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terça-feira, janeiro 06, 2026

voto em Gouveia e Melo

Na minha vida adulta só por duas vezes me deparei como uma situação de grande incerteza e perigo geopolítico com implicações directas no continente europeu: o fim da Guerra Fria, com a implosão da União Soviética, e agora, com a rearrumação das grandes potências e a inflexão dos Estados Unidos que parecem ter finalmente percebido que nem a Rússia brinca nem a China anda a dormir. Por isso a política neomonroviana -- que mais do que "A América para os americanos", é a América para os norte-americanos. Claro que terão sempre a vizinhança próxima da Rússia no Árctico, com ou sem Gronelândia, que, já agora, não deverá tardar a ser anexada ou independentizada, queira ou não, de qualquer forma tutelada. Apesar de a Europa ter muito boa boca para os caprichos norte-americanos -- não batam só no Rangel; o Santos Silva fez muito pior ao embarcar(-nos) na estúpida farsa Guaidó (aí já não havia problema com a comunidade portuguesa) ou Luís Amado, com esse aborto chamado Kosovo, sem esquecer o recente Cravinho -- (apesar de a Europa ter muito boa boca,) não estou a ver como sobreviverá a Nato a um acto hostil do accionista maioritário sobre a pequena Dinamarca. Nada que preocupe Trump, que quer destruir a UE (esta, a continuar assim, alcança o desiderato sem precisar de ajuda), sem se importar muito que a Nato vá a seguir: basta-lhes umas testas de ponte para o continente, a começar pelos mais próximos: Islândia, Reino Unido (claro), Portugal (os Açores, mas não só).

Se até Trump ter mostrado, ainda antes da sua eleição, que a Nato era coisa de somenos e que alegadamente nem se importaria que a Rússia invadisse uns quantos países membros me pareceu então basófia, agora já não tenho certeza de nada.

Estamos, pois, numa situação internacional cada vez mais instável e imprevisível. Eu tenho várias razões para votar em Gouveia e Melo -- como teria também para votar em António Filipe ou mesmo em António José Seguro --, mas não quero arriscar, pela parte que me toca, e, francamente, só esta candidatura me parece vital no momento presente: Marques Mendes e Seguro demonstraram nos debates uma grande impreparação para lidar com uma eventual guerra em mais larga escala, espécie de marias-vão-com-as-outras. Com eles e Montenegro (como outrora com Costa) estaríamos envolvidos num ápice e sem darmos por isso numa guerra que nada tem que ver com os nossos interesses permanentes -- como aqui sempre tenho escrito -- e que é a posição do almirante. Nós somos um país Atlântico europeu -- não temos de nos envolver e muito menos combater nas margens do Mar Negro e morrer pelos interesses dos outros por causa da Ucrânia, que além de nem pertencer à Nato está na área de influência da Rússia, tal como a Venezuela está na área de influência dos Estados Unidos -- é assim a vida (e sempre foi assim, apesar de alguns professores de RI ou Direito Internacional terem acordado agora para a impotência da ONU ou para o fim (sic) de uma ordem internacional baseada em regras... Vão falar dessa ordem internacional à Sérvia, amputada pela força da sua província-berço, ao Iraque das armas de destruição maciça vislumbradas pelo Durão Barroso, ou à Palestina, desde sempre.

Isto não está para amadores, e espero não ter como presidente nenhum pacóvio que se deixe manobrar nos corredores de Bruxelas. O meu voto em Gouveia e Melo deve-se a essa esperança, que ele, mais do que qualquer outro, pode assegurar. O futuro o dirá.

sexta-feira, dezembro 19, 2025

ucraniana CDVIII - ...ou, como diz o povo, "quem tem activos russos tem medo"

O triste espectáculo da União Europeia. Não fora Orbán, Fico, Babis,  o p-m belga Bart De Wever (que soube defender o seu país, não se comportando como mais um pateta) -- e, ao que parece, Meloni -- e a UE anteciparia a catástrofe de uma iminente guerra aberta com a Rússia. 

Ouvir Costa e Montenegro a falazar sobre o assunto, das profundezas da sua irrelevância, que procuram disfarçar com grandes abraços, vigorosas palmadas nas costas e sorrisos alvares, nauseia até ao vómito.

Entre Von der Leyen, Macron, Starmer e o sinistro Merz -- cães-de-fila abandonados pelo dono, mas cuja natureza não é a outra se não a de filhar -- e os traumas dos (em parte justificadamente) aterrorizados países bálticos, incluindo a Polónia, a Europa deve agradecer àqueles quatro ou cinco o não estar ainda (por quanto tempo?) no limiar da guerra, que, como o Putin avisou, não seria nunca algo parecido com o que se tem passado na Ucrânia (há quanto tempo os russos poderiam ter arrasado os centros do poder em Kiev...), mas um knock out a Paris, Londres e Berlim, pelo menos.

Vamos ver se estas criaturas percebem que os Estados Unidos só querem que não os estorvem, e que da Europa só verdadeiramente lhes interessa a parte Atlântica (que é onde nos situamos); que estão mais interessados em colaborar com a Rússia e que não lhes interessa a UE para nada, antes pelo contrário -- o que deveria obrigar a mesma UE a ser mais inteligente no modo como se relaciona com os outros blocos e potências em vez de sujeitar-se a ser o peão de brega de terceiros, como sucedeu e agora está a pagar por isso. 


segunda-feira, dezembro 08, 2025

quinta-feira, outubro 02, 2025

ucraniana CDIV - mais 220 000 000 € deitados ao lixo

E lá vamos nós outra vez na manada, dar dinheiro ao Zelensky, balões de oxigénio, bovinos alinhados na estupidez geral de prolongar uma guerra perdida provocada pelos americanos, e que por isso mesmo saltaram fora, Não sem que antes se assegurassem que os parolos da UE e da Nato continuariam a financiar o complexo militar-industrial americano a risco zero.

"A defesa da Ucrânia é a defesa da Europa" e outras frases lindas: mas quão estúpido pode ser-se?

Claro que, a continuarmos com este conjunto de dirigentes europeus, mistura letal de estupidez, oportunismo, inconsciência e ignorância, arriscamo-nos, um dia destes, a um par de galhetas da Rússia, pelo menos, e não é que eles não tenham avisado.

Mais 220 milhões de euros, "pelo menos"... Não me bastava o espertalhaço do Costa, ainda tenho de ouvir as histórias da carochinha do Montenegro.

terça-feira, setembro 23, 2025

ucraniana CDIII - angelismo

Não falo em má-fé -- não conheço a pessoa --, mas achar que o alargamento da Nato ocorreu na base dos bonitos princípios ali enunciados, é não ter noção das pulsões imperiais -- que, em abstracto, tanto assistem americanos, russos, chineses e outros.

A partir deste (pseudo)angelismo, constrói-se uma grelha de análise maniqueísta, entre bons  e maus, que os impreparados, os ignorantes e os oportunistas absorvem, servindo-lhes talvez de justificativo para a irracionalidade dos actos dos decisores políticos no sentido de uma escalada insana -- a "fuga para a frente", como bem caracterizou Carlos Branco --, demasiado perigosa se o objectivo for a lavagem ao cérebro das opiniões públicas para que aceitem os gastos previstos com a defesa.

Mas o que ali se lê são as balelas de sempre dos neocons; e o que se defende, sem coragem para o afirmar, é mesmo o confronto directo com a Rússia. Nada disto é novo, andamos há três anos e tal a ouvir as mesmas coisas. No fundo, uma guerra limitada a solo europeu -- santa ingenuidade, ou a desfaçatez dos warmongers -- estrangeirismo que apanhei a Carlos Matos Gomes, cuja cultura e agudeza de análise tanta falta fazem. 

O que também impressiona naquela análise de um português é a ausência de Portugal na equação, dos seus interesses permanentes, que, obviamente como tenho aqui escrito sempre, não podem ser antagonistas do nosso grande vizinho atlântico que são os Estados Unidos e muito menos alienar, prejudicar, secundarizar um dos nossos maiores activos estratégicos, a comunidade dos países de língua portuguesa, que é o que nos dá peso relativo, como se viu na recente viagem de Luís Montenegro à China. Ao contrário, Portugal figura ali como uma espécie de Kosovo -- ou seja, não existe.

sábado, setembro 06, 2025

ucraniana CCCXCVIII - 26 países dispostos a "ajudar" a Ucrânia, mas é segredo -- salta fora, Montenegro!

Eu só espero que Putin continue a manter o sangue frio diante destes bandalhos, liderados (forte liderança...) pelo eunuco moribundo Macron.

Por falar em eunucos, o que está a fazer na pseudo-coligação o s-g da Nato, aliança alegadamente defensiva?...

Luís Montenegro disse na AR que Portugal estaria disposto a estar presente numa missão, sob o mandato das Nações Unidas. Estarei aqui para elogiar a coerência e honestidade política do p-m, até porque não há outra possibilidade de conduzir uma acção legítima neste assunto. 

sexta-feira, agosto 29, 2025

ucraniana CCCXCVI - é que vieram-me mesmo as lágrimas aos olhos ao ouvir o enlevo pela liberdade europeia da boca do ceo da Rheinmetall

A Rheinmetall, fabricante dos maravilhosos tanques Leopard, feitos em merda pelos russos enquanto o diabo esfregava um olho -- inclusive os nossos, pelo menos 30 milhões de euros atirados borda fora pelo estadista António Costa -- (a Rheinmetall), através do ceo, o senhor Pappenberger, está empenhadíssima na liberdade europeia e no provimento da Nato, cujo sabujo-mor, aliás, marcou presença. 

Eu fiquei comovidíssimo com este espírito europeísta do sr. Papageno, um dos fortes beneficiários dos anões que nos governam.

A propósito de guerra: Montenegro usou linguagem bélica na crise dos fogos -- exemplo claro do desgoverno deste país, que não consegue ter uma esquadrilha de aviões e helicópteros de combate aos incêndios (parece que é o único país da Europa do Sul em que tal se verifica). 

Quando eles vierem falar, como macaquinhos amestrados de circo, no aumento da percentagem do pib para a "defesa", atirem-lhes com a água dos alguidares do Prof. Xavier Viegas. 

Estou farto destes tontinhos.

quinta-feira, agosto 14, 2025

ucraniana CCCXCIII - cortinas de fumo

Comecemos pela politicalha nacional: Montenegro a papaguear sobre cessar-fogo. Como ele deve saber que o cessar-fogo é uma cortina de fumo para que o países ocidentais -- como já foi admitido por Starmer, um dos idiotas-séniores -- nomeadamente Inglaterra e França, e que tal nunca será admitido por Putin (devem ter explicado isso ao Montenegro), o primeiro-ministro português está a palrar, a falazar e a ver se engana os portugueses. Tristeza igual é ver aquela nulidade chamada António Costa a tuitar... Como é bom tuitar -- para os amigos, claro, porque ninguém liga nenhuma a este corta-fitas internacional.

Os grandes idiotas: Macron, Starmer, Merz, além da fluida Meloni, entre outros, querem:

1. Que a Rússia renuncie, que transforme a vitória extraordinária que está a ter (só em sanções, a UE já prepara o 19.º pacote) contra todo o Ocidente (Estados Unidos incluídos) numa derrota. Tanto quanto me é dado ver do meu poiso de férias, tal não vai acontecer. 

2. Enrolar Trump, puxá-los desesperadamente para o seu lado. Até levam ao colo o fantoche Zelensky, impingindo-o, mais uma vez. E Trump diz que sim -- afinal de contas, está a falar com clientes da indústria de guerra americana. Mas o que Trump diz ou deixa de dizer tem um prazo de validade de horas ou minutos, até ao encontro com Putin tudo e o seu contrário pode acontecer.

Com os dados que tenho, que são nenhuns, arrisco-me a dizer o seguinte:

1. A Rússia não cederá em qualquer dos seus interesses vitais.

2. Ou Trump e Putin embrulham aquilo muito bem, ou o primeiro concretiza o plano B do incapaz Joe Biden: deixa o bebé nos braços europeus, porém, com a grande diferença do golpe de génio de vendedor que é: os europeus e a Ucrânia compram-lhe armamento, para que tentem resolver a guerra que os Estados Unidos criaram e estão a perder e a querer safar-se dela rapidamente e sem vergonha...

Compram armamento para quê? Para entrar em guerra com a Rússia, como parece terem imensa vontade uns lunáticos britânicos e outros. A sério?... Mas como é possível ser-se tão estúpido e ao mesmo tempo tão desonesto e vigarista?

E o Montenegro, se a guerra estoirar, vai dizer o quê? Vai continuar com vacuidades; vai amochar e mandar os filhos dele e dos outros combater num conflito que ao interesse nacional diz praticamente zero? Ou vai ser primeiro-ministro  de uma nação soberana, e estar à altura dos séculos que temos, com todas as glórias e todas as misérias que a nossa história comporta? Seremos um país de governantes dignos ou de animais domésticos? 

quinta-feira, julho 10, 2025

malabarismo neo-liberal

Lá volta a TAP a ser reprivatizada em 49,9%, e por vontade de Montenegro sê-lo-ia na totalidade. Na verdade, porque razão um país como Portugal, a sua história e circunstância, há-de ter uma uma companhia de bandeira, se nem helicópteros de transporte de doentes consegue possuir?, nem de combate a incêndios e muito menos aviões, oferecidos à Ucrânia porque somos obedientes e impediram-nos de fazer a manutenção das aeronaves russas de combate a incêndios, que nos pertenciam. Então não é melhor fazer concursos públicos anuais, dar milhões a ganhar a dois ou três empreendedores, do que ter uma pequena mas mais do que necessária esquadrilha sob tutela permanente do INEM e da Protecção Civil? 

Porque razão há-de Portugal ter uma companhia de bandeira, se nem aproveitar o aeroporto de Beja é capaz -- e anda desde o tempo de Marcelo Caetano a ver onde será eventualmente construído, depois de uma primeira decisão sábia de o fazer na Ota, com uma orografia circundante susceptível de provocar graves acidentes; depois no Montijo, a massacrar os largos milhares que por lá vivem, em terrenos com riscos sérios de inundação; em Alcochete, onde se situa o maior aquífero da Península Ibérica? 

E por que razão havemos de ter uma companhia de bandeira, quando a herança que nos legou o governo de António Costa, foi quase um regresso ao passado, ao tempo de D. Pedro V (linha Lisboa-Carregado), uma vez que hoje, 10 de Julho de 2025 é impossível ir de comboio da capital do país a Madrid?...

Isto lembrou-me agora que Sócrates, que nos anima o Verão, foi impedido pelo PSD, no tempo liderado por Marques Mendes, de avançar com o TGV, usado pela luta partidária para impressionar o eleitorado energúmeno com o despesismo.

Com todas estas misérias, para que queremos ter uma das mais prestigiadas companhias aéreas do mundo? O melhor será privatizar o país e arranjar um CEO para o Palácio de São Bento. Os Romanos é que tinham razão.

terça-feira, maio 13, 2025

atrás de um idiota

Diz este estúpido que "a chave é ter tropas na Ucrânia". É um imbecil que nem sequer tem filhos para mandar para lá, acirrado por os russos estarem a tramá-lo em África. Isto daria pano para muita conversa. O que espero é que os que agora estão com sorrisinhos eleitorais, em especial Luís Montenegro e Pedro Nuno Santos, sejam políticos portugueses e não nos atrelem a esta criatura. Devo dizer, aliás, que tanto Montenegro como Rangel, para surpresa minha, foram muito menos infelizes nas suas declarações enquanto governantes do que o infelicíssimo Costa e ministro -- não sei se estão recordados do catastrófico Costa, recompensado pela sua miséria política com um posto de corta-fitas na UE. Aqueles tinham ao menos o cuidado da ponderação mínima e de dizer que a acção do estado português decorrerá sempre sob a égide da ONU e no respeito pelo Direito Internacional. Veremos se é só conversa.

terça-feira, março 11, 2025

4500 euros x quantos meses?

Não há volta a dar: são 4500 euros por mês no orçamento familiar, enquanto primeiro-ministro, mas já antes como líder do PSD, entregues por uma sociedade que tem negócios que dependem de confirmação estatal.  Não querem eleições? Ainda bem. Demita-se o PM e apresente o partido um nome para formar novo governo. Está o caso resolvido. Com eleições, será um merecido massacre: 4500 euros vezes quantos meses? O líder de um partido de governo a ser subvencionado por uma empresa que tem negócios com o Estado? Onde é que há ponta por onde se pegue?... Como disse António Filipe -- eleito deputado também com o meu voto, felizmente --, ninguém é obrigado a ser primeiro-ministro. 


terça-feira, janeiro 28, 2025

a visita do eunuco

Rutte aos papéis. Vir cá ou não vir, diga o que disser, neste momento não vale um caracol. Nem ele sabe o que se vai passar, estando os Estados Unidos e a Rússia a negociar a sua guerra na Ucrânia. Aliás, todos sabem que nada sabem, a começar por este tipo, que conseguiu num ápice ser pior do que o secretário-geral anterior. Montenegro, que é cágado, respondeu-lhe com um 'tá bem abelha, à espera  do que manda o dono disto tudo, que é Trump.

Os Açores, felizmente, ficam longe do Árctico, contudo convém portarmo-nos bem, não vá aparecer aí outra FLA, criada outra vez pelos americanos.

(Piadola: E a propósito do Árctico, irá a Dinamarca evocar o art,º 5.º do Tratado do Atlântico Norte?) 

sexta-feira, setembro 27, 2024

entretanto, Netanyahu anda à solta em Nova Iorque

Bem fez a Mongólia, que mandou o tpi à fava quando Putin a visitou. O mesmo, aliás, deveria ter feito a África do Sul, por ocasião da cimeira dos BRICS, e como Lula já garantiu que fará (mas o Lula é alguém). Ou seja: a Mongólia deu-se ao respeito, como deverá fazer qualquer país que não passe por republiqueta das bananas. A farsa do tpi é tal, que Netanyahu anda à solta em Nova Iorque

Por falar nisso: ontem quando cheguei estava Montenegro a falazar na ONU; aguentei 30 segundos e não retive nada, a não ser banalidades. Aliás, o pensamento de Montenegro sobre questões internacionais deve estar ao nível do café da esquina, nada que ele não possa emendar (Cavaco, por exemplo, aprendeu no posto). Ao menos que aprenda também e não seja uma nulidade tipo António Costa, como teremos ocasião de ver já a partir de Janeiro.

quarta-feira, julho 17, 2024

não ocorreram as palavras 'Ucrânia' e 'Palestina' no discurso de Montenegro,

notou Rui Tavares, padecente de antiputinismo primário e americanismo suspeito ("defender a Ucrânia!, não é?). Não fala o PM na Ucrânia, a não ser indirectamente, porque sabe que esta é um buraco onde nos deixámos meter, e de onde sairemos sempre derrotados, com ou sem guerra com a Rússia -- aliás a dimensão da derrota do Ocidente, não havendo uma guerra de destruição mútua assegurada, só irá depender da generosidade, boa-vontade e dos interesses da Rússia, se tiver uma posição mais ou menos maximalista, e também, é claro de quem for e como se comportar o interlocutor em Washington.. Só me aborrecem os cobardes que sabem isso e não o dizem. 

E não fala na Palestina, certamente por vergonha e para não desagradar aos americanos.

sábado, julho 13, 2024

ucraniana CCLVI - o humor involuntário da desinformação

Não obviamente as gaffes de Joe Biden, que o espectáculo informativo explora até à exaustão, mas na própria tragédia da guerra. E não estou a falar também do chamado "ataque ao hospital", um óbvio dano colateral de um alvo militar russo ou da antiaérea ucraniana -- cujo número de mortos oscilaram entre 140 e 2... Não. O que realmente me diverte mesmo é ouvir aos tontinhos que debitam o noticiário da guerra, como sucedeu ainda ontem, os "ataque a paragens de autocarro" (sic), com mísseis que custam milhões. Haverá mais nos próximos dias: "ataques" a escolas, centros comerciais, mercearias e jardins infantis...

Acham horrível, eu também. Por isso mesmo, não têm perdão os que forjaram esta guerra e nela insistem, até ao último ucraniano, como digo desde o dia um; por muito que o nosso Montenegro, em português talvez de Espinho, venha dizer que a Ucrânia prevalecerá... Está-se mesmo a ver.

quarta-feira, julho 10, 2024

pertencer à NATO, na condição de bonifrate

Portugal está na área de influência de uma potência imperial a que não se pode eximir dada a situação geográfica. A Geografia condiciona tudo, a começar pela História, e ambas representam noventa por cento ou mais da política externa de um país com as nossas características. Daí que, dê por onde der, as relações atlânticas, e em especial com os Estados Unidos, devam ser sempre uma prioridade da nossa política externa.

Estar na área de influência de uma superpotência significa que quase toda a acção exterior deva atender a esse factor, sob pena de a mesma potência nos vir dizer o que devemos e o que podemos fazer. É assim que as coisas funcionam, como deveria saber qualquer aluno de História, Geografia, Direito, Filosofia e Ciência Política, Relações Internacionais e por aí abaixo.

Mas, como tenho dito, na minha qualidade de simples observador, um país como Portugal -- com uma população igual à da Hungria, mas com uma capacidade potencial de influência global incomparavelmente maior, deveria saber tirar partido das suas enormes capacidades, em benefício da Humanidade comum, especialmente neste momento de guerra, por enquanto indirecta, entre os Estados Unidos e a Rússia.

Portugal na NATO. Desde a intervenção na Sérvia, no início do século, de que resultou uma desgraçada ficção política chamada Kosovo, que a Aliança Atlântica deixou de ser, de facto, uma aliança defensiva. Com a guerra na Ucrânia passou a aliança ofensiva, por interposto actor, o governo fantoche ucraniano, não menos fantoche que o bielorrusso. É da natureza das coisas. 

Os fantoches e as fantochadas não se ficam pelo troupe de Zelensky, do nosso lado. Bonifrates dos americanos foram despudoradamente Luís Amado e José Sócrates na questão do Kosovo; títeres foram Augusto Santos Silva e António Costa naquela farsa do Guaidò, na Venezuela -- aliás deixando a comunidade portuguesa à mercê dos humores pouco recomendáveis de um palhacito como Maduro --; robertos de feira caduca, o mesmo Costa e Gomes Cravinho; marionetas são Rangel e Nuno Melo sob a tutela de Montenegro, agora. Deles nada se pode esperar (ficaria agradavelmente surpreendido se fosse diferente) e, portanto, riscarem alguma coisa como seria esperar como governantes deste país, que apesar de não parecer, não é um país qualquer, é algo que não podemos esperar -- ou seja: estamos nas mãos dos outros, aguardando pacientemente as ordens que nos forem dadas.  

 

segunda-feira, maio 27, 2024

o logótipo dos símbolos nacionais ganhou um prémio na categoria de 'branding',

anunciam basbaques e ascensos. Poderia ter sido a Whiskas ou a Ovomaltine, mas não, foi o símbolo mais inclusivo. Costa, modernaço; Montenegro, rural, claro.

segunda-feira, março 11, 2024

eleições

AD - vitória (?) mais sofrida do que estava à espera, a premiar a boa campanha de Montenegro, uma surpresa também para mim. 

PS - boa alocução de derrota (?) de Pedro Nuno Santos. Apesar de tudo, o PS, pelos dois desastrados anos de Costa, merecia uma derrota retumbante, independentemente de PGR e PR.

Ch - Surpreso com os 18%. Pode agradecê-los a Costa. 18 % de deploráveis, mais os paisanos que votaram ADN a pensar que era AD. Em Viseu, o partido antivacinas (!) saltou em dois anos de de 80 para seis mil votos... Como és belo, meu Portugal.

IL - Aguentou bem a pressão do voto útil, manteve o número de deputados.

BE - Aguentou também, mas enquanto a IL tem margem para crescer, o Bloco vai continuar ser comido pelo Livre, PAN e , no futuro, o PS de Pedro Nuno Santos.

PCP/CDU - Ao irreversível envelhecimento do seu eleitorado, em desaparição, teve de arrostar com a campanha sobre a Ucrânia, que o marcou estúpida mas decisivamente. O que não é de admirar, num país com 18% no Chega, mais os paisanos de de Viseu -- esteve quase a eleger. Que país... A esta hora, parece que António Felipe foi eleito. Dou o meu voto por bem empregue.

Livre - Crescimento anunciado e confirmado, pesca no eleitorado do BE, mas não só.

PAN - Sem surpresa.

A ideia com que fico é que isto não vai durar muito. Mas, quem sabe?, talvez Montenegro surpreenda e consiga entalar o Ch.



quarta-feira, fevereiro 14, 2024

os debatentes, so far e até agora

Pedro Nuno Santos - parece que ainda não encontrou largueza suficiente para este estúpido modelo comprimido de entrevistas paralelas.

Luís Montenegro - Bastante melhor do que estava á espera, especialmente quando fez gato-sapato do pobre Ventura, e com visível gozo. Ri-me.

André Ventura - Excrescência. Não serve para nada, a não ser excitar o medo e os instintos primários da populaça -- só a populaça vota no Chega (populaça, independentemente do estatuto social que tenham).

Rui Rocha - Pertencem-lhe os melhores desempenhos, com Mariana Mortágua.

Paulo Raimundo - Melhora o desempenho de debate para debate. Dicção a melhorar também. O debate com Tavares foi o melhor até agora.

Mariana Mortágua - Pertencem-lhe os melhores desempenhos, com Rui Rocha. No final do confronto com Ventura, deixou-se afogar pela bruteza do catterpilar, o que não deve causar estranheza. Até para evitar equiparar-se.

Inês Sousa Real - Eloquente, mesmo prejudicada por razões de saúde. Mas no entanto, repetitiva. A ideia de um partido "útil á democracia" é bem sacada.

Rui Tavares - O mais criativo e surpreendente. Tanto, que até alinha com a Nato, quando deveria ser, especialmente em relação à miséria da política da UE, o tal grilo falante que almeja.  Quer a autodeterminação dos povos, mas não se preocupa com os russos do Donbass e da Crimeia, e até se esquece dos catalães. 

terça-feira, janeiro 16, 2024

na cabecinha de uma delegada de propaganda bélica

 A convite da FLAD, esta senhora, do American Enterprise Institute, conselheira da campanha de John McCain e Sarah Palin, e, obviamente, apoiante de Joe Biden, veio perorar sobre o que vai pelo mundo, e certamente reciclar as lívia, as sandras, as sónias e todos os outros poejos que têm tão bem servido para esclarecer a opinião pública nacional. Lendo a entrevista, das duas, uma: ou é mais um atraso de vida, epígono de epígonos; ou está a cumprir muito bem o seu papel. Deixo as averiguações para quem tenha curiosidade, que não é o meu caso; mas sempre lembrando que a generalidade das lideranças ocidentais, figuras de excelência como António Costa (ou Montenegro), Sánchez, Macron, Sunak (lídimo herdeiro desse segundo Churchill que é Boris Johnson,seguindo o diapasão dos patetinhas de cá), Scholz, Von der Leyen, Borrell, Michel, como os Bidens e as Hilarys, andam a toque de caixa desta espécie de delegados de propaganda bélica que se passeiam, não pelos consultórios médicos, mas pelos gabinetes onde as luminárias acima citadas decidem sobre as grandes causas da Humanidade...

[dando de barato as características grotescas do Trump e o perigo que representa para o sistema político americano, a verdade é que este não começou nenhuma guerra (até pode ter sido um feliz acaso; pelo contrário, travou o confronto com a Rússia, que já estava preparado com o estafermo da Hilária -- confronto em relação ao qual já estamos a ser ensaboados, mas isso fica para outro post...]