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domingo, maio 04, 2025

saiu no JL

António Cândido Franco: «Havia nele qualquer coisa dum Cristo literário, disposto a sacrificar a vida por todos, e dum Saint-Just anónimo, que com indefectível pureza não se perdoava a si e aos outros a menor cedência.» (sobre Luiz Pacheco)

António Carlos Cortez: «Explorando os ambientes e cambiantes de São Salvador da Bahia, Paulo Teixeira sabe bem o que é literatura: povo, oralidade, realismo levado até ao osso; mas sem rasgar à força a arte da elocução, sem artificializar.» (sobre o romance de Paulo Teixeira, Não Digas o que a Baiana Tem)

Carlos Vale Ferraz: «Como escritor sou um dano colateral do 25 de Novembro de 1975.» («Autobiografia»)

Guilherme d'Oliveira Martins: «O Papa Francisco lembrava Gustav Mahler, a defender que a fidelidade à tradição não consistiria em adorar as cinzas, mas em conservar o fogo.»

Maria Fernanda de Abreu: «[...] creio bem que a grande qualidade de Vargas Llosa é herdeira do melhor romance oitocentista, que ele actualiza, reformulando também a herança da literatura indigenista, para contar histórias (quase sempre) do seu tempo e da sua terra.»

Paulo Teixeira: «Somos todos personagens secundárias.» (entrevista a Luís Ricardo Duarte)

JL #1424 -30.4.2025

segunda-feira, maio 22, 2006

MárioVargas Llosa à 6.ª

O suplemento de sexta-feira do Diário de Notícias é o que de melhor se publica por cá em matéria de imprensa cultural. Além disso, herdou do seu antecessor as crónicas de um dos espíritos que mais admiro: Mário Vargas Llosa. No último número, evocando o recentemente falecido Jean-François Revel, em mais uma das suas brilhantes crónicas, frisava: «fomos amigos, e também, creio que posso dizê-lo sem parecer jactancioso, companheiros de barricada, porque nenhum dos dois se envergonhava de ser chamado um liberal, palavra que, apesar de todas as montanhas de insídia com que quiseram sujá-la nestas duas últimas décadas, continua a ser, para mim, como o era para Revel, uma palavra belíssima, parente de sangue da liberdade e das melhores coisas que aconteceram à humanidade, desde o nascimento do indivíduo, da democracia, do reconhecimento do outro, dos direitos humanos, da lenta dissolução das fronteiras e da coexistência na diversidade. Não há palavra que represente melhor a ideia de civilização e que esteja mais antagonizada com todas as manifestações da babrbárie que encheram de sangue, de injustiça, censura, crimes e exploração a história humana.» 6.ª -- Diário de Notícias, 19 de Maio de 2006

Vargas Llosa

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domingo, maio 22, 2005

Caracteres móveis #15 - Mario Vargas Llosa

(...) a matéria-prima da literatura não é a felicidade mas a infelicidade humana, e os escritores, tal como os abutres, preferem alimentar-se de carne putrefacta.
História Secreta de um Romance
(tradução de António José Massano)
Mario Vargas Llosa Posted by Hello