compõem a série original, da autoria de Xavier e Matz.

Um registo incrível e que é de enaltecer!

Mais abaixo deixo-vos com a sinopse da obra e com algumas imagens promocionais.

Tango #6 - O Rio das Três Fronteiras, de Philippe Xavier e Matz
O cenário é o da tripla fronteira, entre a Argentina, o Paraguai e o Brasil. 

As espetaculares Cataratas do Iguaçu não bastam para fazer dela um paraíso na terra: a selva está cheia de contrabandistas, traficantes e assassinos. 

Tango e Mario julgam ir dar uma mãozinha a Mike, mas este ocultou‑lhes as verdadeiras razões da sua presença. Acumulam‑se as surpresas desagradáveis e, para Tango, chegou a hora de acertar contas antigas.



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Ficha técnica
Tango #6 - O Rio das Três Fronteiras
Autores: Philippe Xavier e Matz
Editora: Gradiva
Páginas: 56, a cores
Encadernação: Capa dura
Formato: 23,30 x 31,30
PVP: 18,00€

terça-feira, 20 de setembro de 2022

Análise: Tango #5 - O Último Condor

Tango #5 - O Último Condor, de Philippe Xavier e Matz - Gradiva

Tango #5 - O Último Condor, de Philippe Xavier e Matz - Gradiva
Tango #5 - O Último Condor, de Philippe Xavier e Matz

A Gradiva não dá descanso à série Tango e, em pouco tempo, publicou-a na íntegra por cá! Coisa que merece todas as vénias possíveis devido ao compromisso claro que a editora portuguesa demonstra para com o seu público. Sim, porque, quando vos escrevo estas linhas, já o sexto volume se encontra em pré-venda!

Mas, por agora, olhemos para este 5º volume de Tango, intitulado O Último Condor, da série criada por Xavier e Matz.

Primeiro, e já depois de lidos 5 álbuns, acho que é justo dizer-vos o que penso sobre a série, como um todo: Tango é uma série que nunca consegue ser excecional, mas que também nunca consegue ser má. E depois, claro, tem alguns pontos mais altos e alguns pontos mais baixos. E este O Último Condor é mais um dos seus pontos altos.

Não é que seja um “ponto altíssimo”, vá, mas é um dos melhores álbuns da série.

Tango #5 - O Último Condor, de Philippe Xavier e Matz - Gradiva
E tudo isso, isto é, a intermitência de qualidade na série, anda sempre a reboque daquilo que o argumentista, Matz, consegue, ou não, fazer. Porque em termos das ilustrações, o trabalho de Philippe Xavier é sempre bastante coeso e equilibrado de álbum para álbum.

Em O Último Condor, temos uma história mais negra. Coisa que me agradou. A ação desenrola-se em Buenos Aires, na Argentina. Sem que entendamos porquê, Mario, o amigo de John Tango, é raptado por um grupo de mafiosos que lhe querem extrair informações à força. Vamos então percebendo que o velho responsável por esta sessão de tortura já se havia cruzado com Mario no passado, na altura em que este era polícia. E agora procura uma vingança. História simples, não tão original assim, mas que é bastante bem montada pelo argumentista.

O enredo funciona especialmente bem pelo facto de colocar John Tango a investigar o desaparecimento do seu amigo, enquanto nos vai mostrando, a nós, leitores, e em simultâneo, o real paradeiro de Mario e a tortura a que é submetido. Há, pois, vários saltos temporais que ajudam a que haja uma narração mais dinâmica, que nos capta a atenção de forma mais acentuada.

Tango #5 - O Último Condor, de Philippe Xavier e Matz - Gradiva
É claro que a fórmula do enredo, chamemos-lhe assim, continua simples e linear, sem que o leitor seja confrontado com muitas surpresas. E também é verdade que há uma certa sensação de déjà vu, pois parece que já vimos, algures na nossa vida, um ou mais filmes parecidos com este O Último Condor. Mas, lá está, é algo que funciona bem. É a reciclagem de uma fórmula já amplamente utilizada, mas que continua a saber entreter.

E também é verdade que a sensação que o leitor tem em Tango, especialmente nos melhores álbuns da série que, até agora, serão este O Último Condor e À Sombra do Panamá, é que certos elementos da história precisariam de mais páginas para melhor serem desenvolvidos pelos autores e, consequentemente, proporcionar uma experiência mais inesquecível para o leitor. É tudo muito “por alto”, mesmo quando as ideias são boas.

As ilustrações de Xavier continuam fiéis àquilo que o autor nos tem vindo a demonstrar nos álbuns anteriores. Não denoto nem uma evolução, nem uma regressão. O estilo realista franco-belga funciona bem e remete-nos para séries clássicas do género como XIII, Largo Winch ou I.R.S.. Acho que Xavier  foi bastante feliz na conceção visual do protagonista, John Tango, que tem muito carisma e personalidade. E prova disso é a também muito bem conseguida capa deste quinto volume.

Tango #5 - O Último Condor, de Philippe Xavier e Matz - Gradiva
Uma nota menos positiva terá que ser dada aos desenhos que acompanham a parte em que Mario está a ser torturado. Talvez pelo uso das cores demasiado baças – mas também pelos cenários, feitos de forma demasiado genérica – senti que estas cenas não funcionaram muito bem em termos visuais. Pelo menos, ficaram aquém do resto das cenas do livro que estão mais bem conseguidas, visualmente falando. As cenas de ação também são agradáveis. Aliás, é até no dinamismo e sensação de movimento das cenas de ação onde me parece que há uma certa, embora ténue, evolução positiva de Philippe Xavier.

Quanto à edição da Gradiva, este livro apresenta aquilo que era expetável: capa dura, bom papel brilhante, boa impressão e boa encadernação.

Julgo que a editora merece, uma vez mais, uma palavra de louvor pela forma como rapidamente publicou uma série. Seis álbuns num espaço de um ano apenas é obra e merece as minhas vénias, pois isso permite aos leitores a segurança para mergulharem de cabeça na série, sabendo que a mesma ficará integralmente publicada e afastando - de vez! – o fantasma que tantas vezes assolou os leitores de banda desenhada em Portugal que era o facto de já não se arriscar comprar uma série com receio que a publicação da mesma fosse cancelada, sem apelo nem agravo.

Em suma, o quinto volume de Tango é um dos melhores números da série até agora. Ainda não estamos perante um portento da banda desenhada, é certo, mas temos aqui uma boa proposta de leitura, para os amantes do franco-belga policial.


NOTA FINAL (1/10):
8.3



Convite: Passem na página de instagram do Vinheta 2020 para verem mais imagens do álbum. www.instagram.com/vinheta_2020


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Tango #5 - O Último Condor, de Philippe Xavier e Matz - Gradiva

Ficha técnica
Tango #5 - O Último Condor
Autores: Philippe Xavier e Matz
Editora: Gradiva
Páginas: 56, a cores
Encadernação: Capa dura
Formato: 31,30 x 23,30
Lançamento: Julho de 2022

segunda-feira, 11 de julho de 2022

Gradiva lança mais um volume da série Tango!



Este é já o quinto e penúltimo álbum da série Tango, da autoria de Philippe Xavier e Matz, que a editora se prepara para lançar. O título deste quinto volume é O Último Condor.

O livro já se encontra em pré-venda no site da editora Gradiva.

Abaixo, deixo-vos com a sinopse da obra e com algumas imagens promocionais.


Tango #5 - O Último Condor, de Philippe Xavier e Matz

O passado nunca desaparece verdadeiramente. 
E no passado de Mario, antigo polícia, alguns monstros despertaram. 

Os monstros que assombram a história da América Latina. 

Quando vêm pedir‑lhe contas, Tango não está certo de conseguir enfrentá‑los sozinho...


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Ficha técnica
Tango #5 - O Último Condor
Autores: Philippe Xavier e Matz
Editora: Gradiva
Páginas: 56, a cores
Encadernação: Capa dura
Formato: 31,30 x 23,30
PVP: 18,00€

terça-feira, 5 de abril de 2022

Análise: Tango #3 e #4 – À Sombra do Panamá | Dobro ou Nada em Quito

Tango #3 e #4 – À Sombra do Panamá | Dobro ou Nada em Quito, de Philippe Xavier e Matz - Gradiva

Tango #3 e #4 – À Sombra do Panamá | Dobro ou Nada em Quito, de Philippe Xavier e Matz - Gradiva
Tango #3 e #4 – À Sombra do Panamá | Dobro ou Nada em Quito, de Philippe Xavier e Matz

Depois de Tango #1 me ter causado uma experiência agradável de leitura - especialmente devido a conseguir criar um protagonista, John Tango, carismático e misterioso - e de Tango #2, por sua vez, ter sido uma certa desilusão devido a um argumento bastante mal construído e desinspirado, é tempo de olhar, de uma só vez, para os números 3 e 4 desta série cuja edição original já conta com 6 títulos mas que, aparentemente, será rapidamente apanhada pela edição portuguesa da Gradiva, tendo em conta o excelente ritmo e assiduidade do lançamento de álbuns pela editora portuguesa.

Tal como nos álbuns anteriores, John Tango continua a sua saga por países da América do Sul. Se na primeira aventura o protagonista se mantém na Bolívia, rumando, depois, no segundo tomo, às Caraíbas, nestes terceiro e quarto volumes o protagonista ruma ao Panamá e ao Equador, respetivamente. Esta característica da série faz, aliás, com que nos lembremos das viagens à volta do mundo de Corto Maltese, embora John Tango esteja baseado apenas nos países da América Latina. Por agora, pelo menos.

Tango #3 e #4 – À Sombra do Panamá | Dobro ou Nada em Quito, de Philippe Xavier e Matz - Gradiva
Depois do volume 2, Areia Vermelha, que ter, tal como já referi, deixado algo desiludido, devo dizer que o terceiro volume, À Sombra do Panamá, é o melhor livro da série Tango que li até agora. Isto porque o argumentista Matz é especialmente bem sucedido na forma como consegue construir um argumento bem pensado, com um bom ritmo de história e onde os bons momentos e a sensação de tensão, estilo thriller, são bem executados.

John Tango e o seu amigo, Mario encontram-se no Panamá. Um belo sítio, pleno de beleza natural, com as suas florestas tropicais e as suas ilhas paradisíacas. Panamá também é um local com belas leis de extradição que atraem mafiosos, homens de negócios ou políticos corruptos. E é exatamente no meio dessa corja, diria, que Tango e Mario se refugiam dos eventos de tensão vividos nos dois álbuns anteriores. Ambos procuram descontração, descanso, boa comida e boas mulheres. Algo onde o Panamá também é bom fornecedor. Mas, claro, mais uma vez, por muito que John Tango se queira afastar dos problemas… parece que os mesmos o perseguem. Depois de conhecerem Charles Muller, que depressa demonstra não ser aquilo que aparenta ser, John e Mario terão pela frente um conjunto de adversários que colocará as suas vidas em risco.

Tango #3 e #4 – À Sombra do Panamá | Dobro ou Nada em Quito, de Philippe Xavier e Matz - Gradiva
A trama é bem montada, com o argumentista a ter a destreza de colocar em simultâneo vários peões, com pretensões diferentes, mas que, inevitavelmente, vão entrar em rota de colisão. Tudo isso faz com que fiquemos mais agarrados ao livro, tentando perceber quais são as reais intenções das personagens. Mais que nunca, senti-me remetido para as bandas desenhadas franco-belgas de grande sucesso XIII, Largo Winch ou I.R.S. Com as devidas distâncias, claro.

Se o argumento do livro três é, de longe, o melhor dos quatro livros que li até agora, o argumento do quarto tomo, Dobro ou Nada em Quito, volta a ficar alguns furos abaixo do pretendido. Nesta aventura, que decorre na cidade de Quito, no Equador, John e Mario trocam, pela primeira vez, o mar pela terra, passando a viajar num jipe, em detrimento do veleiro que os acompanhou nos tomos anteriores. 

O livro arranca com uma cena de ação algo gratuita e que, depois, acaba por não ser muito bem aproveitada em termos de história. John e Mario, continuando a sua demanda por umas boas férias tranquilas, encontram um glamoroso alojamento na cidade de Quito e decidem visitar alguns marcos turísticos da cidade. Mas não passa muito tempo até que Reyes, um polícia da DEA com que John Tango já trabalhou no passado, apareça em cena, enquanto que Carmen, uma antiga inimiga e amante, ao mesmo tempo, do protagonista também está em Quito em busca de Tango. Um emaranhado relacional em que, desta fez, John Tango é mais a presa, isto é, o objeto de interesse de outras personagens do que o inverso. E, até ao fim do livro, assistimos a uma certa caça de rato e gato, entre todas as personagens. Este quatro volume também se lê bem, há que dizer, mesmo apresentando um argumento que, quanto a mim, já não tem a desenvoltura narrativa do terceiro volume.

Tango #3 e #4 – À Sombra do Panamá | Dobro ou Nada em Quito, de Philippe Xavier e Matz - Gradiva
Em termos de arte ilustrativa, o trabalho de Philippe Xavier nestes dois volumes mantém-se em linha com aquilo que já nos foi dado nos tomos anteriores. O seu estilo realista é demarcadamente franco-belga, com uns toques de modernidade, e certamente agradará aos amantes das supracitadas séries XIII, Largo Winch ou I.R.S. São desenhos que funcionam bem e que são bastante apelativos para o olho. São mais eficazes do que virtuosos porque, se olharmos com um olho mais clínico, verificaremos que os cenários e os pormenores até poderiam ser mais polidos. Como referi acerca do tomo 1, “se os cenários fossem, por vezes, mais detalhados, estaríamos perante uma experiência ainda mais impactante, em termos da nossa imersão nas ilustrações do autor Matz. Não obstante, e com a arte ilustrativa ajudada por uma boa aplicação de cores, que oferece ao conjunto total um cariz moderno, acho justo admitir que, visualmente falando, e mesmo sem ser deslumbrante, Tango consegue ser apelativo.

A edição da Gradiva para estes livros apresenta-se com boa qualidade. Capa dura, bom papel, boa encadernação e boa impressão. A legendagem, que também já referi nas análises anteriores, poderia ser mais bem conseguida. Os balões ocupam demasiado espaço nas vinhetas, as letras são excessivamente grandes em dimensão e o espaçamento entre palavras é muito alargado. Dei-me ao trabalho de ir ver a legendagem original para verificar se esta opção de legendagem seria um capricho dos autores, mas aquilo que encontrei é bastante diferente da edição da Gradiva. Na versão original a legendagem é perfeitamente normal e não apresenta estas fraquezas que refiro.

Em suma, Tango é a uma série que, a julgar pela assiduidade dos lançamentos da Gradiva, está a registar sucesso nas vendas. Não é uma série fantástica ou perfeita mas é uma leitura agradável, com desenhos eficazes, há que reconhecer. E atenção que o volume 3, À Sombra do Panamá, é, de longe, o melhor álbum da série até agora.


NOTAS FINAIS (1/10):

Tango #3 – À Sombra do Panamá: 8.4

Tango #4 - Dobro ou Nada em Quito: 7.0




Convite: Passem na página de instagram do Vinheta 2020 para verem mais imagens do álbum. www.instagram.com/vinheta_2020



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Tango #3 e #4 – À Sombra do Panamá | Dobro ou Nada em Quito, de Philippe Xavier e Matz - Gradiva

Fichas técnicas
Tango #3 – À Sombra do Panamá
Autores: Philippe Xavier e Matz
Editora: Gradiva
Páginas: 56, a cores
Encadernação: Capa dura
Lançamento: Novembro de 2021

Tango #3 e #4 – À Sombra do Panamá | Dobro ou Nada em Quito, de Philippe Xavier e Matz - Gradiva

Tango #4 - Dobro ou Nada em Quito
Autores: Philippe Xavier e Matz
Editora: Gradiva
Páginas: 56, a cores
Encadernação: Capa dura
Lançamento: Março de 2022

quinta-feira, 3 de março de 2022

Já está disponível o quarto volume de Tango!



Entretanto, sai mais um volume da série Tango, por parte da Gradiva!

Está a ser difícil para mim dar conta de tantos lançamentos por parte da editora. Mas não me queixo porque "quem corre por gosto não cansa".

Passados poucos meses desde o lançamento do terceiro tomo, o quarto livro, intitulado Dobro ou Nada em Quito, de Philippe Xavier e Matz, já está disponível.

Abaixo, deixo-vos com as imagens promocionais e sinopse da obra.
Tango 4 - Dobro ou Nada em Quito, de Philippe Xavier e Matz

Uma viagem de lazer é habitualmente pontuada por episódios agradáveis, locais desconhecidos e oportunidades fotográficas…

Por vezes, também há surpresas desagradáveis…

Quando Tango e Mario fazem escala no Equador, o que acumulam são inimigos mortais. Não há tempo para turismo: é preciso salvar a própria pele e a de quem vem em seu auxílio…

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Ficha técnica
Tango 4 - Dobro ou Nada em Quito
Autores: Philippe Xavier e Matz
Editora: Gradiva
Páginas: 56, a cores
Encadernação: Capa dura
PVP: 16,50€