Mostrar mensagens com a etiqueta Andy Kubert. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Andy Kubert. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 10 de outubro de 2025

Análise: Batman - Grant Morrison - Volumes 2 e 3

Batman - Grant Morrison - Volumes 2 e 3, de Grant Morrison, Andy Kubert, J.H. Williams III e Tony Daniel - Devir

Batman - Grant Morrison - Volumes 2 e 3, de Grant Morrison, Andy Kubert, J.H. Williams III e Tony Daniel - Devir
Batman - Grant Morrison - Volumes 2 e 3
, de Grant Morrison, Andy Kubert, J.H. Williams III e Tony Daniel

Hoje falo-vos dos mais recentes volumes de Batman lançados pela Devir, editora que, convém relembrar, tem estado com um impressionante ritmo de lançamentos nas suas mais variadas séries. Algo que merece os meus aplausos, pois é forma de manter os leitores fiéis e satisfeitos.

Em termos de super-heróis da DC Comics, a Devir tem estado investida no lançamento de Batman de Grant Morrison, em que os leitores são convidados a mergulhar num dos períodos mais complexos e fascinantes da carreira do Cavaleiro das Trevas. 

Vamos por partes.

No Volume Dois, as histórias aí presentes levam Bruce Wayne a confrontar-se com um conjunto de desafios psicológicos e físicos que testam o seu limite e o conceito que tem de si próprio enquanto herói. Morrison introduz figuras que representam diferentes facetas do medo e da loucura, refletindo a ideia de que o próprio Batman é uma sombra multifacetada da cidade que protege. 

Morrison desenvolve também a ideia de que existem histórias esquecidas, memórias reprimidas e experiências quase míticas no passado de Batman, brincando com a noção de continuidade e com a própria história editorial da personagem, resgatando elementos dos anos 50 e 60 e recontextualizando-os dentro de um universo moderno e psicológico. Esta abordagem dá ao leitor a sensação de que tudo o que aconteceu com Batman, em qualquer época, pode ser real dentro da sua mente fragmentada.

Batman - Grant Morrison - Volumes 2 e 3, de Grant Morrison, Andy Kubert, J.H. Williams III e Tony Daniel - Devir
Morrison expõe o herói à solidão e ao desespero, mas sem nunca o afastar da sua determinação quase sobrenatural. O arco da Ressurreição de Ra’s Al Ghul envolve outras personagens do universo Batman, e mostra-nos um herói dividido entre o dever e a mortalidade, entre o legado e o sacrifício, preparando o terreno para a fase mais épica e simbólica do autor, ao conduzir o Cavaleiro das Trevas por um caminho espiritual e existencial, onde o confronto com o lendário vilão não é apenas físico, mas também uma luta entre a vida e a morte, entre o corpo e a alma. O retorno de Ra’s é, pois, tratado como um mito renascido e a relação entre mestre e inimigo atinge um pico de tensão. A ideia de herança e de continuidade - tão presente em toda a mitologia de Batman - ganha aqui um novo peso, mostrando que Morrison escreve a personagem de Batman mais como símbolo do que como simples homem. 

No entanto, é no Volume 3 que, a meu ver, o enredo pensado por Grant Morrison se começa a solidificar de forma mais coesa e envolvente. As histórias deste volume mergulham na mente de Bruce Wayne e revisitam o trauma da perda dos pais, mas agora de uma perspetiva quase metafísica. Morrison faz Batman confrontar o próprio criador do seu trauma e, ao fazê-lo, liberta o herói - e, lá está, o leitor - de uma narrativa repetida ao longo de décadas. A história torna-se, pois, mais intensa e surreal, com o autor a explorar as fronteiras entre sanidade e insanidade, realidade e ilusão. O mistério, as personagens secundárias bem desenvolvidas e o vilão carismático tornam este arco particularmente memorável.

Faço ainda um destaque para as histórias reunidas sob o arco Batman R.I.P., em que o autor atinge o clímax da sua visão, com a desintegração mental de Bruce Wayne a ser retratada de modo quase poético. Morrison cria um ambiente de paranoia e desconstrução, em que cada símbolo e cada frase escondem camadas de sentido. O vilão Doutor Hurt surge como uma das criações mais intrigantes do autor, representando não apenas um inimigo físico, mas a própria corrupção espiritual que ameaça consumir o herói. Gostei bastante.

À medida que estes volumes avançam, o universo criado pelo argumentista parece ganhar mais credibilidade e força. E o que, à partida, poderia parecer uma coleção de histórias independentes revela-se, na verdade, uma teia cuidadosamente entrelaçada. Cada arco dialoga com o anterior e prepara o seguinte, formando um verdadeiro épico sobre a identidade e a mitologia de Batman

Batman - Grant Morrison - Volumes 2 e 3, de Grant Morrison, Andy Kubert, J.H. Williams III e Tony Daniel - Devir
É verdade que nem sempre as histórias imaginadas por Morrison são lineares. A sua escrita densa, repleta de simbolismo e referências à história editorial de Batman, pode confundir o leitor menos familiarizado com a personagem. Por vezes, especialmente nas histórias desenhadas por J.H. Williams III contidas no segundo volume, a experimentação narrativa e visual torna-se, quanto a mim, excessiva, e certas sequências parecem mais preocupadas em desafiar o leitor do que em contar uma história clara. Ainda assim, essa ousadia faz parte da identidade do autor e do projeto maior que ele constrói.

E há que reconhecer que Morrison mostra que compreende Batman como poucos: não apenas o vigilante, mas o homem que sobrevive à própria morte, que transcende a loucura e o trauma para se tornar um símbolo de resiliência. 

Em termos visuais, o destaque vai claramente para o trabalho de Andy Kubert, cujo traço dinâmico, detalhado e expressivo confere às histórias uma energia cinematográfica, que adoro. Kubert domina tanto a ação frenética como os momentos de introspeção, tornando cada página visualmente impactante. No entanto, também merecem menção ilustradores como Tony Daniel e J.H. Williams III que contribuem com estilos distintos, acrescentando diversidade visual ao universo de Morrison.

A edição da Devir mantém-se muito apelativa e bonita. Cada livro apresenta capa dura baça, com belos detalhes a verniz. No miolo, o papel utilizado é brilhante e de boa qualidade, sendo que a encadernação e impressão também são excelentes. O terceiro volume inclui ainda quatro capas alternativas.

Em síntese, Batman - Grant Morrison - Volumes 2 e 3 parecem caminhar no sentido de tornar a visão que Grant Morrison tem para Batman mais clara e coesa, revelando um autor que domina o caos para transformá-lo em narrativa e mito. Ainda assim, é inegável que, por vezes, essa complexidade pode ser um pouco densa e desafiante para alguns fãs mais “soft” de Batman. Mesmo assim, trata-se de uma excelente aposta da Devir, que continua a trazer ao público português algumas das histórias mais ambiciosas e intelectualmente estimulantes já escritas sobre o herói de Gotham.


NOTA FINAL (1/10):
8.4



Convite: Passem na página de instagram do Vinheta 2020 para verem mais imagens do álbum. www.instagram.com/vinheta_2020

-/-

Batman - Grant Morrison - Volumes 2 e 3, de Grant Morrison, Andy Kubert, J.H. Williams III e Tony Daniel - Devir

Fichas técnicas
Batman - Grant Morrison - Volume 2
Autores: Grant Morrison, Andy Kubert, J.H. Williams III
Editora: Devir
Páginas: 176, a cores
Encadernação: Capa dura
Formato: 18 x 27 cms
Lançamento: Julho de 2025

Batman - Grant Morrison - Volumes 2 e 3, de Grant Morrison, Andy Kubert, J.H. Williams III e Tony Daniel - Devir

Batman - Grant Morrison - Volume 3
Autores: Grant Morrison, Tony Daniel
Editora: Devir
Páginas: 182, a cores
Encadernação: Capa dura
Formato: 18 x 27 cms
Lançamento: Setembro de 2025

quinta-feira, 17 de julho de 2025

Análise: Batman - Volume 1

Batman - Volume 1, de Grant Morrison, Greg Rucka, Mark Waid, Andy Kubert, Tony S. Daniel, J.H. Williams III e John Van Fleet - Devir

Batman - Volume 1, de Grant Morrison, Greg Rucka, Mark Waid, Andy Kubert, Tony S. Daniel, J.H. Williams III e John Van Fleet - Devir
Batman - Volume 1, de Grant Morrison, Greg Rucka, Mark Waid, Andy Kubert, Tony S. Daniel, J.H. Williams III e John Van Fleet

O ano de 2025 tem sido um ano simpático para os admiradores portugueses de Batman. Depois da Devir ter assegurado os direitos da DC Comics para a publicação de Batman, a editora portuguesa já publicou o muito cativante Batman - Três Jokers e publicou mais recentemente este Batman de Grant Morrison. Além disso, está previsto, ainda para este ano, a publicação do segundo volume desta empreitada e, não esqueçamos, a própria editora A Seita chegou a publicar recentemente Dylan Dog – Batman: A Sombra do Morcego. É, portanto, um bom ano para Batman em Portugal, especialmente se tivermos em conta que durante alguns anos nenhum livro do Homem-Morcego por cá foi editado.

Batman - Volume 1, de Grant Morrison, Greg Rucka, Mark Waid, Andy Kubert, Tony S. Daniel, J.H. Williams III e John Van Fleet - Devir
Este Batman de Grant Morrison – Volume Um que hoje vos trago, marca o início da ambiciosa e influente fase do argumentista escocês Grant Morrison no universo do Cavaleiro das Trevas. Este volume compila as primeiras histórias de Batman sob o comando do autor, que se propôs a integrar décadas de mitologia da personagem numa narrativa coesa, densa e inovadora. Esta abordagem tentou, de algum modo, consolidar alguns eventos - muitas vezes contraditórios - no passado do super-herói, equilibrando alguns elementos mais absurdos(?) da "Era de Prata" com a seriedade moderna da "Era das Trevas".

E, claro, um dos aspetos mais marcantes deste volume é a introdução de Damian Wayne, o filho de Bruce Wayne com Talia al Ghul. Damian é arrogante, violento e treinado pela Liga dos Assassinos, o que me leva a poder afirmar que Damian é uma subversão radical da figura do Robin tradicional. Uma autêntica "peste" que coloca a paciência de Batman à prova. E mais do que ser uma nova personagem, denota-se que a sua grande adição à série é o próprio desafio direto à moralidade e ao método de Batman que traz consigo, o que causa um conflito interno que será um dos motores centrais da narrativa.

Batman - Volume 1, de Grant Morrison, Greg Rucka, Mark Waid, Andy Kubert, Tony S. Daniel, J.H. Williams III e John Van Fleet - Devir
Os elementos de espionagem, drama familiar e alguma ficção científica parecem levar-nos para as aventuras dos anos 50 e 60, o que faz com que as histórias se afigurem clássicas na forma e conteúdo mas, claro, sendo reinterpretadas à luz de uma narrativa mais contemporânea. Em vez de rejeitar os elementos considerados mais "ridículos" ou inverosímeis da história da personagem, Morrison tem o mérito de os abraçar e de os contextualizar de uma forma tão criativa quanto possível. Aprecio e respeito essa vertente conciliadora do autor.

E outra coisa que me parece digna de nota é a capacidade de Grant Morrison na construção de narrativas a longo prazo. Desde cedo o autor consegue inserir sementes na história que depois vai colher mais tarde, em capítulos futuros. Ou seja, deixa propositadamente pontas soltas para depois, a jusante, as amarrar, dando credibilidade a toda a sua criação. Acaba por ser uma leitura que, mais tarde, é compensadora.

Contudo, e ainda que o trabalho de Grant Morrison na série tenha sido - e continue a ser - bastante celebrado por fãs e crítica, considero ter alguns sentimentos mistos face às histórias que compõem este primeiro volume. É que, se por um lado concedo que a maneira como Morrison reimaginou certos eventos na vida de Batman, dando com isso profundidade à personagem e ao seu universo, é mais que meritória, também considero que, enquanto histórias propriamente ditas, são contos que apenas cumprem. Leem-se bem, mas estão longe de poderem ser considerados como as mais inesquecíveis histórias do super-herói.

Batman - Volume 1, de Grant Morrison, Greg Rucka, Mark Waid, Andy Kubert, Tony S. Daniel, J.H. Williams III e John Van Fleet - Devir
Participam na escrita do argumento autores de bastante relevância, como Greg Rucka, Geoff Johns ou Mark Waid. Já quanto ao desenho, também são inúmeros os ilustradores que colaboram nas histórias deste volume, sendo que é Andy Kubert o autor que mais se destaca neste livro, quer em qualidade, quer em quantidade, revelando um desenho dinâmico e exímio na caracterização das personagens, da cidade e dos eventos de ação. O seu desenho consegue equilibrar um tom sombrio e realista com momentos mais surreais e estilizados, que se tornam cada vez mais presentes ao longo da saga. Kubert também é hábil ao retratar expressões e movimentações, o que contribui para a carga emocional e para a fluidez da ação. 

Se Andy Kubert é a "estrela da ilustração" neste livro, o trabalho de John Van Fleet chega a ser - e digo-o naturalmente com todo o respeito que tenho pelo autor - risível. É possível que estas ilustrações, feitas em 3D digital, pudessem parecer apelativas no ano em que foram criadas (2007) - e, mesmo assim, tenho as minhas dúvidas quanto a isso - mas, hoje em dia, em 2025, parecem extremamente mal feitas e mal renderizadas. Estão a ver quando jogam um videojogo de 2001 que na altura até parecia ter bons gráficos, mas que hoje em dia parece cómico e obsoleto? É essa a sensação que a história O Palhaço à Meia-Noite nos dá. A própria história que aqui encontramos não é uma banda desenhada, mas um texto em prosa ilustrado - pesado e poético, mas bom, embora talvez denso em demasia - e que depois é parcamente ilustrado pelas ilustrações de John Van Fleet. Não consegue ser aceitável, desculpem.

Batman - Volume 1, de Grant Morrison, Greg Rucka, Mark Waid, Andy Kubert, Tony S. Daniel, J.H. Williams III e John Van Fleet - Devir
A edição da Devir é especialmente cuidada, com o objeto-livro a ser muito apetecível. Apresenta capa dura baça, com elegantes detalhes a verniz. A encadernação e impressão são de excelente qualidade, tal como é o papel brilhante utilizado no miolo do livro. Há ainda um prefácio da autoria de Mike Marts que funciona como uma boa introdução à obra. A editora portuguesa também merece uma nota de louvor pela aposta em trazer para Portugal uma "subsérie" dentro da própria série de Batman - se é que assim lhe podemos chamar - que é aclamada por fãs e crítica e que é indiscutivelmente uma mais-valia para quem aprecia o Cavaleiro das Trevas.

Em suma, Batman de Grant Morrison - Volume Um é uma leitura instigante, ambiciosa e muitas vezes brilhante, que inaugura uma das fases mais criativas e reverenciadas do Cavaleiro das Trevas. Morrison respeita o legado de Batman, mas também desafia as suas convenções, oferecendo ao leitor uma nova forma de ver Bruce Wayne: como uma figura mítica que atravessa o tempo, a lógica e a realidade. Este primeiro volume, embora desiquilibrado em vários momentos, é apenas o começo de uma jornada complexa e provocativa que redefine o que significa ser o Batman.


NOTA FINAL (1/10):
7.0




Convite: Passem na página de instagram do Vinheta 2020 para verem mais imagens do álbum. www.instagram.com/vinheta_2020



-/-

Batman - Volume 1, de Grant Morrison, Greg Rucka, Mark Waid, Andy Kubert, Tony S. Daniel, J.H. Williams III e John Van Fleet - Devir

Ficha técnica
Batman - Volume 1
Autor: Grant Morrison, Greg Rucka, Mark Waid, Andy Kubert, Tony S. Daniel, J.H. Williams III e John Van Fleet
Editora: Devir
Páginas: 172, a cores
Encadernação: Capa dura
Formato: 18 x 27,5 cm
Lançamento: Maio de 2025

sexta-feira, 16 de maio de 2025

Devir vai lançar "Batman" de Grant Morrison!




É já a partir do próximo dia 27 de Maio que deverá chegar às livrarias Batman - Volume 1, que reúne um conjunto de histórias da autoria de Grant Morrison, um dos escritores contemporâneos que mais impactou o universo dos super-heróis e de Batman, em particular, tendo (re)imaginado certos eventos na vida de Bruce Wayne.

Para além de Grant Morrison, também os autores Greg Rucka e Mark Waid colaboram neste livro que inclui ilustrações de Andy Kubert, Tony S. Daniel, J.H. Williams III e John Van Fleet.

Por agora, o livro já se encontra em pré-venda no site da editora Devir.

Mais abaixo, deixo-vos com a sinopse da obra e com algumas imagens promocionais.

Batman - Volume 1, de Grant Morrison, Greg Rucka, Mark Waid, Andy Kubert, Tony S. Daniel, J.H. Williams III e John Van Fleet

Grant Morrison, um dos grandes contadores de histórias da sua geração, mudou para sempre o universo do Batman, criando narrativas inesquecíveis com o cavaleiro da trevas. 

Histórias de Batman com o seu filho Damian Wayne, que levam o Cavaleiro das Trevas desde a beira da morte até ao limite da loucura. Este volume inclui os já clássicos Batman & Son e Batman in Bethlehem, que desconstroem a banda-desenhada de super-heróis com uma abordagem desafiadora do Cruzado da Capa. 

Coleta BATMAN #655-666 e histórias de DC UNIVERSE #0, 52 #30 e #47, com a participação dos artistas Greg Rucka e Mark Waid. 

-/-

Ficha técnica
Batman - Volume 1
Autor: Grant Morrison, Greg Rucka, Mark Waid, Andy Kubert, Tony S. Daniel, J.H. Williams III e John Van Fleet
Editora: Devir
Páginas: 172, a cores
Encadernação: Capa dura
Formato: 18 x 27,5 cm
PVP: 20,00€

quarta-feira, 8 de julho de 2020

Lançamento: Batman: Cavaleiro das Trevas III: Raça Suprema - Vol. 1



Hoje chega às bancas o primeiro volume de Batman: Cavaleiro das Trevas III: Raça Suprema, editado pela Levoir. Na próxima semana, estará disponível o segundo volume deste que é o terceiro capítulo da trilogia do Cavaleiro das Trevas, assinada por Frank Miller que, neste último arco da história, é acompanhado por um elenco de luxo: Brian Azzarello, Andy Kubert, Klaus Janson e Eduardo Risso.

Fiquem com a nota de imprensa e páginas promocionais da editora.


Batman: Cavaleiro das Trevas III: Raça Suprema - Vol. 1, de Frank Miller, Brian Azzarello, Andy Kubert, Klaus Janson e Eduardo Risso

Batman: Cavaleiro das Trevas III: Raça Suprema chega às bancas a 8 e 15 de Julho.  Batman regressa aos leitores portugueses com a primeira parte (de duas) do terceiro capítulo da trilogia do Cavaleiro das Trevas. Iniciada em 1986 com O Regresso do Cavaleiro das Trevas e prosseguida em 2000/2001 com O Cavaleiro das Trevas Volta a Atacar, editada na colecção Batman 80 anos. A série que explora a versão do universo que Frank Miller criou para o seu Batman envelhecido, prossegue com este Raça Suprema, publicado originalmente em nove edições, entre 2015 e 2017, marcando assim o espaçamento de mais ou menos 15 anos entre a publicação de cada capítulo.

Esta edição repleta de estrelas da BD, Frank Miller e Brian Azzarello, argumentistas, Andy Kubert, desenhador, Klaus Janson arte finalista e Eduardo Risso, que no segundo volume desenha Mulher-Maravilha com a sua habitual mestria, tem a parceria da Levoir e do jornal Público.

Na origem da intriga está um elemento fundamental da mitologia do Super-Homem e do universo DC, a cidade engarrafada de Kandor, último vestígio do planeta Krypton capturada pelo vilão Brainiac, miniaturizada e colocada dentro de uma cúpula de vidro, o que permitiu aos seus habitantes escapar à destruição de Krypton, o planeta natal do Homem de Aço. Depois de derrotar Brainiac, o Super-Homem levou a cidade engarrafada para a sua Fortaleza da Solidão, no meio do Ártico, tentando desde então restaurar os habitantes de Kandor ao seu tamanho original, sem qualquer sucesso, num claro aviso aos leitores de que, apesar dos seus imensos poderes, o Super-Homem não é um deus.

Em Raça Suprema, Ray Palmer, o Átomo, descobre uma maneira de reverter a miniaturização dos habitantes de Kandor, mas a ocasião é aproveitada por um grupo de fanáticos religiosos, chefiados por Quar, para tomarem conta da cidade destruindo todos os que se lhes opõem. Tal como aconteceu com o jovem Kal-El ao chegar à Terra, também estes kryptonianos em contacto com a atmosfera terrestre adquirem superpoderes, graças à radiação solar amarela que banha o nosso planeta. É este exército de seres superpoderosos, essa raça suprema, que vai procurar impor a sua lei e as suas crenças ao planeta Terra, não hesitando em aniquilar quem se lhes opõe. Além do mais, estes fanáticos religiosos contam com um aliado de peso: Lara, a filha do Super-Homem e da Mulher-Maravilha, que opta por abraçar a sua herança kryptoniana e enfrentar os próprios pais.

Mais uma edição DC Black Label a não perder.

Ficha técnica
Batman: Cavaleiro das Trevas III: Raça Suprema - Vol. 1
Autores: Frank Miller, Brian Azzarello, Andy Kubert, Klaus Janson e Eduardo Risso
Editora: Levoir
Páginas: 208, a cores
Encadernação: Capa dura
PVP: 24,90€