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terça-feira, 26 de maio de 2026

Arte de Autor finaliza primeiro ciclo de "Elric"!



E fá-lo em tão pouco tempo!

Em cerca de dois meses, a Arte de Autor conseguiu editar 4(!) álbuns de banda desenhada desta série Elric, finalizando a publicação do primeiro ciclo da mesma.

Os primeiros dois tomos, que já aqui foram analisados, foram editados de uma só vez. Há cerca de duas semanas, saiu o terceiro volume e agora, ainda antes do mês de maio se findar, é editado o quarto volume da série, intitulado A Cidade que Sonha.

Os autores responsáveis por este quarto volume são Julien Blondel, Jean-Luc Cano e Julien Telo.

Mais abaixo, deixo-vos com a sinopse da obra e com algumas imagens promocionais.

Elric #4 - A Cidade que Sonha, de Julien Blondel, Jean-Luc Cano e Julien Telo

Ninguém escapa ao seu destino.

Perturbado pelas últimas palavras do Imperador Saxif de Aan, Elric parte em busca das ruínas de R'lin K'ren A'a, a cidade original dos Melnibonéanos, onde espera encontrar provas de que seus ancestrais eram puros antes de serem corrompidos pelo Caos. 

Lá, Arioch confirma as premonições do imperador caído, e suas revelações obrigam Elric a abraçar o seu destino, como profetizado por Straasha, Senhor dos Oceanos: Melniboné deve ser destruído por suas próprias mãos. A Ilha dos Dragões guarda em si a fonte de um mal que precisa ser aniquilado.
Mas no coração de Imrryr, sua capital, Elric também precisa encontrar Cymoril, sua amada, que não o perdoou por fugir... 

O primeiro ciclo da fabulosa saga de Elric, com o icónico personagem da literatura fantástica, chega ao fim com o quarto volume desta adaptação, aclamada por leitores e críticos.

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Ficha técnica
Elric #4 - A Cidade que Sonha
Autores: Julien Blondel, Jean-Luc Cano e Julien Telo
Editora: Arte de Autor
Páginas: 64, a cores
Encadernação: Capa dura
Formato: 232 x 310
PVP: 19,50€

segunda-feira, 25 de maio de 2026

Arte de Autor edita "A Raposa Malvada"!



A Arte de Autor tem lançado poucas, mas boas bandas desenhadas direcionadas a um público mais juvenil. Diria até que tem tido uma precisão de sniper nas suas escolhas nesta vertente, se tivermos em conta que os últimos galardões dos VINHETAS D'OURO na categoria de Melhor Obra Infanto-Juvenil foram ganhos pela editora através da publicação das obras O Vento nos Salgueiros e O Vento nas Areias, ambas da autoria de Michel Plessix.

Agora, a editora edita uma obra de Benjamin Renner, vencedora de vários prémios e que dá pelo nome de A Raposa Malvada.

Promete ser um álbum divertido e humorístico, com uma abordagem que pode agradar aos mais novos e aos mais velhos, também.

O livro já se encontra em pré-venda no site da editora.

Mais abaixo, deixo-vos com a sinopse da obra.


A Raposa Malvada, de Benjamin Renner

Perante um coelho tolo, um porco jardineiro, um cão preguiçoso e uma galinha temperamental, uma raposa magricela tenta encontrar o seu lugar como predador dominante.

Apercebendo-se da ineficácia dos seus métodos, ela desenvolve uma nova estratégia. A sua solução: roubar ovos, criar os pintainhos, assustá-los e comê-los. 

Mas o plano corre mal quando a raposa descobre um instinto maternal...

Prémios:
2015: Grand Prix des lecteurs du journal de Mickey (Grande Prémio dos Leitores da Revista Mickey Mouse), 2016: Prémio Fnac de Banda Desenhada, 2016: Prémio Fauve Jovem no Festival Internacional de Banda Desenhada de Angoulême

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Ficha técnica
A Raposa Malvada
Autor: Benjamin Renner
Editora: Arte de Autor
Páginas: 192, a cores
Encadernação: Capa dura
Formato: 17 x 24 cm
PVP: 25,00€







quinta-feira, 21 de maio de 2026

Vem aí BD premiada que fala sobre a opressão das mulheres no Irão!



A Arte de Autor prepara-se para editar a muito conceituada BD As Linhas que Traçam o Meu Corpo, de Mansoureh Kamari, que desde que foi originalmente editada, já arrecadou vários prémios e nomeações!

A obra fala-nos abertamente da situação de opressão em que as mulheres do Irão vivem ainda nos dias de hoje e na própria fuga da autora a este regime infame.

Estou muito, muito curioso para mergulhar nesta leitura, que retrata um tema importante e que demonstra ser ilustrada de maneira muito bela.

O livro já se encontra em pré-venda no site da editora e deverá chegar às livrarias nas próximas semanas.

Mais abaixo, deixo-vos com a sinopse da obra e com algumas imagens promocionais.

As Linhas que Traçam o Meu Corpo, de Mansoureh Kamari

Um álbum que lança luz sobre a opressão das mulheres no Irão.

No Irão, segundo a lei islâmica, o pai de uma família é dono do sangue dos seus filhos e, por isso, não pode ser processado se prejudicar a sua descendência. Isto explica, em parte, a estrutura da sociedade iraniana, onde os homens detêm o poder absoluto, principalmente sobre as mulheres, com total impunidade.

Mansoureh Kamari recorda a sua infância e adolescência sob este jugo masculino. Expõe os factos: as inúmeras proibições (rir, cantar, dançar, amar), a possibilidade de ser casada aos 9 anos, executada aos 15, depois de ter sido violada…

Relata os repetidos abusos sexuais na rua, nos táxis, no consultório médico, na universidade… E o medo constante, a impotência, a incapacidade de controlar o seu próprio destino. 

Mas Mansoureh fugiu do Irão, conseguiu escapar a esta opressão permanente, e este álbum é também a história de uma metamorfose, a de uma mulher que reconquista a sua liberdade.

Prémios:
Prémio Metamorfose nos Artémisia Awards para Mulheres na Banda Desenhada - 2026
Finalista do Prémio Estudantil de Livro Político - 2026
Finalista do Prémio Wolinski de Banda Desenhada (Le Point) - 2025
Finalista do Prémio Fnac - France Inter - 2026
Gest'Arts Comics - Prémio do Júri - 2025

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Ficha técnica
As Linhas que Traçam o Meu Corpo
Autora: Mansoureh Kamari
Editora: Arte de Autor
Páginas: 200, a cores
Encadernação: Capa dura
Formato: 17 x 24 cm
PVP: 25,00€





terça-feira, 19 de maio de 2026

Análise: Corto Maltese – O Dia Anterior

Corto Maltese - O Dia Anterior, de Martin Quenehen e Bastien Vivès - Arte de Autor

Corto Maltese - O Dia Anterior, de Martin Quenehen e Bastien Vivès - Arte de Autor
Corto Maltese - O Dia Anterior, de Martin Quenehen e Bastien Vivès

A editora Arte de Autor fez-nos chegar há algumas semanas o mais recente Corto Maltese, da autoria de Martin Quenehen e Bastien Vivès. Este já é o terceiro álbum que a dupla executa, o que me leva a crer que, apesar de algumas reservas dos leitores mais conservadores, a série até está a ser bem aceite no seu mercado original.

Nesta nova aventura, a história desenrola-se em 2022, na cidade de Sydney, Austrália, onde Corto tenta ajudar Marcus, um velho amigo pirata que se encontra preso num ciclo de dependência de drogas. A solução encontrada para salvar o seu amigo é fiel ao espírito aventureiro da personagem: partir numa nova missão. Esta surge através de uma advogada que representa um grupo de ativistas ambientais e que solicita a ajuda do nosso protagonista para resgatar com urgência uma jovem ativista detida nas ilhas Tuvalu, no Pacífico. 

Corto Maltese - O Dia Anterior, de Martin Quenehen e Bastien Vivès - Arte de Autor
De origem chinesa, esta mulher corre o risco de ser extraditada para o seu país, o que transforma a demanda numa verdadeira missão de resgate e numa autêntica corrida contra o tempo. É aliás essa corrida contra o tempo que imprime um sentido de urgência à narrativa que muito apreciei, pois mantive-se sempre agarrado ao livro até que terminasse a sua leitura. Assim, com Marcus aos comandos de um hidroavião envelhecido, os protagonistas lançam-se numa aventura que atravessa um dos territórios mais vulneráveis às alterações climáticas. 

A sensação que dá é que estamos perante um filme de ação/aventura a fazer lembrar vários clássicos do cinema. Quenehen constrói um argumento mais escorreito e amadurecido do que os anteriores, onde a ação e o contexto contemporâneo se equilibram de forma muito eficaz. O tema das alterações climáticas surge como pano de fundo, é certo mas fá-lo integrando-se naturalmente na narrativa, sem nunca se assumir como uma agenda explícita.

Nesse sentido, gostei da forma como o argumentista consegue abordar uma questão atual sem, no entanto, cair no panfletarismo ou no moralismo. O tema das alterações climáticas está presente, sim, tendo até relevância para a forma como o enredo se desenvolve, mas nunca é algo que pareça estar a ser imposto ao leitor como lição forçada. Pelo contrário, este tema é absorvido organicamente pelo universo da narrativa, o que resulta numa abordagem muito mais interessante e eficaz.

Corto Maltese - O Dia Anterior, de Martin Quenehen e Bastien Vivès - Arte de Autor
Ao nível do ritmo, a obra destaca-se, conforme já referido, por uma tensão narrativa constante. Isso já tinha acontecido nos anteriores álbuns desta dupla, Oceano Negro e A Rainha da Babilónia, mas neste O Dia Anterior até está mais presente. Mesmo nos momentos mais contemplativos, que, convém não esquecer, também são sempre bem-vindos num livro de Corto Maltese, existe sempre uma sensação de inquietação que impulsiona a leitura e que prende o leitor. 

É talvez por tudo isso junto que considero que, entre os três "Corto Maltese de Autor" da dupla, este terceiro título é o mais bem conseguido até agora. Nota-se claramente uma maior confiança da dupla de autores, especialmente do argumentista, tanto na construção da história como na forma como se lida com a herança da personagem. Tudo parece mais fluido, mais coeso e mais seguro.

Não obstante, é inegável que estamos perante um Corto Maltese diferente daquele que Hugo Pratt apresentou ao mundo. Há aqui uma contemporaneidade mais evidente, tanto nos temas como no tom geral da narrativa. Ainda assim, a essência da personagem permanece: continuamos a ter um aventureiro livre, com uma bússola moral própria e uma certa melancolia que o distingue de qualquer outra personagem.

Corto Maltese - O Dia Anterior, de Martin Quenehen e Bastien Vivès - Arte de Autor
Mesmo assim, há quem defenda que estas histórias poderiam ser protagonizadas por qualquer outra personagem e que o nome de Corto Maltese é utilizado sobretudo como forma de garantir vendas. Concordo parcialmente com essa afirmação. De facto, é verdade que o peso do nome atrai leitores e consequentes vendas; no entanto, não considero que essa escolha seja feita de forma gratuita ou unicamente oportunista. Pelo contrário, sinto que Quenehen e Vivès estão a construir histórias que, mesmo sendo modernas, dialogam com o espírito original da personagem, prestando homenagem ao enigma e ao charme original de Corto Maltese. E cada vez estou mais convencido disto.

No campo gráfico, Bastien Vivès continua a apresentar um trabalho muito interessante. O seu traço é elegante, solto e expressivo, conseguindo transmitir uma sensualidade muito própria ao conjunto. Há vinhetas verdadeiramente lindas neste álbum. Essa beleza, especialmente das mulheres, nem é feita à custa de um desenho muito detalhado, mas sim através de uma leveza, simplicidade e de uma estética singulares. Também as personagens são desenhadas com economia de linhas, mas com grande capacidade expressiva. Talvez certos cenários pudessem ter um pouco mais de detalhe, reconheço, mas, mais uma vez, não me parece que esse vazio cénico seja fruto do acaso... acho que isso é mesmo explorado pela própria estética de Vivès. 

Corto Maltese - O Dia Anterior, de Martin Quenehen e Bastien Vivès - Arte de Autor
Os desenhos são a preto e branco, com escala de cinzentos, mas não deixo de pensar que uma versão a cores poderia elevar ainda mais o impacto visual da obra, como demonstram, aliás, as belíssimas capas coloridas das edições francesas. Mesmo assim, admito que os desenhos de Bastien Vivès, mesmo numa escala a cinzento, são belíssimos na sua leveza, simplicidade e singularidade.

A edição da Arte de Autor é em capa dura baça, com detalhes a verniz, e bom papel brilhante no miolo. A encadernação, impressão e acabamentos também são bons. No final, há um caderno de extras, com oito páginas, que inclui um texto de Martin Quenehen e um texto de Antonio Politano sobre o tema ambiental que serve como pano de fundo à história. Há ainda um belo conjunto de ilustrações a cores, onde fica patente a capacidade singular de Vivès para as aguarelas, lembrando, com as devidas distâncias, o trabalho original de Pratt.

Em suma, Corto Maltese - O Dia Anterior é uma obra muito sólida e, até agora, a mais bem conseguida desta nova fase da personagem (re)imaginada por Quenehen e Vivès. Mesmo sendo um Corto diferente, revela-se cada vez mais interessante e apelativo. É uma banda desenhada que consegue equilibrar aventura, ação e atualidade, nunca descurando o respeito pelo legado de Hugo Pratt e provando que ainda há muito caminho a explorar - seja em terra, céu ou mar - pelo célebre viajante maltês.


NOTA FINAL (1/10):
8.7



Convite: Passem na página de instagram do Vinheta 2020 para verem mais imagens do álbum. www.instagram.com/vinheta_2020


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Corto Maltese - O Dia Anterior, de Martin Quenehen e Bastien Vivès - Arte de Autor

Ficha técnica
Corto Maltese - O Dia Anterior
Autores: Martin Quenehen e Bastien Vivès
Editora: Arte de Autor
Páginas: 176, a preto e branco (mais caderno final a cores)
Encadernação: Capa dura
Formato: 196 x 285 mm
Lançamento: Abril de 2026

sexta-feira, 15 de maio de 2026

Arte de Autor e A Seita editam livro sobre Hugo Pratt!



As editoras Arte de Autor e A Seita acabam de editar um livro sobre Hugo Pratt, o célebre autor da ainda mais célebre série de BD Corto Maltese.

Da autoria de Angel de La Calle, que esteve recentemente em Portugal no Coimbra BD, este não é um "livro de banda desenhada", mas sim um livro "sobre banda desenhada". Algo que, felizmente, temos vindo a ver mais assiduamente em Portugal, com a edição de alguns livros que teorizam a banda desenhada.

Certamente é compra obrigatória para todos os que, como eu, são apaixonados pela criação de Hugo Pratt.

Mais abaixo, deixo-vos com a sinopse da obra e com algumas imagens promocionais.

Hugo Pratt: A Mão de Deus, de Angel de La Calle

“[Jorge Luis] Borges ensinava uma coisa muito importante: contar mentiras como se elas fossem a verdade. Dele, aprendi a contar a verdade como se fosse a mentira”.
Hugo Pratt

O veneziano Hugo Pratt passou à história da cultura como criador da personagem Corto Maltese, o pirata romântico e navegante solitário e complexo. Mas mais do que isso, Pratt foi um autor que transformou o clássico em moderno e revolucionou a linguagem da banda desenhada.

Nesta obra, o autor e investigador Ángel de la Calle, analisa detalhada e criticamente as diferentes fases da vida e obra de Pratt, desde a sua infância em Veneza, a adolescência na Etiópia, o início da sua carreira como autor de BD no pós-guerra, a empreitada argentina, até à consagração como um autor tão mítico quanto a sua maior criação, o marinheiro Corto Maltese, sem esquecer as suas últimas obras, desmontando o mito construído por Pratt em torno da sua biografia e revelando os segredos do seu traço único.

Uma viagem fascinante, muito bem documentada e melhor ilustrada - com mais de uma centena de imagens, muitas delas publicadas pela primeira vez em Portugal - pela vida de um dos nomes maiores da Literatura Desenhada (expressão que ele preferia a banda desenhada) do século XX, enriquecida com um posfácio do especialista brasileiro Gabriel Nascimento, que revela a verdade sobre os filhos brasileiros de Pratt.

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Ficha técnica
Hugo Pratt: A Mão de Deus
Autor: Angel de La Calle
Ilustrações: Hugo Pratt
Editoras: Arte de Autor e A Seita
Páginas: 160, a preto e branco
Encadernação: Capa dura
PVP: 19,90€

terça-feira, 12 de maio de 2026

Arte de Autor não perde tempo e lança o 3º volume de Elric!


Passados cerca de dois meses desde que a editora portuguesa apostou na série Elric, com o lançamento conjunto de dois volumes, chega-nos agora o terceiro volume desta espetacular série de fantasia.

O terceiro volume desta obra que adapta para BD a obra original de Michael Moorcock, intitula-se O Lobo Branco, e tem argumento assegurado por Julien Blondel e Jean-Luc Cano, sendo que o trabalho de desenho e cores é da autoria de Robin Recht e Julien Telo.

O livro deverá chegar às livrarias nas próximas semanas e, por agora, já se encontra em pré-venda no site da editora.

Relembro ainda, para aqueles que quiserem saber mais sobre a série, que já aqui analisei os primeiros dois volumes da obra.

Mais abaixo, deixo-vos com a sinopse deste terceiro livro e com algumas imagens promocionais.

Elric #3 - O Lobo Branco, de Julien Blondel, Jean-Luc Cano, Robin Recht e Julien Telo

Uma figura lendária da fantasia adaptada para uma novela gráfica!

Um ano passou desde que Elric deixou Imrryr, o seu palácio e o seu trono, deixando para trás uma Cymoril profundamente ferida e devastada pela dor. Um ano em que deambulou pelos Reinos Jovens, sob o olhar distante, mas sempre presente, de Arioch, o seu protetor. Um ano em que negociou as suas capacidades de feiticeiro e guerreiro com o maior lance, forjando a cada batalha a lenda do guerreiro albino cuja Espada Negra ao seu lado faz tremer até os guerreiros mais corajosos. 

Hoje, já não é Elric de Melniboné, o 428º imperador do povo de R'lin K'ren A'a. Hoje, os Reinos Jovens conhecem-no como o Lobo Branco.

A fabulosa saga de Elric, figura de culto na literatura fantástica, continua nesta adaptação da banda desenhada aclamada por leitores e críticos. 

No final do livro, encontrará os bastidores da produção do álbum e homenagens gráficas à personagem por parte de grandes nomes da ilustração e da banda desenhada.



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Ficha técnica
Elric #3 - O Lobo Branco
Autores: Julien Blondel, Jean-Luc Cano, Robin Recht e Julien Telo
Editora: Arte de Autor
Páginas: 56, a cores
Encadernação: Capa dura
Formato: 232 x 310 cm
PVP: 19,50€

segunda-feira, 11 de maio de 2026

Análise: O Jardim, Paris

O Jardim, Paris, de Gaëlle Geniller - Arte de Autor

O Jardim, Paris, de Gaëlle Geniller - Arte de Autor
O Jardim, Paris, de Gaëlle Geniller

Foi há poucas semanas que a editora Arte de Autor nos fez chegar uma das suas mais recentes apostas, que dá pelo nome de O Jardim, Paris e que marca a estreia da autora francesa Gaëlle Geniller em Portugal.

Esta é uma obra sensível, soberbamente bem ilustrada e com bom potencial para agradar a um público que não tem por hábito ler banda desenhada. E isso, quanto a mim, é sempre uma mais-valia que uma banda desenhada pode trazer consigo. Queremos - ou eu, pelo menos, quero - que a banda desenhada floresça em número de leitores.

Mas voltando a O Jardim, Paris, esta é uma obra que se passa na Paris dos anos 20 e que tem maioritariamente lugar no cabaret Jardim. É neste local que acompanhamos Rose, um jovem rapaz que é filho da proprietária do estabelecimento onde cada uma das dançarinas tem o nome de um flor. Crescendo naquele meio desde tenra idade, onde é o único homem, Rose começa a apaixonar-se pelo mundo feminino. Pelas roupas, pelas danças, pela sedução, pelo espetáculo. 

O Jardim, Paris, de Gaëlle Geniller - Arte de Autor
E contrariamente àquilo que poderíamos esperar, Rose não encontra resistências por parte da sua mãe ou das suas colegas em se afirmar enquanto dançarino ou em vestir-se com roupas femininas. Pelo contrário, as suas colegas e mãe apoiam-no, ajudando-o a afirmar-se e a ter a sua quota parte nos espetáculos do Jardim. O que, naturalmente, tirando alguns receios de timidez de palco, fazem com que este passo importante na afirmação artística e pessoal de Rose chegue sem grandes tumultos. E a própria aceitação dos homens que frequentam o cabaret também chega sem grandes problemas. Mesmo que fossem homens que queriam ir a um cabaret ver mulheres a dançarem... estes encaixam com facilidade a nova presença do rapaz Rose. Tudo parece fácil para Rose, acontecendo com naturalidade e abertura por parte daqueles que o rodeiam..

E talvez seja mesmo essa facilidade, essa leveza, que tira algum do fôlego que a obra poderia almejar em temos de argumento, parece-me.

Devo dizer que apreciei bastante a poesia e a suavidade que emanam da história. E as personagens principais - que me remeteram várias vezes para Heartstopper - também me pareceram cativantes e empáticas. Ainda assim, sinto que este é um daqueles livros em que a história sabe a pouco, por lhe faltar alguma ousadia. Pois, chegados ao final das cerca de 200 páginas que compõem a obra, fica a sensação de que houve pouca ou nenhuma evolução narrativa significativa. Não há bem vilões, não há bem barreiras que o protagonista tente ultrapassar, o que torna o relato algo plano. Por vezes, ficamos com a ideia que algo vai abalar o enredo, como uma entrevista feita a Rose por um importante jornalista ou a paixão latente entre um cliente habitual do cabaret e Rose... mas estes elementos acabam sempre a pairar no ar, não sendo tão bem aproveitados como poderiam.

O Jardim, Paris, de Gaëlle Geniller - Arte de Autor
Poder-se-á dizer que isto é coisa típica de obras slice of life, que apenas nos procuram dar o vislumbre de algo - e isso é defensável - mas, a meu ver, e sendo uma obra de cariz claramente pró‑LGBTQ+, confesso que esperava uma abordagem mais profunda aos preconceitos e dificuldades inerentes a um cabaret onde - convém não esquecer - há mais de cem anos, um homem se vestia de mulher para dançar. Em vez disso, o mundo que nos é apresentado é extraordinariamente leve, quase idealizado, onde todos convivem de forma pacífica e compreensiva. Isso torna o relato menos verosímil e um pouco “ursinhos carinhosos” em demasia, se é que me entendem.

Compreendo, naturalmente, que possa ter sido intenção da autora imaginar um espaço seguro, um mundo alternativo mais justo e acolhedor para quem lida com questões de género e identidade - mesmo que esse mundo tenha como janela temporal o primeiro quarto do século XX. E também compreendo que nem todas as histórias precisam de assentar no sofrimento e na injustiça. Ainda assim, parece-me que esta opção torna o livro algo imberbe, quase infantil no seu conflito. Acredito sinceramente que O Jardim, Paris teria alcançado muito com uma abordagem mais ousada e madura ao nível narrativo, à altura da extraordinária qualidade do seu desenho.

O Jardim, Paris, de Gaëlle Geniller - Arte de Autor
E já que, finalmente, menciono o desenho desta obra, permitam-me dizer-vos que é nele que o trabalho de Gaëlle Geniller brilha verdadeiramente, com a ilustração a ser absolutamente fantástica! O traço da autora francesa é fino, elegante e profundamente expressivo, conseguindo transmitir emoções subtis com enorme eficácia. As personagens apresentam uma estética apaixonante e extremamente cuidada, que capta de imediato a atenção do leitor e o convida a permanecer neste universo boémio parisiense.

Além disso, este traço casa de forma exemplar com a recriação dos anos 20. Há uma clara fusão de referências entre o estilo Art Nouveau e Art Déco, visível tanto na arquitetura interior do Jardim, como nos padrões decorativos, nos cenários e nos objetos. As roupas e os penteados das personagens merecem também destaque especial. Há nelas uma classe, um requinte e uma elegância notáveis, que contribuem fortemente para a imersão na época. É impossível não admirar o cuidado estético colocado em cada página, com tudo a parecer pensado ao pormenor, criando uma identidade visual coerente e sedutora. 

O Jardim, Paris, de Gaëlle Geniller - Arte de Autor
Não admira, por isso, que tenha sido precisamente nesta componente visual que o livro se tenha destacado ao ponto de conquistar um prémio no Festival Lucca Comics & Games de 2022. Trata-se de um trabalho verdadeiramente lindo, detalhado e delicado, que demonstra uma maturidade artística impressionante. O desenho não é apenas bonito; é narrativo, expressivo e cheio de intenção. Fiquei fã da autora, confesso. Só no desenho dos automóveis, o trabalho de Gaëlle Geniller me desiludiu um pouco. Mas são poucos os automóveis que aparecem no livro e tudo o resto é extremamente bem executado.

E permitam-me ainda afirmar que até as cores acompanham este virtuosismo gráfico de forma exemplar. A paleta escolhida é harmoniosa e subtil, enriquecendo o ambiente e reforçando o tom melancólico e acolhedor do Jardim. 

A edição da Arte de Autor também é belíssima. A capa é verdadeiramente cativante, sendo em capa dura, com textura aveludada e belos detalhes a verniz, colocado em pontos estratégicos da luz presente na ilustração, o que eleva a beleza da capa. No miolo, o papel é brilhante e de boa qualidade. Tal como a impressão e a encadernação também o são. No final, há ainda um caderno de extras, com 10 páginas, onde podemos encontrar estudos de personagens, esboços, estudos de storyboards e outras ilustrações, o que torna a edição ainda melhor.

Em suma, O Jardim, Paris é um livro que emana beleza da primeira à última página. Visualmente, é uma obra arrebatadora, com uma beleza ímpar nas suas ilustrações, que a torna única e inesquecível. Quanto à história, com um tema atual e sempre bem-vindo, poderia, quanto a mim, ter sido mais audaz e mais marcante, abdicando de uma talvez excessiva leveza. Mesmo assim, é um belo livro que, não tenho dúvidas, encontrará facilmente a sua franja de mercado. Boa escolha da Arte de Autor!


NOTA FINAL (1/10):
8.5



Convite: Passem na página de instagram do Vinheta 2020 para verem mais imagens do álbum. www.instagram.com/vinheta_2020



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O Jardim, Paris, de Gaëlle Geniller - Arte de Autor

Ficha técnica
O Jardim, Paris
Autora: Gaëlle Geniller
Editora: Arte de Autor
Páginas: 224, a cores
Encadernação: Capa dura
Formato: 17 x 24 cm
Lançamento: Março de 2026


Vem aí uma BD sobre a relação entre um homem e o seu cão!




Eis uma obra que, por motivos muito pessoais, poderá ser uma leitura emocional para mim. Ou não falasse ela da relação intensa entre um homem e o seu cão.

Esta obra de José Luis Munuera, do qual a Arte de Autor até já editou um bom número de livros (Um Conto de Natal, Bartleby, o Escriturário, A Corrida do Século e Peter Pan de Kensington) adapta para banda desenhada o famoso romance de Cédric Sapin-Defour, que foi um grande sucesso em França, tendo já ultrapassado a barreira do milhão de exemplares vendidos.

Estou muito curioso com este livro e com aquilo que o mesmo me pode dar.

Mais abaixo, deixo-vos com a sinopse da obra e com algumas imagens promocionais.

O Cheiro Dele Depois da Chuva, de José Luis Munuera

Adaptado do romance de Cédric Sapin-Defour, esta é uma história de amor, vida e morte entre um homem, Cédric, e o seu cão, Ubac, um Cão de Montanha de Berna cuja presença rapidamente se torna essencial. Mas o verdadeiro herói é o laço entre eles: único, universal, que transcende muitas relações humanas.

Durante treze anos, partilham risos, preocupações e momentos fugazes de intensidade, até que a morte impõe a sua ausência. Uma verdadeira ode à vida, esta história explora o amor incondicional, a vida que passa demasiado depressa e aquelas memórias duradouras, como um aroma querido que permanece gravado na memória, mesmo depois da chuva.

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Ficha técnica
O Cheiro Dele Depois da Chuva
Autor: José Luis Munuera
Adaptado a partir da obra original de: Cédric Sapin-Defour
Editora: Arte de Autor
Páginas: 136, a cores
Encadernação: Capa dura
Formato: 210 x 285 cms
PVP: 27,00€


terça-feira, 28 de abril de 2026

Análise: Nautilus 2 e 3 - A Herança do Capitão Nemo

Nautilus 2 e 3 - A Herança do Capitão Nemo, de Mathieu Mariolle e Guénaël Grabowski - Arte de Autor e A Seita

Nautilus 2 e 3 - A Herança do Capitão Nemo, de Mathieu Mariolle e Guénaël Grabowski - Arte de Autor e A Seita
Nautilus 2 e 3 - A Herança do Capitão Nemo, de Mathieu Mariolle e Guénaël Grabowski

Foi ainda no final de 2025 que as editoras A Seita e Arte de Autor publicaram, conjuntamente, o segundo e último volume da série Nautilus, dos autores Mathieu Mariolle e Guénaël Grabowski. Relembro que, no mercado original francês, a série havia sido publicada em três tomos, de forma separada. Por cá, as editoras portuguesas optaram por editar - e mal, parece-me, mas já lá irei - num só volume os tomos 2 e 3 da série, denominados, respetivamente, Mobilis in Mobile e A Herança do Capitão Nemo.

O primeiro tomo, intitulado O Teatro das Sombras, até me tinha deixado boas impressões conforme podem (re)ler na análise que fiz a esse volume.

Nautilus 2 e 3 - A Herança do Capitão Nemo, de Mathieu Mariolle e Guénaël Grabowski - Arte de Autor e A Seita
Este segundo livro traz consigo a continuação da história iniciada no primeiro volume, em que o argumentista, Mathieu Mariolle, procura dar continuidade ao percurso de Nemo e da sua mítica máquina submarina. Como tal, e ao contrário do que tinha acontecido no primeiro volume em que a ação tomou lugar em variadíssimos locais e paisagens, aqui a narrativa centra‑se essencialmente na viagem do submarino Nautilus rumo ao seu objetivo final, aprofundando o isolamento do capitão, bem como os seus fantasmas interiores. 

Continuamos a acompanhar a historia de Kimball, um agente da coroa britânica que depois de resgatar o envelhecido Capitão Nemo, se une ao mesmo para tentar cumprir a sua missão de provar a sua inocência, por um lado, e impedir uma guerra entre a Inglaterra e Rússia, por outro. Mas as coisas começam a correr mal entre Kimball e Nemo, ficando as duas personagens de costas voltadas.

A ação decorre, portanto, quase inteiramente dentro do Nautilus, nas suas entranhas tecnológicas e claustrofóbicas, enquanto Kimball, Nemo e a tripulação avançam para um destino inevitável que incluirá um forte confronto de dimensão bélica. A vários níveis. O tom torna‑se mais sombrio e introspectivo, havendo menos movimento exterior e mais tensão psicológica, o que marca uma ruptura evidente com o espírito do primeiro volume.

Nautilus 2 e 3 - A Herança do Capitão Nemo, de Mathieu Mariolle e Guénaël Grabowski - Arte de Autor e A Seita
E, quanto a mim, isso acaba por não ser tão bom. Isto porque o primeiro volume me tinha deixado muito empolgado com esta série. Certas coisas no argumento até poderiam ser algo forçadas, como referi na altura, mas havia ali um espírito de aventura desmedida, cruzando as criações de Júlio Verne e Rudyard Kipling, que muito me agradou. Sentia‑se uma energia quase juvenil, uma vontade de contar uma grande história de aventura sem pudor ou contenção. Gostei disso.

Tal como gostei que houvesse uma grande variedade de cenários, de atmosferas, de momentos diferentes, que nos ofereciam um verdadeiro desfile non stop de situações marcantes e dinâmicas, à boa maneira do cinema de aventuras, sendo até fácil traçar um paralelo com um cruzamento improvável entre Indiana Jones (pela aventura e ação) e 007 (pela espionagem e pelo mistério), onde o exotismo, o ritmo e o espetáculo estavam sempre presentes.

Infelizmente, estes dois volumes revelaram‑se bastante diferentes do primeiro. A mudança de tom é evidente e, no meu caso, resultou numa certa desilusão. A série prometia uma evolução crescente da aventura e da tensão, mas acabou por oferecer algo mais contido e menos ousado do que o início fazia antever. E quando digo mais contido ou menos ousado, não é que a ação não seja grande e por vezes de proporções até exageradas... refiro-me mais, por um lado, à cadência lenta com que o tempo narrativo decorre, que por vezes até se arrasta; e, por outro, aos já mencionados cenários que aqui são muito menos dinâmicos e diversificados. É certo que o interior do Nautilus pode ser muito interessante, mas o facto de a ação apenas acontecer a bordo do submarino, torna tudo mais sensaborão e repetitivo. As próprias batalhas aquáticas travadas entre submarinos, não conseguem ter o apelo da ação que vimos no primeiro volume.

Nautilus 2 e 3 - A Herança do Capitão Nemo, de Mathieu Mariolle e Guénaël Grabowski - Arte de Autor e A Seita
Além disso, a própria narrativa também parece andar em círculos, demorando‑se excessivamente em situações que não fazem realmente avançar a história. De facto, praticamente todo o segundo volume decorre dentro do submarino, a caminho do destino final, sem que aconteça muito além da preparação e da expectativa. Essa opção narrativa contribui para um ritmo lento e pouco estimulante, fazendo com que o leitor sinta que a história tarda em arrancar novamente.

Ou seja, onde o primeiro volume é bom, estes dois não conseguem estar ao mesmo nível; e onde o primeiro apresentava fragilidades, estes também não as corrigem. Uma das mais evidentes continua a ser a falta de maior verosimilhança em determinados momentos. É certo que estamos perante uma série de ação e aventura, mas isso não invalida a necessidade de uma trama minimamente convincente e bem estruturada, especialmente ao nível das motivações das personagens.

O terceiro tomo - ou a segunda parte deste volume duplo -  esforça‑se claramente por terminar a saga de forma mais memorável, reconheço, e, em alguns momentos, consegue recuperar alguma da intensidade perdida. Há sequências mais emotivas e decisões definitivas que dão um final interessante às personagens. Acabei por gostar.

Nautilus 2 e 3 - A Herança do Capitão Nemo, de Mathieu Mariolle e Guénaël Grabowski - Arte de Autor e A Seita
Quanto às ilustrações, o trabalho de Guénaël Grabowski é bastante eficaz, pois o seu trabalho, e conforme já o havia dito em análise ao primeiro volume da série, "passa com distinção. Quem aprecia o estilo mais clássico da bd franco-belga de aventura, vai certamente apreciar a componente estética desta série, pois consegue homenagear o clássico e, mesmo assim, ter algum modernismo."

Mas, lá está, por uma questão de coerência com o que já referi anteriormente, o facto destes dois volumes se passarem mais a bordo do Nautilus, também faz com que o desenho de Grabowski não se destaque tanto, tornando-se mais repetitivo. A certa altura, até parece feito com menos inspiração, com a expressão e pose de algumas personagens a carecer de algum aprimoramento. Continua eficiente, reitero, mas perde algum do seu génio criativo.

Mesmo assim, tenho que fazer uma nota positiva em relação à forma como o autor concebe o submarino e os seus interiores, que é bastante bela e em linha com o imaginário que nos deram as histórias arquitetadas por Júlio Verne.

Nautilus 2 e 3 - A Herança do Capitão Nemo, de Mathieu Mariolle e Guénaël Grabowski - Arte de Autor e A Seita
Relativamente à edição, o livro apresenta capa dura baça, bom papel brilhante e um bom trabalho ao nível da impressão e encadernação. Há ainda espaço para um dossier de sete páginas de extras, em que somos presenteados com desenhos a preto e branco do interior do submarino e com alguns esboços.

A opção por editar os dois livros num só volume não me parece a mais indicada desta vez. Nada tenho contra volumes que tenham mais tomos (até as prefiro), mas neste caso em concreto, parece uma opção algo atabalhoada, pois estamos perante uma série com três volumes apenas. Diria que ou se lançava toda a obra num só volume triplo, ou era mais sensato lançar a obra em três volumes. Não é nada chocante, é apenas um reparo.

Em suma, com este último volume de Nautilus não estamos perante uma má aventura... longe disso. Nautilus continua a ser uma leitura agradável e competente, mas fica bastante aquém do que prometia após um primeiro volume com tanto potencial. Lê‑se bem, entretém, mas falha em ser verdadeiramente memorável, deixando a sensação agridoce de uma grande ideia que nunca atingiu plenamente todo o seu potencial.


NOTA FINAL (1/10):
7.0



Convite: Passem na página de instagram do Vinheta 2020 para verem mais imagens do álbum. www.instagram.com/vinheta_2020


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Nautilus 2 e 3 - A Herança do Capitão Nemo, de Mathieu Mariolle e Guénaël Grabowski - Arte de Autor e A Seita

Ficha técnica
Nautilus 2 e 3 - A Herança do Capitão Nemo
Autores: Mathieu Mariolle e Guénaël Grabowski
Editoras: A Seita e Arte de Autor
Páginas: 120, a cores
Encadernação: Capa dura
Formato: 240 x 330 mm
Lançamento: Novembro de 2026