Mostrar mensagens com a etiqueta Salva Rubio. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Salva Rubio. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 16 de outubro de 2024

Análise: A Bibliotecária de Auschwitz

A Bibliotecária de Auschwitz, de Salva Rubio e Loreto Aroca - Fábula - Penguin Random House

A Bibliotecária de Auschwitz, de Salva Rubio e Loreto Aroca - Fábula - Penguin Random House
A Bibliotecária de Auschwitz, de Salva Rubio e Loreto Aroca

O tema do holocausto e das atrocidades cometidas pelos nazis perante os judeus, durante o período da Segunda Guerra Mundial, tem sido bastante explorado ao longo dos anos. No cinema, na literatura e, também, na banda desenhada. É verdade que, mais recentemente, na literatura, este é um assunto que tem regressado com renovado destaque, após a publicação com sucesso de alguns livros como O Tatuador de Auschwitz, entre outros, e, por esse motivo, talvez algumas pessoas já comecem a torcer um pouco o nariz a novos livros sobre Auschwitz. Porque pode soar a "mais do mesmo" ou ser sintoma de uma certa tentativa de capitalizar um tema. Não digo que não. Mesmo assim, também não deixa de ser verdade que o assunto do holocausto ainda tem muito para nos revelar e para aumentar o nosso conhecimento sobre esse período negro da história mundial. Mais não seja pela partilha dos testemunhos dos sobreviventes e pela sempre relevância político-social para o tempo atual.

A Bibliotecária de Auschwitz, de Salva Rubio e Loreto Aroca - Fábula - Penguin Random House
Com efeito, também em banda desenhada são vários os livros sobre o tema. À cabeça, surge-nos o obrigatório Maus, de Art Spiegelman, mas poderíamos nomear muitas outras obras que nos transportam até ao tempo dos campos de concentração controlados pelos nazis. Ainda este ano, por exemplo, a Gradiva editou O Fotógrafo de Mauthausen que, curiosamente, tem como autor Salva Rubio, que também é o argumentista deste A Bibliotecária de Auschwitz, publicado recentemente pela chancela Fábula, da Penguin Random House, que hoje vos trago.

Este é um livro que se baseia no romance original de Antonio Iturbe que, por sua vez, é baseado na história real de Dita Adlerova, uma sobrevivente do holocausto.

Dita Adlerova era uma jovem checa que, com apenas 14 anos, e juntamente com a sua família e tantos outros judeus, foi levada para um dos mais célebres e mortíferos campos de concentração nazis: Auschwitz.

É verdade que Dita e aqueles que a rodeavam tiveram a sorte de irem para uma ala "menos má" de Auschwitz, que deixava as famílias juntas, sem uniforme de prisioneiro, com o intuito de mostrar às entidades externas que os prisioneiros judeus não tinham uma vida assim tão má. Não obstante, a vida de Dita e da sua família foi, como é fácil de imaginar, repleta de privações e de um trauma crescente.

A Bibliotecária de Auschwitz, de Salva Rubio e Loreto Aroca - Fábula - Penguin Random House
Apesar disso, e como Dita era, duplamente, uma ávida amante de livros e uma corajosa ativista pela cultura, passou a exercer uma importante tarefa no campo de concentração: a de bibliotecária. Função essa que, se descoberta, a levaria à morte. Reunindo um pequeno punhado de livros, Dita arriscou a vida para que crianças e adultos pudessem escapar, nem que fosse por breves momentos, ao terror experienciado no campo de concentração. Logicamente, os livros eram proibidos, portanto, caso fosse descoberta, a morte seria o destino óbvio de Dita. E, ainda por cima, Josef Mengele, o anjo da morte, que fazia experiências atrozes com os judeus do campo - e sobre o qual a editora Levoir também publicou recentemente o muito recomendável O Desaparecimento de Josef Mengele, de Matz e Jörg Mailliet - parecia ter uma especial atenção em Dita.

A história é centrada na ideia de que a literatura pode ser uma forma de resistência. Tornando-se bibliotecária de um pequeno acervo de livros no campo, Dita simboliza a luta pela preservação da cultura e da identidade, mesmo em face da desumanização.

A Bibliotecária de Auschwitz, de Salva Rubio e Loreto Aroca - Fábula - Penguin Random House
Salva Rubio, o argumentista deste A Bibliotecária de Auschwitz, consegue aqui um belo feito de, por um lado, conseguir adaptar de forma satisfatória a obra original - ainda que resumindo-a à sua essência, claro está - e, por outro lado, logrando fazer deste livro uma leitura adequada para jovens leitores. E adultos, claro. É verdade que o tema é pesado e que, devido a isso mesmo, este livro apresenta imagens que têm alguma violência. Mesmo assim, a abordagem do ponto de vista textual e narrativo tenta ser um pouco mais leve, de forma a que a história possa chegar aos mais jovens sem dramatizar de forma excessiva. Considero que não é um equilíbrio fácil, mas que é algo bem conseguido neste livro.

Já as ilustrações de Loreto Aroca, também foram uma agradável surpresa. A autora tem um traço moderno, semi-caricatural, de estilo europeu, que capta muito bem a expressividade necessária para esta obra, sendo também - e em consonância com o argumento - de fácil acesso por qualquer leitor. Os desenhos intensificam as emoções e os temas tratados, mas sempre de uma forma acessível. É verdade que, tal como já referido, há algumas ilustrações que poderão impressionar leitores mais jovens mas, lá está, estamos a falar de um livro sobre Auschwitz, portanto não podemos esperar que seja uma história do estilo dos Ursinhos Carinhosos. Não será um livro para crianças abaixo dos dez anos, mas, quanto a mim, extremamente adequado para pré-adolescentes e adolescentes.

A Bibliotecária de Auschwitz, de Salva Rubio e Loreto Aroca - Fábula - Penguin Random House
Loreto Aroca também é bem sucedida ao dar-nos uma planificação que tenta não se repetir, de modo a oferecer-nos uma boa fluidez de leitura, enquanto que os diversos momentos de medo e pesadelos vivenciados por Dita também permitem diversidade à componente visual do livro. Pode não ser uma obra que consideremos graficamente "linda", mas também não lhe podemos apontar defeitos. De um modo geral, está tudo bastante bem feito. 

A edição da Fábula (do grupo editorial Penguin Random House) apresenta capa dura baça, bom papel baço no interior, e um bom trabalho ao nível de impressão e encadernação. O livro vem acompanhado ainda de um belo dossier de extras, com dez páginas, onde nos são dadas mais informações sobre os campos de concentração controlados pelos nazis e sobre algumas das personagens reais que aparecem no livro, bem como esboços de personagens ou a demonstração da criação de uma página, desde o guião, até à arte final. Extras que são muito bem-vindos. Mesmo assim, como nota negativa, há que realçar que se lamenta que a edição portuguesa tenha dimensões mais pequenas do que as versões espanhola e, especialmente, francesa da obra.

Em suma, A Bibliotecária de Auschwitz é uma banda desenhada que surpreende pela positiva, ao conseguir um bom equilíbrio com a sua abordagem leve a um tema tão pesado como o holocausto. Mais do que uma história sobre a brutalidade da guerra, é uma celebração da resiliência do espírito humano, convidando os leitores a refletir sobre a importância da literatura, da memória e da amizade, mesmo nas situações mais sombrias.


NOTA FINAL (1/10):
8.5




Convite: Passem na página de instagram do Vinheta 2020 para verem mais imagens do álbum. www.instagram.com/vinheta_2020





-/-

A Bibliotecária de Auschwitz, de Salva Rubio e Loreto Aroca - Fábula - Penguin Random House

Ficha técnica
A Bibliotecária de Auschwitz
Autores: Salva Rubio e Loreto Aroca
Adaptado a partir da obra original de Antonio Iturbe
Editora: Fábula (Penguin Random House)
Páginas: 144, a cores
Encadernação: Capa dura
Formato: 170 x 240 mm
Lançamento: Outubro de 2024

terça-feira, 24 de setembro de 2024

"A Bibliotecária de Auschwitz" recebe adaptação para BD!



A chancela Fábula, do grupo editorial Penguin Random House, prepara-se para publicar, a partir do próximo dia 7 de Outubro, a obra A Bibliotecária de Auschwitz.

A adaptação para banda desenhada do romance original escrito por Antonio Iturbe é feita por Salva Rubio (também autor do recentemente publicado O Fotógrafo de Mauthausen, pela Gradiva) e por Loreto Aroca.

O livro já se encontra em pré-venda no site da editora.

Mais abaixo, deixo-vos com a sinopse da obra.


A Bibliotecária de Auschwitz, de Salva Rubio e Loreto Aroca

Num cenário de horror, uma jovem mantém a esperança, a coragem e o seu amor pelos livros.

Estamos na Europa, em plena Segunda Guerra Mundial. Dita Adlerova é uma adolescente checa que, juntamente com a sua família e tantos outros judeus, é levada para um dos campos de concentração mais mortíferos deste conflito: Auschwitz.

Quando Dita reúne um punhado de livros e se torna «a bibliotecária de Auschwitz», ela arrisca a vida para que crianças e adultos possam escapar, nem que seja por breves instantes e somente com a imaginação, à terrível vida no campo de extermínio. Os livros estão proibidos e tê-los é uma sentença de morte. Dita precisa de ter muito cuidado: o temível Dr. Mengele, famoso pelas suas experiências horríveis, está a vigiá-la de perto.
A Fábula publica a adaptação a novela gráfica do romance homónimo de Antonio Iturbe, baseado numa história real. Uma obra apaixonante para leitores jovens e adultos, numa cuidada edição que inclui um dossiê histórico com informação sobre o seu processo de criação e o contexto da Segunda Guerra Mundial. Uma homenagem aos livros e ao poder redentor das histórias, até no mais aterrador dos cenários.

Rubio e Aroca recriam a extraordinária história de Dita Adlerova, a heroína real que inspirou o romance histórico de Antonio Iturbe. Mantendo a fidelidade ao original, esta obra vai conquistar os jovens leitores portugueses pela beleza das ilustrações e pelas personagens inesquecíveis, sobretudo a protagonista resiliente, alegre e corajosa que mesmo nas piores circunstâncias consegue manter o ânimo e não desistir do seu propósito.

Nas livrarias a 07 de outubro.

-/-

Ficha técnica
A Bibliotecária de Auschwitz
Autores: Salva Rubio e Loreto Aroca
Adaptado a partir da obra original de Antonio Iturbe
Editora: Fábula (Penguin Random House)
Páginas: 144, a cores
Encadernação: Capa dura
Formato: 170 x 240 mm
PVP: 17,45€




segunda-feira, 22 de julho de 2024

Análise: O Fotógrafo de Mauthausen

O Fotógrafo de Mauthausen, de Salva Rubio e Pedro Colombo - Gradiva

O Fotógrafo de Mauthausen, de Salva Rubio e Pedro Colombo - Gradiva
O Fotógrafo de Mauthausen, de Salva Rubio e Pedro J. Colombo

Quando, ainda no final de 2023, falei com a responsável pela Gradiva, Helena Rafael, a propósito das novidades que a editora portuguesa tinha preparadas para 2024, uma das obras que mais me deixou entusiasmado foi, além de A Vida Secreta dos Escritores, este O Fotógrafo de Mauthausen. Talvez porque, tendo em conta o restante catálogo de banda desenhada da editora, pareciam duas propostas aliciantes e diferenciadas.

Se A Vida Secreta dos Escritores me encheu bem as medidas e, até agora, figura entre as minhas bandas desenhadas favoritas lançadas em Portugal durante o ano 2024, este O Fotógrafo de Mauthausen, dos autores espanhóis Salva Rubio, Pedro J. Colombo e Aintzane Landa, não consegue tamanha proeza.

O Fotógrafo de Mauthausen, de Salva Rubio e Pedro Colombo - Gradiva
Ainda assim, é um livro interessante, que vale a pena conhecer. Especialmente por aqueles que têm especial interesse em saber mais sobre a Segunda Guerra Mundial e, em particular, sobre os inacreditáveis e hediondos crimes praticados pelos nazis durante o mesmo período. Esta é, pois, uma obra que mergulha num dos períodos mais sombrios da história recente, a Segunda Guerra Mundial, e, especificamente nos horrores dos campos de concentração nazis. 

Neste caso concreto, este livro inspirado em factos verídicos, e que até já recebeu uma série televisiva na Netflix, relata-nos a vivência de Francisco Boix, o prisioneiro número 5185 do campo de concentração de Mauthausen. A história que aqui nos é contada acaba por ser especialmente relevante por vários fatores: não só é mais um testemunho real e, portanto, documental da forma como os nazis procederam nos seus famigerados campos de concentração, como vai além disso, revelando o feito audaz e corajoso de Francisco Boix, que arquitetou um plano para conseguir roubar, esconder e preservar fotografias comprometedoras que documentavam as atrocidades cometidas pelos nazis.

O Fotógrafo de Mauthausen, de Salva Rubio e Pedro Colombo - Gradiva

Francisco Boix era espanhol e membro das Brigadas Internacionais e acabou capturado pelos alemães, tendo depois sido enviado para Mauthausen. Uma vez neste campo de concentração situado na Áustria, do qual não era suposto sair com vida, Boix é designado para trabalhar no serviço fotográfico do campo, onde testemunha e regista as atrocidades cometidas contra os prisioneiros. 

Um dos oficiais das SS do campo, com quem Boix acaba a trabalhar, é Paul Ricken, um antigo professor com conhecimentos em fotografia. Ora, este oficial tem como hábito a tentativa de fazer "fotografia artística" através dos cadáveres das várias vítimas que por ali sucumbem diariamente. 

Se a moral que imperava junto do exército alemão já era típica de um psicopata, este oficial que tinha prazer em fotografar prisioneiros assassinados, estava, pelo menos na minha opinião, a um nível ainda mais grave da psicopatia. 

O Fotógrafo de Mauthausen, de Salva Rubio e Pedro Colombo - Gradiva

Mas, felizmente, neste caso, as fotografias também podem constituir um documento e prova de algo, o que levou a que este estranho prazer de Paul Ricken acabasse por se revelar útil aos injustiçados. Com a ajuda de outros prisioneiros, Boix consegue esconder milhares de negativos, que mais tarde serviriam como prova dos crimes nazis durante os julgamentos de Nuremberga.

Acaba por ser uma boa história de resistência, inspiração e coragem porque, apesar das condições brutais e desumanas, Boix teve a ousadia de arriscar a própria vida para poder documentar e preservar evidências que acabariam por ser cruciais para a condenação dos perpetradores dos crimes de guerra, pois, além de serem registos visuais, estas fotografias também revelaram ter o papel de restaurar a veracidade do que se ali se tinha passado. Bem sabemos como os cobardes dos nazis, quando perceberam que a guerra estava perdida, começaram a tentar apagar as provas dos seus crimes. Felizmente - e em nome da verdade e da justiça - houve pessoas como Francisco Boix que lutaram contra essa tentativa de reescrever ou atenuar a história. 

O Fotógrafo de Mauthausen, de Salva Rubio e Pedro Colombo - Gradiva

Se considero que todos devem conhecer a história de Francisco Boix e que esta banda desenhada até faz um bom serviço em dar a conhecer a sua vivência, lamento que, ao nível dos desenhos, o livro não atinja o patamar qualitativo que seria esperado.

As ilustrações de Pedro J. Colombo até nos trazem vários momentos bons, sim, mas considero que, em muitos outros casos, as mesmas carecem de um maior aprimoramento para serem mais impactantes. Parece-me que, pelo menos ao nível da caracterização facial das personagens, o autor apresenta algumas lacunas. Especialmente porque existem muitas personagens que se confundem umas com as outras - e convém não esquecer que estamos a falar de prisioneiros que têm a mesma indumentária. E, portanto, na concepção visual das faces das personagens, Pedro J. Colombo apresenta algumas insuficiências. 

O Fotógrafo de Mauthausen, de Salva Rubio e Pedro Colombo - Gradiva
Mesmo assim, também tenho que ser sincero e conceder que há, espalhadas pelo livro, belas e bem executadas ilustrações, especialmente em algumas vinhetas de dupla página.

Este é um daqueles casos em que, se olharmos de soslaio para  as ilustrações, folheando o livro à pressa numa livraria, até é verdade que o nosso olhar pode ficar bem impressionado com as ilustrações. Mas um olhar mais atento, que acontece quando estamos especialmente embrenhados na leitura, permite dar-nos conta de que as ilustrações poderiam ser melhores. Não estou a dizer que são más. Não o são. São eficazes a demonstrar visualmente a história. Mas ficam-se por aí.

As cores de Aintzane Landa fazem um trabalho eficiente ao darem alguma profundidade às ilustrações de Pedro J. Colombo e proporcionando um cunho de modernidade à parte visual da obra. A paleta de cores é sombria de forma a bem capturar o ambiente opressivo do campo de concentração.

Em termos de edição, estamos perante um bom trabalho da editora Gradiva. O livro apresenta capa dura baça, bom papel baço e boa impressão e encadernação. Além disto, salta a vista o gigante(!) dossiê de extras que conta com umas impressionantes 58 páginas! Sim, leram bem. 58 páginas! Aqui são-nos dados textos de apoio, fotografias reais e um extenso trabalho documental ao nível histórico. Acaba por fazer deste lançamento uma obra com uma forte componente educativa e transformar este livro numa das melhores edições de banda desenhada do ano, dado que tem muita riqueza documental.

Em suma, o testemunho real do protagonista deste O Fotógrafo de Mauthausen é de leitura obrigatória para todos os que se interessam pelo tema - e, bem, até mesmo para os que não se interessam - pese embora, a parte das ilustrações deste livro, cumprindo com eficiência a sua tarefa, não consiga elevar a obra a algo mais impactante.


NOTA FINAL (1/10):
7.5



Convite: Passem na página de instagram do Vinheta 2020 para verem mais imagens do álbum. www.instagram.com/vinheta_2020


-/-


O Fotógrafo de Mauthausen, de Salva Rubio e Pedro Colombo - Gradiva

Ficha técnica
O Fotógrafo de Mauthausen
Autores: Salva Rubio, Pedro J. Colombo e Aintzane Landa
Editora: Gradiva
Páginas: 168, a cores
Encadernação: Capa dura
Lançamento: Maio de 2024


quinta-feira, 2 de maio de 2024

O Fotógrafo de Mauthausen ganha versão em BD!



A Gradiva prepara-se para lançar, durante o mês de Maio, a sua mais recente aposta em banda desenhada! 

Desta vez, a editora vai editar O Fotógrafo de Mauthausen, dos autores espanhóis Salva Rubio e Pedro J. Colombo e Aintzane Landa, que se baseia numa história real e nos dá um relato incrível  sobre acontecimentos vividos num campo de concentração nazi.

A versão desta história em filme já se encontra há algum tempo na Netflix.

Esta novidade já havia sido anunciada pela responsável da editora, quando falámos a propósito das novas apostas de Gradiva para este ano.

Mais abaixo, deixo-vos a sinopse da obra e algumas imagens promocionais da mesma.


O Fotógrafo de Mauthausen, de Salva Rubio, Pedro J. Colombo e Aintzane Landa

E se o roubo do século tivess ocorrido... num campo de concentração nazi?

Em 1941, Francisco Boix, prisioneiro número 5151 do campo de concentração de Mauthausen, e os seus camaradas delinearam um plano para roubar fotografias que testemunhassem os crimes cometidos no campo e incriminassem os mais altos dignitários nazis.

Este plano arriscado é apenas o início da sua jornada para revelar a verdade...

Uma história verídica, baseada em factos reais.


-/-

Ficha técnica
O Fotógrafo de Mauthausen
Autores: Salva Rubio, Pedro J. Colombo e Aintzane Landa
Editora: Gradiva
Páginas: 102, a cores
Encadernação: Capa dura