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sexta-feira, setembro 06, 2024

Augusto M. Seabra, Carl Barks e eu

Muito já se escreveu e disse, e continuará a escrever e dizer-se sobre o impressionante Augusto M. Seabra o crítico por antonomásia, que ontem morreu. Tudo o que já li sobre ele faz jus ao que sempre li dele, muito intermitentemente, uma vez que nunca fui muito à bola com os jornais em escrevia, Expresso e Público, mesmo que se trate das duas grandes referências do jornalismo das últimas décadas, hoje uma sombra do que em tempos foram, e o que foram foram-no por causa de um (grande) jornalista, Vicente Jorge Silva. Eu, sempre antigo, era mais Diário de Lisboa (o extraordinário quotidiano, de Joaquim Manso a Mário Mesquita). 

Adiante.

Com familiares comuns, estive uma vez em sua casa, há cinquenta e dois anos. Quase duas décadas mais velho que eu, era um tipo muito simpático. Presenteou-me com uma revista Tio Patinhas que trazia (e traz, porque ainda a tenho) uma daquelas histórias do Carl Barks que faziam sonhar todas as crianças e jovens, e tantas vocações aventureiras despertou -- cientistas, antropólogos, arqueólogos, líricos, viajantes, sonhadores...  -- eu na última categoria, modestamente espero: «O segredo da Atlântida».

Aqui fica, em sua memória, que é também minha.



terça-feira, agosto 27, 2024

um mundo à parte

Jeff Smith (The Rocks, Pensilvânia, 1960) integrou cedo a família de autores que criam o que gostariam de fruir, talvez farto da oferta corrente (mutantes e outras criaturas de várias cores em remultiplicação infinita). As influências são as dos velhos comics, de Walt Kelly (Pogo) a Carl Barks (Tio Patinhas), mas também Moebius. Will Eisner, entusiasmado, falou de Herriman (Krazy Kat); outros referiram-se a Schulz (Peanuts) – tudo gente de alto coturno, a que se juntam referências literárias (Mark Twain, Tolkien), para não falar do cinema (Star Wars). Daqui e do mais extraiu esta criação original que dá pelo nome de Bone, publicada entre 1991 e 2004.

Mundo à parte, em que o maravilhoso e o fantástico se conjugam, os Bones são criaturas alvas como um osso de BD. Três primos estão na base da série: Fone Bone, sensato e sensível, Phoney Bone, autoritário e ganancioso, Smiley Bone, um simplório. Execrado e expulso de Bonneville, Phoney leva consigo os dois parentes. Perdidos no meio dum deserto não assinalado nos mapas, são assaltados por uma nuvem de gafanhotos e dispersam-se. Fone Bone, a personagem principal, dá por si numa superfície escalavrada, avistando ao longe uma floresta – típico tópico de interdição e perigo – , com um vale no centro. Aí vive uma pré-adolescente por quem Fone se apaixona, chamada Thorne (‘Espinho’), com uma avó muito peculiar, e também afáveis criaturas do bosque, além de horrendas ratazanas do tipo pós-nuclear. Por todo o lado, um original dragão da guarda faz aparições inesperadas; e à medida que o enredo se intrinca, mais queremos entrar nesse estranho universo.


Fora de Boneville

texto e desenhos: Jeff Smith

edição: Via Lettera, São Paulo, 2002

(Novembro 2019)





segunda-feira, maio 29, 2017

criador & criaturas


Carl Barks e os Irmãos Metralha / The Beagle Boys


terça-feira, fevereiro 07, 2017

criador & criatura

fonte

Carl Barks e Scrooge McDuck / Tio Patinhas

fonte

domingo, maio 24, 2015

P de Patinhas

Patinhas, Tio - Carl Barks; Don Rosa; eu, muito pequeno e até agora.

Carl Barks

terça-feira, julho 11, 2006

Carl Barks













Um autor de cabeceira, aqui.

quarta-feira, abril 27, 2005

Don Rosa: Pura Aventura

Deu uma qualidade à BD Disney que há muito lhe faltava. Herdeiro espiritual do magnífico Carl Barks, foi influenciado pelo sortilégio das suas narrativas, aventuras puras. Com Rosa, as personagens ganharam densidade psicológica (a imagem do Tio Patinhas/Scrooge McDuck recolhido junto das campas dos pais, na Escócia natal*, seria impensável antes dele), deixando, contudo, de apresentar aquela frescura ingénua que víamos nas estórias de Barks. A trama, porém, é sempre bem urdida, e com verdeiro enlevo para com os nossos conhecidos cidadãos de Patópolis/Duckburg.
*«Uma carta de casa», Tio Patinhas nº 231, Março de 2005.