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domingo, janeiro 12, 2025

uma risota em Moscovo, à custa da Dinamarca

A desconhecida primeira-ministra da Dinamarca (desconhecida para mim, que nem faço ideia a que partido pertence) foi das mais activas vassalas dos americanos, em particular da catastrófica administração cessante. E é esta a paga?... A Gronelândia?... 

A insuportável Ursula salva pela pneumonia, o não menos insuportável Costa -- o tal que falava em derrotar a Rússia... -- calado que nem um mudo. Eu bem achava que ele nos iria envergonhar a todos...

Os palermas dos governantes suecos (200 anos de neutralidade deitados para o lixo) e finlandeses (que prosperaram grandemente com a neutralidade em face da União Soviética, foram meter-se na boca do lobo.

Agora aguentem-se.

quinta-feira, maio 12, 2022

sobe a parada (ucranianas XCII)

Como é público e notório, o que me interessa é que os Estados Unidos não ganhem esta guerra com a Rússia. Até porque, a acontecer e com uma Rússia enfraquecida, em poucos anos haverá uma outra no Pacífico, com a China.

Não sei o que irá acontecer. Neste momento, a minha convicção é de que a Ucrânia pode dizer adeus ao Donbass, ficando possivelmente sem acesso ao mar, o que seria um castigo pesado, embora tudo aquilo seja russo desde o século XVIII, as cidades, a maioria da população.

Que as coisas não correram militarmente bem a Putin no início, creio que é uma evidência, salvo opinião mais abalizada. Não vou atrás da propaganda massiva e nunca vista desencadeada sobre a opinião-pública ocidental, mas pelo facto singelo de a operação ter mudado de comando poucas semanas depois de iniciada.

Pelo que tenho ouvido dos militares, a progressão no Donbass tem sido consistente, embora lenta, e parece-me que tem avançado rapidamente no sul.

A utilização do armamento da Nato poderá fazer a diferença, mas, como tem sido dito, será preciso que ele chegue lá e haja gente que o maneje. 

O pedido de adesão, principalmente da Finlândia, à Nato, é uma derrota de Putin, claramente. E, do meu ponto de vista de português à beira do Atlântico, não de um finlandês sobre o Báltico, creio que se trata de um erro, de uma grossa asneira, para o qual contribuiu o compreensível sentimento de insegurança dos cidadãos, que, como todos os cidadãos desinformados em qualquer lado, não compreendem a razão desta invasão, embora ela exista. E com o desenrolar do terror da guerra e da propaganda pesada, os 70% que eram contra a adesão da Finlândia passaram a 20% ou menos. Ou seja: a Finlândia resistiu à União Soviética, mas não resiste a Putin. Ridículo.

Entretanto, numa hábil jogada, hábil e audaz, o peão inglês dos Estados Unidos assina um tratado de aliança e assistência militar, comprometendo-se a entrar na guerra em caso de agressão ou invasão, a pedido dos países invadidos. 

Tal como a maior parte dos observadores, não penso que a Rússia invada a Finlândia, mas pode atacá-la destrutivamente (tal como poderia ter facilmente arrasado Kiev...). E ficar à espera das botas inglesas, sem atacar esta, país da Nato.

É evidente que os analistas do Kremlin estudaram todos os cenários, mesmo se surpreendidos por uma resistência ucraniana com que parece não terem contado. Ou seja: se não desde o início, há semanas que os russos estão à espera disto.

O que vai acontecer? Não sei. O arrastar da guerra na Ucrânia é altamente indesejável para a Rússia, mas não me parece que os ucranianos possam sonhar tirá-los de lá. (Uma situação de guerra de baixa intensidade pode manter-se, mas isso não causará uma tão grande mossa à Rússia, suponho). Ou podem querer, num acto de desafio ainda mais arriscado do que o inglês, fazer pagar caro à Finlândia com um ataque brutal.

Apesar de tudo, espero que não. No entanto, Rússia e Estados Unidos já estão frente a frente.

ucranianas

sábado, abril 16, 2022

a adesão da Finlândia à Nato -- o cálculo do risco (ucranianas LXIX)

 A continuar a brincar com o fogo e com lideranças europeias abaixo de cão, o aliciamento da Finlândia para pôr fim à neutralidade -- que bem lhe serviu durante a Guerra Fria --, até parece uma jogada de mestre dos falcões do Pentágono, que em algumas daquelas cabeças belicosas parecem convencidos de estar ao abrigo do arsenal nuclear russo.

A jogada pode ter esta configuração: a Rússia leva a ameaça a sério -- como levou a da Ucrânia (só os indigentes e os vigaristas é que se atrevem a aduzir o argumento de que a Rússia atacou a Ucrânia sem motivo) -- e levando-a a sério, ataca a Finlândia. Como esta ainda não é um país Nato, a organização está dispensada de responder. No entanto, é um país da União Europeia, e não se vê como os estados da UE poderão deixar passar esse ataque. Não parece que possam. E assim estala uma guerra na Europa, com os americanos a ver.

Eu, no entanto duvido de que tudo se fique pelo Velho Continente, embora no Pentágono e na administração do outro senil haja quem possa achar que é um risco calculado.

ucranianas

terça-feira, abril 16, 2013

a propósito do Prós e Contras de ontem

Faço lá ideia se devemos sair do Euro ou nele ficar, nesta União Europeia tràgicamente em pré-coma! A estratégia parece ser: esperar pelas eleições alemãs. Mas não sei se com os estragos que a Alemanha, em conluio com holandas e finlândias -- e em conluio com a fraqueza dos governos do Sul da Europa (Portugal, França e Grécia; Espanha tem sido outra coisa, até quando?...; a Itália, desgovernada, até quando?...) -- conluios da arrogância com a incompetência -- não sei quanto custará politicamente, à Alemanha e aos restantes países da União, restaurar a confiança neste projecto único.
Entretanto, no «Prós e Contras» de ontem pareceu-me que os campos estiveram claramente em extrema oposição. Assim deve ser, a benefício da clareza, mas sem maniqueísmos. Ideologia nos dois lados, mas objectividade apenas num; no outro (e espero não estar eu agora a sacrificar a Mani...), a cegueira ou -- sendo menos benigno -- a preocupação com a bolsa, própria & dos amigos.

segunda-feira, março 25, 2013

Nós e a Europa

     Seria importante, agora mais do que nunca, que tomássemos para nós, e sem esperarmos pelos outros, o desafio de pôr a Europa nos eixos. Sem esperarmos pelos outros, porque os outros nada farão por nós -- como nós nada faremos por eles. É assim, o egoísmo dos estados...
     Há um presidente da Comissão Europeia português submisso aos ditames da Alemanha, coadjuvada por holandas outras finlândias. Há um presidente da República apagado que desde o início da crise que nos assola deveria ter chamado a si uma acção diplomática activa e proactiva nas diversas chancelarias europeias (de preferência com colaboração do Governo; dispensando-a, se houvesse obstáculos), em vez de limitar-se a visitas de charme à Finlândia, e que ainda está a tempo de o fazer, se quiser justificar a própria existência e terminar o seu mandato fazendo esquecer que é o pior presidente que conheceu a III República, e cuja acção, com raras se excepções, se caracterizou ora pela baixa política ora pela mais embaraçosa irrelevância. Há um Executivo servil que, em estado de calamidade económica e social, deveria evitar a postura de governo de principado decorativo ou de república desestruturada do antigo bloco soviético e assumir-se como um dos estados mais antigos da Europa, contribuinte líquido cultural para este continente, e orgulhoso desses pergaminhos -- como aliás, o negregado Sócrates fez questão de dizer ao lado da chancelerina Merkel.
      Nunca como agora foi tão importante a CPLP e a nossa situação nela, porque dela depende a afirmação do nosso peso na Europa -- influência que teríamos se a soubéssemos potenciar.
    Todos quantos me conhecem sabem que nada tenho de nacionalista, que sou europeísta, que sou federalista. Mas, como cidadão português, em primeiro lugar, não posso tolerar estas atitudes germânicas e afins e a mansidão portuguesa, não apenas em nome de todos os nossos séculos de história e cultura, mas em nome da democracia e da própria ideia de Europa, pervertida pelo abuso alemão e pela fraqueza dos governos da Europa do Sul.