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sexta-feira, abril 10, 2026

2 versos de Rui Knopfli

«Palavras não as profiro / sem que antes as tenha encantado» 

O Corpo de Atena (1984) - «Metodologia»

terça-feira, março 03, 2026

5 versos de Rui Knopfli

«Fluida, indecisa, volátil, / inconcreta, a ideia não / se submete facilmente / ao cerco insidioso / da palavra.» 

O Corpo de Atena (1984) - «Ideia do Poema»

quinta-feira, fevereiro 05, 2026

2 versos de Rui Knopfli

«Que, transformando-as enfim, o amor das palavras / não corrompa e destrua o amor da verdade.» 

O Corpo de Atena (1984)

terça-feira, janeiro 06, 2026

5 versos de Rui Knoplfi

«Para lá do court de tennis, meu pai / assobia do outro lado da infância. Irei / mais tarde, agora desço à margem do rio. / Já vai a sepultar. Espanto as rolas / que esvoaçam. Chegarei a tempo?» 

O Escriba Acocorado (1978) - «Encantações e exorcismos»

terça-feira, dezembro 16, 2025

3 versos de Rui Knopfli

«Detém-se da alegria o brando rumor; / apaziguados os gestos, serena a erva. / Entre lodo e sol, devagar, cristaliza a luz.» 

O Escriba Acocorado (1978) - «Ao lume da água»

terça-feira, outubro 28, 2025

3 versos de Rui Knopfli

«O buril colheu o veio da madeira / e feriu-a, da cunha até ao encaixe, / levando no fio o fio do destino.»

O Escriba Acocorado (1978) - «O mesteiral de Ilium»

quarta-feira, outubro 01, 2025

2 versos de Rui Knopfli

«Servidor incorruptível da verdade e da memória / escrevo sentado e obscuro palavras terríveis»

«Proposição», O Escriba Acocorado (1978)

quarta-feira, julho 16, 2025

3 versos de Rui Knopfli

«nesta tranquilidade de soneto antigo / e verdades falsas, / insinua-se o teu canto apenas sussurrado.» 

«Em toda a parte», O País dos Outros (1959)

segunda-feira, junho 16, 2025

2 versos de Rui Knopfli

«Atiramos pedras pr'além do muro / e escutamos o som opaco da queda.»

«Tédio», O País dos Outros (1959)

quinta-feira, maio 29, 2025

2 versos de Rui Knopfli

«Os pássaros passam de largo / e recusam-se ao cimento e ao asfalto da cidade hostil.»  

«Kwela para amanhã», O País dos Outros (1959)

terça-feira, maio 13, 2025

4 versos de Rui Knopfli

«Das sombras, das solidões / dos recantos recônditos / da noite e da chuva / saem homens.» 

«Dawn», O País dos Outros (1959)

sexta-feira, maio 02, 2025

2 versos de Rui Knopfli

«Vinte e tantos anos de idade / e outros tantos de medo.» 

«A quinta década», O País dos Outros (1959)

quarta-feira, fevereiro 26, 2025

3 versos de Rui Knopfli

«Amo-te cidade da infância, / com girassóis e casas de madeira e zinco / a dormir na neblina da memória.» 

«Carta para um amor», O País dos Outros (1959)

segunda-feira, fevereiro 10, 2025

2 versos de Rui Knopfli

«A minha infância é um cão malhado. / Chama-se Foxie  e ladra aos passantes.» 

«Tempo morto», O País dos Outros (1959)

terça-feira, dezembro 10, 2024

2 versos de Rui Knopfli

«Dizem-me bom dia como quem fecha / uma janela sobre o nevoeiro,» 

«Princípio do dia», O País dos Outros (1959)

segunda-feira, novembro 18, 2024

6 versos de Rui Knopfli

«escuta o arranhar da vassoura / no passeio, / ouve a blandícia tónica das vozes / que sobem da rua, / atenta na canção que o negro chora / nas cordas da viola e na lonjura.»

«Espreita o inescrutável», O País dos Outros (1959)

quinta-feira, julho 18, 2024

3 versos de Rui Knopfli

«Chamais-me europeu? Pronto, calo-me. / Mas dentro de mim há savanas de aridez / e planuras sem fim»

O País dos Outros (1959)

segunda-feira, maio 20, 2024

1 verso de Rui Knopfli

 «Amo todas as palavras, mesmo as mais difíceis» O País dos Outros (1959)

quarta-feira, abril 17, 2024

4 versos de Rui Knopfli

«Tudo entre nós foi dito, / olhamos o apodrecer do parque, / o vento, o crepitar leve das folhas / e, sem ressentimentos, dizemos adeus.»  O País dos Outros (1959)

terça-feira, setembro 19, 2023

antologia improvável # 508 - Rui Knopfli

 

ILHA DOURADA


A fortaleza mergulha no mar

os cansados flancos

e sonha com impossíveis

naves moiras.

Tudo mais são ruas prisioneiras

e casas velhas a mirar o tédio.

As gentes calam na

voz

uma vontade antiga de lágrimas

e um riquexó de sono

desce a Travessa da Amizade.

Em pleno dia claro

vejo-te adormecer na distância,

Ilha de Moçambique,

e faço-te versos

de sal e esquecimento.

O País dos Outros (1959)