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domingo, novembro 30, 2025

serviço público - Pedro Ponte e Sousa

O custo da não-diplomacia: a inevitabilidade do plano de paz para a Ucrânia e o isolamento estratégico da Europa

Neste artigo, Pedro Ponte e Sousa faz uma análise muito serena e pormenorizada da catástrofe que tem sido para a União Europeia e para a própria Ucrânia a política seguida de confronto com a Rússia -- peitar a Rússia com as costas aquecidas pela Administração Biden, abdicando de uma posição própria, que agora querem ter, quando lhes falta os meios. They don't have the cards...

O que já então era um disparate e um absurdo é-o agora ainda mais. Não é só Ursula e quem a rodeia que são uma catástrofe; também as lideranças nacionais (quase todas) , na sua estupidez incomensurável, a que se juntou uma constelação de detritos académicos e meia dúzia falcões já de pantufas postas, cuja insânia poluiu e condicionou o ambiente informativo e me(r)diático, É difícil lembrar manipulação mais rasteira, veiculada pelos palerminhas da comunicação social -- designação horrível para o verdadeiro jornalismo. 

segunda-feira, julho 14, 2025

não um, mas dois prémios Nobel para o Trump

Ricas oportunidades de negócio. Eles nem se dão ao trabalho de disfarçar: convocam Mark Cu-para-o-Ar Rutte, e obrigam a Nato a comprar-lhes armas americanas para a Ucrânia (fica mais barato do que mandá-las fabricar, diz Rubio...). Prossegue-se assim genialmente a política da desadministração anterior, e com imenso lucro. Claro que os 2 a 5% de investimento em armamento se mantém, assim como o jogo das tarifas. Eu proponho, para além do Nobel da Paz, também o da Economia -- pelo menos para já.

Entretanto, Putin, velha raposa, estará à espera de tudo mais um par de botas do que virá de Washington. E estou para ver as tais sanções de 500% aplicadas à China, à Índia, ao Brasil... 

Será que o Trump acha que endrominando os europeus, fazendo-os pagar, estará a salvo das complicações que um endurecimento para com a Rússia trará? E achará mesmo aquela cabeça, parece que muito sensível aos neocons e à lisonja dos bajuladores da UE (que se riem dele nas costas), que a Rússia alguma vez cederá ao projecto de enfraquecimento, pobremente gizado em Washington, aplicado e derrotado em toda a linha, nominalmente pelo destroço chamado Joe Biden?

É que a Rússia é, muito felizmente, a única potência militar que pode lidar com as saliências americanas -- que sabem que por cada tentativa de ataque nuclear que experimentassem fazer ao país, teriam resposta em triplo ou a quadriplicar, a partir dos submarinos atómicos que andam submersos por aí -- para não falar das ogivas existentes naquele território imenso.

Do ponto de vista económico, a Rússia tem o apoio da China (mas não só). Sempre teve (inimigo do meu inimigo, meu amigo é), apesar dos avençados do costume fingirem que só agora deram por isso, não deixando de estar empenhadíssimos em propor respostas musculadas "para defender a Europa" dizem estes pategos.

segunda-feira, junho 09, 2025

amanhã é feriado, vou perguntar ao Zelensky se está bom no Guincho

 Nos canais de bardanotícias aqui da parvónia, o Zelensky continua a ser um Churchill -- como disse, certo dia, o Fareed Zakaria... pouco importa que tenha sido uma marioneta de americanos e britânicos contra os ucranianos e com isso tenha deitado o seu país a perder, em função dos interesses americanos e não só (lembremos o papel de duas abjecções como Joe Biden e Boris Johnson no prolongar da guerra, para esvair a Rússia -- o verdeiro objectivo -- quando da primeira tentativa de acordos de paz).

Não especulo sobre as intenções deste bicho, se vai morrer de armas na mão, como seria sua obrigação, depois do mal que tem feito, ou se há alguma ponta de verdade no que dizem os seus detractores, sobre um eventual e bem esportulado enriquecimento ilícito -- não vou por aí, não me interessa, nem sequer é preciso...

Basta dizer que à conta da criatura e de quem a sustenta, a Ucrânia está como está, e a caminhar para muito pior. Mas, não contente com isso, seguindo à risca o gizado pela trupe neo-con do lado de lá do Atlântico, tem procurado, desde o princípio, envolver-nos a todos na guerra -- o que só não conseguiu ainda, não por bom-senso das lideranças europeias (meu deus, a nulidade do Costa, parece que engenheiro de pontes, é presidente do Conselho Europeu...), mas porque ainda não puderam. Mas há quem não descanse enquanto tal não suceder, não só do lado de lá, como, pasme-se, do lado de cá do Atlântico. Que imbecis, que vigaristas...

Para as notícias dos bardacanais, e os zeros que os dirigem, Zelensky, em vez de a sua acção ser abordada segundo um prima jornalístico (chamam àquilo jornalismo, certo?) -- ou seja: um político apanhado em determinadas circunstâncias, reagindo melhor ou pior de acordo com elas, o que nos dão é uma caricatura de propaganda reles, em que cada espirro e cada flato que o homem emane equivale a um tratado de clarividente liderança; ele tudo sabe, tudo vê, é um predestinado, um Churchill.




terça-feira, maio 27, 2025

ucraniana CCLXXXIX - o sentido de humor de Peskov, numa perigosa fase de provocação da UE

Dmitri Peskov, que os bons me(r)dia televisivos levaram mais de dois anos a mostrar a mesma foto com expressão de alucinado, teve ontem uma saída muito boa a propósito do chilique de Trump, agradecendo o empenho dos Estados Unidos na resolução do problema (que eles próprios criaram, primeira boa piada); dizendo, paternalisticamente, que andamos todos com sobrecarga emocional... 

O Trump, que não é estúpido como o destroço que o antecedeu, deve saber que para Putin e os russos em geral, tanto se lhes dá que o inimigo seja liderado por ele ou por Biden (supostamente). 

Os americanos queriam a Ucrânia na sua esfera de influência e, ao mesmo tempo, fazer a Rússia arder em lume brando. Tudo lhes saiu furado, e, por desistência, são agora os incapazes dos europeus que se chegam à frente, o menino largado nos braços, na estúpida esperança de que os EUA acabem por envolver-se (outra vez e mais).

Enganados uma e outra vez, os russos já não vão em conversa fiada, e por essa razão as provocações no Báltico, das marinhas destes aterrorizados países, cujo medo irracional nos poderá fazer perder todos, as preocupações dos finlandeses com brigadas russas na fronteira (foi uma maçada a neutralidade durante o tempo da União Soviética, não foi?), a autorização, pelo ceo Merz, do uso de armas alemãs em território russo, fazem temer o pior, a começar para os próprios ucranianos. Os últimos ataques são uma resposta aos pseudo-ultimatos destes inúteis. Nem todos podem ser como o Robert Fico, um socialista a quem os criados da imprensa logo qualificaram como 'populista'...  Os russo não querem os americanos nem os seus lacaios a sujar-lhes a porta  

Aliás, quanto mais tempo de guerra, menos Ucrânia. Por muito imbecil, ignorante ou prostituída (riscar o que não interessa) que esta clique dirigente europeia seja, já deve ter percebido que o que foi tomado pela Rússia (e já agora bem tomado, pese o Direito Internacional), será para continuar na Rússia.  



terça-feira, maio 13, 2025

ucraniana CCLXXXVIII - Zelensky repara, Zelensky substitui

Chega um tipo ao restaurante, a televisão sintonizada na cnn, e vê o pobre general Carlos Branco a pisar um daqueles filetes que está na base do ecrã, destacando as últimas (ou penúltimas) parvoíces de desinformação. Hoje era qualquer coisa como isto: Zelensky delineia plano de paz para a reunião na Turquia; Zelensky só aceita reunir-se com Putin, etc....

Não é cómico? Um tipo que vai ao país dos otomanos por uma orelha e pela mão do Trump, e estas pulgas da cnn-Portugal (certamente orientadas pela casa-mãe) a aldrabarem os feirantes de Espinho, dizendo-lhes que Zelensky repara, Zelensky substitui; Zelensky delineia, Zelensky exige.

Já não me sorria tanto desde que uma barbie empoderada (é português isto?) parecia a caminho do orgasmo sempre que pronunciava o nome do grande líder; ou uma outra, velha platinada, vinda ao ecrã gabar o tónus olímpico do Biden destroço. 


terça-feira, março 18, 2025

ucraniana CCLXXXVI - a vitória da Rússia e a clamorosa derrota da União Europeia em todas as frentes

Rússia: depois da cooperação com o Ocidente, veio o aviso sério de Putin (Munique, 2007), ao ver, com a invasão do Iraque, de que massa é feita aquele covil de ganância e pulhice; a resposta ao miserávelzinho agente americano que estava na presidência da Geórgia (hoje na cadeia) e às manobras de diversão respectivas no antigo espaço soviético, culminando com a apetecível Ucrânia.

A estratégia (?) norte-americana do execrável Joe Biden falhou rotundamente; a inflexão de Trump "apenas" salvou os Estados Unidos de maior humilhação (quem não se lembra deste senil a dizer de fugida a um jornalista que os EUA estavam sem munições?)

Os dirigentes da UE, esses metem nojo; antes, pela vassalagem,; agora, pela estupidez e a desesperada tentativa de fuga para a frente que iremos ver como acaba (talvez acabe com a UE, infelizmente): um Macron em perda em África, a aproveitar-se do vazio temporário da Alemanha, apoiado na desorientada Inglaterra. Dos grandes países parece ser a Itália e a Polónia (em circunstâncias diferentes) que melhor sabem o que querem (ou não querem). 

Dirigentes da UE abaixo de cão: Leyen, uma abusadora descarada, o que é uma vergonha para os líderes europeus eleitos; Costa, tão fala-barato lá como cá, zero em substância, 20 em parlapatice; para não falar das duas coisinhas que arranjaram para as relações exteriores e mantiveram a presidir ao PE. Ridículos, de mão estendida, à espera que Trump lhes dê atenção, mas fingindo que não o ouvem. Putin despreza-os, e nunca tanto desprezo foi tão merecido.

sexta-feira, fevereiro 28, 2025

ucraniana CCLXXXIV - Zelensky esqueceu-se de que era o moço de fretes dos Estados Unidos

Não foi bonito, mas foi muito bem feito, e lembrou-me de quando o Zelensky tinha encontros com estes patéticos dirigentes europeus, ou era recebido nos seus parlamentos, e  se achava à vontade para dar reprimendas aos anfitriões. Pois não era ele o moço de fretes dos Estados Unidos?

Não sei se ele caiu numa armadilha, nem me interessa. Fartos do presidente ucraniano, Vance disse-lhe o óbvio: era o tempo da diplomacia -- essa mesma diplomacia que Biden não autorizou que prosseguisse na Turquia. Pois não era o objectivo daqueles idiotas infligir uma "derrota estratégica" à Rússia? Era. E Zelensky, como moço de fretes, obedeceu, secundado pelos lacaios da UE.

E Trump disse a verdade àquele aldrabão/incompetente/inconsciente (riscar o que não interessa): quer ele estava a brincar à III Guerra Mundial. Ou já se esqueceram dos pedidos/exigências da no fly zone, que poria a Nato em guerra directa com a Rússia? Esta foi uma das primeiras das muitas brincadeiras de Zelensky.

Carlos Branco num dos seus textos, classificou Zelensky como um instrumento da administração Biden; eu chamo-lhe o mesmo, sem carícias: moço de fretes. 

O frete deixou de ser preciso, e Zelensky ou assina ou assina -- caso contrário é deixado à sua sorte. De qualquer modo, o destino da Ucrânia está traçado, graças à inteligentíssima estratégia de Biden e dos idiotas da UE, com a activissima colaboração do Zelensky: um país amputado e controlado pela Rússia, ou amputado pela Rússia e o remanescente subjugado pelos Estados Unidos. Brilhante!

A União Europeia cacareja. E a verdade é que não pode fazer outra coisa -- não por estar desarmada, mas pelo que tenho referido: não é um país ou uma federação. Países com interesses diferentes não podem ter uma política externa comum. Mas isto fica para depois.

e a propósito da USAid, alguém voltou a ouvir falar dos lutadores pela liberdade e democracy na Geórgia? Não?...

Falta-lhes o subsílio (como diz o povo) da benemérita USAid, que parece financiava também ópera transgénero na Colômbia, que deve ser uma coisa maravilhosa de se ver e ouvir.

Nobel da Inclusão para o Joe Biden, já!

-- Ah, mas o gajo é o porco que queria provocar uma derrota estratégica à Rússia, até ao último ucraniano...

- E isso que interessa?!... 

(Nota: é possível que a USAid tenha actividades meritórias. Não sei, não fui ver. Na verdade, estou-me nas tintas.)

quinta-feira, fevereiro 20, 2025

ucraniana CCLXXXIII - da política europeia na guerra da Ucrânia

Durante a administração Biden, a União Europeia fez o que a América mandou; na administração Trump, a União Europeia fará o que a América mandar e o que a Rússia autorizar.

quinta-feira, fevereiro 06, 2025

um dia bom para as mulheres e para os feministas

Se alguém se disser feminista e defender ao mesmo tempo que é aceitável transexuais competirem com mulheres no desporto, ou é uma fraude ou está alienado.

(Eu sei que é chato estar a elogiar o Trump quando ele tira da cartola a Riviera de Gaza, uma trumpice; mas nunca esqueçamos que o massacre dos palestinos e a pulsão genocida foi toda articulada na administração Biden, com as falinhas mansas desse extraordinário democrata e humanista que todos conhecemos.)

Voltando ao manicómio: não me canso de falar no caso infame do roubo do título olímpico a uma boxeuse italiana -- das coisas mais degradantes e revoltantes a que assisti na minha vida --, incluindo a retratação pública a que ela se sentiu obrigada. Mas já é tempo de denunciar e desmascarar todas as mentiras, e as estratégias de vitimização, relativização e intimidação woke.

Mentiras chapadas quando chamam "mulheres" e "meninas" a transexuais, como este patético e nauseabundo título do Globo, jornal de tradição progressista, como se sabe...; quando se relativiza sempre com o número exíguo das pessoas em causa -- tão exíguo que até ganham medalhas olímpicas, para desânimo das mulheres que com eles têm de competir --; ou quando vêm com a historieta dos "direitos humanos", ou usam do poder mediático de que dispõem para cilindrar quem se lhes opõe. O que vi naquele "combate", entre o desespero da mulher e a sua retratação, foi um treinador com medo, a tentar justificar a sua atleta, e sem palavras para articular algo a respeito da insanidade onde ambos haviam sido metidos, receando naturalmente pela carreira de treinado e pela da sua atleta.

Em suma: um escarro que tem a conivência não só dos cobardes como daqueles que acham que há coisas mais importantes pelas quais lutar. Mas não há: a injustiça, quando atinge um, atinge todos. E manifesta-se quando famílias são chacinadas num kibutz, quando um povo é massacrado num território, e sempre, quando um indivíduo é cilindrado por qualquer tipo de mundividência, por norma absurda e anormal, nesta altura gozando da conivência dos estados. Não há assuntos menores quando a dignidade e a justiça são comprometidas. 

sábado, janeiro 25, 2025

serviço público - o 'brutalista' e o 'indecente'

 As duas últimas crónicas de Viriato Soromenho Marques no Diário de Notícias: Trump e Biden.

sexta-feira, dezembro 20, 2024

ucraniana CCLXXIV - deixa-me cá criticar forte e feio o Putin, que está na mó de cima, graças a deus

Eu sei que é preciso ter uma paciência infinita para lidar com a idiotia do Ocidente, a bandidagem de Washington, os serventuários da UE, os múltiplos palhaços da "comunicação", da cnn internacional para baixo, mas -- do pouco que pude observar nos telejornais --  não gostei nada do tom de piadola do Putin sobre duelos... Isso é bravata para líderes de terceiro mundo e também para os trumps e outros mileis, não para estadistas civilizados ou decentes.*

Muitas vezes também tenho vontade de rir, mas eu não só não sou um líder político, como não tenho que arcar com o peso de milhares de mortos, mesmo que numa guerra provocada pelos patifes dos americanos e respectivos lacaios.

* É verdade que Biden é um senhor, podre e senil, mas um senhor. No que também não veio nenhum bem ao mundo...

domingo, novembro 24, 2024

terça-feira, novembro 19, 2024

ucraniana CCLXVIII - a casca de banana posta pelos Estados Unidos à Europa, algumas notas

1. Desde o fim-de-semana que aguardo uma declaração de Trump sobre a decisão (aparentemente pífia, mais uma...) de Biden em permitir o uso dos mísseis em solo russo. Não aconteceu até agora, o que confirma a minha suspeita inicial de a decisão ter sido concertada entre os dois.  A circunstância de o filho de Trump ter vindo criticar asperamente o ainda presidente, não quer dizer nada, ou antes, poderá fazer parte da mesma táctica, que, no raciocínio que lhe estará subjacente, tem algum sentido, ou seja: Trump não quer aparecer como o líder que possa ceder em toda a linha a Putin -- já basta o que basta, da retirada vergonhosa do Afeganistão, às humilhações infligidas pelo aliado israelita, culminando na "estratégia" indigente de enfraquecimento da Rússia com a guerra que provocaram na Ucrânia, um falhanço em toda a linha, pelo menos até agora.

2. Trump, aliás, quer ver-se livre daquilo rapidamente, antes de os Estados Unidos sofrerem ainda outra e não menos grave humilhação que será a capitulação da "Ucrânia", ou seja a derrota em toda a linha dos americanos e dos seus satélites europeus. 

3. A casca de banana: um envolvimento maior da Europa combinada (UE e países Nato), depois de os americanos saltarem da carruagem em andamento. Criaturas desprezíveis como Úrsula e Borrell fazem por isso, acolitadas pelo CEO francês, Macron, e o assistente social Starmer. Scholz resiste, principalmente ao belicismo dos futuros ex- companheiros de coligação "Verdes", que, se deus quiser, serão varridos do parlamento; Meloni é uma incógnita, apesar de querer mostrar-se respeitável diante da UE e da Nato -- não só por causa do putinista Salvini, como pelas relações da Direita radical, em que sobressai Orbán. Mas isto é mercearia. O que conta é a vontade de Trump largar o atoleiro que em Biden e os seus bandidos meteram os Estados Unidos. A bandidagem de Trump orienta-se para outras latitudes.

4. Já aborrece escrever a propósito do esgoto informativo, mas a imprensa popular e popularucha, a começar pela cnn, está sedenta de sensação e de sangue. Na cnn-Portugal, talvez veiculando "notícias" da casa-mãe, anunciava-se no último domingo que França e Inglaterra já haviam dado as autorizações de emprego dos seus mísseis em solo russo, para no dia seguinte afirmarem o contrário, como quem bebe um copo de água. E já não falo em alguns comentadores que parecem bem esportulados. Haverá sempre um saco azul algures para pagar a estes mercenários do teclado.

Conclusão: o que os Estados Unidos querem é pôr-se ao fresco, deixando a Europa com o menino nos braços. Que isso possa dar início a uma guerra em larga escala na Europa, é algo que os neocons "à solta" (Carlos Branco) têm por aceitável -- e, quem sabe, até desejável para aquelas cabeças ("Fuck the EU", não é?). Mas como tenho dito, quem acredita que uma guerra entre a Rússia e as potências europeias deixariam de lado os Estados Unidos? Eu não acredito -- nem seria justo que os EUA escapassem ilesos enquanto o Velho Continente passa por mais uma destruição. Isso não vai acontecer.

quarta-feira, novembro 06, 2024

ucraniana CCLXVI - e agora?

A retumbante vitória de Trump não vai deixar apenas Zelensky certamente de malas aviadas e em maus lençóis; deixa-nos também, UE, com uma relação com a Rússia em cacos. Não vale a pena repisar a subserviência e a estupidez das lideranças europeias, que, com honrosas excepções, se esqueceram de que tinham não apenas um vizinho poderoso a Ocidente, mas também a Leste -- que, seguindo a "estratégia" burra dos neocons que mandam em Washington, menorizaram o colosso russo, pobres coitados. Menorizaram a Rússia, hostilizaram-na e lançaram-na nos braços da China. Mais uma vez na história da política externa norte-americana, conseguiram o oposto do que pretendiam.

E agora as von der Leyen, a fulana da Estónia que ficou com a alegada política externa europeia, a chanfrada do Parlamento Europeu e o Costa e as suas pontes vazias e para lado nenhum?... Vamos ter cinco anos com estes tipos ou tratarão rapidamente de virar o bico ao prego, ou, melhor, serão esvaziados do excesso de protagonismo que, principalmente a Ursula se autoatribuiu, no meio dos scholz e outros macrons?

Sim, Trump é imprevisível, mas não é estúpido, e tem instinto, como se vê. E J. D. Vance, que provavelmente lhe sucederá na presidência dos Estados Unidos, tem um pensamento bastante estruturado. É isolacionista e não vai em wokismos anti-Putin. Há uns meses, ainda antes de Kamala, picava: "Queres que o teu filho morra no estrangeiro numa guerra estúpida? Vota em Biden." Eloquente, ainda mais se nos lembrarmos que Vance é um antigo combatente, no Afeganistão. 

Mais ou menos à margem: quem ainda vai atrás de televisões, centrais de propaganda como a cnn central, reproduzindo-a bovinamente? "Empate técnico", não era? Eu sempre tive um feeling de que Trump ganharia, mas nunca desta maneira. Aliás, creio que nem o próprio.

terça-feira, outubro 29, 2024

ucraniana CCLXV - a fita sobre os coreanos e outras cenas cómicas

* O Pentágono, a Nato, a UE -- o pai-filho-espírito santo da Guerra da Ucrânia -- julgam assustar-nos (e assustam mesmo os mais débeis de entendimento) com a historieta dos dez mil soldados norte-coreanos exportados pelo rei da Coreia, como se aquilo interessasse para alguma coisa; é carne para canhão, como uns milhares de polacos (entre outros), alegada ou efectivamente mercenários, que estão na Ucrânia desde o princípio. Como é da História, várias vezes repetida (do Vietname a Cuba) os idiotas dos americanos lançam os adversários/inimigos nos braços dos outros, e depois queixam-se. 

* Quem acredita que o Joe Biden riscou alguma coisa na Guerra da Ucrânia, ponha o dedo no ar!   

* O Zelensky recusou-se receber Guterres. Mais uma medalha para Guterres.

* Entretanto, que raio veio cá fazer a Zelenska?...

* Na Geórgia, o "Ocidente" está também muito angustiado, tendo mesmo a francesa que ocupa a cadeira presidencial recusado aceitar a vitória do partido que está no poder. O Blinken pronunciou-se logo, o que é sempre sinal de envolvimento da CIA e doutras organizações beneméritas. Diz-se que é pró-russo. Só se fossem estúpidos não o seriam. E, que horror!, têm uma lei que obriga que as empresas que tenham acima de um determinado montante de capital estrangeiro o declarem, exactamente como sucede nos Estados Unidos e noutros países -- ultraje! Além disso, também têm para lá umas leis semelhantes às dos russos e dos húngaros (e dos polacos, mas esses já não interessa mencionar) que propõem proteger as criancinhas do manicómio woke e lgbt. Parece que lá é proibido ministrar "horas do conto" com leituras por drag queens, verdadeiro atentado à diversidade e à inclusão.

* Afinal, os russos são uns bárbaros e os norte-americanos la crème, não é verdade?

* Duas anedotas: nos tempos da Guerra Fria contava-se, com grande sucesso que na Rússia não havia homossexuais; então porquê? Resposta: "Eles não podem abrir a boca, quanto mais o cu!..." Em relação aos estadunidenses: "-- O que distingue um americano a mascar chiclete duma vaca?" "-- Hum?" "--O olhar inteligente da vaca."

* Despeço-me, com amizade e nenhuma paciência.

quarta-feira, setembro 25, 2024

um destroço optimista na ONU

Quando um velho destroço, marioneta da indústria armamentista, cujos fios se foram partindo com o mundo a olhar, em falência cognitiva e passo acelerado para a reciclagem -- quando esta anedota que pouco difere dos antecessores, a não ser na decrepitude, balbucia na A-G da ONU que está "optimista", depois de ser um instrumento azado para pôr o mundo a arder; após uma retirada humilhante e trágica no Afeganistão; o gritante falhanço da estratégia de enfraquecer a Rússia, à custa do sangue da Ucrânia, apesar das pias proclamações; com a miserável política hipócrita de sustentação do governo bandoleiro-religioso de Israel -- quando este este indivíduo, que votou favoravelmente o massacre no Iraque, com base numa mentira que só os atrasados mentais não viram e que deveria estar há muito pantufas calçadas a rezar o terço, pedindo perdão pelos seus muitos pecados de assassino, diz estar "optimista", todos temos razões para temer.

sexta-feira, setembro 20, 2024

ucraniana CCLXIV: da desinformação na imprensa portuguesa

Depois de ter lido no Público, há uma semanas, que o partido de Sarah Wagenknecht era mais ou menos de esquerda na economia e políticas sociais, e mais ou menos de direita, entre outros exemplos de que me esqueci, por ser anti-Nato -- o idiotismo populista jornalístico em elevado grau... --, li há dias, no Diário de Notícias, um exemplo de desinformação russa ou instilada pelos russos: a ideia de que que a Rússia nunca entrará em guerra com a Nato por sua iniciativa. 

Qualquer bivalve percebe que uma acção dessas acarretaria a resposta que se imagina; ao querer apresentar a tese de que isto constitui propaganda russa para desmobilizar os "europeus", estão a ser eles próprios agentes de desinformação -- sabendo-o, pois não se pode ser tão estúpido, a partir de certo patamar. Além disso, a prosápia de Trump sobre o tema não convenceu ninguém com dois dedos de testa, a começar pelos então apoiantes de Biden. A este embuste, que os plumitivos ajudam a espalhar, chamamos o quê -- jornalismo de referência. 

Claro que há exercícios de prospectiva: quem sabe o que acontecerá daqui a duas gerações, ou até no próximo ano? Ninguém. Daqui a duas dúzias de meses, pode até ter deixado de haver UE, ou a Rússia como a conhecemos hoje -- ou mesmo os Estados Unidos. Mas isso não é jornalismo e muito menos informação.

sexta-feira, setembro 13, 2024

ucraniana CCLXIII: o que vale é que os nossos generais-falcões estão aí para nos sossegar. E se os russos responderem?

1. Não sei o que se irá passar quando Starmer se encontrar com Biden. Sempre receei este momento: perante a possibilidade de Trump ganhar as próximas eleições, os neocons que funcionam com democratas e republicanos arriscarem, em desespero, subir a parada. Os ingleses, cães-de-fila dos americanos.

2. Entretanto um dos maiores criminosos de guerra vivos, Dick Cheney, declarou apoio a Kamala Harris, como se houvesse dúvidas sobre o que é o partido democrata. Aterroriza-me mais a influência deste facínora e doutros do mesmo jaez, que o aldrabão do Trump, com a sua campanha dirigida ao gado eleitoral, a propósito da dieta alimentar dos imigrantes.

3. Quando foi eleito, Zelensky, que não era o candidato dos americanos, prometeu trazer a paz à Ucrânia. E trouxe: a paz dos cemitérios.

4. Cenários para o cumprimento da ameaça: ainda consigo achar graça às ameaças de Medvedev. Claro que, subindo a parada, os russos não atacarão a Grã-Bretanha, nesta fase. Prevejo, nesse caso, duas possibilidades, para além de cenas malucas no ciberespaço, o pão-nosso-de-cada-dia: uma ameixa nuclear táctica em solo ucraniano, com um alvo muito bem escolhido (Lviv, quem sabe? Seria uma mortandade...); ou uma acção contra a Inglaterra directamente proporcional à sabotagem dos Nordstream. Acredito mais nesta possibilidade.

5.  O que vale é os nossos generais-falcões, Isidro e Arnaut, nos garantirem de que isto é tudo paleio dos russos, ou seja, vão comer e calar, ou ladrar e não morder. Não sei. Parece que os russos já têm dinheiro para comprar botas, e aumentaram as importações das máquinas de lavar...

quinta-feira, setembro 05, 2024

ucraniana CCLXII: paulatinamente, eles tornam aceitável, não a guerra, mas a ideia de que estamos em guerra e da sua inevitabilidade

Eles há muitos, alguns são até militares. Hoje ouvi duas dessas duas personalidades. 

O comandante João Fonseca Ribeiro, na RTP3, dizendo basicamente isto: o próximo ano será de grandes decisões, e não é altura para líderes políticos "medrosos", uma vez que há que esperar que a Rússia ataque o ocidente europeu; ou então prevenir esse ataque. (Subjacente está a lengalenga de que a Rússia se prepara, mais cedo ou mais tarde para atacar países Nato, o que nem as criancinhas ou mesmo a minha cadela acreditam, por muito teatro que faça Trump.) Suponho que, para devem os países europeus (hoje citados por Zelensky) já autorizar o emprego do armamento ocidental no ataque, esquecendo-se de dizer que muito desse armamento é operado não por ucranianos, mas por militares ocidentais -- algo que um imbecil como o Borrell nem se preocupa em elucidar os cidadãos da UE. Presumo também que para Fonseca Ribeiro os medrosos sejam: Biden, Scholz, Starmer e Macron; e que os exemplos a seguir sejam as formigas aterrorizadas do Báltico ou quem sabe o insigne Boris Johnson, estrénuo representante dos nossos valores democráticos e liberais.

A segunda personalidade ouvida, desta vez na cnn-Portugal, Diana Soller (tinha de ser) disse que a China por enquanto não é um perigo militar perceptível, ao contrário da Rússia, que está em guerra contra os europeus. -- Como se sabe, foi a Rússia que se expandiu e não os Estados Unidos, via Nato. O mundo de pernas para o ar...

E por aqui me fico, reforçando que o propósito destes comentadores, ou pelo menos parte deles, é a de que vamos lentamente assimilando a necessidade do sacrifício. Em que grau, cada um saberá (saberá?).

Isto é inaceitável, e deve ser contraditado por todos quantos acham que há mais a fazer do que sermos joguetes dos americanos. E não digo isto por "pacifismo"; se há coisa que os portugueses fazem bem é a guerra, apesar de bisonhos. Da Guerra Colonial, em que éramos ocupantes seculares, recuando à Lusitânia que resistiu a Roma por mais de um século, se há coisa que este povo sabe fazer é bater-se -- mas, por favor, fazê-lo em nome dos interesses de outros por causa dos anões políticos que temos tido, vai um passo que só a inépcia e -- agora sim -- o medo, comandante Fonseca Ribeiro -- explicam.