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terça-feira, dezembro 27, 2016
terça-feira, junho 07, 2011
quinta-feira, abril 20, 2006
Fiat 850 Coupé
Tanto a dizer sobre o Fiat Coupé, que seria virtualmente impossível e certamente fastidioso eu estar para aqui a desfiar as minhas memórias deste carro, o modelo que a minha Avó Zé teve entre 1967 e 1974... Lembro apenas que as linhas desportivas deste pequeno Fiat resultavam num tormento para os adultos que tinham o azar de ir no banco de trás: o design coupé fazia com que as suas cabeças ficassem literalmente encostadas ao vidro... Eu, miudíssimo ainda, pouco me importava com as reclamações dos crescidos e divertia-me a gozar aquelas linhas modernas verde-garrafa -- e a observar a prodigiosa falta de jeito da minha Avó Zé para estacionar...
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segunda-feira, fevereiro 20, 2006
Ford Anglia
Conhecido entre nós, em tempos idos, pelo sugestivo nick de Orabolas, hoje está popularizado como o carro do Harry Potter. Para mim foi e será o carro do meu Avô João, o primeiro dele de que me lembro. Tenho ideia de vê-lo lá dentro, de cigarro na boca, talvez de boquilha (fumava muito, tinha uma voz grossa de fumador), com os seus cabelos claros penteados para trás e com um casaco aos quadrados em tons acastanhados, olhando em frente, atento à condução. Morreu cedo, tinha eu oito anos, por isso recordo certos pormenores de indumentária que se esbateriam tivéssemos os dois fruído uma relação mais prolongada.
O Orabolas ostentava aquela cor cinzenta baça e um característico sorriso de peixe de águas frias. O estilo, apesar de banal para a época em que foi concebido, faz hoje as minhas delícias e a de muitos apreciadores.
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terça-feira, outubro 04, 2005
Renault 8
Também aqui a minha recordação é ténue. O carro pertence ao meu Avô Zé, ele está no lugar do condutor, eu ao colo do meu Pai, no chamado lugar do morto. Parados. Era cinzento, não me recordo se metalizado ou fosco. A viatura da minha evocação será aí de 1967, o ano de fabrico do que está acima reproduzido.
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quinta-feira, setembro 08, 2005
segunda-feira, setembro 05, 2005
domingo, julho 03, 2005
O coronel no seu MG
A BD belga está cheia de personagens marcantes de nacionalidade britânica, maxime a dupla Blake & Mortimer, criação de Edgar Pierre Jacobs. Um dos meus heróis preferidos desta estirpe anglófila é o Coronel Clifton, reformado dos serviços secretos, detective amador e comandante dos escoteiros. Com Clifton, detentor de um útil gadget bondiano -- uma carabina-chapéu-de-chuva -- além de um magífico MG clássico, Raymond Macherot criou uma série em que o grafismo suave era muito bem servido por um argumento que sabiamente doseava os gags com os momentos de suspense e acção. Quando Macherot trocou a revista Tintin pela sua rival Spirou, Clifton foi retomado por vários autores, de Azara a Bédu; mas seria a dupla Turk e Degroot (responsáveis pelo extraordinário Robin da Mata, Robin Dubois no original), quem melhor faria jus às qualidades desta série de culto. E depois, aquele MG...
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