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quinta-feira, setembro 07, 2023

o crime de guerra num mercado de Donetsk, uma história com barbas (ucranianas CCIX)

 Mais depressa apostaria as minhas fichas na autoria ucraniana do que na russa, no ataque ao mercado. Parece, aliás, que não haveria por ali qualquer objectivo militar, daqueles que os russos atacam, causando danos colaterais em edifícios à volta. Ainda há semanas, em Lviv, a destruição de um edifício de uma academia das forças armadas (com oficiais dentro) pelos russos foi ocultado (compreende-se) pela Ucrânia, noticiando a imprensa bovina que os russos haviam atacado um edifício de habitação, ouvi dizer no carro a um papagaio da Antena 1 ou da TSF, já não me lembro. Sucede que, como depois se soube, esse prédio estava ao lado do edifício das forças armadas que fora destruído, e era uma vez a cobertura. O que já não convém noticiar.

Portanto, quanto a informação, o costume (agora até deram um prémio ao Sérgio Furtado, que andou a entrevistar prisioneiros de guerra russos, guardados por ucranianos -- quem se lembra da entrevista a Xanana Gusmão numa prisão indonésia?...)

 Quanto ao ataque desta quarta-feira ao mercado, dos militares de confiança que escuto, ainda só ouvi o coronel Mendes Dias, que admite terem sido os russos, como admite não terem sido os russos, chamando a atenção como se deve fazer, sempre: a quem aproveita o ataque? Aos russos, que têm a situação militar controlada e estão a fazer um arremedo de eleições no território; ou aos ucranianos, cuja ofensiva tem sido um fiasco, precisando de distrair as atenções?... E já nem falo dum possível aproveitamento da visita do Blinken; aí só se for para sugestionar o mercado americano, talvez.

Uma nota, a propósito de americanos: a Nato já se solidarizou com a Roménia pelo drone que não caiu no seu território. Não é maravilhoso?

As barbas: parece retorcida, a possibilidade de os ucranianos bombardearem um mercado do seu lado, mas não é. Como diria Deuladeu Martins, o engano é uma grande arma de guerra. Ou já se esqueceram do mercado de Sarajevo?...  

segunda-feira, julho 24, 2023

uma do moço de fretes do Pentágono (ucranianas CCI)

 Li ontem, num rodapé passante, que Blinken terá dito que a Ucrânia já reconquistou 50% do território ocupado pela Rússia.

Ora, se eu deslindo bem os vícios de raciocínio desta corja, em primeiro lugar, deve ser mentira (tem sido um sucesso a "contra-ofensiva", com Leopards e tudo); depois, cheira-me que isto traz água no bico e que os americanos se preparam para tirar o tapete ao Zelensky, embrulhando com estes 50% a ideia de que já está bom assim, que a Ucrânia não pode querer tudo e toca a sentar e negociar. É rebuscado? Se calhar é.

Resta ainda saber se o Putin está pelos ajustes. A conversa da cnn-internacional-central de propaganda, era a de que o líder russo estava muito fraquinho depois da tentativa de golpe. Então não se está a ver o quão fraquinho ele está, depois da brincadeira com a ponte de Kersh?

Eu não sei se o pagode continua a mamar a sopa toda que lhe põem à frente, como fazem a maioria dos pobres jornalistas-pivôs daqui, toscos e inimputáveis. O pior não são estas nulidades, mas outras, uns quantos professores de relações internacionais e afins (com honrosas excepções que tenho aqui mencionado) e uns diplomatas do croquete, que não sabem nada para além das entradas (gastronómicas) e das precedências do protocolo, mas que não se engasgam quando os põem a falar sobre manobras militares no terreno. 

segunda-feira, junho 05, 2023

começou a ofensiva... (ucranianas CXC)

 Escrevo sem rede, correndo o risco de os factos me desmentirem em pouco tempo; mas a minha sensação é a de que a contraofensiva ucraniana vai falhar, e clamorosamente, sem que haja propaganda merdiática que o possa ocultar. Veremos. Se for como penso e desejo, também me vou rir muito da piadola do Blinken, tão engraçado ele é, até parece o Serafim Saudade do comentário, o indígena no ecrã da sic, que eu, obviamente, nunca vejo. 

E depois? O que farão ou dirão estes basbaques que governam a Europa Ocidental em nome do interesse americano? A resposta é simples: vão desconversar; o putedo dos merdia continuará a palrar ataques a hospitais e deportação de crianças; a Ucrânia será um resto de Ucrânia (e muita sorte terá se mantiver acesso ao Mar Negro). Aliás, eu bem gostaria que a Rússia tomasse Odessa,  aquilo não é para os dentes dos pulhas dos americanos.     

quarta-feira, março 22, 2023

não sei se estão a ver a imagem (ucranianas CLXXVI)

Ao contrário dos comentadores do costume (quem os ouça, parece que estão a falar da Etiópia, ou quase), a Rússia está nas mãos da China, como esta precisa daquela. Os patifes dos americanos bem podem guinchar, como o inenarrável Kirby, ou virem com patéticas falinhas mansas, como o seráfico Blinken. Já em 11 de Fevereiro do ano passado, ou talvez até antes, escrevi aqui: "Os Estados Unidos irão 'defender' a Ucrânia atá ao último ucraniano." O que eu ainda não sabia era que o Putin tinha mesmo razão quando na entrevista ao Oliver Stone tratava os europeus como vassalos dos americanos.
 Os chineses sabem bem com quem estão a lidar, a Rússia também lhes é um seguro de vida, se os Estados Unidos resolverem atacar (em desespero). Imagine-se que a Rússia dá garantias à China: um ataque à China desencadeará uma resposta russa...
Eu sei que os americanos estão à espera de um milagre que faça cair Putin (andam a tent´-lo há anos); mas amanhã não será a véspera desse dia.