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quarta-feira, agosto 20, 2025

3 versos de Augusto Casimiro

«Esta Vida maior que em mim palpita / E luta e espera e se revolta e grita, / -- Donde vem, quem ma deu, quem na criou?» 

«Psicologia», A Vitória do Homem (1910) 

quinta-feira, junho 19, 2025

zonas de conforto

José Régio: «Uma luz vermelhentada tosquenejava triste no escuro; e dir-se-ia que ninguém mais saíra nessa estação deserta e lúgubre, perdida em distâncias que a Rosa Maria nem pareciam Portugal.» Davam Grandes Passeios aos Domingos (1941) § Augusto Casimiro:  «Que o Amor da tua terra seja o Amor de toda a Terra, resumido mas purificado para realizar-se melhor.» O Livro dos Cavaleiros (1922) § Fialho de Almeida: «Pois estas analogias tão nebulosamente poéticas, este ar de família que as coisas brutas conservam das coisas vivas, não as pensem casuais ou fantasiosas: está provado que resultam duma ascendência logicamente propulsionada, com sua biografia, sua evolução, caracteres herdados, e mais ainda, vícios transmitidos.» O País das Uvas (1893) - «Pelos campos» § António de Cértima: «No entanto, no nosso espírito não deixa de tomar forma a ideia de que o verdadeiro Paris não vive aqui, apegado aos substratos das margens do Sena, mas sim espalhado por continentes e nações na pessoa de todos os artistas, de todos os intelectuais e de todos os sábios que se têm alimentado da sua cultura e das claridades do seu génio. / Paris, uma cidade? Não, uma expressão espiritual do orbe.» Doce França (1963) § Frei João Álvares aos monges do Paço de Sousa (24-XII-1467): .../... «E mal pecado, porque somos em tal ponto que os nossos rectores e os que nos hão-de governar mais atendem a nos trosquiar que nos aproveitar.» .../... in Andrée Rocha, A Epistolografia em Portugal (1965) § Machado de Assis: «Como um pássaro que acaba de ser preso, e forceja por transpor as paredes da gaiola, abaixo, acima, impaciente, aterrado, assim batia a inspiração do nosso músico, encerrada nele sem poder sair, sem achar uma porta, nada.» Histórias sem Data (1884) - «Cantiga de esponsais»

sexta-feira, maio 30, 2025

zonas de conforto

José Régio: «Quando já os soluços lhe subiam ao peito, um homem parou diante dela: / --...Camionette... / -- Sim... murmurou entregando maquinalmente as suas coisas. Acompanhando o homem, ladeou o comboio, achou-se em frente da estação.» Davam Grandes Passeios aos Domingos (1941) § Augusto Casimiro: «O amor da Pátria é a cristalizada síntese do grande Amor humano. O altar mais próximo em que rezas a esse maior Amor para quem a Terra é um templo.» O Livro dos Cavaleiros (1922) § Fialho de Almeida: «Na agitação das populaças que respiram alto, pela noite, entre as flambagens do gás, nos gemidos que os arvoredos soltam, azorragados do nordeste, ou quando a vaga regouga, espadanando contra os granitos da riba, a mesma evocação misteriosa, confusa, mal sonhada, nos surpreende, de vozes que já antes tínhamos ouvido, e agora parecem despertar dentro de nós saudades de idílios extintos e de felicidades mortas em plena adolescência.» O País das Uvas (1893) -- «Pelos campos» § Frei João Álvares aos monges do Paço de Sousa, 24-XII-1467: .../... «Mas empero eu verdadeiramente conheço que de ignorância e de negligência me nom posso escusar porque, nom embargando que eu muito mais pudera fazer do que fiz,, nom sei como pudera ir com elo ata a fim. E às vezes melhor é de não começar homem a fazer alguas cousas quando nom vê como se possam acabar.» Andrée Rocha, A Epistolografias em Portugal (1965) § António de Cértima: .../... «E é aqui, certamente, que tudo o que há de cerebral, de luminoso e de fútil, na permanência dos seus valores e das suas sugestões, se encontra bem marcado, excitante e inamovível.» .../... Doce França (1963) § Machado de Assis: «A mulher, que tinha então vinte e um anos, e morreu com vinte e três, não era muito bonita, nem pouco, mas extremamente simpática, e amava-o tanto como ele a ela. Três dias depois de casado, mestre Romão sentiu em si alguma cousa parecida com inspiração. Ideou então o canto esponsalício, e quis compô-lo; mas a inspiração não pôde sair.» Histórias sem Data (1884) - «Cantiga de esponsais»

quinta-feira, maio 08, 2025

zonas de conforto

Raul Brandão: «O casebre não existe -- as paredes não têm limites, na escuridão remexem seres que esperam que se realize um sonho impossível no mundo. / O Fortunato que nunca comeu à sua vontade e que trabalha até à morte, a velha que não fala e nunca se queixou, a Rosa e o ladrão que anda a monte, o criado que os serve há tantos anos sem receber soldada, ouvem o Manco e deixam apagar o lume reduzido à ponta dum cigarro.» O Pobre de Pedir (póst., 1931) § Machado de Assis: «Não é que não rabiscasse muito papel e não interrogasse o cravo durante horas; mas tudo lhe saía informe, sem idéia nem harmonia. Nos últimos tempos tinha até vergonha da vizinhança, e não tentava mais nada. / E, entretanto, se pudesse, acabaria ao menos uma certa peça, um canto esponsalício, começado três dias depois de casado, em 1779.» Histórias sem Data (1884) -- «Cantiga de esponsais». § Fialho de Almeida: «Hão-de ter reparado que certas coisas têm fisionomias humanas conhecidas de nós, o traço dalguém que amámos, duma pessoa que nos impressionou em tal parte, ou por um qualquer detalhe, pequenino que fosse. Às vezes é uma nuvem que, por entre uns esboços de cara, guarda por momentos o doce sorriso de nossa irmã. Às vezes é uma flor, a do pilriteiro, que tem no desenho do cálice o modelo frágil da pobre criaturinha loura que morreu tísica ao escrever-nos a primeira carta.» O País das Uvas (1893) -- «Pelos campos» § Augusto Casimiro: «Há crimes que invocam o Amor da Pátria para se realizar. Há violências que se dizem por ele exigidas. Mentiras que dele querem viver e da sua força.» O Livro dos Cavaleiros (1922) § António de Cértima: .../... «E é entre estes dois pontos terminais da mais bela artéria urbanística do mundo que me parece dever fixar-se a verdadeira representação psico-fisiográfica de Paris -- que alguns pretendem deslocar para o território intelectual da Sorbonne, outros para a arte do Louvre, e ainda outros (ou outras) para os salões de Dior e Jean Dessès, na convicção de que só a inventiva dos grandes costureiros saberá definir perante o universo o poder criador da cidade.» .../... [14.VIII.1961], Doce França (1963) § Frei João Álvares ao monges do Paço de Sousa, 24-XII-1467: .../... «E assi de vós outros que vos deve nembrar como vos destes  e oferecestes e consagrastes a Deus per vossos votos e vossa própria vontade, ca a mim não me prometestes nenhuma cousa, nem eu vos nom demando nem requeiro al senom o que deveis de pagar a Deus que o entregueis e deis a mim, que som seu procurador e mordomo que ele escolheu e me chamou à luz deste mundo do ventre da minha mãe, e me ungiu com o óleo da sua misericórdia e me pôs neste lugar antre vós, feito padre e abade, per a qual dignidade e ofício vós  me nom elegestes nem me escolhestes, mas eu vos elegi e escolhi. E de como vos mantive e governei esse tempo que convosco estou, vós o sabeis e podeis delo dar testemunho.» .../... in André Rocha, A Epistolografia em Portugal (1965/85)

quarta-feira, abril 02, 2025

fragmentos

«Amor da pátria é, para quem nele vive, o regaço materno em que todas as diferenciações se conformam e harmonizam, o regaço onde se preparam, através dos heróis, dos mártires, das multidões anónimas, as conquistas que aumentam a liberdade e a consciência do mundo.»

Augusto Casimiro, O Livro dos Cavaleiros (1922)

sábado, março 15, 2025

fragmentos

«Quem a vida lava / Que vidas oculta?» Liberto CruzÚltima Colheita -- «Livro de Registos» (2022)

«Pátria é a soma de interesses nobres, de deveres sagrados, de justas aspirações, de puras finalidades, de ideal e sonho, em que a tua actividade e a tua ventura não diminuem, antes servem, a ventura dos do teu sangue e a das outras Pátrias.» Augusto Casimiro, O Livro dos Cavaleiros -- «Da Pátria» (1922)

«Há uma espécie de indulgência que é a indulgência do desinteresse. Uma indulgência mil vezes nefasta -- porque igualiza tudo e todos.» José Bacelar, Revisão 2 -- Anotações à Margem da Vida Quotidiana -«Prefácio» (1936)

terça-feira, abril 30, 2019

lido


«16 de Dezembro. Às 6h da manhã, do posto de observação dos morros, avistam-se ao longe, numa nuvem de poeira, numerosas forças que, trazendo os cavalos à rédea, se aproximam do Calueque, vindas do Sul. Oito minutos depois, a observação reconhece três peças de artilharia e mais cavaleiros em marcha na mesma direcção. Uma patrulha de dragões confirma a nova, -- Franck[e] chegou ao Cunene!» (p. 131)

quarta-feira, setembro 28, 2016

uma carta de Augusto Casimiro

Uma carta muito sentida de Augusto Casimiro, excelente poeta, homem de A Águia, figura marcante da vida cívica e cultural portuguesa, o segundo director da Seara Nova. Casimiro, combatente na Flandres, como o destinatário desta missiva, Maia Alcoforado, e o homem que a motivou, Nuno Cruz, camarada de armas na Grande Guerra de 14-18, e também naquilo a que ficou conhecido como o 'reviralho' -- a oposição democrática e republicana à Ditadura Militar e ao Estado Novo que ela originou.
(ler)

sexta-feira, janeiro 13, 2006

Caracteres móveis #58 - Augusto Casimiro

Para os povos capazes e para os verdadeiros Chefes a má fortuna é uma escola, um treino necessário aos futuros bens.
Dona Catarina de Bragança -- Rainha de Inglaterra, Filha de Portugal

Augusto Casimiro