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sábado, abril 01, 2023

temos o Ventura que merecemos

Nem eu tenho grande disponibilidade mental para me debruçar sobre outra coisa que não seja a guerra na Ucrânia e o nosso papel, português e europeu, de serviçais inconscientes e cobardes dos interesses americanos, nem isto é um blogue de comentários de actualidade. 

Fiquei, no entanto, como toda a gente estarrecido com o sacrifício de duas jovens mulheres Mariana (24) e Farana (49). Já nem ligo às costumeiras javardices do Ventura, com grande acolhimento entre as massas ignaras, mas também entre os herdeiros privilegiados dos fachos e salazaristas analfabetos, que, como quem muda de camisa, trocaram o civilizado CDS por um coio de trogloditas, o que revela bem a sua verdadeira natureza (Cascais, a minha terra, é um triste exemplo disso mesmo).

Os artigos de Tiago Franco no Página Um e de Telmo Correia no Novo, embora parciais, acertam nas respectivas mouches e complementam-se. O voto de pesar da Câmara de Lisboa é exemplar.

sábado, dezembro 14, 2019

JornaL - novidades: a bandeira portuguesa foi mesmo colonialista, portanto,ó Telmo, não digas asneiras

Já tem dias, mas não quero deixar passar. Sou um fã de Telmo Correia, acho que é um estrénuo comentador do SLB e oiço sempre com prazer, no carro, no programa «Grandes Adeptos», da Antena 1, muito melhor e mais divertido que os estendais televisivos da grunhice. E até costuma fazer-me sorrir, pela forma como pica os tipos do FCP e do Sportém. Não é pois o Telmo Correia adepto do Glorioso, mas o político (está a ficar-lhe tão bem, o Chega, é ver o sorrisinho alvar do quarentenado das traseiras).
A Joacine Katar Moreira chega para três telmos, não precisa de defesa. Mas o incidente que o nosso adepto quis levantar com velhacaria foi a tal história de a bandeira portuguesa ter sido colonialista. Pois o Telmo deveria saber que até ao 25 de Abril não foi ela outra coisa. Colonialista, representando tudo o que de asqueroso o colonialismo encerra. -- desde que podemos começar a falar de colonialismo, sem anacronismos analfabetos ou ideologicamente contaminados, claro. A História não é para amadores.
Por outro lado, há aqui uns herdeiros do Estado Novo que me fatigam. Então Portugal não era do Minho a Timor? Não eram os fulas os os macondes tão portugueses quanto os transmontanos e os algarvios? Decidam-se, pá; façam movimentos para salvar os nossos compatriotas à beira-Limpopo da opressão de serem governados por si próprios, caramba! 

sábado, novembro 23, 2019

polícias: degradações, um gesto e uma pergunta

Degradação 1: o entrincheiramento dos deputados em face de uma manifestação de agentes de segurança e representantes da autoridade do estado democrático, demonstra a má consciência dos partidos do poder: PS, PSD e CDS -- este a mostrar querer competir com o Chega, o que lhe proporcionará um triste fim, e será bem feito, o outro faz muito melhor esse papel. O Telmo Correia que vá comentar o Benfica, que é o que ele faz bem (SLB, SLB, etc...)

Degradação 2: as condições de trabalho e os vencimentos de PSP e GNR mostram bem que se estão a marimbar para eles. É natural que eles se sintam desrespeitados. Curiosamente, o mesmo não se passou com os magistrados do Ministério Público… Ah, esta politicalha.

Degradação 3: a PSP e a GNR cantando o hino de costas para a Assembleia da República, mesmo que esta se tenha posto a jeito (ver 1)

Degradação 4: a infiltração nas polícias dos movimentos populistas e de extrema-direita. Os inocentes deixam-se manipular.

Gesto: vi um sindicalista da polícia puxar as orelhas ao espertalhão do Chega, e a declarar perante as câmara o repúdio por este aproveitamento.

Sabe-se, por acaso, quanto gasta o estado, em todos os níveis da administração, com sinecuras e inutilidades (autopromoções e propaganda em proveito próprio, viagens, motoristas, assessores, cartões de crédito)? Aposto que não…


terça-feira, outubro 13, 2015

o lixo da Direita

A possibilidade que se desenha de constituição de um governo à Esquerda, veio destapar a cloaca salazarota onde têm estado escondidas as pulsões saudosas do 24 de Abril de boa parte da Direita portuguesa -- que alguém já classificou, e bem, como a Direita mais estúpida da Europa (Passos é líder que se apresente?...; Portas não é uma espécie de apresentador dos programas televisivos das tardes de Domingo?... Que miséria, que miséria.).
A verdade é que boa parte da Direita, que aceitou o 25 de Abril com reserva mental, baba-se de ódio, resseca-se de ressaibo, refocila e desespera. Vejo-os, ouço-os e leio-os. Não consigo ignorá-los, nem com um lenço no nariz. Bem sei que há sempre os estimáveis e os repugnantes, à Direita e à Esquerda. Mas do que se trata agora é do espectáculo confrangedor da impotência, da raiva, do alapar-se ao Poder.
Perderam, a maioria dos eleitores quer vê-los pelas costas. Pouca sorte, pouca sorte. O Telmo Correia, que até é uma pessoa cordata (vivò Benfica!), descabelava-se ontem no frente-a-frente com o João Soares, por sinal, bem divertido com o desbragamento do oponente.
O terrorismo a que estamos a assistir, por parte dos vendidos do costume que têm acesso ao espaço público e de boa parte de jornalistas que são o atraso de vida que se sabe, avivou-me a memória.