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sábado, fevereiro 13, 2021

Borrell foi à Rússia fazer figura de urso

 É preciso lata, topete, e uma grande dose de paciência por parte dos russos para aturarem as impertinências de alguns líderes políticos europeus.

Então não é que Borrell, espanhol e até catalão, procede de um estado, a Espanha, com presos de consciência e exilados políticos, de Oriol Junqueras a Carles Puigdemont, este, aliás, eleito deputado europeu e impedido de tomar posse e de regressar ao seu país? E o Borrell vai fazer figura de palhaço em nome da União Europeia, por causa do Navalny -- que francamente tanto pode ser um herói liberal como um agente americano?  E ainda há  81 idiotas no Parlamento Europeu -- provavelmente da mesma família de atrasos de vida que votou a resolução de equiparar comunismo e nazismo -- que acham que Borrell fez má figura. Talvez quisessem que o homem pusesse o Lavrov e o Putin em sentido... Não são só os russos que precisam de paciência, nós também. De resto, parece que já estão a perdê-la.

sexta-feira, dezembro 22, 2017

tudo mais interessante

Nas eleições mais participadas de sempre, maioria absoluta dos independentistas catalães, com os seus líderes no exílio e na prisão; pulverização do PP -- 3 deputados 3 --, com voto útil do espanholismo franquista no Ciudadanos, resultados medíocres de PS e Podem, com posições intermédias quanto à questão da soberania, e provavelmente divididos internamente.
A seguir: reacção de Madrid, Rajoy e Felipe VI, derrotados em toda a linha -- a tradição manda esperar o pior; movimentações de Puidgemont, o verdadeiro vencedor das eleições; e, em face das configurações do tabuleiro, a acção da UE, e, em particular de Portugal -- também aqui a tradição autoriza o pessimismo.

sexta-feira, novembro 03, 2017

"Puigdemont no país de Hergé"

Tomás Serrano


Concentrar o foco no líder político Carles Puigdemont revela uma de duas coisas: ou uma pobreza analítica que confrange, como se a questão catalã pudesse ser reduzida a um homem -- um dentre muitos no seu próprio partido, o PDeCat, já não considerando a ERC, a CUP e principalmente aqueles que não têm partido...; ou mera caixa de ressonância, propositada ou involuntária, do espanholismo madridista, um pântano em que germinam os herdeiros políticos e judiciários do franquismo, e no qual vicejam e singram os interesses mais básicos* -- ai Deus do Céu, que radical e extremista me saí, pobre pai de família pequeno-burguês que acima de tudo quer que não o macem...  
Dito isto, denunciar a fuga de Puigdemont para Bruxelas como um abandonar de barco (aliás, os que o fazem de boa-fé, não manifestam mais do que uma convicção palpitante), é duma precipitação arriscada. Eu prefiro vê-la -- e até agora não tenho razões para crer no contrário -- como uma retirada estratégica de enorme inteligência e alcance de quantos estão à frente do processo independentista, como aliás se verifica pelos erros sobre erros que a facção madridista comete. Aliás a posição de Oriol Junqueras, o vice-presidente do governo catalão e dirigente da ERC, ominosamente preso em Madrid, indica de que é disso que se trata.   
(Ah, e viva Hergé!)


*(ler a entrevista do líder da associação patronal espanhola ao i de hoje, notável pelo que revela -- ainda não consegui o link).