Verdades, do lado de cá, só por acidente.
segunda-feira, setembro 22, 2025
segunda-feira, julho 07, 2025
Peskov disse que "o Kremlin tomou nota da ameaça de Trump"
Acho sempre refrescante a Rússia responder à altura às ameaças e fanfarronices dos americanos. (aqui)
O respeitinho é muito bonito e a Rússia sabe fazer-se respeitar -- o que é essencial em face da rapacidade bandoleira daqueles bárbaros.
Portugal é outra coisa -- não pode eximir-se à Geografia, como sempre tenho dito, e tem desperdiçado o seu enorme potencial de influência internacional, começando por dar-se ao respeito.
Um país como o nosso teria tudo para ter uma influência exponencialmente potenciada no concerto das nações. O presidente Marcelo poderia ter feito infinitamente mais e melhor, mas fez de menos e quase tudo mal ou péssimo. Os oito anos de António Costa foram catastróficos, o que não admira, dadas as características da personagem.
terça-feira, maio 27, 2025
ucraniana CCLXXXIX - o sentido de humor de Peskov, numa perigosa fase de provocação da UE
Dmitri Peskov, que os bons me(r)dia televisivos levaram mais de dois anos a mostrar a mesma foto com expressão de alucinado, teve ontem uma saída muito boa a propósito do chilique de Trump, agradecendo o empenho dos Estados Unidos na resolução do problema (que eles próprios criaram, primeira boa piada); dizendo, paternalisticamente, que andamos todos com sobrecarga emocional...
O Trump, que não é estúpido como o destroço que o antecedeu, deve saber que para Putin e os russos em geral, tanto se lhes dá que o inimigo seja liderado por ele ou por Biden (supostamente).
Os americanos queriam a Ucrânia na sua esfera de influência e, ao mesmo tempo, fazer a Rússia arder em lume brando. Tudo lhes saiu furado, e, por desistência, são agora os incapazes dos europeus que se chegam à frente, o menino largado nos braços, na estúpida esperança de que os EUA acabem por envolver-se (outra vez e mais).
Enganados uma e outra vez, os russos já não vão em conversa fiada, e por essa razão as provocações no Báltico, das marinhas destes aterrorizados países, cujo medo irracional nos poderá fazer perder todos, as preocupações dos finlandeses com brigadas russas na fronteira (foi uma maçada a neutralidade durante o tempo da União Soviética, não foi?), a autorização, pelo ceo Merz, do uso de armas alemãs em território russo, fazem temer o pior, a começar para os próprios ucranianos. Os últimos ataques são uma resposta aos pseudo-ultimatos destes inúteis. Nem todos podem ser como o Robert Fico, um socialista a quem os criados da imprensa logo qualificaram como 'populista'... Os russo não querem os americanos nem os seus lacaios a sujar-lhes a porta
Aliás, quanto mais tempo de guerra, menos Ucrânia. Por muito imbecil, ignorante ou prostituída (riscar o que não interessa) que esta clique dirigente europeia seja, já deve ter percebido que o que foi tomado pela Rússia (e já agora bem tomado, pese o Direito Internacional), será para continuar na Rússia.
sexta-feira, abril 14, 2023
De Medvedev a Kuleba (CLXXVIII)
Há dias, o antigo presidente russo Dmitri Medvedev, habitualmente um homem cordato até ao momento em que os americanos decidiram usar a elite política ucraniana nas suas jogadas estratégicas, disse, com saudável brutalidade que o estado ucraniano poderia acabar, uma vez que não interessa a ninguém.
O que o ministro dos Negócios Estrangeiros, Dmytro Kuleba, talvez em desespero, veio hoje dizer -- que o Mar Negro deve tornar-se um mar nato, como sucedeu com o Báltico, alusão à evidente derrota diplomática russa com a adesão da Finlândia, de resto já esperada -- só vem confirmar a justeza da dura afirmação do ministro russo. Outro Dmitri, agora Peskov, já respondeu
Por mim, de resto, como já tenho dito, os russos podem ir até Kiev, deixando a polaca Lvov aos polacos -- essa mesma Lvov, ou Lviv, que é tão ucraniana quanto o são Odessa ou a Crimeia.