Mostrar mensagens com a etiqueta Henrique Granadeiro. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Henrique Granadeiro. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, julho 10, 2025

Sócrates, 4 - MP, 0

O novo julgamento de José Sócrates está a ser um deleite. 

Tenho cá umas ideias a propósito do que fui assistindo ao longo destes anos, que terei oportunidade de confirmar,  infirmar  ou antes pelo contrário.

Para já, ninguém desilude.

Sócrates e a sua postura imbatível de arrogância, muitas vezes justificada; o humor cáustico e a irascibilidade. No caso de inocente, aprecio bastante; tendo cometido algum dos crimes graves de que é acusado, entramos no domínio da desfaçatez pura, com laivos de mitomania e desequilíbrio psíquico

Os pobres jornalistas de plantão, lamentáveis, como de costume; só é pena que em vez deles lá não estejam os respectivos directores e chefes-de-redacção, da nossa em geral vil imprensa;

A boçalidade que vai pelo Ministério Público é indiscritível  (gravação de Sócrates a conversar com Granadeiro, relatando umas chalaças de Soares e Almeida Santos sobre a sexualidade do Salazar...) "Era para provar que eram muito próximos", justifica a criatura. A juíza, dignamente, lamenta o ocorrido.  

A juíza: trabalho dificílimo; excepcionalmente, gostaria de estar na pele dela.



sexta-feira, abril 20, 2018

falemos de indignidades

Só vi parte do regabofe da semana e apenas num dos canais, ando com as minhas séries do segundo canal atrasadas,  O escândalo é o mesmo de há anos, só varia o suporte merdiático. Não fiquei nada impressionado com Sócrates, Salgado, Bava ou Granadeiro, que articulam o suficiente para aqueles interrogatórios -- não que por isso tenham menos direitos, já se vê. Já me deixou espantado a exibição neste circo dos advogados, que estão ali a trabalhar. Mas o pior de tudo, o cúmulo da indignidade e do atrevimento, foi a exibição do interrogatório ao motorista e à amiga de Sócrates, o que significa que, não apenas as televisões, mas determinados juízes e procuradores têm de ser postos na ordem. 
O Presidente da República é professor de Direito, o Primeiro-Ministro é jurista, para além dos altos cargos de Estado que ocupam. A lama no Estado também os salpica.