«Por estes vos darei um Nuno fero, / Que fez ao rei e ao Reino tal serviço; / Um Egas e um Dom Fuas, que de Homero / A cítara para eles cobiço;»
Os Lusíadas I-12 (1572)
conservador-libertário, uns dias liberal, outros reaccionário. um blogue preguiçoso desde 25 de Março de 2005
«Por estes vos darei um Nuno fero, / Que fez ao rei e ao Reino tal serviço; / Um Egas e um Dom Fuas, que de Homero / A cítara para eles cobiço;»
Os Lusíadas I-12 (1572)
52. Fernando Pessoa (1888-1935). Um poeta do outro mundo, um dos maiores de sempre, e não apenas entre os portugueses, o que seria já muitíssimo.
53. Geraldo o Sem-Pavor (+c. 1173). Figura extraordinária de guerreiro e mercenário. Entre homem e lenda, figura no brasão de Évora, cidade que conquistou aos mouros.
54. D. João III (1502-1557). Conhecido na Europa como o "Rei da Pimenta", tudo (ou quase) nele foram becos sem saída. Associado para sempre à vinda da Inquisição
55. D. Luís da Cunha (1662-1749). Diplomata de primeiro plano, académico e estrangeirado em cujo Testamento Político pensa o atraso do país, em especial dos malefícios para o seu desenvolvimento que acarretou a acção do Tribunal do Santo Ofício e a monomaníaca perseguição aso cristãos-novos.
O Senhor dos Navegantes, de Ferreira de Castro (1954)
"Deus", insatisfeito com a sua obra de criação, aparece inadvertidamente ao narrador com uma braçada de ex-votos para destruir -- ou o contrassenso da sua existência, pela voz de um louco.
Ou seria mesmo Deus, e não um louco? Se na leitura que fez do conto, Egas Moniz remete para uma manifestação de patologia psiquiátrica, E. M. de Melo e Castro, ao recolhê-lo na sua Antologia do Conto fantástico Português, abre a porta à especulação, mesmo que saibamos do ateísmo do autor, pelo que a questão é pertinente.
Metafísica: Só no revolucionário -- como Jesus Cristo -- há a possibilidade de uma parcela do divino
Incipit: «Branca, airosa, pequenita, erguida sobre o tope de uma colina, a Capela do Senhor dos Navegantes divisava-se de longe, como um farol.»
1. D. Afonso Henriques (Coimbra[?}, 1109/1111 - 1185). O Conquistador. Fundador do reino, do estado e da nação portuguesa. 2. Egas Moniz (c. 1080 - 1146). Aio do primeiro rei, pertenceu à nobreza medieval de entre Douro e Minho, esteio da força de D. Afonso Henriques. 3. D. João Peculiar (Coimbra [?], ? - Braga, 1175). Arcebispo de Braga, o grande negociador da política externa e de alianças, do reino recém formado. 4. Gualdim Pais (Amares, c. 1118/20 - Tomar, 1195). Cavaleiro templário, chegando a grão-mestre, representa nesta lista o papel das ordens militares na fundação. 5. Mafalda de Sabóia (Avigliana [?], c. 1125 - Coimbra, 1158). A primeira rainha, dela provêm todos os reis de Portugal, incluindo o actual rei sem trono, Duarte de Bragança.
Segue-se a norma adoptada em Angola e Moçambique, que é a da ortografia decente.