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terça-feira, abril 02, 2024

serviço público + nova adenda, a propósito do silenciamento de Pezarat Correia

Ontem, de passagem pela RTP3, enquanto na CNN-Portugal se tratava de futebóis, um lado-a-lado a propósito da situação internacional, suponho que espoletado sobre a questão da reintrodução do Serviço Militar Obrigatório. Frente a frente, dois indivíduos cujas opiniões não se distinguem e particularmente impreparados para uma abordagem da situação geopolítica, que é uma outra coisa bastante diferente das relações internacionais e que lhe corre paralela. A Geopolítica elabora sobre o que existe e pré-existe (a Geografia e a História), concomitantemente às tentativas de acerto através do Direito Internacional. Só vi o fim, mas bastou-me para ouvir Henrique Burnay a dizer asneiras e Almeida Sande a diletar. Hoje, na Rádio Observador, a maior anedota que circula no espaço público, vinda da Academia (estou à rasca para me lembrar do nome do sujeito, tive de recorrer a uma mnemónica para dar com ele, de sua graça Bruno Cardoso Reis), e outro sujeito que dá pelo nome de Francisco Pereira Coutinho, e se põe a falar de questões militares (às vezes porque perguntado pelos patetas dos pivôs) sem pescar o mínimo do assunto. Tirando os militares -- muitos deles com formação suplementar na área da História, do Direito, das Relações Internacionais --, muito poucos são os civis que têm competência para tal. Daí não viria mal ao mundo; mas quando 90% do comentariado é constituído por criaturas destas, a informação que temos é errónea, deturpada e incompetente.

Pertenço ao grupo de pessoas que gosta de elogiar e escrever sobre o que lhe agrada; mas o escândalo da incompetência é tal, a que se junta a propaganda e desinformação que sempre existe, que é impossível ficar calado. 

Muito me tenho lembrado de Pezarat Correia, que durante anos comentou questões de geopolítica na televisão e desde que rebentou a guerra na Ucrânia nunca mais o vi. Então não somos uma sociedade liberal, de expressão livre dos diferentes pontos de vista?... Aqui um seu texto.

sexta-feira, fevereiro 08, 2019

os candidatos às eleições europeias

A sério -- o PS não arranja melhor do que Pedro Marques?... Deve ser um rapaz muito esperto, mas pensamento sobre a Europa foi coisa que nunca ouvi vindo dali. Até posso perceber que em tempos cristínicos e cretinos não seja, digamos, mobilizador avançar com alguém com substância como cabeça de lista, como, por exemplo Maria João Rodrigues; ou, mudando de partido, que o PSD continue a apostar num demagogo bem falante, em vez, por exemplo, de José Manuel Fernandes, que parece ser um grande deputado europeu. É por estas e por outras que os partidos progressivamente se alienam da cidadania
Os tempos não estão fáceis. O CDS, completamente desinteressante e irrelevante, joga pelo seguro; Bloco e CDU, idem, mas estes não são europeístas: BE, numa inconsistência de nem-carne-nem-peixe; PCP, em isolacionismo tipo albanês, apesar de os deputados (BE e PCP) serem muito bons; porém, não interessam: se votar em Marques, Rangel ou Melo é um voto deitado para o lixo, que não serve para nada, Matias ou Ferreira representam partidos que são puros impasses em política europeia -- e um dos problemas da UE é o impasse, o imobilismo, a estagnação, a letargia.
Ou seja: a União Europeia, e estas eleições, que são talvez as mais importantes de sempre, passam à margem dos cinco partidos parlamentares; quem quiser discutir e pensar a União Europeia nestes tempos críticos, e não apenas crestínicos, de forma estruturada, só terá duas hipóteses a atender: o Livre, qualquer que venha a ser o candidato, que pensa a Europa desde que foi fundado (aliás, a Europa e a União que integramos está nos fundamentos do próprio partido), veremos como se vai comportar; e, curiosamente, um partido anedótico, o Aliança, que surpreende com Paulo Almeida Sande, o único cabeça de lista dos anunciados com músculo europeu.