«A manhã era uma sombra, um desafio, / uma promessa ínvia: ela conhecia como ninguém / o fragor da distância, o remorso lívido do corpo, / o gume vivaz da vida por cumprir.»
Cadernos do Verão (2021) - «Irisalva»
conservador-libertário, uns dias liberal, outros reaccionário. um blogue preguiçoso desde 25 de Março de 2005
«A manhã era uma sombra, um desafio, / uma promessa ínvia: ela conhecia como ninguém / o fragor da distância, o remorso lívido do corpo, / o gume vivaz da vida por cumprir.»
Cadernos do Verão (2021) - «Irisalva»
«Pisa as riquezas da perdição das almas / e tem os cabelos engrinaldados / por sobre o olhar de nuvem»
Cadernos do Verão (2021) - «A auxiliar da cozinheira Françoise»
«Cabeça diferente de todas as cabeças, / elmo de perfil trágico, prenúncio / da carnificina próxima.»
Cadernos do Verão (2'21) - «Cabeça (c. 1913), de Guilherme Santa-Rita»
«Venho da charneca ao entardecer / tão cheia de tristeza e saudade»
Insolúvel Flautim (2023) - «Florbela: carta da herdade»
«Cavaleiro defenestrado do real, / puro insurgente tão fora / da ordem estabelecida // como qualquer revolucionário.»
Insolúvel Flautim (2023) - «Não matarei D. Quixote»
«Amou, floriu, morreu.»
Insolúvel Flautim (2023) - «João Bensaúde, quase heterónimo de José Régio»
«Também eu queria conhecer essa rapariga / estendida ao sol no relvado de um colégio inglês»
Insolúvel Flautim (2023) - «Ruy Belo: a rapariga de Cambridge»
ÀS QUINTAS-FEIRAS
Leio um poeta do Facebook:
A tua pele cor de canela
com sabor a gengibre e cardamomo.
Gosto de canela nos pastéis de nata,
de gengibre em certos pratos,
mas não conheço o sabor do cardamomo.
Talvez o poeta do Facebook
me possa dizer. Vou perguntar-lhe
pelo Messenger e fico à espera da resposta.
Quanto à tua pele, minha amiga,
podes vir mostrá-la às quintas-feiras
e se quiseres ser gentil ficar para jantar.
Tudo do melhor possível, assim espero,
mas escusas de trazer
canela. gengibre ou cardamomo.
Nada adiantava ao nosso caso,
além de que, se necessário,
há uma mercearia aqui mesmo ao pé da porta.
Insolúvel Flautim (2023)
a propósito do 11.º Colóquio de Pesquisas Luso-Brasileiras, em que irá participar, com blogue a seguir.
12 de
Novembro de 2022
Museu
Ferreira de Castro – 10-18 h.
Programa
10 h.: Apresentação dos Encontros
10,15h. Vítor Viçoso, «A Lã e a Neve e
o Imaginário Neo-Realista: convergências e divergências»
11,00 h. Manuel Matos Nunes: «Tiago, o “Estica”, em A Selva, de Ferreira de Castro»
11,45 h.: Fernando Ramos Machado, «Ferreira
de Castro e os Grão-Mestres de Malta»
12,30 h: Debate
14,15 Annabela Rita, «Ferreira de Castro e a
globalização»
15h. Ana Cristina Carvalho, «Rigores de
Inverno em romances Castrianos: Cenário, personagem e mensagem»
15,45h. Clara Campanilho Barradas: «O teatro de Ferreira de Castro»
16, 30h Carlos Jorge F. Jorge, «Traços do destino e projeções da natureza
humana nas representações da água em Ferreira de Castro»
17,15h : Debate
Entrada livre, mediante inscrição prévia
dbmu.museu.fcastro@cm-sintra.pt
«Lança o brilho da sua lâmina / ao manto plúmbeo do céu.»
[...]
Manuel Matos Nunes, «Gadanheiro (1945), de Júlio Pomar», Cadernos do Verão (2021)
Segue-se a norma adoptada em Angola e Moçambique, que é a da ortografia decente.