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domingo, agosto 07, 2022

Ana Luísa Amaral

 


Esplêndida poeta, de longe do melhor que tínhamos e temos.
(Ouvi-la na Antena 2, com Luís Caetano, a falar de poesia, era encantador)

«Foi isto ontem à noite, / este esplendor no escuro e antes de dormir» 
Ana Luísa Amaral, «Das mais puras memórias: ou de lumes», Escuro (2014)

segunda-feira, julho 22, 2019

vozes da biblioteca

«de Lisboa e das cortes estrangeiras / não saberei dizer-te cousa alguma, / que o tempo todo gasto em ler Virgílio / no meu pobre, mas certo domicílio.» Correia Garção, «Epístola a Olino», Obras Poéticas (póst. 1778) / M. Rodrigues Lapa, Poetas do Século XVIII

«Fugir!... Deixar / essa tristeza de ser nau -- e não vogar, / Essa agonia de ser livre -- e de estar preso!...» João de Barros, Oração à Pátria (1917)

«Os botes tinham sido descidos de navios esguios, / as suas velas como lenços de cabeça de mulher, / mas imensos e brancos, / desenhados a cruzes» Ana Luísa Amaral, «O sonho», Escuro (2014) 

sábado, maio 04, 2019

lido


«os mares de Homero deixaram / de trazer, esbeltas, as suas naves // em nome dos sem nome, continua. / [...]» (p. 71)



terça-feira, janeiro 08, 2019

vozes da biblioteca

«Cada dia / promete o infinito em meia dúzia / de palavras -- o amor, / a vida, o tempo, a morte, a esperança, / o coração.» Fernando Pinto do Amaral, «Palavras», Pena Suspensa (2004)

«Não sabiam, / porque viviam no centro do seu tempo, / e o centro do tempo não sabe nunca o que lhe irá ser percurso, / como um rio que corre não conhece a sua foz, / só as margens por que passa e o iluminam, ou ensombram.» Ana Luísa Amaral, «Entre mitos: ou parábola», Escuro (2014)

«sim, Ana / morreremos loucos / mas / esta noite / dormiremos / juntos» Ademir Assunção, «5 dias para morrer», Na Virada do Século -- Poesia de Invenção no Brasil (2002) (edição de Claudio Daniel e Frederico Barbosa)

domingo, dezembro 02, 2018

vozes da biblioteca

«Foi isto ontem à noite, / este esplendor no escuro e antes de dormir» Ana Luísa Amaral, «Das mais puras memórias: ou de lumes», Escuro (2014)

«Lá fora // -- um frio só / de rua fria.» Pedro Alvim, «Dia 1», A Esfera dos Dias (1985)

«Pegou no copo, com graça, / E brindou, em língua estranha...» Gomes Leal [A Rainha de Kachmir], in Herberto Helder, Edoi Lelia Doura -- Antologia das Vozes Comunicantes da Poesia Moderna Portuguesa (1985)