«Canto as armas e os homens / Porque a tribo me disse: tu guardarás o fogo.»
O Canto e as Armas (1967) - «O Canto e as Armas»
conservador-libertário, uns dias liberal, outros reaccionário. um blogue preguiçoso desde 25 de Março de 2005
«Canto as armas e os homens / Porque a tribo me disse: tu guardarás o fogo.»
O Canto e as Armas (1967) - «O Canto e as Armas»
«Em cada poema estou mas não sozinho / antes de mim a língua e os que primeiro / cantaram antes de mim»
Praça da Canção (1965) - «Canção Primeira»
«Trago palavras como bofetadas / e é inútil mandarem-me calar / porque a minha canção não fica no papel.»
Praça da Canção (1965) - «Apresentação»
«só cantando se pode incomodar / quem à vileza do segredo nos obriga.»
Praça da Canção (1965) - «Apresentação»
«Darei ao povo o meu poema.»
Praça da Canção (1965) - «Do poeta ao seu povo»
De há meses para cá tememos que o último JL seja mesmo o último Publica-se há 45 anos, sempre com o mesmo director (e fundador), José Carlos de Vasconcelos. Tem número óptimos, compensando largamente um ou outro menos conseguido. O seu previsível (embora ainda não anunciado) fim ser(i)á catastrófico. Duvido que possa ser substituído. Comecei a lê-lo ainda estava a acabar o liceu, e tenho o primeiro número que comprei. (Qualquer dia farei aqui uma resenha). E guardei muitos outros, sem falar nos recortes.
Enquanto se mantiver, passarei a arquivar aqui citações retiradas de cada número que entretanto se publique. Talvez possa levar alguém a comprá-lo.
«Camões viajou e viveu o seu próprio poema ao mesmo tempo que o escrevia.» Manuel Alegre
«[...] jornalismo, artes, literatura e compromisso social são colunas de um mesmo templo que, hoje, se redefine, correndo riscos de esboroamento porque a corrente da formatação desenfreada tudo parece levar à sua frente...» António Carlos Cortez
«[...] (o mundo já foi criado para sempre.)» Carlos de Oliveira
«Perante a guerra, o que se espera de um intelectual é o exercício da sua capacidade analítica, antecipada pela procura dos dados empíricos que são as fontes primárias que alimentam o pensamento crítico.» Viriato Soromenho-Marques
JL #1421, 19-III-2025
Liberal. Palavra digna, ideia libertadora, 201 e 199 anos após a revolução e a primeira Constituição. Quando se abastarda e confunde com ganância e selvajaria, a culpa não é da ideia.
Livre. Honrou-se e fez jus ao nome, ao ceder lugares à Iniciativa Liberal e ao Volt.
Navalny. É lamentável dizê-lo, mas conhecendo o historial da política americana em relação à Rússia após a queda da União Soviética, Navalny é no mínimo um instrumento da CIA, se não for seu agente.
Putin. Lava a alma ouvi-lo dizer aos americanos, satélites e vassalos: quem traça as linhas vermelhas somos nós, a propósito das provocações na Ucrânia e no Mar Negro. Os rufias só percebem a linguagem da força. E há apenas um país que pode fazer frente ao bullying americano. Eu assisto com deleite.
Vacinas. Há quem diga que a vacina russa -- de há muito com a certificação da OMS -- não é aprovada pela Agência Europeia do Medicamento para proteger as farmacêuticas no mercado. Não creio; seria a Máfia instalada nos lugares de decisão da União Europeia. A EMA não aprova porque os americanos não deixam, como qualquer vê. O europeísta que ainda há em mim sente-se desiludido.
Vassalagem. É o nosso comportamento em relação às administrações americanas. Devemos ter com eles as melhores relações, até por uma questão de vizinhança, mas a subserviência é deplorável. Uma aberração chamada Kosovo; a miserável Cimeira das Lajes; a desastrada e perigosa acção na Venezuela, em que fomos marionetes. Quanto às vacinas, estamos apenas a ser obedientes, e duvido que o governo tenha grande margem de manobra, se não quiser abandalhar a UE, como fazem os húngaros. Mas neste cao é a própria UE que está a pedi-las.
25 de abril sempre! É inacreditável como se pode ser tão canhestro/sectário (riscar o que não interessa). Manuel Alegre disse ontem que ninguém é dono do 25 de Abril, nem mesmo os que o fizeram. E é assim mesmo. Vedar o acesso à celebração desta gloriosa revolução a um partido com representação parlamentar por causa da pandemia é acima de tudo estúpido. (Depois admirem-se que o verdadeiro partido dos animais continue a subir.) Daquelas organizações todas que aparecem na comissão organizadora, metade são dependências do PCP, e uma boa parte doutras são constituídas pelas respectivas direcções e mais ninguém. Como disse, e bem, Carlos Silva, da UGT, há erros que se pagam caro.
quase um rito iniciático, uma sagração.»
Uma rememoração poética de episódios domésticos da infância. Um retrato de uma pequena aristocracia / burguesia provincial na primeira metade da década de 1940, com o marcado papel matriarcal intramuros, e o despontar de uma vocação poética, Manuel Alegre, «A grande subversão», para ler aqui.
Segue-se a norma adoptada em Angola e Moçambique, que é a da ortografia decente.