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quinta-feira, setembro 03, 2026

JornaL

Guerra. "Eles" querem levar-nos para a guerra antes de serem apeados, na Alemanha e em França, no que podem estar a um passo.

Pensei que só acontecia aos outros. Ir para a guerra com base em mentiras, como no Iraque.

O fim da UE. É o que vai suceder. Putin e Trump satisfeitos. Traição e facada nas costas dos povos europeus. Nem todos, claro, porque haverá revolta, quando, depois de mortos todos os ucranianos pelos interesses da América e de algumas belíssimas organizações -- cercar a Rússia e, depois, cortá-la em fatias --, for a vez de a juventude europeia a ir para o matadouro. Nesse caso, que vão os ingleses, os franceses, os alemães e os países de arrastadeira, por nos quererem arrastar para dentro do sarilho que criaram e, pior, de onde não querem sair. Não dizia essa inspiração permanente chamada António Costa que é preciso "derrotar a Rússia"?

História. Não vai ser suave, a História

Desmontar a aldrabice  e o dolo: Agostinho Costa, Tiago André Lopes, Mendes Dias.

Rangel, porqué no te callas?

Sánchez. Nem este espertalhão resistiu a meter a Rússia (com Israel), na chamada invasão. Como alguém já notou, este tipo reconheceu a soberania marroquina sobre o Saara Ocidental, e agora Marrocos retribui, querendo o que falta.

Revelação. Entretanto, beneficiários desta guerra denunciam-se. É uma modalidade antiga e próspera: enriquecer à custa do infortúnio dos outros. E se se for ceo de uma startup, então, é pura poesia empreendedora.



domingo, dezembro 29, 2024

o que melhor e pior me impressionou em 2024: Putin e os asnos do Ocidente, e deste a miséria moral

Apesar de faltarem quase três dias para o fim do ano, e sabermos que a perfídia das indústrias da guerra é ilimitada, e aque té à tomada de posse de Trump seja de esperar qualquer tipo de golpada, arrisco já:

1. O que mais favoravelmente me impressionou. 

1.1.Putin perante os asnos do Ocidente. Sem dúvida, a capacidade de resistência da Rússia pela forma como conseguiu contornar uma preparadíssima ofensiva bélica, não tanto pelas armas, mas nas várias tentativas de estrangulamento económico e político, todas tendo falhado, o que é hilariante no meio da tragédia. Militarmente, Putin optou primeiro pela pressão, no que falhou; depois pela contenção, com custos elevados em vidas e equipamento, porém não varrendo a Ucrânia do mapa, ao contrário do que os israelitas fazem na faixa de Gaza. Depois, a resistência à propaganda manhosa estipendiada pelo complexo militar-indusrial americano: hoje, até um lémure de Madagáscar percebe que a guerra da Ucrânia é um enfrentamento entre russos e americanos e que a Ucrânia é um território em que se combate, com líderes ucranianos que sacrificaram parte do seu (?) povo a interesses estrangeiros, v.g., os dos Estados Unidos e suas corporações.

1.2. A fibra (e os tomates) dos comentadores decentes (o que significa que há comentadores indecentes).  Voltemos a referir-lhes os nomes, uma e outra vez: Agostinho Costa e Carlos Branco em primeiro lugar (dos que têm assento nas televisões). Informados, objectivos, não se deixando intimidar por jornalistas ignorantes e atrevidos nem pelo lixo académico que por aqueles estúdios é despejado. Acrescento ainda os nomes de Mendes Dias e Tiago André Lopes, este da Universidade, uma das poucas excepções para a miséria que a academia enviou para as televisões. Nos jornais, impecável, Viriato Soromenho Marques (ler aqui  a crónica deste sábado no DN); e nas plataformas digitais (pois para as televisões não é convidado, evidentemente) Carlos Vale Ferraz (ler aqui) . Outros existem, felizmente, mas ou são silenciados (onde está o general Pezarat Correia, ainda muito lúcido, nos seus mais de noventa anos?) ou escrevem em media de menor difusão.

2. O lixo

2.1. A miséria moral do Ocidente diante da matança indiscriminada de palestinos em Gaza.

2.2 A cobardia depravada, ignorância, inconsciência, incompetência e oportunismo até à traição da clique que lidera os países europeus mais poderosos (Inglaterra, França. Alemanha e Itália), o seu servilismo canino e as entorses à democracia. Sim, com esta guerra as liberdades regrediram na Rússia -- ela que nunca fora tão livre e próspera como o foi com Putin -- mas regrediram também, e de forma nunca vista desde a derrota do nazismo e do fascismo na Europa Ocidental: manipulação às escâncaras, censura (aos media  russos e às vozes discordantes ou independentes), intervenção nas eleições de países europeus, dentro e fora da UE (Roménia, Geórgia).

O que sairá disto tudo? Não sei. Alemanha e França politicamente nas lonas. A seguir, a própria UE? Ou até à lavagem dos cestos, no final de Janeiro, será vindima? Com criaturas destas é sempre de esperar o pior.

Em tempo: esqueci-me de referir Miguel Sousa Tavares, que, desde o início, honra a profissão do jornalista que foi e tem sido sempre uma das vozes lúcidas do comentário. (visto aqui).