Marcelo Rebelo de Sousa-Marisa Matias. É a candidata mais empática, mais despida dos artifícios performativos da actuação política. Seria talvez a melhor presidente, mesmo vinda de um partido que cada vez mais me é desagradável. Foi envolvida por Marcelo, essa velha raposa. Estiveram ambos bem, num debate que não acrescentou nada, a não ser a explicação convincente relativamente à "falta" para com a viúva do imigrante assassinado por agentes do Estado, Ihor Omeniuk. O moderador, sempre em correria, cansou-me. Candidato à pergunta mais idiota: a de saber se um mau resultado prejudicaria a eventual pretensão de Maria a coordenadora do BE. A intriga, o sarro de politica-lha com que se entretêm entre si e só interessa esse tipo de parasitas que se nutrem à volta dos jogos de poder.
André Ventura-João Ferreira. Se é uma questão de decibéis e falta de vergonha, Ventura ganhou o debate, mesmo quando Ferreira expõe o carácter mentiroso do oponente e lhe lança no fim com os três votos sobre o Novo Banco: contra, abstenção e a favor. Nunca visto. Claro que o atirar das torpezas do bolchevismo e a impossibilidade de João Ferreira de demarcar daquilo, não o favorece. Este devia ter sido mais incisivo no destapar dos financiadores de Ventura, de quem este é testa de ferro, fantoche. A moderadora, que aprecio como pivot, foi muito atacada. Não é fácil pôr ordem naqueles galifões. mas a acusação de que as perguntas estavam montadas, até pela suspeição de que um dos financiadores de Ventura é accionista da TVI é gravíssimo. O jornalismo nunca foi grande coisa neste país, mas está assim tão baixo?