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quarta-feira, julho 10, 2024

pertencer à NATO, na condição de bonifrate

Portugal está na área de influência de uma potência imperial a que não se pode eximir dada a situação geográfica. A Geografia condiciona tudo, a começar pela História, e ambas representam noventa por cento ou mais da política externa de um país com as nossas características. Daí que, dê por onde der, as relações atlânticas, e em especial com os Estados Unidos, devam ser sempre uma prioridade da nossa política externa.

Estar na área de influência de uma superpotência significa que quase toda a acção exterior deva atender a esse factor, sob pena de a mesma potência nos vir dizer o que devemos e o que podemos fazer. É assim que as coisas funcionam, como deveria saber qualquer aluno de História, Geografia, Direito, Filosofia e Ciência Política, Relações Internacionais e por aí abaixo.

Mas, como tenho dito, na minha qualidade de simples observador, um país como Portugal -- com uma população igual à da Hungria, mas com uma capacidade potencial de influência global incomparavelmente maior, deveria saber tirar partido das suas enormes capacidades, em benefício da Humanidade comum, especialmente neste momento de guerra, por enquanto indirecta, entre os Estados Unidos e a Rússia.

Portugal na NATO. Desde a intervenção na Sérvia, no início do século, de que resultou uma desgraçada ficção política chamada Kosovo, que a Aliança Atlântica deixou de ser, de facto, uma aliança defensiva. Com a guerra na Ucrânia passou a aliança ofensiva, por interposto actor, o governo fantoche ucraniano, não menos fantoche que o bielorrusso. É da natureza das coisas. 

Os fantoches e as fantochadas não se ficam pelo troupe de Zelensky, do nosso lado. Bonifrates dos americanos foram despudoradamente Luís Amado e José Sócrates na questão do Kosovo; títeres foram Augusto Santos Silva e António Costa naquela farsa do Guaidò, na Venezuela -- aliás deixando a comunidade portuguesa à mercê dos humores pouco recomendáveis de um palhacito como Maduro --; robertos de feira caduca, o mesmo Costa e Gomes Cravinho; marionetas são Rangel e Nuno Melo sob a tutela de Montenegro, agora. Deles nada se pode esperar (ficaria agradavelmente surpreendido se fosse diferente) e, portanto, riscarem alguma coisa como seria esperar como governantes deste país, que apesar de não parecer, não é um país qualquer, é algo que não podemos esperar -- ou seja: estamos nas mãos dos outros, aguardando pacientemente as ordens que nos forem dadas.  

 

quarta-feira, fevereiro 21, 2024

Navalny, o fascista reciclado pelos Estados Unidos e beatificado pelo pateta Assis

O maior pateta da política portuguesa dá pelo nome de Francisco Assis, o tal que era contra a Geringonça e agora é cabeça de lista do Pedro Nuno Santos pelo Porto. Comparar o racista e neo-fascista Navalny com Nelson Mandela é revelador... 

Não querendo ficar atrás embora com menos sucesso, o habitual João Gomes Cravinho, trouxe à liça o Humberto Delgado. Depois, estes bicos de pés de mandarmos chamar o embaixador russo, só faz rir, pela completa falta de noção de ridículo, sem falar no mau aspecto que dá do país, cãozinho amestrado e obediente à voz dos donos (tutela partilhada...). Para além do duplo critério, claro, relativamente ao embaixador israelita, como escreveu hoje Pedro Tadeu no Diário de Notícias.

Mas, na verdade, que importa a coerência, a compostura, a prudência, a isenção, o brio?...

Em baixo, belas demonstrações do malogrado "Mandela" russo, de acordo com a cabecinha vesga do Assis.

quinta-feira, agosto 10, 2023

guerra da Ucrània: neo-realistas e Escola de Cavez (ucranianas CCII)

 Há a escola neo-realista (curioso nome), de que se reivindica Carlos Branco. Suponho que os comentários de Agostinho Costa, Mendes Dias, Raul Cunha poderáo com nuances ser ali encaixados. Nao sendo especialista, vejo neste comentário de Godfrey Bloom, ou nas abordagens de Douglas McGregor ou, mais parciais e entusiasmado com o lado russo, Scott Ritter, esse tipo de análise que nºao embarca em mentiras e fantasias.

Há depois a Escola de Cavez, onde bebem todas as lívias e raquéis, todos os gaspares e armandos das relaçoes internacionais (sempre com as honrosas excepçoes); e que é também a que formata, permeia e impregna o Governo, do ministro Cravinho ao pm Costa, sem esquecer o Presidente Marcelo -- que tarda a levar o Penduricalho da Liberdade a Kiev --, o que nºao devemos levar a mal, uma vez que ele é mais constitucionalismo e táctica; geopolítica e estratégia residem noutro departamento.

terça-feira, março 21, 2023

o que vale é termos um mne que é um zero à esquerda

 A perguntas estúpidas, Cravinho responde estupidamente. Ficámos a saber que se Putin viesse a Portugal seria detido, graças ao mandado de captura emitido pelo TPI, uma farsa que nem os americanos se dão ao trabalho de fingir acatar. Isto, no vigésimo aniversário do ataque ao Iraque das alegadas armas de destruição maciça (quantos milhares de mortos, ó palhaços?; onde o tpi, vigaristas?...)

E são aventesmas destas que nos calham em sorte -- é preciso ter muito azar. Estou para ver o que dirá a criatura quando a Polónia avançar para a guerra, e como vai esta matilha continuar a enganar-nos.

domingo, fevereiro 26, 2023

Viriato Soromenho Marques e Miguel Sousa Tavares, um contraponto à indigência de Cravinho, e da inenarrável inconsciência de Marcelo e Costa (ucranianas CLXIX)

 «Palavras de Guerra», Viriato Soromenho Marques, no  Diário de Notícias

«Um ano de estupidez», Miguel Sousa Tavares, no Express 

«O combate por um Mundo mais decente», de João Gomes Cravinho -- o contraste: o responsável pela pasta dos Negócios Estrangeiros a fazer coro com o jornalismo televisivo mais analfabeto, assim à José Alberto Carvalho. O vazio é de tal forma profundo, que só pode ser propositado. Já tivemos pior, é verdade, o Santos Silva; mas depois deste empastelamento brutal de Costa e do número de Marcelo, a confiança de que as principais figuras do Estado estejam à altura das suas funções e proteger o país, se o conflito degenerar é nenhuma, o que é extraordinariamente preocupante.

quinta-feira, dezembro 29, 2022

uma III República doentíssima

 É fácil dizer que isto  está podre (eu próprio sou um dos que). Podre, o sistema político, não sei se já estará -- afinal, uma imprensa mais ou menos livre ainda comete estragos, viva o Correio da Manhã (!), mas que está doentíssimo, creio ser uma evidência.

De há muito que os partidos do sistema (PS, PSD, CDS) são cliques de interesses particulares, e os elementos saudáveis que por lá ainda andam não têm força para que aquilo se auto-regenere -- são, de resto, os primeiros a levar um encosto. O resto: o PCP, partido de nicho, cada vez mais, tem pelo menos o mérito de ser a consciência crítica do regime; o Bloco de Esquerda anseia por ser sistémico; a Iniciativa Liberal poderia ser uma boa ideia de refrescamento do espectro partidário, noutro enquadramento jurídico-político; um aborto como o Chega não passa de um sintoma do estado da questão.

Ninguém acredita que o sistema tenha em si os anticorpos que lhe permita sair desta mistela de políticos profissionais saídos das juventudes -- de Costa a Passos Coelho --, deste conúbio execrável entre profissionais da política, escritórios de advogados e jornalismo de maus costumes, que deu nisto.

É pena, pois em nome da democracia e da comunidade (do povo, da nação o que quiserem), o melhor seria fechar esta III República e inaugurar a IV, expurgando o que nos últimos quase 50 anos concorreu para que, por exemplo, existam este casículos de técnicas de despedimentos alçadas a secretárias de estado com indemnizações milionárias -- tudo na estrita legalidade orquestrada pelos escritórios de advogados que gerem o país -- pagas pela mesma empresa, em falência, em que a dita senhora cortava vencimentos. Já para não falar em todas as outras embrulhadas, do secretário de estado de Caminha aos pés-pelas-mãos do ministro Cravinho, que tem muito o que se explicar. 

domingo, julho 24, 2022

o ataque ao porto de Odessa (ucranianas CXIII)

 A encenação foi tão mal enjorcada, que nem uns mortos arranjaram para disfarçar. Ao menos aqui os ucranianos até são dignos de elogio, ao não sacrificarem os seus neste golpe propagandístico mal amanhado (Na Bósnia-Herzegovina, os "muçulmanos" sacrificavam os seus com bombas nos mercados para culpabilizar os sérvios.) Como notava ontem o major-general Carlos Branco, que estranho um ataques daquela envergadura, sem que houvesse mortos. As rápidas e muito sentidas condenações de americanos e britânicos têm a assinatura da vigarice. Só é pena o ministro Cravinho ter-se juntado ao coro. Ou não sabe o que anda a fazer, ou sabe-o muito bem.

Uma nota: voltei a ver o repórter Bruno Amaral de Carvalho na cnn/tvi. 

quarta-feira, maio 18, 2022

o milagre da transformação da rendição em retirada (ucranianas XCV)

Rendição. Todos vimos a rendição de tropa ucraniana aos soldados russos, vindos dos estaleiros em Mariupol.  Tropa essa que seguiu para território ocupado pela Rússia. Que as autoridades ucranianas e aliados tivesse querido minimizar a derrota, falando em retirada em vez de rendição, estão no seu papel, compreende-se. Que as televisões embarquem na propaganda, não espanta, tem sido sempre esse o seu papel, pelas razões que tenho aduzido. Felizmente há os militares, que não estão, na sua maioria para se prestar ao jogo sujo, não se deixam utilizar nem se intimidam com a pressão analfabeta das "redes"..., e falam no óbvio, que toda a gente viu: a rendição. Além de Agostinho Costa e Carlos Branco, que se dão ao respeito, respeitando que os escuta, também o general Pinto Ramalho, ex-CEME, se referiu à rendição. Claro que também ouvi o historiador António José Telo a dizer parvoíces, sustentando de que não, de modo algum, não se tratava de uma rendição mas do cumprimento de instruções superiores. Eu já o tinha ouvido delirante falando na resistência heróica deste pessoal. Descontando o facto de quererem salvar a pele, pois há contas a ajustar relativas a 2014, o heroísmo está todo na cabeça de Telo. E essa das instruções superiores que terão recebido, é de rir. Instruções superiores para se entregarem ao inimigo que nome tem? Não é rendição?

"Heróis da Ucrânia". Ainda mais branqueados os neo-nazis do Batalhão de Azov, agora transformados em heróis da Ucrânia. Claro que os americanos e os seus homens de mão não têm escrúpulos. Mas fazer desta tropa fandanga heróis (o heroísmo foi o de se barricarem nos estaleiros, apesar de tudo), vem até dar razão ao Putin: que raio de país este que faz dos neo-nazis heróis... Claro que a maioria dos ucranianos não é nazi, até pelo que sofreram na II Guerra Mundial. Mas que eles estão ao serviço do Pentágono, e dos agentes que estão no governo da Ucrânia, lá isso...

O interesse da Europa. Pinto Ramalho foi, aliás, claríssimo no que respeita ao interesses da Europa, que não são exactamente os mesmos dos Estados Unidos, criticando aquele ímpeto anglo-americano exortativo: a Ucrânia vai ganhar a guerra. Talvez já não seja até ao último ucraniano, como planeado, mas até ao último europeu. Os militares já viram o filme todo há que tempos, e porque estudam e sabem, sem andarem a mandar bocas nas "redes", são os mais preocupados.

Derrota estratégica. O ministro João Gomes Cravinho, a propósito do pedido de adesão da Finlândia e da Suécia à Nato, afirmou que a Rússia sofrera uma derrota estratégica. É indesmentível. Mais uma razão para não deixar a Ucrânia na mão dos americanos, como estava até aqui. Portanto, para já, meia derrota.