«Palavras de ponta e mola / que anavalham / as roçagante capas / de velhos mestres / de grácil esgrima»
A Noite Dividida (1982) - «Palavras de ponta e mola»
conservador-libertário, uns dias liberal, outros reaccionário. um blogue preguiçoso desde 25 de Março de 2005
«Palavras de ponta e mola / que anavalham / as roçagante capas / de velhos mestres / de grácil esgrima»
A Noite Dividida (1982) - «Palavras de ponta e mola»
«Dum grande poeta deu-se o nome / a uma rua suburbana // nem tanto quis em vida»
A Noite Dividida (1982)
«E oiça-se a restolhada das palavras / quando caminhamos para o poema»
«Parêntesis», A Noite Dividida (1982)
«No meu país / dardejado de sol e da caca dos gaios / só há estâncias / (de veraneio) na poesia»
«No meu país», A Noite Dividida (1982)
«Mais do que do outro o meu reino é deste mundo»
«Mais do que do outro», A Noite Dividida (1982)
EM VIAGEM
Poema num comboio
percorrendo todos os versos
fragorosamente
acordo
da emoção dos trilhos
pela noite continental
Seguimos paralelos
ao obscuro apelo do sonho sem reduto
A vida é este segundo estrépito
e a carruagem embala
o cenário a desenrolar-se
A uma fogueira entrevista
torsos nus lampejam
lastrando a luz
É ainda a mesma a espera que sofremos.
A Noite Dividida (1996)
[...]
A uma fogueira entrevista / torsos lampejam / lastrando a luz
[...]
Sebastião Alba, A Noite Dividida (1996)
Segue-se a norma adoptada em Angola e Moçambique, que é a da ortografia decente.