«Entre uma estação e outra da nossa vida / alguém utilizamos como transporte.»
«Como transportes públicos», Um Milhão de Anos (1986)
conservador-libertário, uns dias liberal, outros reaccionário. um blogue preguiçoso desde 25 de Março de 2005
«Entre uma estação e outra da nossa vida / alguém utilizamos como transporte.»
«Como transportes públicos», Um Milhão de Anos (1986)
«Habituei-me a levantar a persiana todas as manhãs / seguro de que era a ti / que a claridade emergente iria acordar.»
«Essência», Um Milhão de Anos (1986)
«Agora, a noite começa cedo, demasiado cedo, na minha vida diferente. Tempos houve em que a chegada da noite representava a maior alegria. Com o aproximar da noite sentia-me renascer. Como se a claridade anterior tivesse fenecido e não existisse um fio do tempo que a tudo e todos ligasse: homens, mulheres, o resto da natureza, coisas e deuses. Quando se aproximava a noite, preparava-me para renascer. Quase me atreveria a dizer que não era apenas renascer. Era muito mais do que renascimento: era nascimento. Era nascer outra vez... pela primeira vez. Creio que a força que em tempos me defendeu dos acontecimentos da vida -- a força que me defendeu da fraqueza das pessoas e do seu carácter, a força que me redobrava a fé em cada vinte e quatro horas -- foi a de poder voltar a sair do ventre materno, ungido com toda a fé e toda a esperança de quem, inesperadamente chegado, sente que tem direito a tudo o que for possível e a tudo o que for imaginável.» Mário Máximo, O Heterónimo de Camões (2016)
Segue-se a norma adoptada em Angola e Moçambique, que é a da ortografia decente.