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terça-feira, abril 09, 2024

150 portugueses - 26-30

26. D. João I (1357-1433). De bastardo real, Mestre de Avis, a progenitor da Ínclita Geração e rei que inicia a expansão.

27. D. Luís I (1838-1889). Tradutor (bom) de Shakespeare e mau violoncelista num reinado de normalidade burguesa, guardada estava a catástrofe para o filho.

28. Mafalda de Sabóia (c. 1125 - 1158). Primeira rainha, gerou todos os reis seguintes. É avó de todos nós.

29. Infante D. Pedro (1392-1449). Príncipe ilustrado, o das Sete Partidas, senhor feudal e regente centralizador. Acaba tragicamente, o neto de certa maneira vinga-o.

30. Raposo Tavares (c.1598-c.1659). O mais célebre dos bandeirantes, alentejano que rasgou a fronteira do Brasil para ocidente

quarta-feira, setembro 13, 2023

Portugal, 1128 - uma lista de 150 portugueses (1-5)

1. D. Afonso Henriques (Coimbra[?}, 1109/1111 - 1185). O Conquistador. Fundador do reino, do estado e da nação portuguesa. 2. Egas Moniz (c. 1080 - 1146). Aio do primeiro rei, pertenceu à nobreza medieval de entre Douro e Minho, esteio da força de D. Afonso Henriques. 3. D. João Peculiar (Coimbra [?], ? - Braga, 1175). Arcebispo de Braga, o grande negociador da política externa e de alianças, do reino recém formado. 4. Gualdim Pais (Amares, c. 1118/20 - Tomar, 1195). Cavaleiro templário, chegando a grão-mestre, representa nesta lista o papel das ordens militares na fundação. 5. Mafalda de Sabóia (Avigliana [?], c. 1125 - Coimbra, 1158). A primeira rainha, dela provêm todos os reis de Portugal, incluindo o actual rei sem trono, Duarte de Bragança. 

pressupostos

quinta-feira, maio 11, 2023

150 portugueses: #7. SANCHO I, o Povoador (Coimbra, 1154 - Santarém, 1211)

Para um futuro blogue. Sancho I, aliás, Martinho, aliás Sancho Afonso,  quinto filho de Afonso Henriques e Mafalda de Sabóia. Desde cedo adestrado no exercício das armas, acolitou o pai na governação após o desastre de Badajoz (1169). Guerreiro nato -- após a efémera conquista de Silves, adopta o título de "Rei de Portugal e dos Algarves" --, foi também muito mais que isso: um organizador do território, com a atribuição de muitos forais e um estreito recurso às ordens militares, essenciais para a fixação do território, o que não impediu sérios conflitos com a Igreja, até à ameaça de excomunhão. Entesourou moeda, estimulou o comércio e os mesteres, fomentou o estudo de clérigos em universidades de que o reino recente obviamente carecia. Trovador e cultor das artes, é-lhe atribuída a cantiga de amigo "Ai eu coitada como vivo". Sancho I foi o homem devido no momento certo. 

segunda-feira, maio 01, 2023

150 portugueses: #5. Mafalda de Sabóia (Avigliana?, c. 1125 -- Coimbra, 1158)

Para um futuro blogue. Nesta lista de 150 portugueses, houve lugar para quatro ou cinco consortes, entre os quais não se contam duas das mais célebres: Isabel de Aragão (a "rainha santa", 1271-1336) e Filipa de Lencastre (1360-1415) -- 150 são só 150... A primeira a aparecer é, obviamente, Mafalda de Sabóia, pelo simples facto de ser a rainha inicial do novo estado. Filha de Amadeu III de Sabóia, o Cruzado, e de Mafalda de Albon, o consórcio com uma casa transalpina, ocorrido em 1146 -- já após o Tratado de Zamora (1143), em que Afonso VII reconhece ao seu primo o título de rei -- deveu-se, por certo, a garantir a permanência da autonomia do novo reino, mais difícil num matrimónio com uma princesa leonesa-castelhana. D. Mafalda teve sete filhos, iniciando uma dinastia que reinou por oito séculos, e que na verdade, parecendo dividir-se em quatro é apenas uma, estendendo-se até hoje nas pessoas de D. Duarte, duque de Bragança, e seu filho Afonso. Jaz, ao lado do marido, no Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra -- Coimbra, a primeira capital do reino.