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segunda-feira, maio 11, 2026

revista de imprensa

«A vida política duma nação é, em grande parte, o reflexo da sua vida intelectual, dos seus movimentos de ideias,  das aspirações mais profundas do seu escol.»

Raul Proença, "Apresentação" da Seara Nova #1, 15-X-1921 

(todos as citações a partir da Antologia organizada em 1971 por Sottomayor Cardia,

sem esquecer o imprescindível trabalho coordenado por Luís Andrade, Revistas de Ideias e Cultura

e ainda uma calorosa saudação a Daniel Pires

sábado, junho 03, 2023

Raul Proença

 

3 de Junho de 1907. Raul Proença, no Semanário Alcobacence: «Um indivíduo que critica rancorosamente é uma besta.» 

Raul Proença, Polémicas

(edição de Daniel Pires)

quinta-feira, fevereiro 06, 2020

na estante definitiva

Há quem diga Jaime Cortesão (1884-1960) o maior historiador português do século XX, avaliação sempre difícil de fazer-se, o maior romancista, o maior pintor, o maior compositor... No caso de Cortesão, ele encontra-se sem dificuldade nos cinco dedos de uma mão.
Este livro documenta a curta passagem do historiador pelo seu país, na cadeia, entre dois exílios. É que também enquanto personagem, foi igualmente marcante no seu tempo.
Uma breve nota para dizer que Alberto Pedroso salvou estas cartas da venda a peso como lixo, tal o destino que teve a papelada da Seara Nova pertencente a Câmara Reys (1885-1961), de que foi fundador e director até morrer.
A epígrafe é um excerto extraordinário de uma carta dirigida a Raul Proença, também do Forte de Peniche, em 14 de Julho de 1940: «... Quero sem tardar, tranquilizá-lo sobre as minhas convicções políticas de hoje. Continuam a ser integralmente as mesmas, que estabeleceram entre nós uma tão estreita solidariedade moral e intelectual. Tranquilize-se. Cada vez sinto mais que em afirmar a minha fé antiga está o meu dever de homem e de escritor…»
Há homens que têm fibra; e há outros que não. E torna-se necessário dizer que esta  antiga foi Cortesão bebê-la ao ideário anarquista de Proudhon e outros, tal como sucedeu com Antero, Eça, Raul Brandão e Ferreira de Castro, para citar alguns.
Da posse: Janeiro de 1993. 



Jaime Cortesão, 13 Cartas do Cativeiro e do Exílio (1940), recolha, introdução e notas de Alberto Pedroso, Lisboa, Biblioteca Nacional, 1987, 107 págs. Capa: José Maria Saldanha da Gama.

quinta-feira, janeiro 10, 2019

vozes da biblioteca

«Na curta viagem do comboio suburbano, escutando a nossa conversa, a menina, que não teria dez anos e veio a morrer de tuberculose tempos depois, fitava-me sem falar, com uma expressão de angústia infantil nos grandes olhos claros, ao mesmo tempo que em vão puxava para baixo, nos joelhos friorentos, a barra do vestidinho demasiado curto.» José Rodrigues Miguéis, Uma Flor na Campa de Raul Proença (1979) [1985]

«O António Pedro, um bocado na senda do Dalí, garantia ter recordações do útero materno.» Alexandre Babo, Recordações de um Caminheiro (1993)

«Uma mão que se apertou, umas palavras que se trocaram, uma amizade que aflorou, aqui, ali, a norte, a sul, neste país, neste e naquele continente, para cá e para lá dos oceanos.» Ferreira de Castro, «Delfim Guimarães» (1934) [1996]

sábado, março 05, 2016

Para um Dicionário de Ferreira de Catro: G de «Guia de Portugal»

Obra criada e coordenada por Raul Proença e, após a sua morte, Sant'Ana Dionísio. Trata-se do mais monumental e brilhante esforço de compilação do património cultural e natural português, para usofruto dos cidadãos e consequente salvaguarda, nele colaborarando os nomes da cultura portuguesa do tempo. Ferreira de Castro, neste terceiro volume, sobre a Beira Litoral (1945), com «De Oliveira de Azeméis a Vale de Cambra», de boa utilidade os castrianos.
Ainda em vida de Proença, falecido em 1940, Castro, foi um dos fiadores literários da obra, com Afonso Lopes Vieira, Aquilino Ribeiro, Câmara Reys, Raul Lino, Reinaldo dos Santos, Samuel Maia e Sant'Ana Dionísio.

[ a desenvolver]

Bib.: Ricardo António Alves, «Raul Proença, Ferreira de Castro e o Guia de Portugal»,Castriana #2, Ossela, 2004.

domingo, abril 23, 2006

Correspondências #42 - Raul Proença a Fidelino de Figueiredo

Vamos enviar para os jornais portugueses a resposta às suas miseráveis calúnias. Se a publicarem, intimamo-lo a que nos responda! Se a não publicarem, devo adverti-lo de que não há maior ilusão do que pensar que sempre se negará em Portugal aos acusados o direito de defesa. Um dia há-de chegar em que a minha pena possa infligir-lhe nos principais jornais do país o castigo que merece. Serei implacável. Terá o direito de se defender por sua vez. Isso não impedirá que fique desfeito em lama.
O sr. (tão insignificante, mas ao mesmo tempo tão inconsciente) não faz a menor ideia das responsabilidades trágicas que acaba de assumir. Não é só pela calúnia que terá a responder. Será também pela destruição sistemática da nossa obra, já iniciada pela liquidação da tipografia. O seu ódio pessoal levou-o a tratar como inimigo a Biblioteca. Pagá-lo-á! Um dia saberá como a minha pena e as minhas mãos são duras quando têm a zurzir miseráveis da sua laia.
6 Março 1927
Raul Proença
In Raul Proença, O Caso da Biblioteca
(edição de Daniel Pires e José Carlos González)
Posted by Picasa

sexta-feira, março 31, 2006

Caracteres móveis #69 - Raul Proença

O socialismo é um liberalismo penetrado de vontade, tentativa deliberada e permanente para pôr o mundo à escala humana.
Páginas de Política / Antologia-1
(edição de António Reis)

Proença