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segunda-feira, 27 de abril de 2026

Vem aí o segundo volume de Akira!



A Distrito Manga prepara-se para editar o segundo volume da série Akira, de Katsuhiro Otomo!

Passado um ano desde o lançamento do primeiro de seis volumes, a editora faz agora chegar-nos o segundo volume da muito célebre série de banda desenhada. 

Diria que talvez fosse preferível que a janela de lançamentos dos vários volumes fosse mais célere (dois volumes por ano, pelo menos?), mas também afirmo que fico feliz por este novo lançamento que já se encontra em pré-venda no site da editora e que deverá chegar às livrarias a partir do próximo dia 11 de Maio.

Mais abaixo, deixo-vos com a sinopse da obra e com algumas imagens promocionais.
Akira - Livro 2, de Katsuhiro Otomo

Uma obra-prima épica de ficção gráfica e a inspiração para a sua deslumbrante adaptação animada, Akira é leitura obrigatória para qualquer entusiasta de ficção científica, manga e novela gráfica.

No século XXI, Neo-Tóquio ergueu-se das cinzas de uma Tóquio obliterada por um poder psíquico monstruoso conhecido apenas como Akira — um ser que ainda vive, secretamente aprisionado em estase gelada. Aqueles que o guardam sabem que o despertar de Akira é uma inevitabilidade aterradora. 

Tetsuo, um jovem revoltado com imensos — e rapidamente crescentes — poderes psíquicos, pode ser a única esperança de controlar Akira quando este acordar.
Mas Tetsuo está a tornar-se cada vez mais instável e alimenta uma obsessão crescente por confrontar Akira cara a cara. 

Um grupo clandestino, que inclui o seu antigo melhor amigo, parte numa missão para destruir Tetsuo antes que este liberte Akira — ou antes que o próprio Tetsuo se torne tão poderoso que nenhuma força na Terra o possa deter.

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Ficha técnica
Akira - Livro 2
Autor: Katsuhiro Otomo
Editora: Distrito Manga
Páginas: 296, a preto e branco (algumas a cores)
Encadernação: Capa mole com sobrecapa
Formato: 178 x 256 mm
PVP: 28,85€

quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

Distrito Manga prepara-se para finalizar The Ghost in The Shell!



É já a partir do próximo dia 2 de fevereiro que chega as livrarias o terceiro e último volume da série The Ghost in The Shell, de Shirow Masamune, editado pela Distrito Manga.

Embora seja o terceiro volume, em termos de história este livro insere-se entre o primeiro e o segundo livro da série, razão pela qual se intitula 1.5.

Uma nota relevante é que na compra deste último volume a editora portuguesa oferece uma caixa arquivadora para toda a série. Limitada, obviamente, ao stock existente. O livro já se encontra em pré-venda no site da editora.

Ora, isto é algo que me parecem bem-vindo e que sempre tenho vindo a defender - embora seja prática pouco comum em Portugal. É que, tenho em conta que o público de banda desenhada é, também, colecionador, este tipo de items é apetecível para os compradores e, por outro lado, ajuda a que as séries se vendam na íntegra. Faço, portanto, a minha vénia à Distrito Manga.

Mais abaixo, deixo-vos com a sinopse da obra e com algumas imagens promocionais.


The Ghost In The Shell – Livro 1.5, de Shirow Masamune

The Ghost in the Shell 1.5: Human-Error Processor apresenta pela primeira vez as histórias «perdidas» de The Ghost in the Shell!
Oferta de caixa-arquivadora para a coleção! Oferta limitada ao stock existente.

No Séc. XXI, a linha entre o homem e a máquina tem sido inexoravelmente turva, à medida que os humanos dependem do aprimoramento de implantes mecânicos e os robôs são atualizados com tecido humano. Neste cenário tecnológico de rápida convergência, os agentes da Secção 9 são encarregados de rastrear e decifrar os mais perigosos terroristas, cibercriminosos e hackers fantasmas que o futuro digital tem a oferecer.

Seja lidando com cadáveres controlados remotamente, micromáquinas com mau funcionamento letal ou ciborgues assassinos, a Secção 9 está determinada em servir e proteger… e reiniciar alguns cibercriminosos!

The Ghost in the Shell 1.5: Human-Error Processor apresenta pela primeira vez as histórias «perdidas» de The Ghost in the Shell, criadas por Shirow Masamune após completar o trabalho na manga The Ghost in the Shell original e antes do seu The Ghost in the Shell 2: Man-Machine Interface, mas nunca publicado até agora. Concentrando-se nos agentes da Secção 9 na sua batalha diária contra o crime tecnológico, Human-Error Processor tem toda a loucura cibernética que se espera de The Ghost in the Shell, mas ambientado num contexto mais policial, com ação e suspense em abundância.

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Ficha técnica
The Ghost In The Shell – Livro 1.5
Autor: Shirow Masamune
Editora: Distrito Manga
Páginas: 192, a cores e a preto e branco
Encadernação: Capa dura
Formato: 175 x 250 mm
Oferta: Caixa arquivadora
PVP: 30,45€


terça-feira, 13 de janeiro de 2026

As novidades da Penguin para 2026!



Hoje trago-vos as novidades de banda desenhada que o grupo Penguin, através das suas chancelas Iguana e Distrito Manga, prepara para este primeiro semestre de 2026!

São mais de 20 os novos lançamentos que podemos aguardar para estes primeiros seis meses do ano!  A editora já confirmou também que, além destas novidades, poderão chegar-nos outras, a anunciar brevemente.

Naturalmente, quase todos esses lançamentos correspondem a novos números de séries em continuação, mas há, ainda assim, algumas novas apostas em autores nacionais, autores internacionais e duas novas séries.

Vejam, mais abaixo, as referidas novidades da Penguin.


quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

Análise: Um Homem em Declínio

Um Homem em Declínio, de Usamaru Furuya - Distrito Manga - Penguin Random House

Um Homem em Declínio, de Usamaru Furuya - Distrito Manga - Penguin Random House
Um Homem em Declínio, de Usamaru Furuya

Se houve mangás que me surpreenderam pela positiva, este Um Homem em Declínio, de Usamaru Furuya, publicado recentemente pela Distrito Manga, uma chancela do grupo editorial Penguin, é um dos melhores exemplos.

Não sabia muito o que esperar deste livro que a Distrito Manga optou, e bem, por lançar em formato integral, numa edição com mais de 600 páginas. Além disso, confesso que não tinha lido a obra original de Osami Dazai, na qual este mangá se inspira.

Obra essa que é, convém não esquecermos, um romance semiautobiográfico de Osamu Dazai, que acompanha a trajetória de Oba Yozo, um homem incapaz de se sentir verdadeiramente humano ou de se integrar na sociedade. 

Um Homem em Declínio, de Usamaru Furuya - Distrito Manga - Penguin Random House
Desde a infância, Oba Yozo apercebe-se de uma enorme distância intransponível entre si e os outros, e responde a essa alienação desempenhando com falsidade - mas sendo credível aos olhos dos outros - o papel que a sociedade espera de si. A sua vida “normal” é apenas fachada, uma sucessão de gestos ensaiados para esconder o vazio interior. Desde cedo, o protagonista aprende que sobreviver implica representar, e é aí que nasce a figura do palhaço, o rapaz divertido de quem todos gostam, mas que não passa de um escudo frágil contra um mundo que lhe parece hostil e incompreensível. Na adolescência, essa máscara ganha contornos mais claros e mais perigosos, com Yozo a tornar-se em alguém que vive para agradar aos outros, para os fazer rir, enquanto por dentro se afunda numa angústia silenciosa. E se, em jovem, Oba Yozo parece ser adorado por todos os que o rodeiam, com a passagem dos anos o rapaz vai-se finalmente revelando perante os outros.  

A entrada na idade adulta não traz, por isso, redenção, mas apenas novas formas de queda. As relações tornam-se mais destrutivas, o álcool e o sexo surgem como tentativas falhadas de anestesiar a dor, e a ideia do suicídio instala-se como possibilidade concreta. Tudo é narrado sem sentimentalismos, quase com uma certa frieza clínica, o que torna o impacto emocional ainda mais forte.

Um Homem em Declínio, de Usamaru Furuya - Distrito Manga - Penguin Random House
As relações de Oba Yozo são marcadas pela culpa, pela dependência e pela incapacidade de assumir responsabilidades, o que intensifica o seu sentimento de fracasso moral. A cada tentativa de se adaptar, Oba Yozo afasta-se ainda mais daquilo que considera uma vida “normal”, reforçando a ideia de estar em constante declínio. Além disso, é uma personagem que violenta, quer física, quer psicologicamente as várias mulheres com quem se vai cruzando.

O romance é um retrato sombrio da alienação, da depressão e da perda de identidade, refletindo tanto a angústia individual do protagonista quanto um mal-estar mais amplo da sociedade moderna, revelando, consequentemente, a fragilidade humana diante das expectativas sociais e da solidão interior. 

Estamos perante um mangá verdadeiramente adulto, talvez uma das propostas mais bem-vindas para leitores que procuram algo para lá do entretenimento imediato que nos tem sido dado noutras propostas mais juvenis. Não há neste Um Homem em Declínio concessões fáceis nem moralismos reconfortantes. É uma leitura exigente, desconfortável, que pede maturidade emocional e disponibilidade para enfrentar temas que raramente são tratados com esta frontalidade na banda desenhada japonesa. Pelo menos naquela que tem chegado aos leitores portugueses.

Um Homem em Declínio, de Usamaru Furuya - Distrito Manga - Penguin Random House
Ao mesmo tempo, a obra oferece-nos uma história marcante, porque nos obriga a lidar com a ambiguidade moral do protagonista. Sentimos repulsa por Yozo em vários momentos, pelas suas fraquezas e escolhas, mas, ao mesmo tempo, reconhecemos nele estados de espírito e pensamentos que nos são inquietantemente familiares. E essa identificação involuntária é talvez um dos maiores méritos da obra. A maturidade estende-se igualmente à forma como o erotismo é tratado. As cenas de sexo presentes nesta obra são mais explícitas do que o habitual, embora nunca resvalando para o pornográfico, diria. 

E à medida que as ações de Yozo vão escalando, a leitura da obra aproxima-se, em certos momentos, a quase um filme de terror. Não se trata de um horror gráfico e grotesco à boa maneira do mestre do horror em mangá, Junji Ito - que, curiosamente, também adaptou para banda desenhada esta mesma obra de Osamu Dazai -, mas de algo mais subtil e, arrisco dizer, mais verosímil. São situações e emoções que nos deixam tensos precisamente porque parecem possíveis, porque poderiam acontecer no mundo tal como o conhecemos, não havendo aqui nada de sobrenatural, embora seja questionável e moralmente errado, a todos os níveis, o relato que nos é dado. O melhor de tudo, diria, é pois a forma como a obra expõe o horror do quotidiano, da vida real, esse horror discreto que não precisa de monstros nem de sangue para ser devastador. 

Um Homem em Declínio, de Usamaru Furuya - Distrito Manga - Penguin Random House
As ilustrações desempenham um papel fundamental nesse impacto. Furuya consegue captar o desespero e o isolamento de Yozo com uma expressividade notável. Nos momentos mais negros, o autor altera subtilmente o seu registo gráfico: os desenhos tornam-se menos “limpos”, mais carregados de detalhes e sombras. Essa mudança funciona de forma exemplar, intensificando a sensação de sufoco e tornando essas passagens particularmente memoráveis. 

A edição da Distrito Manga é em capa mole, com badanas, e com um bom trabalho a nível da impressão e da encadernação. No interior, o papel é de boa qualidade, embora eu desejasse que esta edição pudesse ser em maior formato.

Em suma, Um Homem em Declínio destaca-se como uma obra que, apesar da sua aparente simplicidade narrativa, atinge uma profundidade emocional surpreendente, revelando com uma sensibilidade quase literária a lenta erosão interior de um protagonista que tenta encontrar sentido num quotidiano que o ultrapassa. A combinação entre a subtileza estética e a honestidade emocional que a obra enverga, permite-lhe conquistar um certo encanto especial que transforma a leitura numa experiência profundamente perturbadora e empática, convidando-nos a refletir sobre o que significa, afinal de contas, ser humano.


NOTA FINAL (1/10):
8.9

Convite: Passem na página de instagram do Vinheta 2020 para verem mais imagens do álbum. www.instagram.com/vinheta_2020


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Um Homem em Declínio, de Usamaru Furuya - Distrito Manga - Penguin Random House

Ficha técnica
Um Homem em Declínio - Edição Completa
Autor: Usamaru Furuya
Adaptado a partir da obra original de: Osamu Dazai
Editora: Distrito Manga
Páginas: 608, a preto e branco
Encadernação: Capa mole
Formato: 126 x 188 mm
Lançamento: Outubro de 2025

quinta-feira, 6 de novembro de 2025

Já saiu o segundo volume de "The Ghost in the Shell"!



Já chegou às livrarias o segundo volume da série de culto The Ghost in the Shell, de Shirow Masamune!

Este mangá publicado pela Distrito Manga é o segundo de três volumes desta obra-prima da banda desenhada japonesa.

Considero notável que a editora portuguesa edite com pouco intervalo de tempo os dois primeiros livros da obra, ficando agora a faltar apenas o terceiro volume, ou melhor, o volume 1.5.

Mais abaixo, deixo-vos com a nota de imprensa da editora.


The Ghost In The Shell – Livro 2, de Shirow Masamune
TECNOLOGIA, CYBERPUNK E ARTE PURA REUNIDAS EM EDIÇÕES ESPECIAIS DE CAPA DURA!

A tão esperada sequela do inovador The Ghost in the Shell! Man-Machine Interface é a história mais ambiciosa e complexa de Shirow Masamune até agora, com incursões profundas na filosofia e no significado da vida artificial, inteligência e existência.

6 de março de 2035. Aramaki Motoko é uma ciborgue hiperavançada, especialista em segurança da Internet antiterrorista, que chefia o departamento de investigação da gigante multinacional Poseidon. Transcendendo parcialmente o mundo físico e existindo num mundo virtual de redes, Motoko é uma fusão de múltiplas entidades e identidades, implantando substitutos humanoides controlados remotamente em todo o mundo para investigar uma série de incidentes bizarros.

Enquanto isso, Tamai Tamaki, detetive psíquico da Agência de Canalização, explora estranhas mudanças no universo temporal provocadas por duas forças, uma representada pelos ensinamentos de um professor chamado Rahampol, a outra pela complexa e evolutiva entidade Motoko. 

O que acontecerá será um dia de trabalho – um dia que mudará tudo, para sempre.

Utilizando efeitos digitais inspiradores a um nível nunca antes visto nos anais da ficção gráfica, Shirow elevou o nível do que pode ser alcançado, página após página!


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Ficha técnica
The Ghost In The Shell – Livro 2
Autor: Shirow Masamune
Editora: Distrito Manga
Páginas: 320, a cores 
Encadernação: Capa dura
Formato: 175 x 250 mm
PVP: 34,65€



sexta-feira, 24 de outubro de 2025

Análise: Joy (Edição Completa)

Joy, de Etsuko - Distrito Manga - Penguin Random House

Joy, de Etsuko - Distrito Manga - Penguin Random House
Joy (Edição Completa), de Etsuko

Uma das mais recentes apostas da editora Distrito Manga foi este Joy, de Etsuko, que reúne, num só volume, duas histórias, Joy e Joy Second, respetivamente, que, juntas, se transformam numa história mais completa e auto-contida.

A narrativa centra-se em Okazaki Go, um mangaka especializado em shojo, e no seu assistente Yusuke, cuja presença é essencial no plano profissional do protagonista. Entretanto, Go é convidado a fazer um novo mangá gay (estilo BL, "Boys Love") e, coincidência das coincidências, é nesse mesmo dia que descobre que o seu assistente é homossexual. Ora, isto faz girar o motor narrativo principal, pois, a partir deste momento, Go decide fingir ter sentimentos platónicos por Yusuke para tentar estimular a sua imaginação a criar uma série de mangá gay. O que acabará por fazê-lo embarcar, de forma meio inconsciente, num processo de descoberta pessoal e afetiva.

Joy, de Etsuko - Distrito Manga - Penguin Random House
Vou-vos ser sincero: a ideia é rebuscada, claro. E nota-se logo que não há aqui uma grande maturidade na forma como Etsuko trabalha a personagem principal, pois entre a sua pseudo-heterossexualidade inicial até ao momento em que se apaixona por Yusuke, a sua conduta parece demasiadamente homogénea, como se nada tivesse mesmo mudado em si. E, convenhamos, acredito que uma mudança na orientação sexual e alguém não seja algo que se faça de ânimo tão leve ou que essa mudança na vida não cause alterações na maneira de estar e viver desse alguém. E em nada disso, esses temas mais maduros, este Joy toca. Bem sei que este é um livro para um público jovem e que, criativamente falando, se tenha tentado uma abordagem leve do tema, mas talvez mesmo por essa razão, de se destinar mais a jovens, que poderiam, quiçá, procurar um apoio para a sua própria orientação sexual através deste livro, é que considero que se perdeu a oportunidade de se ser mais profundo.

Além de que a narrativa até se revela algo estereotipada, sobretudo no modo como as personagens nos vão sendo apresentadas, pois tanto Go como Yusuke parecem inicialmente prisioneiros de arquétipos bastante reconhecíveis. Embora isso torne a leitura leve e acessível, ao jeito de um sucedâneo japonês de Heartstopper - também limita o potencial emocional da obra.

Joy, de Etsuko - Distrito Manga - Penguin Random House
Claro que o facto de não haver dramatizações excessivas nem moralizações, através de um tom quase quotidiano, também contribui, por outro lado, para um retrato mais humano e acessível da temática LGBTQ+, tornando o livro acessível para um público juvenil. Mesmo assim, para leitores mais adultos, a obra parecerá demasiado superficial.

No entanto, também devo reconhecer que, na segunda parte do livro, Joy Second, a obra ganha alguma profundidade, mergulhando em temas mais interessantes, como a tensão entre a dificuldade em expressar emoções verdadeiras e a forma como o amor pode emergir da convivência quotidiana. 

Além disso, a mudança comportamental entre o protagonista e Hibiki - uma personagem secundária que na primeira parte do livro era muito expectável, mas que ganha, em Joy Second, uma dimensão muito interessante - oferece à obra um equilíbrio mais apurado entre humor, ternura e introspeção, ficando esta mais cativante e menos previsível. Acho que o livro começa mal, mas sobe alguns furos em termos qualitativos graças à segunda parte da obra.

Joy, de Etsuko - Distrito Manga - Penguin Random House

A nível gráfico, o traço de Etsuko é elegante e expressivo, com uma linha limpa que combina bem com o tom emocional da história. As expressões faciais são trabalhadas com sensibilidade, captando bem as subtilezas das várias emoções experienciadas pelas personagens. Não é um trabalho que, do ponto de vista visual, seja brilhante ou carregado de singularidade, mas é totalmente eficiente naquilo que se propõe ser.

Em termos de edição, o livro apresenta capa mole brilhante, sem badanas, e bom papel, boa impressão e boa encadernação.

Considero que esta aposta de lançar o mangá num único volume auto-contido é especialmente interessante no panorama editorial português, uma vez que pode funcionar como uma porta de entrada mais acessível para leitores que ainda não estão familiarizados com o universo do mangá. Não é caso único, bem sei, mas ainda é caso raro.

No conjunto, Joy é uma leitura leve, fluida e emocionalmente honesta, que não pretende revolucionar o género, mas sim oferecer um retrato sensível de dois jovens artistas a descobrirem-se a si mesmos e um ao outro. A sua maior virtude está na sinceridade e no tom equilibrado entre comédia e ternura. É um mangá que se lê bem e que deixa uma sensação de conforto, ainda que superficial. 

Em suma, Joy, ainda que uma obra simples, cumpre bem o seu papel como história de amor e descoberta pessoal. Não terá a profundidade emocional que eu esperava, mas talvez isso se deva ao simples facto de ser um trabalho que procura chegar a um público mais jovem.


NOTA FINAL (1/10):
6.8

Convite: Passem na página de instagram do Vinheta 2020 para verem mais imagens do álbum. www.instagram.com/vinheta_2020


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Joy, de Etsuko - Distrito Manga - Penguin Random House

Ficha técnica
Joy (Edição Completa)
Autora: Etsuko
Editora: Distrito Manga
Páginas: 432, a preto e branco
Encadernação: Capa mole
Formato: 126 x 188 mm
Lançamento: Setembro de 2025

terça-feira, 9 de setembro de 2025

The Ghost In The Shell é lançado em Portugal!



A editora Distrito Manga, uma chancela do grupo editorial Penguin Random House, acaba de editar o mangá multipremiado The Ghost In The Shell, de Shirow Masamune!

Não é a primeira vez que a obra tem lançamento por cá, pois, em 2018, recordo, a editora JBC até se estreou com o lançamento desta obra.

The Ghost In The Shell é um dos mangás mais celebrados e amados da banda desenhada japonesa - e não só - e, portanto, é com bons olhos que vejo a Distrito Manga a "repescar" esta obra e a colocá-la novamente nas prateleiras das livrarias portuguesas!

A menção a "Livro 1" no título da obra também faz antever que, provavelmente, estará nos planos da editora portuguesa a publicação dos livros Ghost in the Shell 1.5 e Ghost in the Shell 2.

Por agora, deixo-vos, mais abaixo, com a sinopse da obra e com algumas imagens promocionais.


The Ghost In The Shell – Livro 1, de Shirow Masamune

Num mundo à beira do colapso, a Major Kusanagi Motoko encabeça a Secção 9 da Segurança Pública japonesa. 

Motoko é uma ciborgue altamente treinada, incumbida de desmantelar uma série de crimes cibernéticos realizados por um hacker conhecido como o Mestre dos Fantoches.
Nesta caça a um criminoso virtual, Shirow Masamune insere no enredo questões existencialistas intemporais e atuais, refletindo se alguém provido de Inteligência Artificial é, de facto, um ser vivo. É esta mistura de ficção científica, ação e temas filosóficos que fazem da manga The Ghost in the Shell uma leitura obrigatória.

De Shirow Masamune, o premiado criador de Appleseed e Dominion, chega The Ghost in the Shell, a manga cyberpunk definitiva que inspirou o filme de animação internacionalmente aclamado. 

Um conto distópico épico de política, tecnologia e metafísica, The Ghost in the Shell foi aclamado mundialmente como uma obra visionária e incomparável de ficção gráfica.

«The Ghost in the Shell é uma das minhas histórias favoritas.»
Steven Spielberg

«Uma obra impressionante de ficção especulativa.»
James Cameron

«Esta é uma obra de uma beleza profunda e melancólica; tão essencial no Séc. XXI quanto foi no Séc. XX.»
Telegraph



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Ficha técnica
The Ghost In The Shell – Livro 1
Autor: Shirow Masamune
Editora: Distrito Manga
Páginas: 360, a preto e branco (e algumas páginas a cores)
Encadernação: Capa dura
Formato:175 x 250 mm
PVP: 35,45€

quinta-feira, 21 de agosto de 2025

Análise: Akira – Livro 1

Akira – Livro 1, de Katsuhiro Otomo - Distrito Manga - Penguin Random House

Akira – Livro 1, de Katsuhiro Otomo - Distrito Manga - Penguin Random House
Akira – Livro 1, de Katsuhiro Otomo

Sem desprimor para as restantes obras editadas pela Distrito Manga, uma chancela do grupo Penguin, a recente publicação da obra-prima do autor Katsuhiro Otomo, intitulada Akira, reveste-se como a melhor aposta da editora até à data!

Este clássico intemporal do mangá e da cultura popular japonesa, que desde o seu lançamento original já teve eco em todo o mundo, até já havia sido integralmente publicado em Portugal pela Meribérica durante os anos noventa. Nessa altura, optou-se por publicar a série com o sentido de leitura ocidental, da esquerda para a direita, e numa versão a cores que havia sido especialmente (e originalmente) produzida para o mercado americano por se acreditar, à época, que essa seria a melhor forma de fazer chegar um mangá ao mercado norte-americano. Talvez por esse motivo - desta obra ter sido lançada em Portugal nessa mesma versão a cores - eu e muitos dos leitores portugueses, tivemos o primeiro contacto com a série desse modo. Mas, quanto a esse ponto, já lá irei.

Situada numa Neo-Tóquio distópica após a destruição nuclear de 1982, a história acompanha Kaneda, Tetsuo e outros jovens mergulhados num turbilhão de conspirações militares, experiências secretas e no despertar de poderes psíquicos devastadores. Aquando do seu lançamento, Akira conseguiu romper com a estética mais convencional dos mangás da altura, introduzindo um traço detalhado, urbano e incrivelmente cinematográfico, que teve repercussões em todo o mundo, sublinho. 

A cidade de Neo-Tóquio, uma metrópole erguida sobre as ruínas de Tóquio após uma explosão misteriosa que desencadeou a Terceira Guerra Mundial, e um local onde as ruas passaram a estar abarrotadas de gangues, corrupção política e marginalidade, é um cenário que respira inquietação e que se afirma como uma personagem per se. Nesta distopia carregada por um ambiente caótico e opressivo, são as personagens Kaneda e Tetsuo, dois jovens rebeldes, que, juntamente com os seus amigos do  gangue, montam velozes motas, vagueando pelas ruas em busca de velocidade, adrenalina e confrontos com outros grupos rivais. 

Akira – Livro 1, de Katsuhiro Otomo - Distrito Manga - Penguin Random House
O eixo central da narrativa reside, pois, na amizade  - e posterior confronto - entre Kaneda e Tetsuo, dois adolescentes que acabam por simbolizar diferentes respostas à marginalidade que se faz viver na cidade. Kaneda é carismático e impulsivo, encarnando o espírito da juventude rebelde que prefere agir em vez de refletir. Já Tetsuo, é alguém inseguro e sempre na sombra do amigo, que encontra nos seus novos poderes adquiridos uma oportunidade de afirmação. 

De resto, o "enigma de Akira", ainda apenas meramente sugerido neste primeiro volume, funciona como motor narrativo. Este enigma não é apenas uma força destrutiva do passado, mas também uma ameaça latente, algo que todos temem, mas ninguém compreende inteiramente. Essa presença invisível ecoa a ideia de que a verdadeira catástrofe nunca está distante, e de que o ser humano, ao brincar com forças que não controla, arrisca a sua própria autodestruição.

Akira apresenta-se como uma obra de entretenimento puro e duro, mas que traz consigo uma alegoria política e existencial. E que, mais de três décadas depois, permanece uma referência incontornável, não apenas pela sua estética revolucionária, mas pelo modo como articula caos, poder e humanidade através de uma narrativa que continua atual e provocadora. O seu impacto foi tal que, quando o anime estreou em 1988, já havia uma base de fãs global. O próprio anime haveria de constituir um marco no cinema de animação e no anime, em particular, passando a ser uma obra de culto. Contudo, e obviamente, o mangá original vai muito além do filme, tanto em profundidade narrativa quanto em densidade temática. 

Por falar em densidade temática, convém ainda dizer que outro dos trunfos de Akira é o facto da série ser um dos pilares do cyberpunk. A fusão entre tecnologia avançada e decadência social, a crítica ao autoritarismo, a presença de poderes paranormais como metáfora para forças incontroláveis e a representação da juventude como resistência contra estruturas opressivas são elementos que influenciaram não apenas outros mangás, mas também várias outras obras da literatura, do cinema e dos videojogos. 

O estilo visual de Otomo é um dos grandes trunfos de Akira. Desde as primeiras páginas, o desenho expressivo, dinâmico e minucioso constrói uma cidade vibrante, mas sufocante, onde cada rua, cada veículo e cada detalhe arquitetónico transmite verosimilhança. Mais do que um simples pano de fundo, a cidade é o reflexo de uma sociedade em colapso, onde a juventude procura escape em motas potentes e confrontos violentos. A própria iconografia das motas tornou-se tão emblemática que hoje é indissociável do imaginário da obra.

Akira – Livro 1, de Katsuhiro Otomo - Distrito Manga - Penguin Random House
E, também por isso, há uma sensação de velocidade que está sempre presente em Akira. Otomo utiliza enquadramentos cinematográficos, linhas de movimento e sequências longas de perseguições para transmitir essa urgência quase palpável que arrasta o leitor para este ritmo acelerado, como se estivesse dentro das corridas nocturnas pelas ruas de Neo-Tóquio. 

Falando dos desenhos e da componente visual da obra, e mesmo que possa chocar o leitor mais purista que me leia, tenho que referir que teria preferido que a obra fosse reeditada a cores. E quando digo isto, não é apontando alguma falha à edição da Distrito Manga. Até porque a editora portuguesa se limitou a ser fiel à edição original da obra, editando-a a preto e branco, da forma que foi originalmente concebida por Otomo, e com o sentido de leitura japonês. Nada de negativo pode, portanto, ser dito acerca dessa opção. Além de que também compreendo que se esta obra fosse lançada a cores, possivelmente teria um preço muito mais avultado. E talvez as cores ainda necessitassem de um tratamento especial. No entanto, e admitindo que talvez o meu julgamento seja condicionado pelo primeiro contacto que tive com esta série na sua versão a cores, quando penso em Akira, penso numa banda desenhada a cores. E era essa que, teimosamente, eu gostaria que voltasse a chegar às livrarias portuguesas. Deste modo, sou-vos sincero quando vos confesso que reler esta série a preto e branco me deixou saudades da edição a cores.

Quanto à edição da Distrito Manga, o livro tem capa mole e uma sobrecapa baça. No interior, o papel é de boa qualidade e a impressão e encadernação são boas. As guardas do livro, a cores, são particularmente impactantes e bonitas.

Em suma, a Distrito Manga merece uma vénia pela aposta neste mangá. Relevante ainda hoje, Akira mantém a sua frescura pela forma como aborda questões universais: a luta pelo poder, a fragilidade da amizade, o medo do desconhecido e a desconfiança nas instituições. A estética visual continua impressionante, e a narrativa, carregada de urgência, não perdeu intensidade com o passar das décadas. A mestria de Otomo está em equilibrar o seu espetáculo visual com uma reflexão profunda sobre o poder e a violência. Essa combinação garante que Akira permaneça, ainda hoje, não apenas uma leitura “apetecível”, mas um clássico indispensável da banda desenhada mundial.


NOTA FINAL (1/10):
9.4



Convite: Passem na página de instagram do Vinheta 2020 para verem mais imagens do álbum. www.instagram.com/vinheta_2020



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Akira – Livro 1, de Katsuhiro Otomo - Distrito Manga - Penguin Random House

Ficha técnica
Akira – Livro 1
Autor: Katsuhiro Otomo
Editora: Distrito Manga
Páginas: 352, a preto e branco
Encadernação: Capa mole
Formato: 178 x 256 mm
Lançamento: Junho de 2025

quarta-feira, 20 de agosto de 2025

TOP 10 - A Melhor BD lançada pela Penguin nos últimos 5 anos!


Hoje trago-vos um TOP 10 relativo à melhor banda desenhada editada pela Penguin nos últimos 5 anos, a propósito do 5º aniversário aqui do Vinheta 2020.

Muita gente não sabe disto, mas a Penguin Random House é uma empresa multinacional, apontada como a maior editora de livros do mundo, sendo que a sua sucursal portuguesa engloba várias chancelas que editam banda desenhada: a Iguana, a Distrito Manga, a Companhia das Letras, a Topseller, a Cavalo de Ferro, a Fábula... entre outras.

Recentemente, a Penguin preocupou-se em criar duas chancelas dedicadas à banda desenhada: a Iguana e a Distrito Manga.

De qualquer maneira, para este TOP, e para que a qualidade das obras propostas fosse a melhor possível, eu olhei para a Penguin como um todo - que é isso que ela é, na verdade - e trago-vos os 10 melhores livros de BD desta editora que li.

Convém relembrar que este conceito de "melhor" é meramente pessoal e diz respeito aos livros que, quanto a mim, obviamente, são mais especiais ou me marcaram mais. Ou, naquela metáfora que já referi várias vezes, "se a minha estante de BD estivesse em chamas e eu só pudesse salvar 10 obras, seriam estas as que eu salvava".

Faço aqui uma pequena nota sobre o procedimento: considerei séries como um todo e obras one-shot. Tudo junto. Pode ser um bocado injusto para as obras autocontidas, reconheço, e até ponderei fazer um TOP exclusivamente para séries e outro para livros one-shot, mas depois achei que isso seria escolher demasiadas obras. Deixaria de ser um TOP 10 para ser um TOP 20. Até me facilitaria o processo, honestamente, mas acabaria por retirar destaque a este meu trabalho que procura ser de curadoria. Acabou por ser um exercício mais difícil, pois tive que deixar de fora obras que também adoro, mas acho que quem beneficia são os meus leitores que, deste modo, ficam com a BD que considero ser a "crème de la crème" de cada editora. 

Aqui ficam, então, as 10 melhores BDs editadas pela Penguin nos últimos 5 anos:

terça-feira, 1 de julho de 2025

As novidades de BD da Penguin para o segundo semestre de 2025!


Hoje começamos o segundo semestre do ano 2025. Como tal, é tempo de olharmos para a banda desenhada que as editoras portuguesas preparam para o que falta deste ano civil!

Começamos pelo grupo editorial Penguin, que, através das suas duas chancelas dedicadas à banda desenhada, a Iguana e a Distrito Manga, acaba de tornar públicas as suas novidades para o segundo semestre. E não são poucas obras... são 22 livros até ao fim do ano!

Da parte da Iguana, temos a confirmação de uma obra que, na verdade, já aqui tinha sido anunciada e outra que tinha sido sugerida/perspetivada por mim. Temos também uma novidade que, em Espanha, causou algum furor por ter vencido o Premio Nacional del Cómic 2024 e temos ainda a estreia de dois autores nacionais! Há duas obras a editar que são livros ilustrados.

Da parte da Distrito Manga, foram anunciados os novos números das séries em continuação e foram apresentadas quatro obras que considero especialmente interessantes, para já: uma delas é a adaptação para mangá de um clássico da literatura japonesa, a outra é uma autobiografia íntima e as outras duas novidades são dois dos mangás mais populares de sempre! 

Ora vejam!

quarta-feira, 28 de maio de 2025

Vem aí o clássico mangá "Akira"!




A espera de muitos vai finalmente chegar ao fim: Akira está de volta!

Já está disponível para pré-venda no site da editora, a sua mais recente aposta que dá pelo nome de Akira e que é um dos maiores clássicos do mangá de sempre.

A edição desta obra obrigatória de Katsuhiro Otomo é feita pela editora Distrito Manga, do grupo editorial Penguin. Recordo que esta obra já havia sido lançada por cá há várias décadas, primeiro pela Meribérica e depois pela JBC.

O livro deverá chegar às livrarias a partir do próximo dia 9 de junho.

Por agora, deixo-vos com a sinopse da obra e com algumas imagens promocionais.

Akira – Livro 1, de Katsuhiro Otomo

Na megalópole hostil e caótica de Neo-Tóquio, as vidas de Tetsuo e os seus companheiros mudam para sempre quando se veem envolvidos no enigma de Akira e no terrível segredo que ele esconde. 

A edição definitiva de uma obra-prima da banda desenhada japonesa.

Estamos em 2019, em Neo-Tóquio, uma cidade construída sobre as cinzas de uma Tóquio aniquilada por uma explosão de origem desconhecida que desencadeou a Terceira Guerra Mundial. 

As ruas estão povoadas por jovens delinquentes que se dedicam a espalhar o terror e o caos.

A vida de dois amigos adolescentes malandros, Tetsuo e Kaneda, muda para sempre quando habilidades paranormais começam a despertar em Tetsuo, tornando-o alvo de uma agência sombria que fará de tudo para evitar outra catástrofe como a que destruiu Tóquio. No centro da motivação da agência está um medo cru, e que tudo consome, de um poder impensável e monstruoso conhecido apenas como Akira.

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Ficha técnica
Akira – Livro 1
Autor: Katsuhiro Otomo
Editora: Distrito Manga
Páginas: 352, a preto e branco
Encadernação: Capa mole
Formato: 178 x 256 mm
PVP: 28,85€


quarta-feira, 30 de abril de 2025

MANGÁzine Especial - 15 Mangás que vale a pena conhecer!



Quando, há cerca de dois anos, fiz um artigo sobre algum do mangá publicado em Portugal, referi que era normal que, dada a quantidade crescente de obras mangá que por cá (já) eram editadas por tantas editoras portuguesas, era natural que depressa o meu artigo ficasse desatualizado.

Não poderia estar mais certo pois, num curto espaço de dois anos, muitas mais obras foram lançadas desde então. Certa ou erradamente - a ver vamos o que nos diz o futuro - parece haver uma aposta algo desenfreada em séries de mangá por parte de várias editoras portuguesas. Há até autores como Junji Ito ou Jiro Taniguchi que são publicados por várias editoras. Como se o mangá fosse uma espécie de "galinha de ovos de ouro" para o meio da banda desenhada.

E quando assim é, torna-se natural que os leitores menos conhecedores do subgénero do mangá se percam um bocado face a um denso volume de novas obras que por cá vão surgindo, não sabendo quais os títulos em que devem ou não apostar. E é essa a razão principal para vos trazer este artigo: para vos dar a conhecer algumas das séries relativamente recentes no nosso mercado e a minha opinião sobre as mesmas.

Optei por não colocar obras mais célebres e de qualidade que considero ser superior, como Monster, Boa Noite, Punpun, O Preço da Desonra, Sunny, Hitler, Bairro Distante ou as várias obras de Junji Ito que, quanto a mim, não precisam deste tipo de artigos e que, além disso, até já receberam análises próprias aqui no Vinheta 2020.

Antes que me corrijam, permitam que eu mesmo o faça: considerei para este artigo obras que não são mangá - pois não têm origem no Japão. Não é bem uma falha da minha parte ou, se o é, é uma falha consciente que se justifica pelo simples facto de serem obras com o potencial de agradar ao mesmo público e de serem propostas que, na sua génese, têm bastantes pontos em comum com o mangá puro do Japão.

Sem mais demoras, deixo-vos mais abaixo com o meu "MANGÁzine" especial, a minha listagem que engloba 15 mangás que foram recentemente publicadas por cá e que merecem ser (re)conhecias.

quinta-feira, 17 de abril de 2025

Distrito Manga edita segundo volume de "Sinais de Afeto"



Ainda só passaram poucos dias desde que a Distrito Manga começou a publicar a série Sinais de Afeto, de suu Morishita, e a chancela do grupo editorial Penguin já se prepara para lançar o segundo volume da série, que tem lançamento previso para o próximo dia 28 de Abril!

Relembro que este é a primeira obra "shōjo", isto é, um mangá que é especialmente direcionado a um público feminino, da editora portuguesa.

Mais abaixo, deixo-vos com a sinopse da obra e com algumas imagens promocionais.
     

Sinais de Afeto - Livro 2, de suu Morishita

Yuki está determinada em aproximar-se de Itsuomi, mas não deixa de se questionar : «Porque é que o tempo que passamos juntos é sempre tão curto?»

Depois de se debater com os seus sentimentos por Itsuomi, Yuki decide escolher o amor. Uma conversa íntima entre os dois, numa lavandaria, enquanto observam a neve a cair lá fora, abre o caminho para uma relação mais profunda.

Mas o progresso é lento e Yuki sente que o mundo em que Itsuomi se move é intimidante…

Como será que vão conseguir continuar a comunicar um com o outro quando Itsuomi está sempre a entrar e a sair da vida de Yuki?

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Ficha técnica
Sinais de Afeto - Livro 2
Autora: suu Morishita
Editora: Distrito Manga (Penguin)
Páginas: 168, a preto e branco
Encadernação: Capa mole
PVP: 10,95€