Depois de chamar a troika com o chumbo do PEC 4 -- que era apoiado, recorde-se, pela Comissão Europeia e pela Alemanha --; depois de todas as tropelias no governo, vendendo o país aos bocados, mesmo quando não havia imposição externa (hão-de explicar o benefício para Portugal que trouxe a venda dos CTT); depois de endrominanço atrás de endrominanço, de enganar o povo português desde a anterior campanha eleitoral até à última falta de vergonha do reembolso de parte da chamada contribuição extraordinária; depois do Banif; depois abusar dos portugueses dizendo em Bruxelas que os cortes eram permanentes, mas cá eram apresentados como temporários, o PSD e o Marco António continuam a gozar connosco, e ainda mais com os pobres de espírito que neles votaram, pedindo "transparência" (transparência...) ao actual governo. Qualquer dia, vão apresentar-se como social-democratas.
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segunda-feira, fevereiro 01, 2016
quinta-feira, março 28, 2013
tá bem, também digo qualquer coisa sobre o Sócrates
Para encurtar: o primarismo do culto (e anticulto) de personalidade dos que o apoiam e dos que se lhe opõem, como se política fosse esta pobreza de "gosto dele" e "não gosto dele". Um prós & contras em relação a José Sócrates, que só mostra como este país de futebóis e parapornografia dita cor-se-rosa é indigente. Que vergonha, que vergonha... Mas quando um programa de variedades como o do Marcelo Rebelo de Sousa tem a influência que tem, está tudo dito.
No entanto, é sempre útil voltar a ouvir a verdadeira história do chumbo do PEC4, orquestrada por Passos Coelho e seus mentores (Relvas e Marco António, "gente do piorio", como se lhes referiu Miguel Veiga no "Expresso" desta semana), condicionando os coitados do PC e do BE, a quem o PSD e o CDS devem agradecer; a merecida e justificada cacetada em Cavaco, mesmo assim respeitosa; o ter explicado que ser governante não é vir com cara de zombie anunciar 19% de desemprego para os próximos anos. Esta parte criou-me expectativa para os comentários políticos que vão seguir-se. Mas, interessa-me mais falar do carnaval desta semana, a propósito do caso:
Um pirilau qualquer da JSD veio protestar. Que pateta, que pateta...
O presidente da mesa não sei do quê do CDS, o partido dos submarinos e dos sobreiros, disse parvoíces, o que não é de admirar;
Morais Sarmento, que foi braço direito de Durão Barroso (e de Santana Lopes), foi grosseiro, o que não é de admirar;
Vasco Graça Moura, autor que admiro e a quem estou grato pela luta contra o aborto ortográfico, em reflexo pavloviano, disse que a vinda de Sócrates iria baixar o nível do comentário, esquecendo-se dessa nulidade de vocabulário reduzido que dá pelo nome de Marques Mendes.
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