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quarta-feira, janeiro 01, 2025

começar o ano a ver comer gelados com a testa - a propósito da Geórgia

Chegado a casa, ligo para RTP2, está a falar João Oliveira, no programa "Eurodeputados". João Oliveira, recorde-se, em quem gratamente votei nas últimas Europeias, não sendo do PCP, longe disso -- sou sempre libérrimo para votar como e em quem me apetece. 

E que refrescante foi ouvi-lo, não só em resposta às perguntas inquinadas da simpática Fernanda Gabriel, mas nos comentários aos jovens colegas do PS e do PSD, estes munidos de toda a prosápia bebida nas escolas das juventudes partidárias, mas ignorantinhos (não têm idade para ignorantões), a debitar a sebenta com mais ou menos fluência, e a dizer asneiras, quer sobre a pretérita "invasão" russa -- que mais não foi que uma resposta à de facto invasão georgiana, decorria a cerimónia de abertura dos Jogos Olímpicos de Pequim, lembro-me bem --, quer agora sobre as eleições no país, reconhecidas como válidas pela OSCE. 

Bom, nada disto é novidade, nem a inexistência neste debate de Catarina Martins, que quer ser muito anti-nato, mas quando é para retirar todas as consequências, dá uma no cravo e outra na ferradura, outra coisa não seria de esperar. Nisto como em muitas coisas o Bloco não serve para nada -- ou então serve para tirar fotografias de grupo com o Chega à ilharga no meio do Santos Silva, que deus tem.

Uma das coisas de que gosto em João Oliveira é que, sem perder nunca a compostura, chama os bois pelos nomes todos, cheio de determinação, o que obriga os contendores a enterrarem-se mais na asneira ou então a proferirem frases vazias de tão lindas, como as de Catarina Martins. 

Meu rico voto, tão bem empregue -- até limpa a alma, caralho!...

Vale a pena ver aqui.

quinta-feira, julho 18, 2024

mas o que quer a taralhouca da von der Leyen?

Agora, que o patifório senil Biden está a ir borda fora, a bem ou a mal (ou pelo voto), e Trump a combinar com os russos o que for do interesse dos EUA, está esta incompetente a fazer voz grossa para quem, se nem a Orbán mete medo, quanto mais a Putin? E quem encomenda o sermão a esta criatura, que age como se fosse líder da Europa, quando só parece ser líder de António Costa e do rebanho que nos representa em Bruxelas, com a excepção honrosa de João Oliveira (com Catarina Martins a Tânger Correia a absterem-se envergonhados na condenação da Hungria, que não está para ser joguete)?
Em tempo: entretanto eleita, vamos ver os contorcionismos que farão no quarteto se não quiserem imbecilmente ir para a guerra com a Rússia. Creio que o servilo-mercenarismo não irá tão longe.

sábado, junho 08, 2024

o único voto que me é possível, entre marionetas do Pentágono e da CIA e a esquerda idiota útilis

Entre tantas questões importantes ou decisivas -- da concorrência fiscal dentro da UE à manutenção do voto por unanimidade em questões decisivas no Conselho -- nada me parece mais grave do que a guerra da Ucrânia, entre Estados Unidos e Rússia. 

Das forças em presença nestas eleições, temos as marionetas do Pentágono e da CIA -- PSD, PS, CDS, Chega e IL (mercearias e lugares-comuns -- nunca menosprezar a validade destes); e do outro lado, o antiputinismo epidérmico e risível, que leva BE, Livre, PAN a contemporizar com os grandes criminosos  da outra banda atlântica.

Claro que vou votar em João Oliveira e na CDU, creio que pela primeira vez em eleições para o Parlamento Europeu. Nem tenho outra alternativa.

quarta-feira, maio 29, 2024

ucraniana CCXLVII - mercearias de Cotrim

Para um tipo como eu -- que à vezes peca por snobismo, hélas --, Cotrim de Figueiredo não passa de um merceeiro sofisticado, um potencial grande quadro para a Jerónimo Martins ou Sonae. Quanto a grande política, zero. É já a segunda vez que lhe ouço o estafado argumento do apaziguamento -- ideia que se costuma aplicar à atitude de França e Inglaterra em relação a Hitler, a que se lança mão por ignorância ou aldrabice.  Ora Putin nunca é Hitler nem nunca será, e nem vou perder tempo a escrever porquê. Dizer que Putin é louco ou está doente é argumento para inculcar em analfabeto funcional -- assim, espantalhe-se com a ideia peregrina de que ele atacará um país da Nato. Cotrim e outros que tais, agitando o papão do medo e jogando à roleta russa com a Rússia.

No debate de ontem, ele e o Bugalho, talvez menos irritantes que Catarina Martins, que quer sol na eira e chuva no nabal; Marta Temido, parece sensata, mas anda ali a apanhar bonés; Tânger Correia faz-se desentendido, para agradar ao chefe; Paupério e Fidalgo Marques, estão noutro planeta em relação a mim, que já sou demasiado velho para aquelas cabeças. João Oliveira acaba por ser quase heróico no meio daquele playground -- o debate é um desastre, porque quase não há, apenas entrevistas simultâneas (sei que não é fácil moderar tanta gente; mas quando se trata de debate a dois, a porcaria que nos dá a RTP e os outros é igual). 

segunda-feira, maio 20, 2024

ucraniana CCXLIV - o Cotrim Acácio

 Depois do debate CDU-Chega-IL-PAN. Seja porque razões forem, que para o caso tanto se me dá, João Oliveira esteve muito bem e ainda poderia estar melhor, em face da chicoespertice de Cotrim de Figueiredo, um misto de Conselheiro Acácio e Dâmaso Salcede a fazer-se de indignado para poder capitalizar as perturbações da populaça. 

De dedinho em riste a acaciar sobre a guerra da Ucrânia, sem querer retirar as consequências das parvoíces que para ali disse, num discurso sem o mínimo de sofisticação analítica, próprio do mais básico militante do Chega. Poderia ao menos ter sido honesto, e clarificar que a sua verborreia liberaleca daria um confronto directo com a Rússia, (aliás a ser eventual e secretamente cozinhada às escondidas de nós todos). Claro que não disse, que ele está ali para fazer o seu número e mais nada. 

Oliveira, muito bem a dizer como os ucranianos estão, desde há dois anos, a servir de carne para canhão dos americanos e a perguntar se é a alimentar a guerra que vão encontrar solução. E tocou ainda com o dedo na ferida: a ausência de educação e sentido crítico da massa, que obviamente não tem os instrumentos para poder descodificar o discurso que lhe cai no prato. E qualquer dia, e mais uma vez, poderá estar metido numa alhada bélica, sem saber ler nem escrever.

 

segunda-feira, setembro 05, 2022

Pacheco Pereira driblado por João Oliveira (ucranianas CXX)

 Ao contrário doutros que andam para aí a falazar, Pacheco Pereira não é um palonço ou um simplório; no entanto, parece que algo se lhe tolda em momentos cruciais. Foi assim (se a memória estiver a atraiçoar-me, alguém corrija) com a justificação / apoio / compreensão com a malfadada guerra do Iraque. 

A posição do PCP é essencialmente correcta, embora muito fácil de ser contestada. Não é porém a minha. Enquanto o partido -- responsabilizando principalmente a Nato, consegue encontrar uma malfeitorias à Rússia capitalista --, eu, deplorando embora a guerra, acho que dificilmente haveria outra alternativa senão a de conter a bandidagem do Pentágono, que manobra e tem a soldo o governo ucraniano, além da boa-vontade do quarteto maravilha das instituições europeias, executando, até ver, o que os americanos mandam fazer.

A verdade é que João Oliveira toureou facilmente Pacheco Pereira. em especial quando este veio com a história da carochinha de que a Nato até havia recusado a entrada da Ucrânia, sendo lembrado pelo ex-deputado do PCP dos exercícios da mesma Nato em solo ucraniano, no ano passado -- tendo ficado na memória aquela provocação do navio de guerra britânico no limiar das águas da Crimeia, e cujo mensagem do lado russo foi: "pela vossa saúde, dêem meia volta".

Chegou a ser cómico. Praticamente não vejo a sic, mas ontem quis assistir. Foi um bom entretenimento.

quinta-feira, janeiro 13, 2022

os debates: Santos-Ventura; Oliveira-Rio; Figueiredo-Tavares

 André Ventura - Francisco Rodrigues dos Santos. Já se estava à espera. Vários directos nos queixos do quarto pastorinho de Fátima. Não foi k.o., porque o pastorinho fala com Deus.

João Oliveira - Rui Rio. Estiveram ambos muito bem, num debate cordial em que o desacordo era igualmente esperado. Jerónimo foi bem substituído. 


Em tempo: só de manhã me apercebi que também houve debate IL-Livre. Os calendários que correm por aí estão errados.

João Cotrim de Figueiredo - Rui Tavares. Disseram-se coisas linda; com sorte, um deles poderá estar no próximo governo.