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domingo, março 02, 2025

"Napoleão" 1/3

Recebo da Gradiva, o tomo III de Napoleão, com texto de Noël Simsolo (1944), desenhos de Fabrizio Fiorentino (1973), com supervisão de Jean Tulard (1933), um dos mais destacados historiadores deste período da História iniciado com a Revolução Francesa. 

aqui escrevi que Napoleão Bonaparte (1769-1821) é uma das poucas personagens de carne e osso que compara com as grandes personagens da ficção, de Ulisses a Dom Quixote, tal a desmesura da sua personalidade e do efeito da sua acção, que ainda hoje continua a marcar o Velho Continente, do edifício judiciário à mentalidade geopolítica -- veja-se a Guerra da Ucrânia. Contextualizando um pouco mais, Napoleão, génio político e militar -- embora nem todos assim o considerem tal, como Tolstói em Guerra e Paz (1869) -- perdura no imaginário comum ocidental, e não só, de conquistadores, guerreiros e e estadistas lendários, de Alexandre o Grande e Júlio César a Carlos Magno e Gengis Khan, Carlos V ou mesmo Luís XIV.

O resultado final é bastante bom, mesmo se o traço de Fiorentino não seja o que mais aprecio, mas é uma subjectividade minha; o trabalho conjunto, muito difícil numa obra de cariz biográfico como esta, estou a pensar, por exemplo, nas dificuldades da découpage, que foram muito bem contornadas, em favor da fluidez da narrativa.

O primeiro tomo compreende o período que vai da infância na Córsega, período controverso quanto a informações fidedignas, à retirada do Egipto para ganhar a França.

quarta-feira, dezembro 18, 2024

4 versos de Camões

«Pois se a troco de Carlos, rei de França, / ou de César, quereis igual memória, / Vede o primeiro Afonso, cuja lança / Escura faz qualquer estranha glória.;» 

 Os Lusíadas, I-13 (1572) 

domingo, abril 14, 2024

o lugar dos mitos


Napoleão Bonaparte é uma das poucas personagens de carne e osso que encontra lugar junto dos mitos, de Aquiles ou de Ulisses, ou se quiserem, que poderiam ser heróis da DEC ou da Marvel. Ele, Alexandre o Grande, Júlio César, Carlos Magno, Rodrigo Díaz de Bivar -- El Cid, Afonso de Albuquerque, Francis Drake...  
Incomensurável, megalómano e meteórico, a sua medida é de outra natureza, espécie de herói da DC ou da Marvel no nosso imaginário. É por isso despropositado, creio eu, pedir um quimérico rigor histórico a um filme de Hollywood. É o Napoleão de Ridley Scott e David Scarpa, e será por aí que teremos de o avaliar. 
Vi-o a medo em Novembro, com o «Gladiador» na memória, de que não gostara. Não sendo um filme inesquecível, tem dois desempenhos esplêndidos (Joaquin Phoenix e Vanessa Kirby) e grandes e boas cenas de batalha, das que ficam e põem o filme à beira do filmaço.