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sexta-feira, 10 de julho de 2026

Análise: Mãe e Peras

Mãe e Peras, de Diana Rodrigues e Marina Costa - Oficina do Livro - LeYa

Mãe e Peras, de Diana Rodrigues e Marina Costa - Oficina do Livro - LeYa
Mãe e Peras, de Diana Rodrigues e Marina Costa

A Oficina do Livro, uma chancela do Grupo LeYa, publicou no passado mês de abril - ainda bem a tempo do Dia da Mãe - o livro Mãe e Peras, de Diana Rodrigues e Marina Costa.

Esta é uma obra de estreia para as duas autoras portuguesas. Diana Rodrigues é uma influencer, criadora da página de instagram mae_e_peras, que conta com mais de 500.000 seguidores. Nessa página, a autora partilha, com humor, um pouco da sua experiência de mãe e das agruras adjacentes a essa função que ocupa 24h por dia, 7 dias por semana.

Daí à adaptação desses momentos e desafios da maternidade para banda desenhada, foi um pequeno passo. 

Mãe e Peras é, por isso, uma obra que parte da experiência quotidiana da maternidade para construir um retrato simultaneamente divertido, leve e sincero, com o qual, não só as mães, mas também os pais, nos podemos identificar. 

A autora vai relatando-nos pequenas situações do dia a dia, transformando aquilo a que podíamos chamar de episódios aparentemente banais, como birras em locais públicos, noites mal dormidas, ou aquelas perguntas inesperadas e inconvenientes das crianças, em momentos humorísticos que colocam um sorriso nas nossas caras. Afinal de contas, todos nós já passámos por isso.

Muitas das piadas resultam da exageração de pequenos dramas quotidianos ou da forma como as expectativas de uma mãe colidem com a imprevisibilidade das crianças. É um humor leve, acessível e eficaz, que raramente procura mais do que arrancar um sorriso cúmplice. Não diria que seja um humor para nos fazer chorar a rir, mas antes para nos colocar um sorriso na face.

Mãe e Peras, de Diana Rodrigues e Marina Costa - Oficina do Livro - LeYa
E, por detrás dos sorrisos com que ficamos enquanto lemos este livro, a mensagem subjacente que retemos é que, de facto, não é fácil ser-se mãe. É desgastante em termos de tempo, de energia, de paciência e até de recursos financeiros. Mas também não há aqui - felizmente! - uma tentativa de vitimização, mostrando que a maternidade é uma coisa má. Não, longe disso. Até porque, mesmo sendo difícil, também será certamente a melhor coisa do mundo para muitas mães. E mesmo nos momentos mais caóticos e difíceis, existem memórias e afetos que acabam por dar sentido a todos os desafios.

Um dos méritos da obra - que se apresenta mais como livro de tiras humorísticas, não havendo uma sequência muito grande entre ilustrações -  está precisamente na sua honestidade. Diana Rodrigues afasta-se das imagens idealizadas da maternidade que tantas vezes encontramos nas redes sociais e em determinados discursos. Em vez disso, opta por mostrar mães reais, com defeitos, dúvidas, cansaço e frustrações. Mães falíveis. Essa autenticidade torna a leitura particularmente próxima e permite que muita gente se possa rever nas situações apresentadas. As situações retratadas não são, portanto, extraordinárias, mas são, precisamente, aquelas que acontecem todos os dias em milhares de casas. E essa universalidade ajuda a explicar o potencial de identificação que este Mãe e Peras traz consigo.

Com efeito, este é um daqueles livros que poderá chegar a muitas pessoas que habitualmente não lêem banda desenhada. E isso é claramente positivo. 

Mãe e Peras, de Diana Rodrigues e Marina Costa - Oficina do Livro - LeYa
O livro é ilustrado por Marina Costa, que nos oferece desenhos simples e expressivos, de notável eficiência, que casam muito bem com as situações retratadas. As expressões das personagens, bem como as suas reações, são exageradas, reforçando o cariz cómico da obra. Não são desenhos que primem por uma complexidade ilustrativa muito grande, mas também não seria isso que a obra necessitaria. As cores vivas e diversas também conferem um estilo moderno e, novamente, eficiente ao todo.

Sobre a presença de Marina Costa nesta obra, tenho que fazer uma referência. Incomodou-me bastante que o nome da autora nunca apareça na capa, na lombada, na contracapa ou no frontispício do livro. Temos que procurar na ficha técnica do livro a menção ao nome de Marina Costa para verificarmos que foi ela a autora das ilustrações, da capa e da paginação do livro. Ora, tratando-se de uma obra a quatro mãos, que sem a ilustradora não seria um livro de BD/tiras humorísticas, parece-me uma grande falta de noção editorial. Mesmo aceitando que este foi um "trabalho de encomenda", em que Marina Costa pode ter sido recrutada apenas para ilustrar as histórias já definidas, continuo a achar que a menção ao nome da autora na capa do livro, era mandatória. É importante que o nosso trabalho seja devidamente creditado e respeitado, diria. Portanto, deixo essa nota. 

De resto, o livro apresenta capa mole baça, com badanas e verniz localizado. No interior, o papel é brilhante e de boa qualidade. A impressão e encadernação também são boas.

Em suma, a estreia de Diana Rodrigues e Marina Costa na banda desenhada, com este Mãe e Peras é particularmente bem-vinda. Sem pretensões excessivas, as duas autoras conseguem criar uma obra que comunica diretamente com o seu público-alvo e que aproveita bem as ferramentas narrativas da 9.ª arte. Uma estreia promissora e uma aposta que me parece bem pensada por parte da Oficina do Livro.


NOTA FINAL (1/10):
7.0



Convite: Passem na página de instagram do Vinheta 2020 para verem mais imagens do álbum. www.instagram.com/vinheta_2020


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Mãe e Peras, de Diana Rodrigues e Marina Costa - Oficina do Livro - LeYa

Ficha técnica
Mãe e Peras
Autoras: Diana Rodrigues e Marina Costa
Editora: Oficina do Livro
Páginas: 168, a cores
Encadernação: Capa mole com badanas
Formato: 23,5 x 16,5 cm
Lançamento: Abril de 2026

quarta-feira, 22 de abril de 2026

Oficina do Livro lança BD de autoras portuguesas!




A editora Oficina do Livro (uma chancela do grupo LeYa) prepara-se para editar a primeira obra de banda desenhada das autoras portuguesas Diana Rodrigues e Marina Costa.

Falo-vos de Mãe e Peras - Ser Mãe Custa, que deverá chegar às livrarias nos próximos dias, bem a tempo do Dia da Mãe, que se aproxima. O que revela um bom sentido de oportunidade por parte da editora, que louvo.

Até porque me parece que este livro pode muito bem ser um belo presente para todas aquelas que são mães. E não só.

Por agora, deixo-vos com a sinopse da obra e com algumas imagens promocionais.

Mãe e Peras - Ser Mãe Custa, de Diana Rodrigues e Marina Costa

Entre birras no corredor do supermercado, perguntas existenciais às três da manhã e a misteriosa arte de encontrar meias desaparecidas, há uma verdade universal que ninguém ousa dizer em voz alta: ser mãe custa. Custa tempo, sono, paciência... e, às vezes, custa mesmo dinheiro. 

Neste livro, Diana Rodrigues, a voz bem-disposta e mordaz por detrás da página Mãe e Peras, transforma o caos do quotidiano materno numa sequência de ilustrações e episódios onde o riso é a melhor estratégia de sobrevivência.
Com humor afiado, ternura desarmante e uma honestidade que nos faz suspirar «é mesmo isto!», encontramos nestas páginas o lado menos filtrado da maternidade: as culpas, os falhanços épicos, os pequenos triunfos invisíveis e aquele amor gigante que compensa (quase) tudo. Porque ser mãe custa. Mas, felizmente, também rende gargalhadas, memórias e histórias que merecem ser contadas. Uma leitura para mães reais que tantas vezes já pensaram: «Só pode estar a gozar comigo».

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Ficha técnica
Mãe e Peras - Ser Mãe Custa
Autoras: Diana Rodrigues e Marina Costa
Editora: Oficina do Livro
Páginas: 168, a cores
Encadernação: Capa mole com badanas
Formato: 23,5 x 16,5 cm
PVP: 19,90€

sexta-feira, 3 de outubro de 2025

Análise: Glória - A Menina que Sorria a Dormir - Novela Gráfica

Glória - A Menina que Sorria a Dormir - Novela Gráfica, de Isabel Zambujal e João Espírito Santo - Oficina do Livro - LeYa

Glória - A Menina que Sorria a Dormir - Novela Gráfica, de Isabel Zambujal e João Espírito Santo - Oficina do Livro - LeYa
Glória - A Menina que Sorria a Dormir - Novela Gráfica, de Isabel Zambujal e João Espírito Santo

Foi recentemente editada por cá a obra Glória - A Menina Que Sorria a Dormir - Novela Gráfica, que consiste numa nova abordagem, em banda desenhada, ao livro infantil original, editado há 18 anos. Para tal, a história imaginada e escrita por Isabel Zambujal conta agora com ilustrações de João Espírito Santo, o que traz consigo um interessante apelo visual e uma abordagem adequada para os leitores infanto-juvenis.

A história gira em torno de Glória, uma menina de sete anos que só consegue adormecer se alguém lhe contar histórias. E quando essas histórias, por um motivo ou outro, são interrompidas, a pequena Glória desperta sempre do seu leve sono, pedindo: “E depois, e depois?”. Esta sensação é, em muito, causada pela ausência do deu pai que se encontra fora, em trabalho.

Glória - A Menina que Sorria a Dormir - Novela Gráfica, de Isabel Zambujal e João Espírito Santo - Oficina do Livro - LeYa
Para resolver este problema das noites sem sono, a comunidade da aldeia organiza-se, com todos os habitantes, em regime rotativo, a disponibilizarem-se para contar histórias à menina. Há, pois, um forte sentido coletivo nesta resposta da comunidade, numa aldeia onde o laço social é valorizado.

A narrativa culmina depois com a intervenção do pai, que envia uma “Fadinha de Olhos Fechados” como presente, sugerindo uma solução mágica ou simbólica que permite a Glória dormir sem depender da presença física constante de quem conte histórias.

Eis-nos perante uma história simples, mas bonita, num tom leve adequado às crianças e que me deixa especialmente feliz por ter recebido uma versão em banda desenhada, pois consegue-se deste modo incutir a relevância do meio num público mais jovem. Gostei também, e especialmente, da forma como o livro arranca, em que há uma ponte entre a Glória adulta e a Glória criança, criando-se uma relação entre o livro editado há 18 anos e a banda desenhada editada em 2025.

Glória - A Menina que Sorria a Dormir - Novela Gráfica, de Isabel Zambujal e João Espírito Santo - Oficina do Livro - LeYa
Entre os temas mais evidentes da obra estão a importância das histórias para o desenvolvimento emocional e a criatividade infantil, o sentido de comunidade e solidariedade, e também a imaginação como espaço mágico onde o sono, os sonhos e as narrativas se entrelaçam. Há também uma reflexão sobre o papel dos adultos, incluindo vizinhos, família e comunidade, na educação e no conforto de uma criança. Glória é símbolo da inocência infantil, da necessidade de afeto e da dependência natural da criança em relação à presença dos adultos para segurança e conforto.

As ilustrações de João Espírito Santo complementam de forma aprazível a narrativa, apresentando um traço simples e direto, sem excessos visuais, mas de grande eficácia comunicativa. As personagens, embora desenhadas com linhas suaves e de inspiração claramente infantil, revelam uma expressividade marcante, capaz de transmitir emoções e estados de espírito de imediato. Essa clareza visual torna fácil a identificação dos leitores mais jovens com a personagem Glória e com as figuras que a rodeiam, criando empatia e aproximando ainda mais o universo gráfico da sensibilidade da história.

A edição da Oficina do Livro, uma chancela do grupo LeYa, é em capa dura baça, com detalhes a verniz, e com bom papel brilhante no miolo do livro. A encadernação e impressão também estão bem executadas.

Em conclusão, esta é uma obra bem-vinda no panorama editorial português, sobretudo por se tratar de uma criação nacional em formato de banda desenhada destinada aos mais novos - uma área que ainda carece de maior oferta. É uma história simples e bonita, que valoriza a imaginação, a solidariedade e o poder das narrativas, acompanhada por uma ilustração agradável e expressiva que reforça o encanto do texto.


NOTA FINAL (1/10):
6.8

Convite: Passem na página de instagram do Vinheta 2020 para verem mais imagens do álbum. www.instagram.com/vinheta_2020


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Glória - A Menina que Sorria a Dormir - Novela Gráfica, de Isabel Zambujal e João Espírito Santo - Oficina do Livro - LeYa

Ficha técnica
Glória - A Menina Que Sorria a Dormir - Novela Gráfica
Autores: Isabel Zambujal e João Espírito Santo
Editora: Oficina do Livro
Páginas: 72, a cores
Encadernação: Capa dura
Formato: 242 x 168
Lançamento: Junho de 2025

terça-feira, 7 de maio de 2024

Análise: 25 Mulheres

25 Mulheres, de Raquel Costa - Oficina do Livro - LeYa

25 Mulheres, de Raquel Costa - Oficina do Livro - LeYa
25 Mulheres, de Raquel Costa

Nem sempre escrevo sobre livros ilustrados porque, como bem sabem, este é um espaço que é quase totalmente dedicado à banda desenhada. No entanto, há casos em que um livro ilustrado me deixa embasbacado perante a qualidade que dele emana: é o caso de 25 Mulheres, de Raquel Costa, que a Oficina do Livro (Grupo LeYa) acaba de publicar.

Raquel Costa é uma autora portuguesa que tem alcançado mais destaque nos álbuns ilustrados, mas eu gosto de, ainda assim, considerá-la como uma autora de BD (ou que também faz BD, vá), já que a mesma tem participado nas antologias Ditirambos, das quais sou grande admirador. Digo até que adoraria ver esta autora a fazer uma BD de grande fôlego, já que os seus desenhos são de uma beleza, de um requinte, de uma originalidade e de uma noção estética que considero ímpares. E a verdade é que Raquel Costa também já revelou que consegue utilizar este seu virtuosismo ao serviço de uma boa banda desenhada. Mesmo que o tenha feito em histórias curtas.

Em 25 Mulheres, Raquel Costa volta a dar-nos belos desenhos, plenos de criatividade, com belas cores e com um traço que é moderno e clássico ao mesmo tempo, onde até há espaço para desafiar o leitor em termos da própria interpretação que cada desenho incita. Se muitas vezes dizemos que há que saber ler nas entrelinhas de um texto, diria que também há que saber interpretar os significados ocultos ou apenas sugeridos nos desenhos de Raquel Costa. São desenhos muito belos e que aproveitam bem o formato horizontal do livro.

25 Mulheres, de Raquel Costa - Oficina do Livro - LeYa

Mas, sejamos sinceros, que os desenhos de Raquel Costa seriam belos, já eu estava à espera. O que eu não estava à espera é que a(s) história(s) deste livro fosse(m) tão bem urdida(s).

Dito por poucas palavras, este livro procura homenagear, por um lado, e sublinhar, por outro, as vidas de 25 mulheres que habitaram um Portugal culturalmente atrasado dos anos 70. As histórias são muito breves, algumas delas não têm mais do que quatro ou cinco linhas de texto, mas são eficazes a dar-nos um vislumbre diferente e diversificado das distintas formas de vida destas mulheres.

Todas elas tinham algo que as colocava em segundo plano, numa sociedade onde a mulher era isso mesmo: algo secundário e, portanto, menos relevante do que ser homem. Cada personagem assume um nome cuja primeira letra obedece à ordem do abecedário. A primeira personagem tem o nome de Abrilina, a segunda tem o nome de Benedita, a terceira tem o nome de Carlota... e vamos por aí até chegarmos à última personagem Yolanda - ou será o zzzzz do sono letárgico do qual a sociedade portuguesa finalmente se viu livre no amanhecer da revolução do 25 de Abril?

25 Mulheres, de Raquel Costa - Oficina do Livro - LeYa


O texto tem poucas, mas belas palavras. Por vezes, quase sugerindo uma certa poesia nas palavras. Deixando coisas por dizer, mas indiciando um universo de reflexões, Raquel Costa toca-nos no fundo do nosso ser. E desafia a nossa definição de se ser português, nesta sociedade que tantas vezes se afirma como empática pelos outros, mas que, em tantos e tantos exemplos, se revela mesquinha e fechada em si mesma. Seja por força do regime político instaurado, seja por força da própria mentalidade de grupo.

Mesmo assim - e isso é extremamente importante para mim, enquanto leitor – Raquel Costa não assume aqui qualquer atitude panfletária ou vitimizadora. Fá-lo, isso sim, com a leveza de tantos – e tão diversos - relatos que hão de ter acontecido no Portugal do Estado Novo. O acesso à educação por parte das mulheres; a prisão da tradição familiar e do papel na sociedade da mulher; a vida da mulher do campo e a vida da mulher mais citadina que, ainda assim, tem que se submeter a um papel não relevante; a luta estudantil … tudo isso são temas deste livro. Mas a autora até vai mais longe, tocando no tema da deficiência, da homossexualidade, da emigração, da identidade de género, da violência doméstica, do aborto, da PIDE, ou da vida das mulheres idosas, freiras ou artistas. Dito assim, pode parecer que Raquel Costa apontou armas a todas as frentes um pouco às cegas, mas não, a autora consegue tocar neste enorme rol de temas sem ser óbvia, sem ser explícita. Há, portanto, uma harmonia e uma leveza que se torna pesada, na forma como ilustração e texto albergam com tanto calor todos estes temas que foram, são e, infelizmente, continuarão a ser – embora em menor dimensão, espero - o “prato do dia” da condição de se ser mulher. Não só em Portugal, como em tantos outros lugares.

Como é que a autora conseguiu inserir neste livro tantos temas e, ainda por cima, fazer uso de um texto que é breve e belo ao mesmo tempo? Não sei. Terão de lhe perguntar. Para mim, enquanto leitor e admirador do trabalho de Raquel Costa, é um deleite mergulhar nesta obra, pois considero que, tal como um O Principezinho, de Saint-Exúpery, 25 Mulheres é um daqueles livros que pode (e deve!) ser lido por crianças (meninas e meninos) mas que, lá no fundo, com todas as ideias e reflexões profundas que deixa no ar, talvez seja melhor apreendido por adultos (mulheres e homens). E que bom é quando um livro consegue chegar a esses dois níveis diferentes de leitura.


25 Mulheres, de Raquel Costa - Oficina do Livro - LeYa


A edição da Oficina do Livro é em capa dura, com bom papel baço no miolo e um bom trabalho ao nível de impressão e encadernação. No final, há ainda uma nota da autora que explica o quê e o como deste projeto.

Em conclusão, posso dizer que 25 Mulheres é uma verdadeira obra-prima da ilustração nacional e um livro que não sairá nunca das estantes da minha casa! Estou certo que até acabarei por oferecer vários exemplares a pessoas que me são próximas. Eis, portanto, um livro ilustrado infanto-juvenil que, relembro, também é obrigatório para adultos! Nota máxima!


NOTA FINAL (1/10):
10.0



Convite: Passem na página de instagram do Vinheta 2020 para verem mais imagens do álbum. www.instagram.com/vinheta_2020


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25 Mulheres, de Raquel Costa - Oficina do Livro - LeYa

Ficha técnica
25 Mulheres - Uma Revolução no Feminino
Autora: Raquel Costa
Editora: Oficina do Livro
Páginas: 48, a cores
Encadernação: Capa dura
Formato: 27,50 x 23,50 cm
Lançamento: Março de 2024

quinta-feira, 18 de abril de 2024

Raquel Costa lança livro ilustrado sobre 25 Mulheres que ajudaram à revolução portuguesa!



Não é uma banda desenhada, mas é um livro ilustrado por Raquel Costa que também é autora de banda desenhada. Participou, por exemplo, na coletânea de banda desenhada Ditirambos.

Sou um grande fã do trabalho da autora portuguesa e, como tal, não poderia deixar de anunciar este livro que, ainda por cima, já tive a oportunidade de folhear em loja e que me pareceu maravilhosamente ilustrado pela autora portuguesa.

O tema é sobre 25 Mulheres que contribuíram para a Revolução Portuguesa do 25 de Abril. Um livro ideal para miúdos e graúdos, diria!

Aproveito ainda para vos informar que haverá hoje, pelas 19h, na livraria Buchholz, em Lisboa, uma sessão de lançamento oficial deste livro. Apareçam!

Mais abaixo, deixo-vos a sinopse da obra.


25 Mulheres - Uma Revolução no Feminino, de Raquel Costa

UMA REVOLUÇÃO NO FEMININO nas livrarias a partir de 2 abril.

25 MULHERES, um livro de Raquel Costa para toda a família com perfis femininos e no caminho pela liberdade!

Na semana em que se assinala o Dia Internacional do Dia Infantil e no ano da comemoração dos 50 anos do 25 de abril chega às livrarias 25 MULHERES. UMA REVOLUÇÃO NO FEMININO, da artista visual e ilustradora Raquel Costa. Um belíssimo livro ilustrado para toda a família com perfis femininos no caminho pela liberdade.


No ano da comemoração do 25 de Abril, somos convidados a conhecer as histórias de 25 MULHERES, contadas pela sua voz. Esta viagem à sociedade portuguesa do início dos anos 70, espelha as contradições da condição feminina, com as quais ainda nos debatemos hoje, meio século depois. O que mudou? Como mudou? Como nos vemos agora?

Acima de tudo, fica o desejo de que este livro favoreça a curiosidade e o diálogo, quer pelo aprofundamento das raízes históricas dos relatos aqui narrados, quer pela indagação do significado contemporâneo do ser mulher.

Tal como o caminho para a liberdade, este é um livro em permanente construção. 

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Ficha técnica
25 Mulheres - Uma Revolução no Feminino
Autora: Raquel Costa
Editora: Oficina do Livro
Páginas: 48, a cores
Encadernação: Capa dura
Formato: 27,50 x 23,50 cm
PVP: 14,50€

quinta-feira, 1 de setembro de 2022

Oficina do Livro lança novo livro de Hugo van der Ding!



Acaba de ser editado pela Oficina do Livro, uma chancela do grupo Leya, o mais recente livro de Hugo Van Der Ding, que dá pelo nome de O Lixo na Minha Cabeça.

Trata-se de um livro com 384 páginas onde são reunidas perto de 1.000 tiras que este autor, já bastante mediático em Portugal pelo seu humor mordaz, foi fazendo ao longo dos últimos 10 anos.

Diria que estamos perante um livro obrigatório para todos os que apreciam o bom humor de Hugo Van Der Ding, responsável pela criação de tantas personagens já icónicas como a Criada Mal Criada, Celeste da Encarnação, Dra. Messalina, entre muitas outras.

Abaixo, deixo-vos com a sinopse da obra e algumas imagens promocionais.
O Lixo na Minha Cabeça, de Hugo Van Der Ding

De Juliana Saavedra, a psicanalista que deixa os pacientes na merda, a Celeste da Encarnação, velha mas moderna, passando pel’ As Aventuras da Dra. Messalina, Duas Amigas, Dois Astronautas, Dates From Hell e muito, muito mais, sem esquecer - curiosamente - Esteves & Marina e as suas mocas de erva: eis uma seleção altamente criteriosa dos melhores e piores bonecos de um homem que não sabe desenhar, mas por acaso até se safa a mandar umas bocas.

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Ficha técnica
O Lixo na Minha Cabeça
Autor: Hugo van der Ding
Editora: Oficina do Livro
Páginas: 384, a cores
Encadernação: Capa dura
Formato: 175 x 242 mm
PVP: 23,90€

sexta-feira, 18 de março de 2022

Análise a 3 livros de bd infantil

Os Cinco na Casa do Mocho, Os Cinco e O Circo e As Aventuras de Zé Leitão e Maria Cavalinho #14 - A Fabulosa Fábula Lilás

Os Cinco na Casa do Mocho, Os Cinco e O Circo e As Aventuras de Zé Leitão e Maria Cavalinho #14 - A Fabulosa Fábula Lilás
Análise a 3 livros de bd infantil, recentemente lançados

Esta será uma análise um pouco diferente daquilo a que estou habituado a fazer.

Hoje, em vez de abordar, com o rigor que conhecem, um livro apenas, centrar-me-ei em falar genericamente de três livros que, sendo indicados para um público infantil, poderão ser boas opções para iniciar os mais novos na 9ª arte.

Não há volta a dar. Pelo menos em Portugal, as séries de Astérix, Lucky Luke ou Tintin continuam a ser as grandes apostas dos mais velhos para iniciar os mais novos na banda desenhada. E nada de mal há quanto a isso. Aliás, se me perguntarem a minha opinião, diria que no estilo franco-belga, essas três séries – e talvez o Spirou, e mais alguns – são perfeitas para iniciarmos os mais novos na bd.

Os Cinco na Casa do Mocho, Os Cinco e O Circo e As Aventuras de Zé Leitão e Maria Cavalinho #14 - A Fabulosa Fábula Lilás
Mas, como também há mais vida para além de Astérix, Lucky Luke ou Tintin, hoje trago-vos três livros de banda desenhada infanto-juvenil que foram editados apenas há alguns meses e que me parecem boas propostas para deixar os mais novos com o “bichinho” da bd.

Os dois primeiros livros dizem respeito aos mais recentes livros d’Os Cinco, inspirados nos clássicos livros de Enid Blyton, e cuja adaptação para banda desenhada já vai no volume 6. Para já, a Oficina do Livro (uma chancela do Grupo Leya) já editou os 6 volumes publicados originalmente, o que é digno de louvores.

Inicialmente, confesso que estava um pouco cético quanto a estas adaptações, mas, depois de ler os volumes 6 e 7, Os Cinco na Casa do Mocho e Os Cinco e O Circo, respetivamente, posso dizer que, se lidos por crianças e jovens, são livros interessantes.

Os argumentos são muito simplistas, lineares e algo inocentes, mas, lá está, não serão pensados para um público adulto, mas antes para um público mais infantil. E, portanto, parece-me que se adequam bem. Como só têm 32 páginas, faz com que as histórias sejam um pouco lineares em demasia – para mim, que sou adulto – mas, quando lidas por uma criança/jovem parecem ter a exata quantidade de linearidade.

Os Cinco na Casa do Mocho, Os Cinco e O Circo e As Aventuras de Zé Leitão e Maria Cavalinho #14 - A Fabulosa Fábula Lilás
Com argumento adaptado por Nataël e ilustrações de Béja, devo dizer que aprecio o traço em linha clara, do autor. Béja parece reivindicar para as suas ilustrações o legado de Hergé. Por vezes as personagens apresentam demasiadas semelhanças faciais entre si mas acho que o autor merece mérito pelo detalhe que coloca nos seus cenários. São livros bem ilustrados e uma agradável surpresa. Imagino-me a comprar bastantes exemplares para oferecer a crianças e jovens que me são próximos.

Os Cinco na Casa do Mocho têm uma ligeira abordagem “detectivesca” (esta palavra existe?) à história, o que coloca o Júlio, a Zé, a Ana e o cão Tim, à procura de David quando este é raptado. Parece uma história um pouco mais pesada do que o habitual na série Os Cinco. Mas, mesmo assim, acaba por ser bastante leve.

E ainda mais leve é Os Cinco e o Circo que faz o célebre grupo de amigos acompanhar um circo e formar uma nova amizade com Ned, um jovem cavaleiro acrobata.

Os Cinco na Casa do Mocho, Os Cinco e O Circo e As Aventuras de Zé Leitão e Maria Cavalinho #14 - A Fabulosa Fábula Lilás
Para além destes dois livros d’Os Cinco, também me chegou o 14º(!) volume de As Aventuras de Zé Leitão e Maria Cavalinho, intitulado A Fábulosa Fábula Lilás, do português Pedro Leitão. Esta é uma série direcionada para um público ainda mais jovem do que os supramencionados Os Cinco e que, já está bem estabelecida no mercado, contando com 14 volumes. É obra e algo que deve ser respeitado.

Com um desenho bastante infantil e colorido, com um tipo de texto que utiliza muitas lengalengas para estimular as palavras e as rimas nos mais novos, diria que é um bom livro de banda desenhada para oferecer a uma criança que acaba de aprender a ler. É editado pela Gailivro, uma chancela do Grupo Leya.

Todos estes livros têm uma boa edição, com capa dura com brilho, e papel brilhante de boa qualidade.

Em conclusão, considero que é fulcral que saibamos incutir nas crianças o gosto pela banda desenhada, numa altura em que tantos estímulos lhes são dados e que é difícil que se interessem pela 9ª arte. Cabe a nós, adultos, o desempenho dessa introdução ao género. Depois disso, a escolha já será sempre deles. Mas é necessário que, pelo menos numa primeira instância, lhes seja dada a conhecer a banda desenhada.

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Os Cinco na Casa do Mocho, Os Cinco e O Circo e As Aventuras de Zé Leitão e Maria Cavalinho #14 - A Fabulosa Fábula Lilás

Fichas técnicas
Os Cinco # 5: Os Cinco na Casa do Mocho (baseada na obra de Enid Blyton)
Autores: Nataël e Béja
Editora: Oficina do Livro (Grupo Leya)
Páginas: 32, a cores
Encadernação: capa dura
Lançamento: Novembro de 2021

Os Cinco na Casa do Mocho, Os Cinco e O Circo e As Aventuras de Zé Leitão e Maria Cavalinho #14 - A Fabulosa Fábula Lilás

Os Cinco #6: Os Cinco e o Circo (baseada na obra de Enid Blyton)
Autores: Nataël e Béja
Editora: Oficina do Livro (Grupo Leya)
Páginas: 32, a cores
Encadernação: capa dura
Lançamento: Novembro de 2021

Os Cinco na Casa do Mocho, Os Cinco e O Circo e As Aventuras de Zé Leitão e Maria Cavalinho #14 - A Fabulosa Fábula Lilás

As Aventuras de Zé Leitão e Maria Cavalinho #14 - A Fabulosa Fábula Lilás
Autor: Pedro Leitão
Editora: Gailivro (Grupo Leya)
Páginas: 48, a cores
Encadernação: capa dura
Lançamento: Setembro de 2021

sexta-feira, 30 de outubro de 2020

Lançamento: Striker Force 7 - Vol. 2



Cristiano Ronaldo até pode estar ausente dos relvados, no momento, mas volta a estar presente na banda desenhada Striker Force 7, da editora Oficina do Livro.

Este, que é o volume 2 da série, da autoria do próprio Cristiano Ronaldo, em parceria com Sharad Devarajan, Navin Miranda e Ashwin Pande, já se encontra nas livrarias portuguesas há alguns dias.

Fiquem com a sinopse da editora e imagens promocionais.

Striker Force 7 - Vol. 2, de Cristiano Ronaldo, Sharad Devarajan, Navin Miranda e Ashwin Pande 

O maior herói do desporto mundial é agora o próximo grande super-herói! 

Após a maior fuga de criminosos de sempre, liderada pela organização Cartão Vermelho, todos os supervilões andam à solta e com os seus superpoderes restaurados! 

A agência secreta Striker Force 7 tem como missão detê-los, mas, para isso, precisa da ajuda de alguém com agilidade, um poderoso remate e que saiba trabalhar em equipa. 

Só há uma opção: recrutar a superestrela do futebol mundial, Cristiano Ronaldo. 

Agora que a equipa está completa, tem as aptidões essenciais para proteger a Terra dos supervilões!

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Ficha técnica
Striker Force 7 - Vol. 2
Autores: Cristiano Ronaldo, Sharad Devarajan, Navin Miranda e Ashwin Pande 
Editora: Oficina do Livro
Páginas: 112, a cores
Encadernação: capa dura
PVP: 14,90€


Lançamento: Os Cinco - Voltam à Ilha e Os Contrabandistas

 


 


A série d'Os Cinco, publicada pela Oficina do Livro, recebeu nos últimos dias mais dois volumes: Os Cinco Voltam à IlhaOs Cinco e os Contrabandistas.
No total já são quatro os números que compõem esta série, mais destinada a um público juvenil.

Fiquem com as imagens promocionais e as notas de imprensa.


Os Cinco Voltam à Ilha, de Nataël e Béja
Neste verão, tudo corre mal. 

A mãe da Zé está doente e é a antipática senhora Stick que se encarrega da casa. 

Ela dificulta a vida ao Júlio, à Zé, ao David, à Ana e ao Tim, que decidem fugir de barco para se refugiarem no castelo da ilha de Kirrin. 

Mas os Cinco rapidamente se apercebem de que não estão sozinhos…






Os Cinco e os Contrabandistas, de Nataël e Béja
Para os Cinco, as férias da Páscoa começam mal: uma árvore caiu sobre o Casal Kirrin. 

O Júlio, a Zé, o David, a Ana e o Tim têm de se instalar no Monte dos Contrabandistas, junto à sinistra ilha do Desterro, onde acontecem coisas muito estranhas…









Fichas técnicas
Os Cinco vol. 3: Os Cinco Voltam à Ilha
Autores: Nataël e Béja
Adaptação da obra de Enid Blyton
Editora: Oficina do Livro
Páginas: 32, a cores
Encadernação: capa dura
PVP: 10,90€

Os Cinco vol. 4: Os Cinco e os Contrabandistas
Autores: Nataël e Béja
Adaptação da obra de Enid Blyton
Editora: Oficina do Livro
Páginas: 32, a cores
Encadernação: capa dura
PVP: 10,90€


quinta-feira, 27 de fevereiro de 2020

Lançamento: Os Cinco de Enid Blyton em Banda Desenhada







Os saudosos Cinco, de Enid Blyton, que marcaram várias gerações, estão de regresso. Mas desta vez, em formato de banda desenhada. O lançamento é feito pela Editora Oficina do Livro.

Para já, estão disponíveis nas livrarias os primeiros 2 volumes da coleção: Os Cinco e a Ilha do Tesouro e Os Cinco e a Passagem Secreta.

Fiquem com a nota de imprensa, por parte da editora:


A famosa coleção Os Cinco, de Enid Blyton agora também em Banda Desenhada

Os primeiros dois títulos desta nova coleção que chega às livrarias portuguesas a 25 de fevereiro, pela Oficina do Livro são Os Cinco e a Ilha do Tesouro (volume 1) e Os Cinco e a Passagem Secreta (volume2). Os dois volumes foram adaptados pela dupla de franceses Béja e Nataël que não deixaram que se perdessem as emoções que a obra tem transmitido a várias gerações desde os anos 40.

Os Cinco e a Ilha do Tesouro
Pela primeira vez, o Júlio, o David e a Ana vão passar férias a casa da tia Clara, onde conhecem a prima Zé, uma verdadeira maria-rapaz. Acompanhados pelo fiel cão Tim, partem à descoberta de um tesouro indicado num velho mapa que encontraram na ilha de Kirrin. Mas têm de ser rápidos, pois OS CINCO não são os únicos na caça ao tesouro…

Os Cinco e a Passagem Secreta
As férias no Casal Kirrin não parecem boas para OS CINCO. A Zé e os primos estão presos em casa: tiveram más notas e o Sr. Roland, o precetor, está lá para fazê-los trabalhar. Mas os quatro jovens detetives e o seu cão, Tim, estão alerta. Acabam de descobrir uma passagem secreta sob a casa...


Fichas Técnicas:

Os Cinco e a Ilha do Tesouro
Autores: Béja e Nataël, a partir da obra de Enid Blyton
Editora: Oficina do Livro
Páginas: 32, a cores
Encadernação: Capa dura
PVP: 10,90€

Os Cinco e a Passagem Secreta
Autores: Béja e Nataël, a partir da obra de Enid Blyton
Editora: Oficina do Livro
Páginas: 32, a cores
Encadernação: Capa dura
PVP: 10,90€