Mostrar mensagens com a etiqueta Ucrânia. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Ucrânia. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, setembro 03, 2026

JornaL

Guerra. "Eles" querem levar-nos para a guerra antes de serem apeados, na Alemanha e em França, no que podem estar a um passo.

Pensei que só acontecia aos outros. Ir para a guerra com base em mentiras, como no Iraque.

O fim da UE. É o que vai suceder. Putin e Trump satisfeitos. Traição e facada nas costas dos povos europeus. Nem todos, claro, porque haverá revolta, quando, depois de mortos todos os ucranianos pelos interesses da América e de algumas belíssimas organizações -- cercar a Rússia e, depois, cortá-la em fatias --, for a vez de a juventude europeia a ir para o matadouro. Nesse caso, que vão os ingleses, os franceses, os alemães e os países de arrastadeira, por nos quererem arrastar para dentro do sarilho que criaram e, pior, de onde não querem sair. Não dizia essa inspiração permanente chamada António Costa que é preciso "derrotar a Rússia"?

História. Não vai ser suave, a História

Desmontar a aldrabice  e o dolo: Agostinho Costa, Tiago André Lopes, Mendes Dias.

Rangel, porqué no te callas?

Sánchez. Nem este espertalhão resistiu a meter a Rússia (com Israel), na chamada invasão. Como alguém já notou, este tipo reconheceu a soberania marroquina sobre o Saara Ocidental, e agora Marrocos retribui, querendo o que falta.

Revelação. Entretanto, beneficiários desta guerra denunciam-se. É uma modalidade antiga e próspera: enriquecer à custa do infortúnio dos outros. E se se for ceo de uma startup, então, é pura poesia empreendedora.



sexta-feira, agosto 28, 2026

serviço público: dois analistas brasileiros de alto coturno sobre a Ucrânia, para nos rirmos dos comentadores cá da Parvónia e das patetices de António Costa

Nada (ou quase) disto é novidade, para quem segue as análises de Agostinho Costa, Carlos Branco, Mendes Dias, Miguel Sousa Tavares -- e, desde há algum tempo, também Afonso Moura, um regalo (onde pára Viriato Soromenho Marques?). Vamos ver e ouvir a grande categoria analítica de Robinson Farinazzo e Breno Altman e rir-nos de coisas sérias a propósito da meia-tigela do comentário, dos pasteleiros da política europeia e das "notícias" que diariamente nos são instiladas, orquestradas por galinhas sem cabeça e, muito desorientadas, pois desde o princípio 1) os russos estão sempre a levar nas lonas e 2) são um perigo para o mundo livre e os ucranianos combatem por nós (pobre ucranianos, que morrem pelos interesses dos outros; pobres nós, constantemente assaltados pela propaganda dos avençados de Washington e arredores, e pelo zurrar dos ases dos especialistas RI (com pouquíssimas excepções) e dos onagros que os pivoteiam).   


 

quinta-feira, agosto 27, 2026

Costa a ser Costa

Além desta anedota que me chegou, mas nem vou ler, já tinha passado os olhos pela cerimónia de Kiev no DN de anteontem, no palanque com Zelensky e o 9mbecil de turno que governa em Londres. Mas vale a pena gastar tempo e latim? A Rússia violou o Direito Internacional ao invadir a Ucrânia? Pois violou, embora as opiniões dos especialistas não sejam unânimes; mas, dando isso de barato -- e então o resto? Todo esse enorme resto que por fatiga me dispenso de repetir e que, certamente, se Costa não percebeu então, algum assessor militar lho deve ter explicado.

Costa, que conta tanto para isto como o Pato Donald, pelo menos podia mostrar algum brio político, em vez de ser uma bandeirola de contenda. Mas isso seria esperar demasiado.

sábado, agosto 22, 2026

notas periféricas sobre a Guerra da Ucrânia

1. A Ucrânia continua a ser destruída em nome do Ocidente. A Ucrânia nunca foi do Ocidente e nunca será -- ou sê-lo-á quando a Rússia for neutralizada e, em seguida, cortada às postas, como pretendem os neocons que percevejam democratas e republicanos, 

2. A União Europeia, passou de vassala a um franchise americano, débil, com dirigentes políticos péssimos e sem vergonha. A História, quando olhar para os actos destas criaturas será implacável, a começar numa oportunista chamada Ursula von der Leyen e a acabar nuns miseráveis chefes de governo. Melífluos, incompetentes, imorais, burlões da pior espécie, compraram aos americanos "a derrota da Rússia" -- e agora, com uma UE aos pedaços (triunfo para Putin, e é bem feito), continuam a sustentar o arrasar da Ucrânia -- e o que dela restar no fim disto tudo, num processo em que a diplomacia só serviu para enganar (Acordos de Minsk), e quando tal deixou de ser possível, foi posta de lado. Uma União Europeia abaixo de vassala, agora abaixo de zero.

3. Uma luta pelo poder feiosa a desenrolar-se dentro da clique dirigente que serve os interesses dos americanos, com ou sem Trump, digna de um tipo -- Zelensky -- que enganou o eleitorado e ajudou a levar o país à ruína, repetindo-me: para servir os interesses americanos de neutralização da Rússia.

4. Era para falar em comentadores e no papel de palhaços de circo de pivôs, por exemplo da cnn-Portugal, mas não vou descer tão baixo.

5. Preocupa-me, isso sim, a dinâmica própria da inércia que conduz à inevitabilidade de uma guerra com a Rússia, por causa da Ucrânia -- algo que em 2014 me parecia impossível, mas que agora, com sonâmbulos e trafulhas aos comandos passou a ser uma preocupação. E pergunto:

A. A quem serve uma guerra na Europa com a Rússia? Não à Europa, certamente;

B. Quem ganharia uma guerra entre alguns países da Europa (que não Portugal, espera-se que não seja governada por traidores) com a Rússia? Não esses países, certamente. Pelo contrário, nessa circunstância catastrófica, vejo uma Alemanha de novo destruída -- e talvez de novo, havendo futuro --, remetida para a condição de muitos pequeninos estados inofensivos. Eu cá gostaria disso; quero lá saber dos alemães.

6. Talvez o poder atómico francês seja suficientemente dissuasor: talvez a Inglaterra devesse levar uma lição, pela quantidade de abortos que são eleitos, desde pelo menos o ultravigarista Boris Johnson; talvez a Polónia católica resista; talvez a Finlândia volte a ser partilhada com a Suécia; talvez os países bálticos voltem ao primitivo estado de territórios ocupados do limes  russo; talvez... talvez Portugal, país da Nato, entretanto uma fraude que há muito deixou de ser aliança defensiva, consiga ficar à parte de uma guerra que não lhe interessa para nada -- que é contra os seus interesses.

7. Com 900 anos (2028), Portugal não precisa da Europa para nada no que respeita à sua condição de antigo estado do Velho Continente -- aliás o estado europeu com as fronteiras mais antigas.... A UE serviu-nos para sacar dinheiro e ensinar-nos a comer à mesa. Da Europa, duas constantes de política externa: Espanha e o Atlântico, antigamente a Inglaterra, depois os Estados Unidos. Depois, Brasil, Cabo Verde, Angola, Moçambique, etc. 

8. Ucrânia -- que nos interessa isso? Por mim, como já disse, Putin pode tomar Kiev e resolver a questão da Transnístria, região cuja população nunca quis deixar de ser russa. Como creio que a cidade russa de Odessa está perdida para a Ucrânia (a não ser que se apressem a fazer a paz com a Rússia enquanto podem -- e já não sei se podem) -- como Odessa está perdida e o acesso ao mar da Ucrânia terminará, aquela região que nunca quis ser Moldávia resolve-se por si. Chatices lá para o Mar Negro; já houve, na História, mortandade que chegasse por ali. Deve interessar-nos tanto como o Sudão do Sul, presidido por um tipo chamado Salva Kiir Mayardit.

terça-feira, julho 14, 2026

JornaL: dos guardiões do Estreito à brita do ministro, passando pela Ucrânia, de que não queremos saber para nada

As obras do ministro. Estou-me epistemologicamente nas tintas para a puta da licença da piscina do ministro Luís Neves e para as suas obrinhas em casa. O homem que pague as coimas que tiver de pagar e que seja pelo menos tão bom ministro como foi director da PJ! A tentativa de cerco pelo conhecido Ventura e os que lhe servem os propósitos é mais do que evidente; poderia lá o Tullius Detritus perdoar a quem vinha desmontar o discurso de ódio que lhe permitiu subir na vida?...

Estreito de Ormuz. Não fora tão sério e perigoso... Da "Fúria Épica" a "Guardião do Estreito", Trump é mais cómico do que o Jesus. Rangel também faz rir, mas percebe-se -- não podemos indispor os vizinhos piratas; melhor o Governo nesta idiotice da Coligação dos Dispostos (só o nome...), apesar das palavras dúbias do mesmo Rangel. Já servimos os interesses dos americanos, não temos que servir também os dos franceses em África, que estão em disputa com os russos. Enxerguem-se lá, por amor de deus!

sábado, julho 04, 2026

é irresistível: jornalistas da cnn-Portugal a fazerem figura de parvos

Havia já aquele antecedente de circo com a criatura que interpelou Carlos Branco. Veja-se o tipo de perguntas que são feitas aqui ao coronel José Carmo, antiputinista. O homem nem sabe o que e como há-de responder, quando é-questionado sobre a possibilidade da "consolidação da vantagem" (sic) da Ucrânia no próximo Inverno....

Pois se a estação há semanas que anda a vaticinar o extraordinário momentum ucraniano e o desespero russo -- levando até ao curto-circuito do pobre Azeredo Lopes, para quem "A Ucrânia já ganhou a guerra"... Então não já?... É a Ucrânia triunfante, embora destruída e morta ao serviço dos neocons americanos, primeiro, e dos países que mandam na UE, depois. Acho mesmo que a grande vitória da Ucrânia nesta guerra será ainda mais retumbante do que a "Fúria Épica" do Trump, no Golfo Pérsico. 

Por falar em Trump, já me rio bastante menos quando um canal de televisão usa a concessão pública para aldrabar as pessoas e fazer o jogo das potências a quem esta guerra aproveita. Tem largos dias, mas é impossível não denunciar a manipulação grosseira praticada pelos "jornalistas" (espero que não todos) da cnn-Portugal: o que Trump diz a propósito do grande número de baixas sofrido por ucranianos e russos (não só qualquer um percebe que Trump está a falar de ambos os contendores, além de ser este o modo como ele aborda a questão desde antes da sua eleição), não tem correspondência no título, que é o seguinte: «Trump sobre a Rússia: "Eles perdem tantos soldados. Desde a Segunda Guerra Mundial que não se via nada assim"». 


quarta-feira, maio 27, 2026

Zelensky, candidato ao Prémio Nobel da Paz dos Cemitérios

Repetindo-me, agora que as dejecções comunicacionais procuram convencer-nos das grandes dificuldades por que passaria a Rússia -- a Ucrânia, como sabemos, está destruída e despovoada, mas triunfa em toda a linha, segundo estes (barda)mé(r)dia --, o estadista corre o sério risco de receber um bonito galardão.

É verdade que (repetindo-me, que hei-de fazer?), se candidatou a presidente da Ucrânia garantindo que faria a paz com a Rússia. Foi uma aposta lógica do eleitorado: fora do sistema, entertainer televisivo, etnicamente nem ucraniano nem russo, mas judeu de língua materna russa, muito terão sido os cidadãos de ambos os lados que nele votaram.

Capturado pela estratégia neocon americana -- e nem preciso de vir com a conversa gasta, não sei se verdadeira se falsa de ele ter sido comprado --, o estadista fez-se um títere dos americanos; com a mudança Trump, passou a mandar na UE, dirigida por insignificantes inconscientes (uns estúpidos que deixarão que Zelensky nos arraste para a sua guerra, se não forem travados pelos cidadãos).

Parece que a Ucrânia é o suprassumo no que respeita a drones e coisas assim. Fantástico. Seria preciso ver o que era a Ucrânia quando ele tomou posse e o que é a Ucrânia hoje. E porque está assim. O contributo deste heróico estadista foi inestimável, o Nobel da Paz dos Cemitérios para ele.


sexta-feira, maio 08, 2026

estou para ver...

Tão excitados que estão para aí uns comentadores perante a alegada ameaça de Zelensky perturbar as comemorações do dia da vitória em Moscovo. Ouvindo-os, ficamos a saber que Putin está cheio de medo. Estou para ver, acção e reacção.

quinta-feira, maio 07, 2026

Ucrânia e Portugal, os burros do Expresso, o deputado Núncio, etc.

Já me ri hoje com este título analfabeto do Expresso; mas o que não deve ser deixado passar em claro são as reacções asnáticas no parlamento, equivalentes ao asinino título do Expresso, no que respeita à posição do PCP.

Ora o PCP tem salvo a honra daquele convento.  Pessoalmente, talvez preferisse que os únicos deputados (creio) que sobre a guerra da Ucrânia têm uma posição decente e ponderada, tivessem permanecido no hemiciclo em silêncio e sem aplaudir (como pode o silêncio ser eloquente, em certas situações...) -- mas eles é que sabem.

Quem insulta a inteligência é a criatura que pergunta sobre qual seria a posição do PCP se a Rússia invadisse Portugal -- arre, que não tem vergonha na cara, ou então é estúpida todos os dias; ou o acólito do CDS que pediu desculpa à Ucrânia pela posição do PCP.

Não sei do que me ria mais: se do deputado Núncio (oh, são tantas as vezes...) ou dos burros do Expresso.

segunda-feira, março 16, 2026

cada cavadela, cada minhoca -- são uma anedota estes americanos

Depois de acharem que poderiam não só derrotar como partir a Rússia aos bocados, usando os neonazis que tomaram conta da Ucrânia ocidental --, estes nabos em Washington viraram-se para o Irão (bem manipulados por Netanyahu), crendo que os aiatolas eram palhaços do tipo Maduro, e que a velha Pérsia, com milénios em cima e habituados a bater-se contra gregos, romanos, mongóis, otomanos e russos, iriam facilitar e não vender cara a pele.

E de tal maneira, que Trump já está em pânico de poder atolar-se ali, tendo começado a coagir os idiotas úteis da Europa e arredores, que tão prestimosos foram para com a administração alegadamente liderada pelo senil que o antecedeu.

Veremos se com tanta cordura solidária para com o nosso grande vizinho, ainda não seremos obrigados a enviar uma fragata -- afinal não somos da raça de Albuquerque, o Terríbil?...


(em tempo:
Rangel disse que não temos nada que ver com aquilo;
o que vale é que Trump, segundo ele, só estava a testar os europeus...)

sexta-feira, março 06, 2026

Zelensky a pisar ainda mais o risco

Não sei se é para que se lembrem dele, agora que estamos todos virados para o Golfo Pérsico, mas, ao ameaçar Orbán, Zelensky nem na União Europeia tem lugar.

Estou curioso para ver a reacção: provavelmente, a cúpula da UE assobiará para o lado, fazendo de conta que não foi nada; o mesmo em relação aos chefes de estado e de governo. Mas é possível que alguém que não Fico (um socialista que os me(r)dia classificam como populista...)  ou Salvini; talvez a Europa ainda tenha governantes decentes que ponham o Zelensky na ordem.

 

segunda-feira, fevereiro 23, 2026

o que dirá a História destes quatro anos da Guerra da Ucrânia

Haverá questões sempre susceptíveis de debate, como "O que é a Ucrânia?"; ou os temas operacionais estratégicos e tácticos: do erro de cálculo e excesso de confiança da Rússia no início da Operação Militar Especial, que rapidamente degenerou em guerra, ao envolvimento no teatro de operações de países terceiros. 

O que a História dirá é que esta é mais uma das várias guerras iniciadas sob falsos pretextos, mas que nunca com até aqui houvera uma avalanche de propaganda e desinformação sobre as opiniões públicas ocidentais, nomeadamente europeias, para convencê-las da necessidade do desvio de recursos para "ajudar a Ucrânia" -- e também de tropas, se preciso for --, numa guerra de desgaste que os Estados Unidos decidiram mover à Rússia, usando a população da Ucrânia, e estribando-se no acirrar do nacionalismo radical e neo-nazi local.

Uma guerra que devastou um país, comprometeu o seu futuro próximo, alegadamente liderado por um humorista judeu de língua russa, que se fez eleger presidente assegurando que iria resolver os diferendos com o país vizinho. Muitos dos que enganou e lhe deram o seu voto, estão agora mortos; outros deixaram de ter a nacionalidade ucraniana: ou são russos, ou estão espalhados pelo resto da Europa. O estado do país é catastrófico, a perda de vidas humanas, a troco de nada, ou pior ainda: a troco de menos, é e será insuportável.

A União Europeia pôs-se ao serviço da anterior administração dos Estados Unidos, herdando agora o problema, depois de a política em Washington mudar. Ainda não se sabe o que irá acontecer à UE. mas a sua fraqueza e desunião nunca foram tão visíveis como hoje. Que UE teremos no fim da década? Ainda haverá UE?

O testemunho da chusma de nulidades jornalísticas e académicos medíocres que cobriram este conflito será utilíssimo, quando alguém no futuro vier a elaborar sobre O que foi e o que não foi a Guerra da Ucrânia.

domingo, fevereiro 15, 2026

enxurrada de veneno de rã-dardo de propaganda, como se fôssemos tão estúpidos como os pivôs dos telejornais -- ou os russos têm que aprender com os americanos como suicidar criminosos na prisão

Na última semana, a palavra de ordem da propaganda bélica anti-russa, do major-general Isidro à egéria Clinton, é a de inculcar na opinião pública europeia estas duas verdades insofismáveis: 1) a de que os russos são mesmo maus; 2) além de serem maus, militarmente não valem nada -- dois bons argumentos para começarmos a despejar tropas no cemitério ucraniano.

No outro dia, o Isidro dizia no seu espaço de comentário que os russos estavam a levar tanta porrada, mas tanta porrada, que até ficamos admirados como o Zelensky ainda não tomou Moscovo; depois, o Rutte da Nato -- esse tipo que não se reproduz --, a ridicularizar as capacidades militares do inimigo; Hillary, essa esposa exemplar, ataca Trump por causa da Ucrânia; mas o melhor de tudo foi isto: de acordo com os idóneos ingleses (que têm na chefia do MI6 uma neta de um criminoso de guerra ucraniano nazi; a Ursula parece que é só neta de um nazi normal, que foi juiz), de acordo, pois, com os ingleses $ associados, o neonazi Navalny foi envenenado com uma toxina rã-dardo!...

Eu gabo a paciência dos russos (deve ser por isso que eles são tão incompetentes no campo de batalha): têm o Navalny preso no Árctico, e em vez de o matarem ao frio, deram-se ao trabalho de importar veneno de rã do Hemisfério Sul para matar o liquidar à bizantina.

Os russos têm de aprender com os americanos, que suicidaram o Epstein na prisão, na precisa altura em que o circuito interno de videovigilância inexplicavelmente caiu. O que vale é que partilhamos todos os mesmos valores, aqui no Ocidente.

quarta-feira, janeiro 21, 2026

ucraniana CDIX (e provavelmente a última) - Ucrânia?...

Ao longo de quase quatro anos, a coluna da direita apresentou o texto de um post que escrevi logo no início da guerra e que será retirado nos próximos dias, pois tornou-se obsoleto. Mas continuará, portanto, neste blogue, a documentar o modo como um cidadão comum viu uma guerra fabricada na Europa por uma potência extraeuropeia. 

A derrota estrondosa da estratégia delineada pela anterior administração americana arrastou com ela uma União Europeia, que se encontra hoje entalada entre o nacionalismo russo, hostilizado de forma irresponsável, e o imperialismo bandoleiro americano, como se está a ver com o caso da Gronelândia. O resultado não podia ter sido pior para a miserável subserviência europeia; e pior ainda para a Ucrânia, tomada por uma clique às ordens dos americanos. 

O que restará da Ucrânia, ainda estamos para ver. O que fica da UE, cujos dirigentes não passaram de peões no jogo de uma superpotência, também.

Sem Nato, já não direi nada a propósito do futuro das repúblicas do Báltico, a não ser que mudem de política interna (minorias russas) e externa, se querem sobreviver incólumes.

E Portugal? Somos vizinhos dos Estados Unidos, como sempre tenho dito; e com os vizinhos convém ter boas relações, e mesmo assim não descansamos quanto aos Açores, atendendo ao cadastro vicinal...

Se os Estados Unidos fazem agora 200 anos, Portugal, em 2028, fará 900 como reino independente de facto, aniversário da Batalha de São Mamede; de jure, é menos 1143 (Tratado de Zamora) que 1179, quando foi emitida a bula Manifestus Probatum, pelo papa Alexandre III.

Em 2026, o Atlântico é crucial para o nosso país (Brasil, Cabo Verde, Angola) e nunca a CPLP foi tão importante. Só precisa mesmo de existir.

terça-feira, janeiro 06, 2026

JornaL

Como a adversidade torna as pessoas frágeis e mais humanas. Os pulsos atados, a farda prisional, a dificuldade em mover-se, a mulher nas mesmas condições. Tenho pena do Maduro? Nenhuma. Gosto de ver o homem diminuído? Nada.

Gosto, isso sim, da Dinamarca, a pátria de Andersen, da Lego, da Carslberg; onde as mulheres são tão bonitas e uma rainha emérita se correspondia com o Tolkien. A Dinamarca não merece; o governo dinamarquês e a primeira-ministra, sim. E a UE, por arrasto.

A Gronelândia para os gronelandeses: é a minha posição de princípio sempre (tal como as Falkland para o malvinos e não para os argentinos, em especial se forem generais). Mas o destino da colónia dinamarquesa está traçado: é americano.

Donald Tusk vê tudo mal parado, porque a UE não se dá ao respeito. Teve oportunidade para isso, tivesse sabido lidar doutra forma tanto com os Estados Unidos como com a Rússia (nem teria havido guerra na Ucrânia, muito provavelmente.) Agora, parece tarde.

voto em Gouveia e Melo

Na minha vida adulta só por duas vezes me deparei como uma situação de grande incerteza e perigo geopolítico com implicações directas no continente europeu: o fim da Guerra Fria, com a implosão da União Soviética, e agora, com a rearrumação das grandes potências e a inflexão dos Estados Unidos que parecem ter finalmente percebido que nem a Rússia brinca nem a China anda a dormir. Por isso a política neomonroviana -- que mais do que "A América para os americanos", é a América para os norte-americanos. Claro que terão sempre a vizinhança próxima da Rússia no Árctico, com ou sem Gronelândia, que, já agora, não deverá tardar a ser anexada ou independentizada, queira ou não, de qualquer forma tutelada. Apesar de a Europa ter muito boa boca para os caprichos norte-americanos -- não batam só no Rangel; o Santos Silva fez muito pior ao embarcar(-nos) na estúpida farsa Guaidó (aí já não havia problema com a comunidade portuguesa) ou Luís Amado, com esse aborto chamado Kosovo, sem esquecer o recente Cravinho -- (apesar de a Europa ter muito boa boca,) não estou a ver como sobreviverá a Nato a um acto hostil do accionista maioritário sobre a pequena Dinamarca. Nada que preocupe Trump, que quer destruir a UE (esta, a continuar assim, alcança o desiderato sem precisar de ajuda), sem se importar muito que a Nato vá a seguir: basta-lhes umas testas de ponte para o continente, a começar pelos mais próximos: Islândia, Reino Unido (claro), Portugal (os Açores, mas não só).

Se até Trump ter mostrado, ainda antes da sua eleição, que a Nato era coisa de somenos e que alegadamente nem se importaria que a Rússia invadisse uns quantos países membros me pareceu então basófia, agora já não tenho certeza de nada.

Estamos, pois, numa situação internacional cada vez mais instável e imprevisível. Eu tenho várias razões para votar em Gouveia e Melo -- como teria também para votar em António Filipe ou mesmo em António José Seguro --, mas não quero arriscar, pela parte que me toca, e, francamente, só esta candidatura me parece vital no momento presente: Marques Mendes e Seguro demonstraram nos debates uma grande impreparação para lidar com uma eventual guerra em mais larga escala, espécie de marias-vão-com-as-outras. Com eles e Montenegro (como outrora com Costa) estaríamos envolvidos num ápice e sem darmos por isso numa guerra que nada tem que ver com os nossos interesses permanentes -- como aqui sempre tenho escrito -- e que é a posição do almirante. Nós somos um país Atlântico europeu -- não temos de nos envolver e muito menos combater nas margens do Mar Negro e morrer pelos interesses dos outros por causa da Ucrânia, que além de nem pertencer à Nato está na área de influência da Rússia, tal como a Venezuela está na área de influência dos Estados Unidos -- é assim a vida (e sempre foi assim, apesar de alguns professores de RI ou Direito Internacional terem acordado agora para a impotência da ONU ou para o fim (sic) de uma ordem internacional baseada em regras... Vão falar dessa ordem internacional à Sérvia, amputada pela força da sua província-berço, ao Iraque das armas de destruição maciça vislumbradas pelo Durão Barroso, ou à Palestina, desde sempre.

Isto não está para amadores, e espero não ter como presidente nenhum pacóvio que se deixe manobrar nos corredores de Bruxelas. O meu voto em Gouveia e Melo deve-se a essa esperança, que ele, mais do que qualquer outro, pode assegurar. O futuro o dirá.

sábado, janeiro 03, 2026

os candidatos presidenciais dizem de que modo encaram o envio de tropas portuguesas para a Ucrânia

Esta a questão essencial, ornamentada por parvoíces jornalísticas que nem merecem referência, no "debate das rádios", entre a 1,35' e a 1,52'

Luís Marques Mendes, à 1h36m: no fundo não exclui nada, num quadro de paz, mas ainda é cedo para opinar, o que quer dizer que pode aceitar tudo. Nacional-redondismo, o falar imenso e dizer praticamente nada.

André Ventura, à 1h39m:  a conversa que o seu eleitorado gosta de ouvir; guerra? toma lá um manguito, parece que morre muita gente na guerra... Se o envio é justificado ou injustificado isso não interessa para nada -- não mandamos tropas mas estamos "ao lado da Ucrânia". Sim senhor! Junta-se mais uma colagem da "extrema esquerda" (quer dizer o PCP, pretendendo atingir o Bloco e o Livre, injustamente, pois sabemos que estes têm estado bem ao lado do Chega nesta questão) -- e termina, não apenas falando do dinheiro abarbatado pelos amigos do Zelensky, mas, estadista, reafirma por outras palavras: "queres tropas?, toma!" ou seja: que morram os outros, pois nós até propusemos no Parlamento classificar a Rússia como estado terrorista -- não queriam mais nada! (Burburinho de aprovação na taberna.)

António Filipe, à 1h41m: basicamente isto, que é a posição com a qual genericamente me identifico, e que será retomada por Gouveia e Melo: tropas em tempo de guerra, não; tropas em tempo de paz, também não, uma vez que a Ucrânia não está na geografia dos nossos interesses permanentes enquanto estado -- um argumento simples, mas não simplista, que só alguns analfabetos das Relações Internacionais não perceberam. Ah, e também não é um membro da Nato, a Ucrânia...

António José Seguro, à 1h42m: se dizem que é para manutenção de paz, Seguro crê, cheio de angelismo, que é porque haverá paz, e assim devemos mandar para lá "profissionais" para proteger os nossos interesses, que são também os da Europa -- oh, a impreparação!... --, e claro, tudo consensualizado entre os órgãos de soberania. O que é preciso são os consensos.

Catarina Martins, à 1h43: diz, à cautela, que como não sabemos de que paz se trata, está-se elaborar sobre nada. Quer mandar geradores para aquecer os deslocados internos. Estou com ela; porém, como visão estratégica é pouco.

Henrique Gouveia e Melo, à 1h45m: como é o único que verdadeiramente sabe do que está a falar, para além das considerações políticas, ou seja: entram na sua equação as tangíveis questões militares e operacionais, e outras, não tanto, como os interesses geoestratégicos de Portugal e também a sua História. Diz claramente que é contra -- só ele e António Filipe o dizem claramente --, e, ainda por cima, explica porquê, vão lá ouvir.

João Cotrim de Figueiredo, às 1h47m: fico espantado com o modo com que diz as maiores banalidades e até asneiras, sempre com aquele ar empreendedor e de mangas arregaçadas. A anedota do dia: corrige André Ventura naquilo em que este tinha razão e, quando interpelado, chega-se-lhe junto -- o que é preciso é evitar que os nossos rapazes vão para lá. Cotrim, cada cavadela...

Jorge Pinto, à 1h50m de debate: aproveita para falar indirectamente na Gronelândia, por causa do Direito Internacional. Mais pueril que Seguro, o que lhe interessa é soltar a Ucrânia das garras de Putin, vá-se lá saber porquê. Diz-se pacifista e comeu a sopa toda do prato que lhe puseram à frente.

O debate.



sexta-feira, dezembro 19, 2025

ucraniana CDVIII - ...ou, como diz o povo, "quem tem activos russos tem medo"

O triste espectáculo da União Europeia. Não fora Orbán, Fico, Babis,  o p-m belga Bart De Wever (que soube defender o seu país, não se comportando como mais um pateta) -- e, ao que parece, Meloni -- e a UE anteciparia a catástrofe de uma iminente guerra aberta com a Rússia. 

Ouvir Costa e Montenegro a falazar sobre o assunto, das profundezas da sua irrelevância, que procuram disfarçar com grandes abraços, vigorosas palmadas nas costas e sorrisos alvares, nauseia até ao vómito.

Entre Von der Leyen, Macron, Starmer e o sinistro Merz -- cães-de-fila abandonados pelo dono, mas cuja natureza não é a outra se não a de filhar -- e os traumas dos (em parte justificadamente) aterrorizados países bálticos, incluindo a Polónia, a Europa deve agradecer àqueles quatro ou cinco o não estar ainda (por quanto tempo?) no limiar da guerra, que, como o Putin avisou, não seria nunca algo parecido com o que se tem passado na Ucrânia (há quanto tempo os russos poderiam ter arrasado os centros do poder em Kiev...), mas um knock out a Paris, Londres e Berlim, pelo menos.

Vamos ver se estas criaturas percebem que os Estados Unidos só querem que não os estorvem, e que da Europa só verdadeiramente lhes interessa a parte Atlântica (que é onde nos situamos); que estão mais interessados em colaborar com a Rússia e que não lhes interessa a UE para nada, antes pelo contrário -- o que deveria obrigar a mesma UE a ser mais inteligente no modo como se relaciona com os outros blocos e potências em vez de sujeitar-se a ser o peão de brega de terceiros, como sucedeu e agora está a pagar por isso. 


terça-feira, dezembro 09, 2025

ser-se selectivo quanto aos Direitos Humanos

No debate com António Filipe, Jorge Pinto, reproduziu (com candura ou sem pudor) o palavreado propagandístico desavergonhado da von der Leyen -- a começar pela inenarrável conversa do "rapto" de crianças supostamente ucranianas pelos russos. (Creio que não se degradou a empregar a infame palavra "deportação", de ressonância nazi, que a UE e a anterior administração americana usaram numa das muitas campanhas de lavagem ao cérebro da opinião pública europeia).

Disse também Jorge Pinto que é pela autodeterminação dos povos. Também eu sou -- mas tanto falo do povo tibetano como dos russos do Donbass, perseguidos na sua integridade, como toda a gente sabe, e que só os ingénuos, os desmemoriados ou os pulhas se esquecem de falar.

quinta-feira, dezembro 04, 2025

ucraniana CDVII - e o que queria a União Europeia?

Quando a Cia orquestrou o golpe de estado na Ucrânia, em 2014, a UE, aprovou. Quando uma prócere americana proferiu Fuck the EU!, a UE gostou. Quando Trump impôs e humilhou, a UE anuiu e continuou a pagar. Agora, quando os dois beligerantes, Rússia e Estados Unidos, se preparam para decidir a situação no terreno, marimbando-se para a Europa, depois da obediência canina, do que estava a UE à espera senão ser desprezada?