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segunda-feira, novembro 18, 2024

Christian Godard (1932-2024), o autor de Martin Milan

Com a morte do parisiense Godard, um autor tão fino quanto colossal, desaparece um dos nomes históricos da banda-desenhada franco-belga. Se alguns dos seus trabalhos publicados entre nós -- Norbert e Kari, A Selva em Festa, O Vagabundo dos Limbos, aqui apenas como argumentista --, já fariam dele um autor relevante, é com o anti-herói Martin Milan, piloto de táxi-aéreo -- avioneta a que pôs o nome "Velho Pelicano" --, personagem melancólica, dura solitária e solidária, mas com uma ironia subtil, que serve ao autor para dar nota de uma inteligente veia humorística (Franquin, Goscinny, Morris), que Godard entra no panteão dos grandes criadores europeus dos quadradinhos (Hergé, Jacobs, Pratt, os atrás citados e ainda alguns mais). Porque Martin Milan será sempre uma das mais inesquecíveis personagens que a 9.ª arte nos deu.


Os obituários de Didier Pasamonik e F. Cleto e Pina, no JN.


sábado, março 16, 2024

domingo, outubro 16, 2022

domingo, setembro 25, 2022

desenhar a morte

Jacques Tardi (n. 1946) é um dos mestres da banda desenhada europeia, um estilo único; mais do que herdeiro da linha clara de Hergé e Jacobs, foi alguém que a transfigurou, tornando-a marca pessoal imediatamente reconhecível. Neto de um soldado das trincheiras, a Grande Guerra é um tema obsidiante neste autor, que, logo no verso do frontispício, avisa-nos ao que vem: «Tenho a impressão de que não podemos fugir à guerra. Mesmo nós, mesmo hoje. / A guerra que mostro não é mais que o décor de 14-18, os uniformes. / Acho que continua actual, o que me inquieta.» Neste álbum, com argumento do romancista Didier Daeninckx (n. 1949), a insanidade da carnificina do conflito mundial de 1914-18 aparece carregada na sua crueza pela utilização magistral do preto e branco, com terra e carne humana retalhadas pelos projécteis arremessados por todas as bocas de fogo, abrindo crateras no lamaçal da Flandres. Duas vinhetas por página são quanto basta para a respiração do texto de Daeninckx: «Uma tonelada de pólvora da casa Krupp destruiu tudo: os mortos, o pelotão, a pocilga onde nos tinham fechado.» A trama, sendo simples, é rica, explorando os quiproquós em que a comédia humana é fértil, aqui exponenciados pelos desencontros da guerra, à rectaguarda: o hospital de campanha, o bordel, os desertores com destino marcado.

Varlot Soldado (1999)

Argumento: Didier Daeninckx

Desenhos: Jacques Tardi

(EdiçõesPolvo, 2001)

(2019)





quinta-feira, agosto 18, 2022

quadrinhos


Edgar P. Jacobs, O Mistério da Grande Pirâmide

 

segunda-feira, agosto 30, 2021

quarta-feira, dezembro 16, 2020

«Leitor de BD»


 Edgar P. Jacobs, O Mistério da Grande Pirâmide II. A Câmara de Hórus

quinta-feira, dezembro 10, 2020

«Leitor de BD»

 


Edgar P. Jacobs, O Mistério da Grande Pirâmide (1)


quarta-feira, fevereiro 26, 2020

«Leitor de BD»

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sobre O Raio U, de Edgar Pierre Jacobs

sexta-feira, dezembro 16, 2016

criador & criatiuras


Edgar-Pierre Jacobs e Blake e Mortimer


segunda-feira, junho 17, 2013

Q

Yves Sente & André Julliard, Le Sermaent des Cinq Lords (2012)
um dos melhores Blake & Mortimer's pós Jacobs.

sábado, março 18, 2006

Os pais de Spirou


Spirou é um ícone belga, e talvez o maior da BD, logo depois do seu rival Tintin. Mas, ao contrário do jovem repórter, que apenas conheceu a autoria de Hergé -- embora com os traços auxiliares de Jacobs, De Moor, Martin ou Leloup --, no caso do famoso groom a paternidade tem sido largamente partilhada, desde a criação de Rob-Vel, em 1938, com destaque para o grande Franquin (criador de Gaston Lagaffe e do Marsupilami) e também para a interessantíssima dupla Tome & Janry, igualmente autores da série O Pequeno Spirou.
O Musée de la Poste de Paris tem patente, até 7 de Outubro, uma exposição intitulada «Spirou -- Tels pères, tels fils», com muitos espécimes de interesse, destacando-se pranchas originais dos desenhadores.
A propósito, Spirou está neste momento a conhecer um processo criativo praticamente sem paralelo na BD europeia, mesmo considerando o caso Blake & Mortimer: para além das edições da dupla que assegura a continuidade da série, Morvan e Munuera, surgiram mais três albuns (Éditions Dupuis) com assinatura de três autores -- ou duplas -- distintas, convidados a engendrar novos e aventurosos desafios ao amigo de Fantásio, originando a série paralela «Une Aventure de Spirou et Fantasio». São eles: Les Marais du Temps, por Frank Le Gall; Le Tombeau des Champignac, por Tarrin e Yann; e Les Géants Pétrifiés, por Yoann e Vehlmann. Esperemos que a Asa, actual chancela portuguesa, os publique a todos.

domingo, julho 03, 2005

O coronel no seu MG

A BD belga está cheia de personagens marcantes de nacionalidade britânica, maxime a dupla Blake & Mortimer, criação de Edgar Pierre Jacobs. Um dos meus heróis preferidos desta estirpe anglófila é o Coronel Clifton, reformado dos serviços secretos, detective amador e comandante dos escoteiros. Com Clifton, detentor de um útil gadget bondiano -- uma carabina-chapéu-de-chuva -- além de um magífico MG clássico, Raymond Macherot criou uma série em que o grafismo suave era muito bem servido por um argumento que sabiamente doseava os gags com os momentos de suspense e acção. Quando Macherot trocou a revista Tintin pela sua rival Spirou, Clifton foi retomado por vários autores, de Azara a Bédu; mas seria a dupla Turk e Degroot (responsáveis pelo extraordinário Robin da Mata, Robin Dubois no original), quem melhor faria jus às qualidades desta série de culto. E depois, aquele MG...