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quarta-feira, maio 08, 2024

150 portugueses: 46-50

46. Salvador Correia de Sá (1602-1688). Notável cabo-de-guerra, mas também governador e explorador, é uma figura fulcral do Século XVII nas histórias de Portugal (Guerra da Restauração), Brasil e Angola, em especial no combate aos holandeses. Se houve alguém que delineou o triângulo do mar -- Lisboa - Rio de Janeiro - Luanda --, foi ele.

47. Vitorino Nemésio (1901-1978). Extraordinário poeta, um dos grandes do século, ensaísta, investigador, professor e comunicador, é autor do que será porventura o maior romance português de sempre, Mau Tempo no Canal (1944). 

48. D. Afonso IV (1291-1357). Figura shakespeareana, foi rei guerreiro num período complicadíssimo da política ibérica, cujo vórtice tragou Inês de Castro.

49. Carlos de Seixas (1704-1742). Um compositor apolíneo, moderno e portuguesíssimo ao mesmo tempo, cuja música nos define. O seu Concerto para cravo será a nossa obra-prima do Barroco.

50. D. Duarte (1391-1438). Príncipe guerreiro e rei filósofo, figura apaixonante de homem e monarca.

terça-feira, fevereiro 03, 2015

da identidade nacional

«E era esta a abordagem mais recente do problema, porque a mais antiga talvez fosse a transcrita nas 'Chroncias dos Senhores Reis de Portugal', de Christovão Rodrigues Acenheiro, sim, a edição da Academia diz mesmo diplomaticamente 'Chroncias', e de repente, quando reflectina no que o Mattoso dizia, dei-me conta de que já o D. Afonso IV procurava, no seu modo brusco e medieval, circunscrever por inteiro a identidade nacional, quando escrevia brutalmente ao rei de Castela, seu genro: 'E sem dúvida sabei que os Portugueses nunca deixaram de usar três cousas, a saber, lutar, pelejar com Castelhanos , e demandar com boa vontade mulheres.'.»

Vasco Graça Moura, Naufrágio de Sepúlveda (1988)