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segunda-feira, março 30, 2026

Trump, esta anedota

Não me lembro de quem, mas tenho pena: ontem um comentador numa estação fez notar que Trump -- tão bem enrolado pelo Netanyahú (e, quiçá, pelo próprio MBS) -- está a enviar toda aquela tropa para o Golfo Pérsico para forçar a abertura do Estreito de Ormuz, que estava aberto antes de começar este carnaval... Maior brilhantismo é impossível.

Antes, tínhamos um senil manipulado por falcões, Joe Biden; agora um tipo que não é estúpido, antes um mitómano doido varrido, rodeado de yes men. Num caso e noutro, ambos patifórios.

Escusado será dizer que quero muito que eles levem nas lonas. Veremos. Quem vai pagar as favas será Cuba, que passará do comuno-tropicalismo para os bons velhos tempos em que a ilha era um vasto casino e uma colorida casa de putas da máfia e demais elite n-americana.

segunda-feira, março 16, 2026

cada cavadela, cada minhoca -- são uma anedota estes americanos

Depois de acharem que poderiam não só derrotar como partir a Rússia aos bocados, usando os neonazis que tomaram conta da Ucrânia ocidental --, estes nabos em Washington viraram-se para o Irão (bem manipulados por Netanyahu), crendo que os aiatolas eram palhaços do tipo Maduro, e que a velha Pérsia, com milénios em cima e habituados a bater-se contra gregos, romanos, mongóis, otomanos e russos, iriam facilitar e não vender cara a pele.

E de tal maneira, que Trump já está em pânico de poder atolar-se ali, tendo começado a coagir os idiotas úteis da Europa e arredores, que tão prestimosos foram para com a administração alegadamente liderada pelo senil que o antecedeu.

Veremos se com tanta cordura solidária para com o nosso grande vizinho, ainda não seremos obrigados a enviar uma fragata -- afinal não somos da raça de Albuquerque, o Terríbil?...


(em tempo:
Rangel disse que não temos nada que ver com aquilo;
o que vale é que Trump, segundo ele, só estava a testar os europeus...)

quinta-feira, outubro 09, 2025

cessar-fogo em Gaza, quem diria?...

Sem embandeirar em arco, a emoção é grande com o aproximar do termo desta carnificina.

A pressão sobre as partes foi certamente gigantesca, dos Estados Unidos, que são quem realmente manda em Israel, sobre Netanyahu; do mundo árabe e islâmico, não apenas os mediadores Qatar, Egipto e agora a Turquia (aliada do Hamas), sem falar da posição do Irão de apoio à proposta de acordo, nesta terça-feira. Ou seja: o início do diálogo estava assente -- o que não é pequena coisa.

A Cisjordânia e os colonatos ilegais é o caso mais bicudo -- penso nos judeus extremistas e nas ocorrências do passado; depende também muito da parte sã (laica) de Israel e do continuar da forte pressão sobre o Likud (os partidos religiosos são irrecicláveis e têm de ser controlados, pelo menos).

A situação de Marwan Barghouti, preso há 23 anos e que os radicais israelitas não querem libertar -- e todos sabemos porquê -- também ditará boa parte do caminho que agora poderá começar.

Sim, de facto não havia alternativa. Quem diria?... 

quarta-feira, outubro 01, 2025

ainda o plano de paz de Trump para Gaza, ou quando a paciência me falece

Como disse Gouveia e Melo na entrevista que deu à cnn-Portugal (só para esclarecer: não tenho o meu voto decidido para as presidenciais, a não ser numa eventual segunda volta: qualquer um que venha a defrontar o taberneiro oportunista), é melhor um mau plano de paz do que não haver plano nenhum.

Não é justo? Não é. E a sua maior falha talvez seja a ausência de um tal cronograma; mas mão diria que o plano é mau. Está aliás sustentadíssimo pela comunidade internacional, e desse ponto de vista não me lembro de uma possibilidade tão forte. E obviamente que as pressões sobre o Hamas devem ser muitas, o mesmo se passará com o degenerado Netanyahu.

Se houvesse justiça e o Direito Internacional fosse letra viva para quem detém a força (se calhar achavam que as violações do dito só ocorreram agora na Ucrânia...), as fronteiras seriam pelo menos as de 1967, e o p-m israelita, entre outros, estaria sentado no banco dos réus como genocida. Mas, como sempre, o que comanda a política internacional são os interesses e a força para os fazer valer. É da natureza humana -- digo eu, que sou um pessimista -- e da natureza dos estados. E pobres daqueles que no meio da voragem parecem não saber o que andam aqui a fazer (v.g. Portugal e a Guerra da Ucrânia).

Voltando a Gaza: o que deve orientar qualquer cúpula política que possa representar e servir um povo, para além do Direito e do Ideal -- e sem deixar de lado a ousadia -- nunca deve abandonar 1) o realismo na análise; 2) o pragmatismo na acção.

Qualquer acto que não imponha o opróbrio da submissão tem de ter em conta a correlação de forças. A força de Israel, suportada pelos americanos, é brutal, impiedosa, cruel -- e a passividade e a impotência da comunidade internacional diante do massacre, da limpeza étnica, do genocídio é inultrapassável. Resta a negociação, o direito, a contenção de danos. 

Resta, acima de tudo, a vida das pessoas, entre os quais a dos inocentes que estão a ser chacinados todos os dias. Por isso é com desprezo que vejo o comentariado crítico que classifica como submissão & etc. a aceitação deste plano, qualificado e muito bem por Leão XIV como "realista". Volto a perguntar: qual é a alternativa? O extermínio que os maluquinhos dos fanáticos religiosos fariam diligentemente entre duas orações?...

É muito fácil a intransigência de princípios com o sangue e a vida dos que estão para lá longe e não nos são nada.

P.S. - Não estou optimista, a começar pelo facto de o dito Bibi estar na equação.

terça-feira, setembro 30, 2025

o plano de Trump para Gaza: o melhor e o menos bom

Lidos os 21 pontos, confesso que estou surpreendido, e muito, e pela positiva. 

Centrando-me nas questões essencialmente políticas: 

a criação futura de um estado palestino resulta inevitável do cumprimento do acordo, mesmo que o criminoso Bibi já esteja a virar o bico ao prego para salvar o coiro da enxovia (os partidos religiosos já lhe tiraram o tapete) -- esta é a principal conclusão a tirar do documento;

os membros do Hamas que o aceitarem serão amnistiados, ou ser-lhes-á facultada a saída do território com garantias de segurança;

as organizações a operar no terreno serão a ONU, a Cruz Vermelha e outras congéneres;

um governo temporário de tecnocratas, constituído por palestinos; 

a criação de um órgão internacional de transição, denominado Conselho da Paz, infelizmente presidida por Tony Blair, outro criminoso de guerra;

a desmilitarização de Gaza e a retirada do exército israelita;

as condições, com as reformas na Autoridade Palestina, para a criação de um caminho para a autodeterminação e criação do estado da Palestina;

o apoio dos países árabes (Egipto, Jordânia, Arábia Saudita e monarquias do Golfo), dos principais países islâmicos (Turquia, Paquistão e Indonésia, com a compreensível excepção do Irão no contexto actual, mas que não ficou esquecido no texto) e o já anunciado apoio da Rússia.

A maior fragilidade é a de não haver um cronograma estabelecido para a criação do estado e a ausência de referência aos colonatos ilegais na Cisjordânia; 

Repito: a maior potência militar do mundo compromete-se com a autodeterminação do povo palestino e força o pm israelita a reconhecer o seu direito a um estado.

Qual é a alternativa?

quarta-feira, julho 23, 2025

a carta dos 25 é insuficiente e tardia; o embaixador americano em Israel até a classificou como nojenta

Exceptuando os países da lista que já reconheceram a Palestina como estado (dos 25, creio que apenas a Eslovénia e a Irlanda), os restantes, incluindo Portugal -- talvez tentando amainar um pouco as respectivas opiniões públicas, ultrajadas com a selvajaria do estado israelita, lá resolveram exigir os mínimos, embora demasiado tarde e a más horas. A Alemanha, a pátria do nazismo e do Holocausto, ficou obviamente de fora -- o que até é compreensível: ainda estão vivos alguns milhares de vítimas, e de carrascos também.

A desqualificação moral do Ocidente é repugnante. O embaixador americano em Israel diz que o "apelo" de 25 países é "nojento" -- o que é bem feito para boa parte deles. 

A existência do estado de Israel é mais precária cada vez que sua acção faz evocar os carrascos hitlerianos. Não é ainda o caso, e creio que nunca será. No entanto, brutalidade, selvajaria, desumanidade, violência, racismo, crime não precisam nunca de chegar ao último patamar do nazismo para eximir de qualquer forma a falha moral de Israel, dos seus governos, e sim, dos cidadãos que os apoiaram. Porque não foi só a OLP que reconheceu taxativamente o direito de Israel existir; o próprio Hamas, em tempo, deixou a porta aberta para um entendimento sobre o status quo. Onde isso já vai...

E nunca esquecer o papel do criminoso Netanyahu: este e os outros conflitos existem apenas porque precisa de salvar o coiro; para tal, tem de manter-se no poder; para tal, precisa de crise e guerra permanente o que lhe proporciona o apoio dos lunáticos perigosos ultra-religiosos, que, obviamente, se aproveitam da situação para  levar a sua avante, e Netanyahu aproveita-se dela também. Por isso mesmo, sabendo dos ataques do 7 de Outubro, avisado pelo Egipto e pelos Estados Unidos fez-se desentendido: o caminho para Gaza (e Cisjordânia), a limpeza étnica e o genocídio tinham via verde; e de caminho o julgamento por corrupção passava a ser inoportuno. 

Não há desculpa para para a passividade de muitos países nem para o silêncio cúmplice da União Europeia.

segunda-feira, junho 16, 2025

os meus desejos para esta guerra

Do que eu gostaria mesmo mesmo era que o Netanyahu levasse com um míssil nos cornos. 

Depois, o regime dos aiatolas poderia cair, e o Irão tornar-se algo mais digno dos seus milénios, uma sociedade sem discriminação das mulheres -- muito acima da condição geral das mulheres árabes, apesar de tudo --;

e de preferência sem o descendente do pseudo-Xá, filho de um militar de baixa patente que através de um golpe de estado, apeou os verdadeiros reis da Pérsia e se entronizou a si próprio.

sexta-feira, maio 16, 2025

Palestina, um crime nas nossas barbas

Se há nação e estado que nunca deveria ser agente, por acção ou omissão, do que se está a passar na faixa de Gaza (nem nos colonatos da Cisjordânia ocupada, já agora), esse seria o povo judeu e o estado israelita, com o perpetrar de um genocídio nas nossas barbas. Nunca como agora o velho cartoon do António foi tão actual, tão verdadeiro, e infelizmente também, cada vez menos exagerado, na sua função satírica.

(Infelizmente palavras como genocídio estão cada vez mais banalizadas, num tempo em que elas, as palavras, valem cada vez menos. Se chamamos genocida a um ladrão pindérico como o Bolsonaro, como designaremos agora Netanyahu: alguidar?, carburador?,  pastel de nata?...)

A partir de agora a bandeira da Palestina vai estar na coluna direita. Perdi por Israel todo o respeito e admiração que em tempos tive. Restam os kibutz, as pequenas comunas que já existiam antes da criação do estado e que continuarão a existir depois dele.

Não se trata com isto, como sabem os que por aqui passam, de desculpar e muito menos "absolver" a barbárie do Hamas -- grupo armado independentista islâmico, e não terrorista na sua essência, mesmo que praticando abjectas acções terroristas, como o são quaisquer ataques a civis; mas o a abjecção do governo israelita traduz-se na multiplicação do terror infligido pelo Hamas. Se fosse a vingança bíblica que queriam, há muito que estavam vingados. Mas é mais que isso: é genocídio praticado por um povo que foi sempre perseguido, de Nabucodonosor a Hitler.

 

sexta-feira, abril 04, 2025

o que toda a gente sabe

O TPI é uma farsa.

O Orbán é um farsolas, apesar de estar do lado certo.

O Netanyahu, um criminoso de guerra que deve ser capturado.

quinta-feira, março 20, 2025

é para isto que Israel tem o direito a existir?

Mas claro que não tem! Nenhum estado ou organização tem o direito a existir para o massacre. 

Eu, que fui por largos anos defensor e admirador daquilo, quanto mais crimes comete o bando de Netanyahu, que tem a agravante de ser um líder político democraticamente eleito, maior se torna a minha aversão ao estado judaico. 

Estado, cuja obrigação moral seria o de, mesmo defendendo-se e anulando agressões exteriores, ter um padrão moral inatacável nos princípios e na prática. 

Quando se elege repetidamente um comprovado facínora, com os resultados que estão à vista, o direito à cidadania perde-se.

Haverá sempre uns quantos atrasados mentais no universo político-comunicacional cá do burgo que agitem o espantalho do antissemitismo. Não sei se é por não terem princípios (suspeito que sim) ou se caem facilmente na esparrela montada pela propaganda governamental. Mas estão ao nível dos coitados que ainda dizem que a guerra na Ucrânia se deveu à invasão russa (É não perceber um boi...).

Quanto mais olho para os oficiais do exército israelita, mais os acho parecidos com nazis.

Por mim, e continuando a impunidade dos pulhas que têm o poder, o estado israelita não só pode, como deve acabar.

Quando digo isto, é isto.

quarta-feira, outubro 16, 2024

mas, graças a deus, existe a Rússia e existe Putin...

Não acompanho em tudo este (mais um) estimulante artigo de Carlos Matos Gomes, que equipara as lideranças israelitas a nazis, sem lhes retirar nenhujm qualificativo, de criminosos a oportunistas, do Bibi à corja religiosa a que se aliou, embora seja certo que onde o nazismo via raças superiores e inferiores e terraplanava o futuro espaço vital, o capitalismo selvático vê os cidadãos como ora mercadoria ora gado que consome, e o espaço vital seja os mercados, vastos bordéis, com os seus proxenetas e sicários pagos onde for preciso, dos me(r)dia à política. 

Sem poder discorrer muito a propósito, deixo o último parágrafo:

"Quem está já fora da mesa do jogo de xadrez é o esforçado Zelenski, porque a Ucrânia passou à condição de causa perdida e o Irão passou a ser o objetivo principal para chegar à China."

Felizmente, na questão da Ucrânia e noutras, há a Rússia do Putin para pôr estes patifes em sentido, embora a estupidez dos rafeiros que dirigem a UE não seja de menosprezar.

(Quando leio o nome "Zelensky" só me vem à cabeça um punhado de pivôs analfabetos e outro de académicos marrões, que sabem tudo e não percebem nada. Vontade de rir. Não incluo uns quantos, que sabem muito bem o que dizem e fazem. Esses são doutra casta.)

segunda-feira, outubro 07, 2024

um ano depois do 7 de Outubro

A questão israelo-palestina foi um problema criado pela má consciência do Ocidente -- desde a primeira perseguição aos judeus, em Inglaterra, no Século XII, quando Ricardo Coração-de-Leão pretendeu sacar dinheiro fácil para financiar a sua Cruzada, até ao Holocausto da Alemanha de Hitler e seus nazis. Pelo meio histórias de horror, com a expulsão em Espanha e depois em Portugal (Século XV -- D. Manuel I a ceder contrariado aos fanáticos Reis Católicos, em troca da mão da filha), passando pela prática dos pogroms, na Rússia, na Ucrânia, na Polónia. A decência da tolerância, nesses séculos passados, só morava nas antigas Províncias Unidas (os Países Baixos) e entre os turcos do Império Otomano. ao compreensível sionismo do Século XIX, a Inglaterra, a maior potência da época, responde com a Declaração Balfour (1917). Como acontecera décadas antes na Conferência de Berlim (1884-85), as potências imperiais traçaram fronteiras sem que a existência dos indígenas lhe passasse pela cabeça. Era o apogeu do Euromundo e da sua "missão civilizadora", como paternalisticamente se designava o domínio colonial. 

Israel está hoje numa posição muito mais débil que há um ano, por causa de lideranças de oportunistas políticos -- Netanyahú, também cada vez mais extremista -- e dos fanáticos nacionalistas e religiosos que o sustentam. A legitimidade da sua existência enquanto estado independente está politicamente posta em causa, quando a um massacre nefando reage com a brutalidade bíblica que se sabe. Eu, que tanto admirei o estado de Israel, deixei de ter ânimo para defender o indefensável -- um estado liderado por bandidos, teocratas e dementes perigosos.

Mas os palestinos estão também mais enfraquecidos, sem liderança credível, entre outros fanáticos religiosos e os restos da OLP / Fatah, comprada pelo Ocidente. A Palestina precisava de um Gandhi ou de um Mandela. talvez precise mesmo de um Barghouti, há 22 anos nos cárceres israelitas. 

Fui ler a minha primeira reacção, a quente. Confirmo tudo, e ainda mais.


quarta-feira, outubro 02, 2024

é para 'isto' que Israel tem direito a existir? tragicamente não é -- e há responsáveis

Como de costume, esta é uma guerra em que as vítimas e os inocentes são os povos: os palestinos, os israelitas, os libaneses. Não verto lágrimas nem por aiatolas xiitas nem por fanáticos religiosos, árabes ou judeus. Nada disto é preciso para reconhecer crimes quando ocorrem. 

Que o governo israelita é constituído por criminosos de diversa índole, é um facto. Que está à margem da lei ao ocupar território que não lhe pertence, é outro. 

Ao contrário do que se possa pensar, a política de Netanyahu é altamente lesiva para os interesses israelitas.

Alguém como eu, que sempre nutri uma forte simpatia por Israel, por varias razões, dou por mim a pensar: é para isto que Israel tem direito a existir? A resposta é simplicíssima: não tem -- ou deixou de ter. Quem não se dá ao respeito, não pode ser respeitado (banalidade acertadíssima); quem massacra civis põe-se do lado de fora da humanidade,  e isto serve para o Hamas, como para o governo israelita que -- tragicamente -- é composto por partidos que tiveram a maioria dos votos do eleitorado.

Como não se pode dizer que o eleitorado foi ao engano. Ao fim de mais de 30 anos de sabotagem dos Acordos de Oslo, com este Netanyahu à frente, o eleitorado israelita tornou-se co-responsável pela actuação reiterada do seu governo.

Resumindo: com esta actuação continuada, Israel perde a sua legitimidade primeira: a do direito à existência. Claro que isto não absolve os teocratas do Líbano e do Irão -- mesmo que estejam, supostamente, do lado do povo palestino -- ou seja, do lado certo, nesta altura do campeonato. Os teocratas do Irão são para ser derrubados e corridos a chicote lá para as alfurjas das mesquitas -- e, claro, não para serem substituídos por aventureiros chulos, como o último xá. O Irão tem na sua história, grandes e bons exemplos. 

Quanto à última diatribe deste governo israelita fora da lei contra Guterres, proibindo-o de entrar em Israel, tal é mais uma medalha para o secretário-geral da ONU. É que há acusações e animosidades que só nos dignificam. Ora, os indignos, pela sua própria natureza, são inaptos, jurídica e moralmente, de produzir conteúdo que seja entendido como tal. Ou seja: têm mais significado os latidos da minha cadela, do que as proclamações (ainda por cima com mentiras) do ministro dos estrangeiros israelita. Um bicho nunca pode ser desqualificado pelos seus actos; já um ser humano...  Quem, que não seja um tontinho, quer ver-se associado a uma quadrilha destas? 

sexta-feira, setembro 27, 2024

entretanto, Netanyahu anda à solta em Nova Iorque

Bem fez a Mongólia, que mandou o tpi à fava quando Putin a visitou. O mesmo, aliás, deveria ter feito a África do Sul, por ocasião da cimeira dos BRICS, e como Lula já garantiu que fará (mas o Lula é alguém). Ou seja: a Mongólia deu-se ao respeito, como deverá fazer qualquer país que não passe por republiqueta das bananas. A farsa do tpi é tal, que Netanyahu anda à solta em Nova Iorque

Por falar nisso: ontem quando cheguei estava Montenegro a falazar na ONU; aguentei 30 segundos e não retive nada, a não ser banalidades. Aliás, o pensamento de Montenegro sobre questões internacionais deve estar ao nível do café da esquina, nada que ele não possa emendar (Cavaco, por exemplo, aprendeu no posto). Ao menos que aprenda também e não seja uma nulidade tipo António Costa, como teremos ocasião de ver já a partir de Janeiro.

domingo, agosto 11, 2024

JornaL: Catalunha, Inglaterra, Israel/Palestina, Ucrânia, Venezuela

De férias, e sem telejornais, compro o jornal todos os dias, ouço o noticiário na rádio, quando calha, raramente vou ao online ler/ouvir notícias, a não ser os três militares cujas análises não perco (Agostinho Costa, Carlos Branco e Mendes Dias) e Tiago André Lopes, um dos poucos civis digno de ser escutado.

Catalunha. Puigdemont apareceu e não quis fazer o favor ao juiz franquista que não se conforma com a amnistia. Uma nota para os palermas dos jornalistas que relutam escrever a palavra exílio, no que respeita ao líder catalão, comprazendo-se e babando-se a falar em fuga. Aquilo é mesmo a base da cadeia alimentar do poder.

Inglaterra. Não sei se é suficiente, mas apreciei a rapidez com que têm arrebanhado o gado à solta nos motins, e a repetida advertência de Keir Starmer que a escumalha das ruas vai sentir sobre si toda a força da Lei. Espero que sim.

Israel / Palestina. Se Netanyhau é um comprovado criminoso de guerra, contumaz e relapso, a troupe do Biden e seus aliados não passam de bácoros porcos suínos. Dezanove mortos num ataque a uma escola. Podem limpar o cu com os vosso valores.

Ucrânia. No mesmo dia o jornalismo analfabeto (Antena 1, Jornal de Notícias): a Rússia atacou um supermercado com um míssil. Já faz mesmo rir como estes incapazes seguem a propaganda do poltrão do Zelensky.

Venezuela. Maduro, um zé-ninguém que foi escolhido por Chávez, vá-se lá saber porquê, não divulga as actas porque nem sequer assumir a chapelada. Entretanto vai prendendo. Só se percebe o silêncio do trio Brasil-Colômbia-México num contexto de negociações em que o palhaço e a sua clique se safe airosamente. Entretanto, os do costume já foram descobrir pecados mortais cometidos pelo ex-embaixador no tempo do socialismo corrupto que governava a Venezuela. Como se uma nódoa saísse com sujidade... Não suporto esta mentalidade sectária de escravos.   

quinta-feira, julho 25, 2024

um criminoso de guerra, assassino de crianças e velhos, ovacionado de pé

no congresso americano, Netanyahu, pois claro Nenhuma admiração com o facto, atendendo ao longo cadastro do nosso poderoso aliado; mas é só para ficar registado, quando os patetinhas que nos governa(ra)m nos vierem falar em ucrânias, direitos humanos, liberdade, fronteiras, Direito Internacional, democracias iliberais e toda a conversa para atrasadinhos que nos servem de manhã à noite. Sobre a verdadeira natureza das administrações americanas e sobre o papel que têm tido nas relações internacionais, só se deixa enganar quem quer. É escusado virem falar de putins e outros orbáns. A América é isto. Não é só, mas em dominação imperial é basicamente isto. Por isso eu gosto tanto que a velha Rússia e a velha China ponham em sentido estes bárbaros, estes flibusteiros. Há muito tempo que não via em política nada de tão degradante.

quinta-feira, janeiro 18, 2024

comentário a um comentário

(Posso fazê-lo, pois ao contrário de Agostinho Costa, Carlos Branco, Mendes Dias, Marcos Farias Ferreira, Tiago André Lopes e mais alguns que merecem ser ouvidos com atenção, não sou analista de nada, apenas um europeu com medo que o céu lhe esteja prestes a cair sobre a cabeça).   

Já se sabia que Daniel Oliveira não gostava do Putin, paladino profano que é da cruzada lgbt, cruzada à qual o lóbi -- para amalgamar, e com isso se tornar a importante causa mais palatável -- arrebanha as mulheres e as pessoas "racializadas" (palavra horrível), como se toda a calça desse para cada cu. Obviamente detestam o Putin porque, entre outras coisas, certamente menores, ele teve a desfaçatez de impedir que as questões momentosas da identidade/disforia de género fossem ministradas às criancinhas de todas as idades. O mesmo se passou com o Orbán na Hungria, o que levou o Expresso a envergar um lutuoso fumo das cores arco-íris (pobres duendes dos potes de ouro...). Só isso explica que Oliveira equipare Netanyahu a Putin, como [dois] "dos maiores perigos para a segurança internacional"... Netanyahu e Putin, parecidíssimos, como se sabe; e vindo dali eu esperaria (não sei bem porquê, se não leio o Expresso e raramente passo pela sic) alguma assertividade em relação ao papel dos Estados Unidos na situação internacional. Mas vejo que não está para aí virado -- aliás, a última frase é deveras significativa. Eis aí alguém na boa companhia dos germanos, isidros e outras dianas. Ainda hei-de ouvi-lo falar na luta das democracias liberais contra as autocracias (não estás perdoado, Lula!) e na defesa dos nossos valores, em parelha com úrsulas e sub-borréis.

domingo, novembro 05, 2023

se eu decidisse pelo Hamas...

Libertava todos os reféns civis, crianças, mulheres, velhos, estrangeiros e mantinha prisioneiros os militares, prisioneiros de guerra e os homens em idade de combater.

Depois, faria uma exigência simples: a abertura duma conferência internacional para a constituição de dois estados, de acordo com as resoluções da ONU, sob os auspícios da mesma ONU e países terceiros que agora me escuso de enumerar.

Claro que isto contaria com a oposição do Netanyahu; mas os cidadãos de Israel têm de saber o que querem: se continuam a votar num patife (que aliás se está nas tintas para os reféns) e toda aquela tralha religiosa a quem ele procura agradar, ou se o fazem engavetar e deitam fora a chave da cela.

Quanto maior a destruição que ele está a provocar na Palestina, mais estreito o futuro de Israel, o que será sempre uma pena.

quinta-feira, novembro 02, 2023

nem terroristas nem nazis, antes criminosos mastins de guerra

Deus me livre de ter simpatia pelo Hamas, sucursal palestina da Irmandade Muçulmana. Chamar-lhes terroristas e compará-los ao Daesh é uma patranha comunicacional da quadrilha do Nethanyahu, que vale zero: exactamente o mesmo quando se aplica a designação, por exemplo ao PKK curdo, ou, se quisermos ir à história, quando o regime do Salazar qualificava como tais o MPLA, o PAIGC e a Frelimo. Ou até, voltando à Terra Santa, o Haganah, durante o protectorado britânico. (Não esquecer que Menachem Begin, primeiro-ministro de Israel no final da década de 1970 pelo mesmo Likud, tivera a cabeça a prémio por parte dos ingleses.) Portanto, os locutores quando, repetindo a estratégia sionista-americana, violando o seu dever de isenção como alegados jornalistas, qualificam desta forma o Hamas, só mostram o quão analfabetos são. Tal não significa que o Hamas não tenha cometido um acto terrorista ao atacar e raptar civis, um acto sem perdão, que nenhuma malfeitoria de Israel justifica. Percebe-se por que o fez, mas não se perdoa. Todos os alvos militares e do estado são legítimo, todos os ataques a civis são um crime ignominioso -- e isto serve para uns como para outros.

De igual modo, qualificar com ligeireza a sanha veterotestamentária israelita como nazi, é duma estupidez inqualificável, exactamente simétrica à abusiva utilização da estrela de David que os nazis impuseram aos judeus por parte do embaixador de Israel no ONU, como, aliás, denunciou o director do Yad Vashem. Esta corja não recua diante de nada. 

Eu fui sempre contra à equiparação dos crimes do estalinismo aos do nazismo, crimes de natureza diferente cuja comparação só um asno ou um desonesto pode sustentar. O mesmo se passa com o massacre que Israel está a levar a cabo em Gaza: é um crime contra a Humanidade, e só isso é suficientemente grave, Mais uma vez: não é preciso chamar os nazis para dizer que a acção de Israel é um crime monstruoso. Perpetrado, de resto, por um ocupante. É preciso ser-se muito palerma para dizer que Israel está a defender-se: não: Israel está a retaliar e a punir os insurgentes que combatem a ocupação de território da Palestina. O 7 de Outubro não é mais do que um episódio sangrento de um processo que há um século começou torto e no qual nem as entidades árabes nem as israelitas têm as mãos limpas.