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terça-feira, 12 de agosto de 2025

Análise: Showa #1 - Uma História do Japão (1926-1939)

Showa #1 - Uma História do Japão (1926-1939), de Shigeru Mizuki - Devir

Showa #1 - Uma História do Japão (1926-1939), de Shigeru Mizuki - Devir
Showa #1 - Uma História do Japão (1926-1939), de Shigeru Mizuki

Começo por dizer que estava particularmente empolgado para ler este primeiro volume da série Showa - Uma História do Japão, da autoria de Shigeru Mizuki, que a Devir editou recentemente. Mizuki é um autor consagrado do mangá, do qual a editora lançou já este ano o muito interessante Hitler, e uma obra com uma ambição tão grande como a de este Showa, de contar e condensar(?) a história do período Showa do Japão, é algo que merece o meu louvor e respeito. Além de que, é uma obra amplamente reconhecida pela crítica.

Confesso, no entanto, ter ficado bastante desiludido com este livro. E quando falo em "desilusão" não é por considerar que este não é um trabalho com boa qualidade. Certamente o é. Mas poderia, pelo menos quanto a mim, ser muito - mas mesmo muito! - melhor. Mas já lá irei.

Showa #1 - Uma História do Japão (1926-1939), de Shigeru Mizuki - Devir
Este primeiro volume de um total de quatro, cobre - em mais de 500 páginas - os anos iniciais, de 1926 a 1939, da Era Showa, um dos períodos mais turbulentos e decisivos da história japonesa. Mizuki constrói uma narrativa que combina elementos autobiográficos com um panorama histórico abrangente, apresentando a evolução política, social e militar do Japão. A obra mergulha nos anos que antecedem a Segunda Guerra Mundial e acompanha as transformações internas do país, mostrando o impacto de tais mudanças tanto na esfera nacional como no quotidiano das pessoas.

Desde o início, percebe-se que os intuitos da obra são ambiciosos: Mizuki não pretende apenas contar a sua vida durante este período temporal, mas criar um retrato quase enciclopédico de todo um período histórico. A tentativa de condensar um vasto conjunto de acontecimentos, desde intrigas políticas e tratados internacionais até pequenas alterações no quotidiano japonês, confere ao livro um valor informativo inegável, concedo. E é verdade que quando lemos este livro parecemos estar a fazer um curso intensivo de história do Japão, com uma quantidade de dados que impressiona pela abrangência e exaustividade. 

Showa #1 - Uma História do Japão (1926-1939), de Shigeru Mizuki - Devir
No entanto, é exatamente essa mesma densidade informativa que é também a principal fraqueza do livro, pois a narrativa arrasta-se, parecendo um despejo contínuo de factos, em que a sucessão de datas e eventos parece esmagar qualquer tentativa de cadência narrativa. É como se o autor estivesse determinado a não deixar escapar nenhum acontecimento, por mais irrelevante que possa parecer no todo, o que cria um ritmo irregular e muitas vezes cansativo.

Mizuki tenta mitigar esse efeito excessivamente expositivo da obra inserindo passagens autobiográficas, nas quais relata episódios da sua infância e das suas experiências familiares. Esses momentos oferecem um sopro de humanidade e proximidade, funcionando como pausas mais leves no meio da avalanche de informação. Contudo, a ligação entre o plano pessoal e o plano histórico nem sempre é fluida: muitas vezes a transição parece forçada, como se o autor estivesse meramente a alternar capítulos da sua autobiografia com os de um manual escolar, sem que os mesmos tivessem especial ligação direta entre si. Além de que os períodos autobiográficos são em menor número do que os de exposição de factos históricos... o que é pena.

Há também uma personagem de cabeça em formato fálico que surge repetidamente enquanto narrador para contextualizar os factos históricos, o que reforça essa tal sensação didática da obra, remetendo-nos para as mascotes ou explicadores dos manuais escolares, cujo objetivo é sistematizar informações e simplificar conceitos. Embora este recurso seja útil para leitores menos familiarizados com o assunto retratado, acaba por sublinhar o carácter “aula de história” do livro e, paradoxalmente, fragmentar a experiência narrativa. E como se a muita informação que nos aparece nas legendas e nos balões não fosse já suficiente, ainda somos premiados, quase página sim, página não, com mais notas de rodapés complementares a essas mesmas informações, o que aumenta o cariz redundante da leitura.

Showa #1 - Uma História do Japão (1926-1939), de Shigeru Mizuki - Devir
Outro problema dessa abordagem é que a quantidade de acontecimentos abordados não deixa espaço para que alguns, os mais importantes, se desenvolvam ou amadureçam na mente do leitor. A “chuva” constante de dados impede que se compreenda plenamente a profundidade de certos eventos, o que acaba por ser contraproducente e incoerente num livro que procura ser informativo. Em vez de explorar o impacto humano de momentos decisivos, Mizuki opta por um registo quase cronológico onde a emoção cede lugar à catalogação e à exposição.

Paradoxalmente, quando a obra mergulha de facto na vida pessoal do autor, o resultado é muito mais cativante. As memórias de infância, as dificuldades familiares, as pequenas anedotas e observações sobre a vida no Japão pré-guerra revelam um talento narrativo mais envolvente. Infelizmente, esses momentos são mais a exceção do que a regra, parecendo haver uma obsessão do autor em não deixar nenhum acontecimento, por mais pequeno que seja, de fora... mas depois falhando naquilo que, quanto a mim, seria mais relevante, que era a perspetiva mais humana e pessoal dos acontecimentos ocorridos. A parte mais biográfica, as experiências pessoais de Mizuki são a exceção à fria "aula de história". Deveria ser exatamente ao contrário: o enfoque na vida de Mizuki e os acontecimentos históricos como pano de fundo. Quanto a mim, claro.

Visualmente, Mizuki adota uma solução estética original e eficaz: combina um traço caricatural para as personagens com um estilo mais realista e detalhado para as representações históricas. Essa dicotomia gráfica, já utilizada pelo autor noutras obras, ajuda a separar claramente o registo pessoal do registo histórico, conferindo ao livro um ritmo visual dinâmico e interessante.

Showa #1 - Uma História do Japão (1926-1939), de Shigeru Mizuki - Devir
Os desenhos realistas impressionam pelo cuidado e minúcia, evocando documentos de época e reforçando a credibilidade histórica. Por outro lado, os rabiscos caricaturais, assumidamente simplistas, transmitem leveza e humor, lembrando ao leitor que esta é também uma obra de um autor com uma forte voz autoral. O tal "signature style" que é tão importante. O contraste não cria incoerência; pelo contrário, parece intencional e dá ao livro uma identidade própria.

A edição da obra é em capa mole baça, sem badanas, mas com uma sobrecapa que acrescenta uma diferente capa à obra. No miolo, o papel é aceitável e a impressão é boa. No final do livro, há ainda um texto do filósofo Takeshi Umehara sobre a obra.

É visível que Mizuki encarou este projeto como uma missão de fôlego: registar e explicar, para gerações futuras, todo um período de transformações radicais no Japão. O esforço de pesquisa e a vontade de transmitir tudo o que sabe são louváveis. No entanto, essa mesma ambição é o que torna a leitura mais difícil para quem procura um equilíbrio entre informação e narrativa emocional.

Reconheço que apesar de exaustivo, este primeiro volume cumpre o papel de introduzir o leitor ao cenário histórico da Era Showa com riqueza de detalhes. Quem tiver paciência e interesse genuíno pela história japonesa encontrará aqui um material vasto e valioso, ainda que tenha de lidar com um excesso de exposição e alguma falta de fluidez.

Em suma, este primeiro volume de Showa - Uma História do Japão é uma obra sólida, marcada por um trabalho hercúleo de recolha e apresentação de factos, mas que poderia beneficiar de uma inversão de prioridades: dar mais espaço à experiência humana e menos ao inventário exaustivo histórico. Ainda assim, a originalidade gráfica, a honestidade autoral e a importância do projeto justificam a continuação da leitura nos próximos volumes.


NOTA FINAL (1/10):
7.0



Convite: Passem na página de instagram do Vinheta 2020 para verem mais imagens do álbum. www.instagram.com/vinheta_2020



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Showa #1 - Uma História do Japão (1926-1939), de Shigeru Mizuki - Devir

Ficha técnica
Showa #1 - Uma História do Japão (1926-1939)
Autor: Shigeru Mizuki
Editora: Devir
Páginas: 528, a cores e a preto e branco
Encadernação: Capa mole com sobrecapa
Formato: 17 x 24 cm
Lançamento: Junho de 2025

quinta-feira, 3 de julho de 2025

Devir lança mangá que conta a história recente do Japão!



Já está disponível uma das grandes apostas da editora Devir para este ano que dá pelo nome de Showa - Uma história do Japão e que é da autoria do autor  Shigeru Mizuki!

Este mangá histórico - e destinado a um público transversal - é uma obra em 4 volumes. Este primeiro número, que chega agora às livrarias, conta com mais de 500 páginas!

O que é mais interessante é que, além de narrar a história contemporânea do Japão, a obra também permite uma perspetiva bastante pessoal e autoral, ao ter uma abordagem autobiográfica.

Eis um livro que merece todas as atenções e mais algumas!

Mais abaixo, deixo-vos com a sinopse da obra e com algumas imagens promocionais.

Showa - Uma história do Japão (1926-1939) #1, de Shigeru Mizuki

A Era Showa, que foi dos mais turbulentos e transformadores períodos da história do Japão, teve início em 1926 e durou até ao final do séc. XX.

Nesta obra em quatro volumes, Shigeru Mizuki usa a sua própria vida como pano de fundo para relatar os acontecimentos políticos e sociais da época. Através de uma perspectiva intimista e original, o autor explora como os eventos históricos afetaram a população japonesa, os efeitos devastadores da II Grande Guerra, a ocupação americana e a transformação económica e social que moldaram o Japão moderno.

Showa é mais do que uma biografia ou um simples relato histórico. É uma reflexão profunda sobre o Japão, relevante para todos os interessados na história do país, contada de uma forma visualmente impactante e emocionalmente rica, por um dos maiores mangaká contemporâneos.

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Ficha técnica
Showa - Uma história do Japão (1926-1939) #1
Autor: Shigeru Mizuki
Editora: Devir
Páginas: 528, a cores e a preto e branco
Encadernação: Capa mole com sobrecapa
Formato: 17 x 24 cm
PVP: 30,00€

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2025

Análise: Hitler

Hitler, de Shigeru Mizuki - Devir

Hitler, de Shigeru Mizuki - Devir
Hitler, de Shigeru Mizuki

Um dos grandes lançamentos - entre muitos outros - que a editora Devir tinha/tem preparados para este 2025, era este Hitler, uma obra clássica de Shigeru Mizuki, publicada há mais de 50 anos, e que, lamentavelmente, ainda não tinha chegado a Portugal. Até porque, convenhamos, estamos perante uma obra recomendada para qualquer leitor de banda desenhada que tenha curiosidade em saber mais sobre Adolf Hitler, o infame Ditador dos Ditadores. Portanto, convém sublinhar que embora este seja um mangá, é uma obra que pode (e deve) ser apreciada também por aqueles que normalmente não leem mangá.

Hitler é uma biografia em banda desenhada que retrata a ascensão e queda do ditador alemão Adolf Hitler. Com o seu estilo característico, o renomado mangaká japonês Shigeru Mizuki - de quem a Devir já publicou as obras Marcha para a Morte e Nonnonba - combina pesquisa histórica com uma abordagem visual única, tornando a narrativa acessível e impactante. Diferente de outras biografias, Mizuki não apresenta apenas os eventos cronológicos da vida de Hitler, mas também explora as suas motivações, as suas (inúmeras) contradições e (ainda mais) falhas, destacando como o ditador conseguiu manipular as massas e conduzir o mundo à Segunda Guerra Mundial.

Hitler, de Shigeru Mizuki - Devir
Uma das grandes qualidades da obra é a sua capacidade de apresentar Hitler não como um ser monstruoso e distante, mas como um homem repleto de inseguranças e ambições desmedidas. E, nesse ponto, até remete um pouco para O Grande Ditador, de Charlie Chaplin. Mizuki enfatiza a juventude fracassada de Hitler, as suas frustrações como artista e como aluno, e a sua gradual transformação num líder populista, movido pelo ressentimento e pelo oportunismo. No fundo, Hitler foi a pessoa errada, no local e no tempo errado, que soube explorar o desespero económico e social da Alemanha pós-Primeira Guerra Mundial para ganhar influência política e construir a sua ideologia extremista.

Numa época em que, um pouco por todo o mundo, vemos crescer os movimentos de extrema direita em vários países, ditos "desenvolvidos", não há livro melhor para ler do que este Hitler, de Mizuki, que nos esfrega na cara como os discursos populistas movidos a ódio e que se alimentam de bodes expiatórios, têm efeitos nefastos e perigosos para um mundo civilizado e justo.

Outro aspecto relevante do livro é a maneira como o autor retrata a manipulação da propaganda nazi e a submissão do povo alemão ao regime. A narrativa demonstra como a retórica nacionalista e as promessas de reconstrução económica da Alemanha cegaram muitos cidadãos para a brutalidade do nazismo. Consequentemente, o autor não se limita a expor as ações de Hitler, mas também responsabiliza a sociedade alemã pela sua cumplicidade, seja por apoio ativo ou por omissão.

Hitler, de Shigeru Mizuki - Devir
Além disso, a obra também destaca os erros estratégicos e militares de Hitler, que contribuíram para a sua derrocada. Mizuki descreve a obsessão deste ditador - baixo e de cabelo escuro que defendia a raça ariana de alemães altos e louros - pelo controlo absoluto, com várias decisões impulsivas e com uma forte teimosia que recusou ouvir assessores militares que o advertiram de certos erros estratégicos que estavam a ser cometidos. A queda do Terceiro Reich expõe o colapso de um líder que se acreditava infalível e imbatível, mas que, no fim, sucumbiu à própria arrogância.

Este Hitler também se destaca pela sua perspectiva crítica e imparcial, evitando tanto a demonização simplista quanto qualquer tentativa de humanização excessiva de Hitler. Mizuki apresenta os factos com um olhar analítico, mostrando como um indivíduo medíocre conseguiu influenciar milhões e levar o mundo a um dos períodos mais sombrios da história. Desta forma, o autor, que até viveu na época da Segunda Guerra e serviu no Exército Imperial Japonês, traz uma visão pessoal sobre os horrores do totalitarismo e da guerra.

Hitler, de Shigeru Mizuki - Devir
Talvez uma crítica que se pode apontar à obra é que, por vezes, a mesma assume um tom quase burocrático onde descreve, passo a passo, certos acontecimentos que certamente tiveram a sua importância para a ascensão de Hitler, mas que, olhando para o quadro total, podem ser considerados como "menores" em relevância. E, em sentido contrário, a obra não se foca tanto na Segunda Guerra Mundial e nas suas consequências, e ainda menos na chamada "solução final", assente no genocídio feito aos judeus nos Campos de Concentração, que é parcamente referida.

No entanto, aprecio especialmente a ideia que fica no ar quando lemos o livro de que, provavelmente, Hitler era mais um medíocre e idiota homem, cheio de ódios, alimentados por ressabiamentos e recalcamentos pessoais, a quem foi dado poder, do que um "génio do mal" ou um "brilhante estratega". E para isso também contribui a forma como, graficamente, Mizuki representa Hitler através de um desenho tosco e caricatural.

Tenho pena de que o autor não tenha optado por desenhar apenas os nazis desta forma, pois essa seria uma forma de passar uma mensagem política mais premente. Mas como trata todas as figuras históricas com o mesmo tipo de traço caricatural, como Churchill ou Chamberlain, por exemplo, essa ideia perde-se um pouco.

Hitler, de Shigeru Mizuki - Devir
Os desenhos acabam, portanto, por misturar realismo detalhado com personagens com traços caricaturais, reforçando a tensão entre a seriedade dos eventos históricos e a ironia das suas consequências. Os cenários e os soldados anónimos são desenhados de forma realista, enquanto que os principais intervenientes aparecem com expressões exageradas e grotescas.

Convém ainda dizer que apreciei o facto de, enquanto leitor, não ter sentido que estava a ler um livro com mais de 50 anos. Na verdade, e também pela realidade político-social do tempo atual, não só em Portugal como no resto do mundo, senti que o livro estava totalmente atual e não datado. E isso leva-me a recomendá-lo com mais veemência ainda.

A edição da Devir é em capa mole, com uma sobrecapa que protege o livro, à semelhança do que a editora tem feito nos seus livros da coleção Tsuru. No miolo, o papel é aceitável, embora não seja tão espesso como o desejável. A impressão e a encadernação são boas. No final, há uma entrevista entre Hitler e Mizuki, imaginada por este último, e um posfácio sobre a obra.

Em resumo, Hitler, de Shigeru Mizuki, é uma biografia gráfica essencial para quem deseja compreender a ascensão e queda do ditador alemão sob uma perspectiva acessível e visualmente poderosa. Combinando narrativa fluida, pesquisa histórica e uma arte expressiva, a obra não apenas documenta um dos períodos mais trágicos da humanidade, mas também alerta sobre os perigos do fanatismo, da propaganda e da ambição desmedida.


NOTA FINAL (1/10):
9.0



Convite: Passem na página de instagram do Vinheta 2020 para verem mais imagens do álbum. www.instagram.com/vinheta_2020


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Hitler, de Shigeru Mizuki - Devir

Ficha técnica
Hitler
Autor: Shigeru Mizuki
Editora: Devir
Páginas: 288, a preto e branco
Encadernação: Capa mole
Formato: 17 x 24 cm
Lançamento: Fevereiro de 2025

quarta-feira, 15 de janeiro de 2025

Devir lança mangá sobre Adolf Hitler!



A partir de hoje, já se encontra em pré-venda no site da Devir, uma das suas novas apostas editoriais que dá pelo nome de Hitler, da autoria de Shigeru Mizuki, de quem a editora portuguesa já lançou os livros Marcha para a Morte e Nonnonba.

Desta feita, estamos perante uma biografia em mangá sobre Adolf Hitler, uma das mais infames personalidades que já habitou o planeta Terra.

O livro deverá chegar às livrarias a partir do próximo dia 6 de Fevereiro, embora já se encontre em pré-venda.

Mais abaixo, deixo-vos com a sinopse da obra e com algumas imagens promocionais.

Hitler, de Shigeru Mizuki

Quem era Adolf Hitler?

Um jovem megalomaníaco e obsessivo, frustrado nas suas aspirações artísticas que se torna um ditador com a ambição de dominar o mundo.

A história é um relato próximo da realidade sobre a vida e ambição de um homem – desde os seus tempos de juventude, durante a sua improvável carreira militar, o seu papel na II Grande Guerra, até à sua morte – que marcou a História da Alemanha e do mundo.

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Ficha técnica
Hitler
Autor: Shigeru Mizuki
Editora: Devir
Páginas: 288, a preto e branco
Encadernação: Capa mole
Formato: 17 x 24 cm
PVP: 22,00€