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sábado, julho 04, 2026

é irresistível: jornalistas da cnn-Portugal a fazerem figura de parvos

Havia já aquele antecedente de circo com a criatura que interpelou Carlos Branco. Veja-se o tipo de perguntas que são feitas aqui ao coronel José Carmo, antiputinista. O homem nem sabe o que e como há-de responder, quando é-questionado sobre a possibilidade da "consolidação da vantagem" (sic) da Ucrânia no próximo Inverno....

Pois se a estação há semanas que anda a vaticinar o extraordinário momentum ucraniano e o desespero russo -- levando até ao curto-circuito do pobre Azeredo Lopes, para quem "A Ucrânia já ganhou a guerra"... Então não já?... É a Ucrânia triunfante, embora destruída e morta ao serviço dos neocons americanos, primeiro, e dos países que mandam na UE, depois. Acho mesmo que a grande vitória da Ucrânia nesta guerra será ainda mais retumbante do que a "Fúria Épica" do Trump, no Golfo Pérsico. 

Por falar em Trump, já me rio bastante menos quando um canal de televisão usa a concessão pública para aldrabar as pessoas e fazer o jogo das potências a quem esta guerra aproveita. Tem largos dias, mas é impossível não denunciar a manipulação grosseira praticada pelos "jornalistas" (espero que não todos) da cnn-Portugal: o que Trump diz a propósito do grande número de baixas sofrido por ucranianos e russos (não só qualquer um percebe que Trump está a falar de ambos os contendores, além de ser este o modo como ele aborda a questão desde antes da sua eleição), não tem correspondência no título, que é o seguinte: «Trump sobre a Rússia: "Eles perdem tantos soldados. Desde a Segunda Guerra Mundial que não se via nada assim"». 


sexta-feira, setembro 01, 2023

o Kuleba manda-os calar, ao lado da criatura espanhola dos Negócios Estrangeiro, e por cá reduz-se o pio ao general (ucranianas CCVII)

Às quintas, para ouvir Agostinho Costa sobre a guerra da Ucrânia, aturo, por masoquismo, os palavrosos Azeredo Lopes e Seixas da Costa. Este, diplomata, é especialista em discursos redondos, e, talvez pelo título de embaixador, beneficia da deferência do major-general; o outro, professor de RI e afins, ex-ministro da Defesa, é um incontinente arrogante e ignorante, já posto em xeque no seu desconhecimento por Agostinho. O problema não é esse, nem é sequer o de porem os loquazes comentadores a elaborar sobre operações militares, de que não percebem patavina e cuja impreparação é notória e confrangedora. O pior é o jeitinho das pivôs de turno: hoje (ontem) aconteceu, e não foi a primeira vez, que Costa falou menos uma vez do que os colegas de painel. Faz sentido: restringe-se o discurso ao único que sabe o que diz. 

quarta-feira, novembro 25, 2015

um outro respirar

António Costa, como político hábil que é, soube combinar a competência técnica e a moderação política com um punhado de actores experimentados e com sinais para todos os lados, esquerda e direita, e também para dentro do PS. Depois do traumático do governo anterior, ninguém ficará assustado.. A competência técnica e/ou a moderação de Mário Centeno, Manuel Caldeira Cabral, Maria Manuel Leitão Marques, Francisca Van Dunem, e Azeredo Lopes, entre outros, junta-se a mesma competência técnica e as provas dadas na governação por Vieira da Silva, Augusto Santos Silva, João Soares (foi um excelente vereador da Cultura, em Lisboa) ou Ana Paula Vitorino.
Depois da negociatas, das aldrabices sortidas, de puro gangsterismo político, que continua (a miséria intelectual do líder do grupo parlamentar do CDS -- "governo politicamente ilegítimo", diz o homem, sem se rir -- e a habitual indigência política do PSD), depois disto é um outro respirar, mesmo com uma situação política e económica terrível.
Una palavra ainda para a force de frappe do PS, as suas armas estratégicas na acção política: Ana Catarina Mendes, como presumível s-g- adjunta, Carlos César, interlocutor com os outros partidos, Pedro Nuno Santos, secretário de estado dos Assuntos Parlamentares e João Galamba, porta-voz do PS, representam, em acção e consistência política, o melhor do melhor que o PS tem, no tempo que aí vem, de luta política acesa, e, já se espera. de guerrilha oportunista dos que perderam a maioria, e o poder, por mais que indecorosamente esperneassem, com o país todo a ver.