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sexta-feira, julho 14, 2017
sábado, janeiro 09, 2016
só uma música
Chuck Berry é uma lenda viva, e talvez o nome mais importante dos primórdios do rock'n'roll, nos anos cinquenta. A sua influência nos músicos ingleses da década seguinte foi imensa. Deste Rock It, o último disco que gravou (1979), após muita hesitação escolho «House Lights», não apenas pela Gibson hiperactiva (ouve-se e lembra-se logo o seu duck walk), como pela prestação incrível do piano de Johnnie Johnson, outro músico lendário (ele é o "Johnnie B. Goode»...), que integra na perfeição o blues e o rock, pai e filho.
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Chuck Berry,
Johnnie Johnson
sábado, junho 21, 2014
outros tempos
Tema directo e inspirado a abrir um dos mais fantásticos discos dos Beatles, o so called duplo White Album, que tem tudo: do rock'n'roll ao experimentalismo. O grande McCartney, que compôs, canta, toca guitarra, o piano e uma parte da bateria... brinca na Guerra Fria (estamos em 1968) e pisca os olhos à música americana (Chuck Berry, The Beach Boys, Hoagy Carmichael, está tudo aqui), enquanto clama pelas miúdas russas e ucranianas (outros tempos...).
Em baixo, Macca em Moscovo, já neste século, Putin a assistir.
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Vladimir Putin
quinta-feira, fevereiro 13, 2014
domingo, dezembro 04, 2005
terça-feira, novembro 01, 2005
Origens
Se ouvirem o antigo cabeleireiro Chuck Berry, perceberão de onde vêm os Rolling Stones.
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Chuck Berry,
da música,
The Rolling Stones
sábado, outubro 22, 2005
Night in the Ruts
Raízes que acabam por não ser exclusivamente americanas, como sabemos, através de um normal processo de transferência cultural. Quando grupos ingleses como os Beatles, os Rolling Stones, os Animals ou os Led Zeppelin -- que tinham bebido na música negra americana, dos blues ao rock, de Muddy Waters a Chuck Berry --, quando estes bifes talentosos penetraram nos Estados Unidos, influenciando uma série de jovens músicos desse lado do Atlântico, alguns deles aprenderam bem a lição e devolveram com acrescento o que os não menos jovens mestres europeus lhes haviam transmitido.
Night in the Ruts é, neste contexto, exemplar disso mesmo: do puro blues de «Refer head woman», com Tyler a evidenciar as excelentes capacidades na harmónica, até «No surprise», um r'n'b muito stoniano. O disco tem todo ele um pedal que passados estes anos continua a entusiasmar-me: por exemplo as guitarras poderosas de Perry e Whitford, um nada negligenciável guitarrista de apoio, em «Chiquita», «Three mile smile», «Remember (walkin in the sand)», e «Think about it» (mais covers, mais blues...), em que se percebe porque razão Joe Perry é um dos grandes lead guitarrists de toda a história do rock; e porque para além da pose que tanto encanta as adolescentes Steve Tyler (tem o carisma do cantor, ele é o rosto dos Aerosmith, tal como Jagger o é para os Stones e Bono para os U2), evidencia uma espantosa capacidade vocal, quase diria gutural, que se estende até ao que parece ser o limite das suas cordas vocais -- mas sem exibicionismo, pelo menos nesta fase ainda, antes com autenticidade.
Como circula cá em casa uma aerofã, a minha filha Joana, com todos os cd's de originais deles (teve inclusive o desplante de desdenhar do velho LP do seu velho pai, comprando o respectivo cd!...), posso dizer que embora os Aerosmith registem na sua discografia muitos e bons álbuns, todos eles com músicas marcantes, de «Dream on», do primeiro disco, Aerosmith (1973), a «Same old song and dance», de Get Your Wings (1974), passando por «Dude (looks like a lady)», de Permanent Vacation (1987), e por «Janie's got a gun», de Pump (1989), entre tantas outras ao longo destas décadas, apesar disso Night in the Ruts é um dos seus melhores trabalhos. Rock'n'roll?, hard-rock?, hard-blues? Who cares... It's only rock and roll, and I like it.
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